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A mostrar mensagens de Outubro, 2015

Breves notas sobre o estado da música

O mundo mudou e a indústria da música também não se está a sentir lá muito bem. Há 15 anos era a música gravada — leia-se, as companhias discográficas — quem ia ao volante. Hoje, é a música ao vivo — leia-se, os concertos e festivais — quem está no comando. A mudança não é, obviamente, neutra. E a sua origem está, muito provavelmente, na tecnologia. Em ritmo binário


Na semana passada tive a felicidade de moderar um debate na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Festival Jovens Músicos. Discutia-se a relação “música e internet”. José Dias, em representação de uma pequena editora de jazz portuguesa, a Sintoma Records, não podia ter sido mais lapidar quando disse (e cito de cor): que ontem faziam concertos para se vender discos, hoje fazem-se discos para se vender concertos. A música gravada passou a ser um mero cartão de visita da banda ou do artista. Não é um fim em si mesmo, serve apenas a intenção de capturar receitas com os concertos.


Não se pense que tal apenas sucede em comp…