VENDAS DE DISCOS EM PORTUGAL: GALARDÕES, DISCOS MAIS VENDIDOS, ETC...



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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Vendas de discos 2003

Tribalistas

Discos mais vendidos - 2003

1 - Tribalistas - Tribalistas
2 - Live Summer 2003 - Robbie Williams
3 - O Concerto Acústico - Rui Veloso
4 - Now 8 - Vários
5 - Escapology - Robbie Williams
6 - As Músicas da Carochinha - Canções da Carochinha
7 - Fallen - Evanescence
8 - Fado Curvo - Mariza
9 - Adiafa - Adiafa
10 - Saber Amar - Banda Sonora
11 - Fado Em Mim - Mariza
12 - Momento - Pedro Abrunhosa
13 - Focus - Ennio Morricone/Dulce Pontes
14 - O Irmão do Meio - Sérgio Godinho
15 - Now 9 - Vários
16 - Falar Por Sinais - João Pedro Pais
17 - Meteora - Linkin Park
18 - Now 7 - Vários
19 - Cabeças No Ar - Cabeças No Ar
20 - Let Go - Avril Lavigne
21 - New Wave - Banda Sonora
22 - A Rush Of Blood To The Head - Coldplay
23 - Ao Vivo No Pavilhão Atlântico - Tony Carreira
24 - Molibeat 2 - Vários (Som Livre)
25 - RFM - Vários (Som Livre)
26 - Operação Triunfo - Acreditar "O Album" - Vários (BMG)
27 - Mended - Marc Anthony
28 - Come Away With Me - Norah Jones
29 - Hijas del Tomate - Las Ketchup
30 - Mulheres Apaixonadas - Banda Sonora
31 - 8 Mile - Banda Sonora
32 - Italia Ti Amo - Vários (Som Livre)
33 - Laundry Service - Shakira
34 - Oceano Pacífico III - Vários (EMI-VC)
35 - Best Of Dance 2 - Vários (Som Livre)
36 - Life For Rent - Dido
37 - St. Anger - Metallica
38 - Sing Me Something New - David Fonseca
39 - Sacred Love - Sting
40 - In Time: The Best Of R.E.M. 1988/2003 - R.E.M.
41 - Divorcio - Julio Iglésias
42 - Porto Campeão - Super Dragões
43 - Live In Texas - Linkin Park
44 - Maria Rita - Maria Rita
45 - Fora de Mão - Luis Represas
46 - One Heart - Celine Dion
47 - This Is Me... Then - Jennifer Lopez
48 - The Best Of Fado - Um Tesouro Português - Vários (EMI-VC)
49 - The Ballads Hits - Roxette
50 - Letra e Música 15 Anos Depois - Carlos Paião

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

Hijas del Tomate - Las Ketchup (2#1)
Momento - Pedro Abrunhosa (1#1)
Escapology - Robbie Williams (5#1)
Mended - Marc Anthony - #2
8 Mile - Banda Sonora - #2
100th Window - Massive Attack - #2
Let Go - Avril Lavigne -
Adiafa - Adiafa (6#1)
Diamonds Are Inside - Ben Harper - #3
Fado Em Mim - Mariza - #4
Meteora - Linkin Park (2#1)
One Heart - Celine Dion - #3
The Dark Side Of The Moon - Pink Floyd - #3
O Irmão do Meio - Sérgio Godinho (3#1)
Fado Curvo - Mariza - #2
Letra e Música 15 Anos Depois - Carlos Paião - #3
Porto Campeão - Super Dragões (3#1)
Sing Me Something New - David Fonseca - #2
St. Anger - Metallica (4#1)
Hail To The Thief - Radiohead - #3
As Nossas Canções - Marco Paulo - #2
Tribalistas - Tribalistas (15#1)
Fallen - Evanescence - #2
Cabeças No Ar - Cabeças No Ar - #3
Love Songs - Julio Iglésias - #3
Os Primeiros 10 Anos - Santos & Pecadores - #3
Falar Por Sinais - João Pedro Pais - #4
Ao Vivo No Pavilhão Atlântico - Tony Carreira - #2
Sacred Love - Sting - #2
Live Summer 2003 - Robbie Williams (5#1)
Results May Vary - Limp Bizkit - #4
The Antidote - Moonspell - #4
Life For Rent - Dido - #4
Focus - Ennio Morricone/Dulce Pontes - #3
In Time The Best Of R.E.M. 1988/2003 - R.E.M. - #4
Divorcio - Julio Iglésias - #4
O Concerto Acústico - Rui Veloso (6#1)
Live In Texas - Linkin Park - #4


(Discos que atingiram as primeiras posições entre Janeiro e Dezembro de 2003 )

As Músicas da Carochinha - Vários (Som Livre)
Saber Amar - Banda Sonora
Now 7 - Vários
Now 8 - Vários
Now 9 - Vários
New Wave - Vários
Molibeat 2 - Vários
RFM - Vários
Operação Triunfo Acreditar - Vários
Mulheres Apaixonadas - Banda Sonora

Galardões

Rui Veloso - 3P; Tribalistas - 4P; Live Summer 2003 - 2P; Ao Vivo No Pavilhão Atlântico - 2P; Fado Em Mim (2002) - 2P; Fado Curvo - 1P; Escapology - 1P; Focus - O; Cabeças No Ar - 1P; João Pedro Pais -1P; Momento (2002) - 2P; Forty Licks - 1P; Fallen - 1P; Palco - 1P; Meteora - O;

CD Caíram 10 por Cento

A crise está cada vez mais presente no mundo da música. Os portugueses compram menos CD devido à falta de dinheiro e aos "downloads", que, como no estrangeiro, têm subido exponencialmente em Portugal. Mesmo assim, a música portuguesa conseguiu colocar cinco álbuns entre os dez mais vendidos em 2003.

A quebra em 2003 ficou perto dos 10 por cento e o número de unidades vendidas não conseguiu chegar aos 10 milhões, segundo os dados da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP). As novidades baixaram as vendas em 17 por cento em relação a 2002, enquanto os restantes CD sofreram uma quebra na ordem dos 10 por cento. Reflexo da crise, os CD em promoção ("budget") contrariaram a tendência e aumentaram as vendas em 59 por cento. Apesar deste quadro, há quem não se queixe, como a editora EMI-Valentim de Carvalho, que aumentou a sua quota de mercado para 23 por cento, mais quatro por cento em relação a 2002.

O Natal é sem dúvida o salvador das vendas discográficas, segundo os dados da AFP. "O concerto acústico" de Rui Veloso conseguiu alcançar a terceira posição no "top ten" de vendas, apesar de só ter sido posto à venda na época natalícia. O mesmo fenómeno aconteceu na Fnac com o álbum "Maria Rita", da cantora com o mesmo nome, que chegou ao 10.º lugar nas vendas do ano apesar de ter chegado ao mercado muito perto do Natal.

Para a música portuguesa, 2003 até foi um ano positivo - cinco álbuns estiveram entre os dez mais vendidos, segundo os dados da AFP: "Concerto acústico", de Rui Veloso (3.º lugar), a colectânea "As canções da carochinha" (6.º lugar), "Fado Curvo", de Mariza (8.º lugar), "Adiafa", dos Adiafa (9.º lugar), e a banda sonora original de "Saber Amar" (10.º lugar). O grande sucesso do ano também foi cantado em português e coube ao álbum de estreia dos Tribalistas, "Tribalistas". Robbie Williams ocupou o 2.º e o 5.º lugar com "Live Summer 2003" e "Escapology", respectivamente. A colectânea "Now 8" (4.º lugar) e "Fallen", dos Evanescence (7.º lugar), completam a lista dos mais vendidos. Seis desses álbuns foram colocados no mercado pela EMI.

Carla Gonçalves de Almeida, Público, 24/02/2004

O álbum de estreia homónimo dos brasileiros Tribalistas foi o mais vendido em 2003 em Portugal, divulgou Sexta-feira, 9 de Janeiro, a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP).
"Tribalistas" foi editado em Novembro de 2002, mas só no ano seguinte atingiu a quádrupla platina em Portugal, com vendas superiores a 160 mil unidades.

De acordo com a AFP, o disco de platina é atribuído por vendas superiores a 40 mil cópias, enquanto que o disco de ouro se refere a 20 mil unidades vendidas e o disco de prata a 10 mil cópias.

O segundo álbum de originais mais vendido em 2003 foi "O Concerto Acústico", de Rui Veloso, editado em Novembro do ano passado, que arrecadou a tripla platina (120 mil discos), referente a 60 mil unidades vendidas, já que as regras da AFP indicam que as vendas de álbuns duplos contam a dobrar.

AM / Cotonete, 10/01/2004

Segundo noticía o PUBLICO a 24 de Fevereiro, e de acordo com os dados da Associação Fonográfica Portuguesa, apesar da venda de CD ter reduzido dez por cento em 2003, cinco discos portugueses estiveram entre os dez mais vendidos: «Concerto Acústico» de Rui Veloso (3º lugar), a colectânea “As canções da Carochinha” (6º lugar), «Fado Curvo» de Mariza (8º lugar), «Adiafa» dos Adiafa (9º lugar) e a banda sonora original de «Saber Amar» (10º lugar).

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Os discos mais vendidos em Portugal e os que passam na rádio

O disco mais vendido em Portugal em 2003 foi o álbum "Tribalistas", do grupo brasileiro com o mesmo nome, sendo que, entre os 30 mais vendidos, 13 são de artistas portugueses, anunciou a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) e a AC Nielsen Portugal. As conclusões baseiam-se nas vendas apuradas pelos tops semanais da AFP e revelam que os CD de Rui Veloso, Mariza, Adiafa, Pedro Abrunhosa, Dulce Pontes e Sérgio Godinho estão entre os 15 mais vendidos. Em contraste com esta lista, a AFP apresentou os resultados de um estudo feito pela Music Control (empresa responsável pela monitorização de 16 estações de rádio 24 horas por dia), que indica que, dos 30 temas mais tocados nas rádios com maior audiência em Portugal, apenas cinco são portugueses e nenhum corresponde aos sete álbuns mais vendidos.

Fonte: Jornal Público 09/02/2004

portugueses no Top 30 dos mais vendidos de 2003: Rui Veloso/Mariza/Adiafa/Pedro Abrunhosa/Dulce Pontes /Sérgio Godinho/João Pedro Pais/Cabeças No Ar/Tony Carreira/As Músicas da Carochinha/Operação Triunfo.

Fonte: Blitz, 10/02/2004

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vendas de discos 1983


Lp's mais vendidos (Música & Som)

1 - Body Wishes - Rod Stewart
2 - Crises - Mike Oldfield
3 - Concert In Central Park - Simon & Garfunkel
4 - Final Cut - Pink Floyd
5 - 20 Greatest Hits - Beatles
6 - Let's Dance - David Bowie
7 - Thriller - Michael Jackson
8 - Business As Usual - Men At Work
9 - Fado Bailado - Rao Kyão
10 - Famous Last Words - Supertramp

Nacionais: 1-Fado Bailado; 2-José Afonso Ao Vivo No Coliseu; 3-Anjo da Guarda

Singles Mais Vendidos (M&S) 1983

1 - Let's Dance - David Bowie
2 - Quando O Coração Chora - Romeu E Julieta
3 - Moonlight Shadow - Mike Oldfield
4 - Baby Jane - Rod Stewart
5 - Midnight Blue - Dreamers
6 - Do You Really Want To Hurt Me - Culture Clube
7 - Too Shy - Kajagoogoo
8 - L' Italiano - Toto Cotugno
9 - Africa - Toto
10 - It´s Raining Again - Supertramp
11 - Is There Something I Should Know - Duran Duran
12 - Words - F.R. David
13 - Dolce Vita - Ryan Paris
14 - Billie Jean - Michael Jackson
15 - I Don't Wanna Dance - Eddy Grant
16 - Up Where We Belong - Joe Cocker / Jennifer Warnes
17 - Life Line - Spandau Ballet
18 - Portuguesa Bonita - José Cid
19 - Flashdance...What A Feeling - Irene Cara
20 - Save A Prayer - Duran Duran

Nacionais: 1-Quando O Coração Chora; 2-Portuguesa Bonita; 3-Esta Balada Que Te Dou

Discos que se destacaram durante o ano de 1983:

Álbuns

O Som do Êxito - Vários (Polystar) (3#1)
Amália Fado - Amália Rodrigues - #3
Concert In Central Park - Simon & Garfunkel (10#1)
Amiga - Roberto Carlos - #2
Famous Last Words - Supertramp - #2
The Kids From Fame - Banda Sonora (RCA) - #3
Os Concertos na China - Jean Michel Jarre - #2
Hooked On Classics - Royal Philharmonic Orchestra - #3
Ao Vivo No Coliseu - José Afonso (1#1)
Business As Usual - Men At Work (1#1)
Thriller - Michael Jackson - #2
Fado Bailado - Rão Kyao (2#1)
A Flock Of Seagulls - A Flock Of Seagulls - #3
Love Play - Vários (Polystar) (2#1)
The Final Cut - Pink Floyd (7#1)
True - Spandau Ballet - #2
Killer On The Rampage - Eddy Grant - #3
Stars From Unicef - Vários (Polydor) - #3
Let's Dance - David Bowie (4#1)
Coincidências - Sérgio Godinho - #3
Summer Stars 83 - Vários (Polystar) (1#1)
Body Wishes - Rod Stewart (6#1)
Genius - Vários (CBS) - #2
O Discão do Ano - Vários (RT) - #3
Crises - Mike Oldfield (6#1)
En Concierto - Julio Iglesias - #3
Private Collection - Jon & Vangelis - #4
20 Greatest Hits - The Beatles (6#1)
An Officer And a Gentlrman - Banda Sonora - #3
Born To Love - Roberta Flack / Peabo Bryson - #2
Superdisco - Vários (Edisom) (3#1)
Polystar - Vários (Polystar) - #2
Flashdance - Banda Sonora - #3
Jackpot - Vários (EMI) (1#1)
Anjo da Guarda - António Variações
De Niña A Mujer - Julio Iglesias
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Singles

Words - F.R. David (6#1)
Don't Go - Yazoo - #2
Talk Talk - Talk Talk - #3
The Look Of Love - ABC - #3
Heartbreaker - Dionne Warwick - #4
It´s Raining Again - Supertramp - #2
Quando O Coração Chora - Romeu & Julieta (8#1)
Abbracadabra - Steve Miller Band - #3
Save A Prayer - Duran Duran - #4
Do You Really Want To Hurt Me - Culture Clube (4#1)
Midnight Blue - Dreamers - #2
Zoom - Fat Larry's Band - #5
Too Shy - Kajagoogoo (4#1)
Life Line - Spandau Ballet - #4
Always Something There… - Naked Eyes - #3
Is There Something... - Duran Duran (3#1)
Si La Vie Est Cadeau - Corinne Hermès - #2
Down Under - Men At Work - #3
Let's Dance - David Bowie (11#1)
Africa - Toto - #2
Portuguesa Bonita - José Cid - #3
Baby Jane - Rod Stewart - #2
I Don't Wanna Dance - Eddy Grant - #2
Moonlight Shadow - Mike Oldfield (6#1)
Billie Jean - Michael Jackson - #3
L' Italiano - Toto Cotugno (7#1)
Dolce Vita - Ryan Paris - #3
Up Where We Belong - Joe Cocker / Jennifer Warnes (2#1)
Flashdance...What A Feeling - Irene Cara (1#1)
Tonight I Celebrate - Roberta Flack / Peabo Bryson (1#1)
Lindo Balão Azul - Pim Pam Pum
Esta Balada Que Te Dou - Armando Gama
Vladimir Illitch - Michel Sardou
Sunshine Reggae - Laid Back

+
+

Roberto Carlos (com pelo menos 160 mil discos vendidos) e Júlio Iglésias (105 mil) foram os maiores recordistas dos cerca de sete milhões de discos vendidos em 1983 em Portugal.

Entre os outros recordistas figuram ainda a dupla Simon e Garfunkel (60 mil), Supertramp (55 mil), José Cid (cem mil), Duo Romeu e Julieta (cem mil), Marco Paulo (85 mil), Mário Gil (50 mil), Heróis do Mar (50 Mil) e Rão Kyao (30 mil).

Foram atribuidos 75 galardões, dos quais três foram «discos de platina», 24 de «ouro» e 48 de «prata», contra 108 obtidos em 1982 (70 de «prata» e 38 de «ouro»).

De acordo com vários especialistas de etiquetas, em termos de vendas, o ano que terminou pode ser considerado como a continuação de uma crise para a indústria discográfica portuguesa iniciada em 1982.

Em 1983 foram vendidos cerca de sete milhões de discos (singles, lp's e cassettes), contra oito milhões em 1982, nove milhões em 1981 e sete milhões em 1980.

Os grandes vencedores de vendas em 1983, segundo dados fornecidos pelo Grupo Português de Produtores de Fonogramas e Videogramas (órgão que controla a distribuição dos discos, de platina, ouro e prata) acabaram por ser Roberto Carlos e Júlio Iglésias, como artistas estrangeiros, o José Cid e o Duo Romeu e Julieta, como artistas portugueses.

Dos 75 galardões atribuídos em 1983, entre artistas nacionais e estrangeiros, os estrangeiros dominaram em cerca de 70 por cento a distribuição dos galardões máximos da indústria discográfica portuguesa.

Recorda-se que em Portugal é necessário vender 60 mil lp's ou cem mil singles para se obter um «disco de platina», 30 mil lp's ou 50 mil singles para um «disco de ouro» e 15 mil lp's ou 25 mil singles para um «disco de prata».

No ano que passou receberam «disco de platina» os seguintes artistas: Roberto Carlos (pelo lp «O Amor é a Moda»), Simon and Garfunkel (duplo-album «The Concert in Central Park») e o Duo Romeu e Julieta (single «Quando o Coração Chora»).

Receberam «disco de ouro» os seguintes artistas portugueses, dos 24 atribuídos pelo Grupo Português de Produtores de Fonogramas e Videogramas (GPPFV) até à última semana de Dezembro: «Portuguesa Bonita» (José Cid), «Amar como Jesus Amou» (José Cid), «Caminhos de Portugal» (Mario Gil), «Amor» (Heróis do Mar), «o disco de ouro» (Marco Paulo, com dois galardões) e «Fado Bailado» (Rão Kyao).

Ou seja, dos 24 «discos de ouro» atribuidos pelo GPPFV, sete pertenceram a artistas portugueses e 17 a estrangeiros (cerca de três quartos do total), como Rod Stewart (lp «Body Wishes» e single «Baby Jane»), Raffaella Carra (single, «Mamma Dammi 100 Lire»), banda sonora do filme «Fame», Supertramp (LP «The Famous Last Words»), Júlio iglêsias (LP's «Momentos», «de Nina á Mujer» e «En Concierto»), Roberto Carlos: (LP´s «Amiga», «Emoções» e «O Amor é a Moda»), Simon and Garfunkel (três galardões para o duplo-álbum «The Concert in Central Park»), Jean-Michel Jarre (duplo-álbum «Os Concertos na China»), Abba (duplo-álbum «The Singles») e Toto Cotugno (single «L´Italiano»).

Quanto aos «discos de prata» em 1983 foram os seguintes artistas e grupos portugueses que foram distinguidos: Terra a Terra (LP «Pelo Toque da Viola«), Júlio Pereira (LP «Cavaquinho»), Fausto (duplo-álbum «Por este Rio Acima»), Rão Kyao (LP «Fado Bailado»), Roberto Leal (single «Que Bela Vida» e LP «Foi Preciso Navegar»), Duo Broa de Mel (single «Passear Contigo»), Marco Paulo (single «Flor sem Tempo»), Rui Veloso (LP «Fora de Moda»), Lena D'Água (LP «Perto de Ti»), António Variações (LP «Anjo da Guarda», Carlos do Carmo (LP «Um Homem no Pais») e Ana Faria («Brincando aos Clássicos-2»).

Ou seja, dos 48 «Discos de prata» atribuídos pelo GPPFV, 13 foram para artistas portugueses e os restantes 35 (também cerca de três quartos do total) para estrangeiros: Corinne Hermes (single «Si La Vie Est Cadeau»), banda sonora da série televisiva «The Kids From Fame», Barbra Streisand (LP's «Memories» e «Guilty»), Men at Work (LP «Business as Usual»), Supertramp (single «It's Raining Again»), ABC (lp «Lexicon of Love»), Dreamers (single «Midnight Blue»), Michael Jackson (LP «Thriller»), Eddy Grant (LP «Killer on the Rampage» e single «I Don't Wanna Dance»), lrene Cara (single «Flashdance - What a Feeling»), Robin Gibb (single «Juliet», Toto (LP «Toto lV») e banda sonora original do filme «Flashdance».

Outros artistas ou grupos estrangeiros galardoados com «discos de prata» foram os «campeões» Roberto Carlos (seis galardões) e Júlio Iglésias (quatro), além de Rod Stewart (um), Medley «Hooked on Classics» (um), Simon and Garfunkel (dois), Supertramp (um), Jean-Michel Jarre (um), Steve Miller Band (um), Dexy's Midnight Runners (um), Roxy Music (um), Dire Straits (um) e banda sonora do filme «Fame» (um).

É ainda de salientar que durante o primeiro semestre de 1983 foram vendidos aproximadamente três milhões de discos, número que (...) os referidos cerca de sete milhões de unidades com as vendas de Natal.

Diário de Lisboa, 27/01/1984

Os grandes vencedores de vendas em 1983 foram Roberto Carlos e Júlio Iglésias, como artistas estrangeiros, e José Cid e o Duo Romeu e Julieta, como artistas portugueses.

CARLOS GUILHERME

O livro de José Soares Neves refere alguém da editora Edisom que diz que o disco mais vendido de sempre em Portugal (200.000) é um single de Carlos Guilherme com embora o disco apareça com o nome trocado. Na Enciclopédia da Música Ligeira referem que o single do Duo Romeu e Julieta vendeu 100 mil exemplares.

"Em 1982 gravei o single com o tema Quando o Coração Chora, que foi disco de platina e vendeu 200 mil cópias legais, que contribuiu para que me tornasse mais conhecido." Carlos Guilherme, Revista 30 Dias

JOSÉ CID

Na biografia de José Cid, constante do seu site, diz: "Portuguesa Bonita" e "Amar como Jesus Amou" são os singles mais vendidos desse ano (respectivamente, 250 e 350 mil exemplares).

O mesmo texto também  refere o seguinte:

LP/CD - Os Grandes, Grandes Êxitos - Solo - 1ª Tripla Platina de Portugal
LP/CD - Os Grandes, Grandes Êxitos I (1º dupla platina da música portuguesa).

Na altura (1981) ainda não existiam discos de platina nem o formato CD. Tratava-se de um disco duplo em vinil. Foi editado um segundo volume também em formato duplo.

"José Cid continua a ser um verdadeiro campeão de popularidade: os oito discos de ouro, os vinte e cinco álbuns de prata e os três galardões de platina constituem prova irrefutável do seu valor e da sua aceitação junto do grande público" (em outro texto de 1998 encontrado na net)

domingo, 9 de maio de 2010

Vendas de discos 1990

Discos Mais Vendidos em 1990

1 - But Seriously - Phil Collins
2 - Mingos & Os Samurais - Rui Veloso
3 - Mosaique - Gipsy Kings
4 - Existir - Madredeus
5 - I'm Breathless - Madonna
6 - Pump Up The Jam - Technotronic
7 - The Very Best Of - Cat Stevens
8 - Amazónia - Roberto Carlos
9 - In Concert - José Carreras, Plácido Domingo e Luciano Pavarotti
10 - The Wall Live In Berlin - Roger Waters

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

Superdisco 89 - Vários (Superdisco/Edisom) (1#1)
But Seriously - Phil Collins (14#1)
A Mais Bonita - Onda Choc - #2
Genius 89 - Vários - #3
Hit Parade - Vários (1#1)
Rara e Inédita - Amália Rodrigues - #2
Road To Hell - Chris Rea - #3
Só Nós Três - Paulo de Carvalho / Carlos Mendes / Fernando Tordo - #3
Amazónia - Roberto Carlos (1#1)
Colour - Christians - #3
Tudo Por Amor - Simone - #3
Fafá  - Fafa de Belém - #3
I Do Not Want - Sinead O'Connor - #3
Legend Of The Eagles - Eagles (1#1)
Pump Up The Jam - Technotronic (1#1)
Mosaique - Gipsy Kings (2#1)
Changes Bowie - David Bowie - #3
Gritos Mudos - Xutos & Pontapés - #5
The Very Best of - Cat Stevens (5#1)
Cantando pela Praia - Onda Choc - #2
Existir - Madredeus (3#1)
I'm Breathless - Madonna (1#1)
Mingos & Os Samurais - Rui Veloso (15#1)
Listen Without Prejudice - George Michael - #3
In Vivo - GNR - #3
In Concert - José Carreras, Plácido Domingo e Luciano Pavarotti - #2
The Wall Live In Berlin - Roger Waters - #2
Serious Hits - Phil Collins - #2
The Very Best of - Elton John (1#1)
The Classic Experience - Vários (EMI) - #3
Lambada - Kaoma (9#1)
Trovante / António Pinto Basto / Ministars / Carlos Guilherme
+

Assim, dentro dos galardões de platina (prémio máximo por vendas de quarenta mil exemplares) atribuídos pela AFP no ano passado, mais de metade eram títulos nacionais, com especial destaque para o pai da MMP, Rui Veloso, e o seu duplo "Mingos e os Samurais", que bateu todos os recordes com um simples, dois triplos, e dois quádruplos de platina.

Outro aspecto digno de nota na evolução do nosso mercado é a forte propensão para os portugueses comprarem preferencialmente música portuguesa, facto que se espelha na forte representação de autores nacionais entre os galardoados com distinções em prata, ouro e platina no ano passado. (...) dos dezoito discos de platina atribuídos em 1990 só oito eram títulos estrangeiros, assinados por apenas cinco formações estrangeiras (Phil Collins arrecadou dois simples e um duplo platina).

Há, contudo, colecções de êxitos e discos ao vivo no nível mais alto da platina, caso da maior parte dos títulos, dos GNR a Madonna, de Elton John a Phil Collins. As únicas excepções são os Enigma e o seu "MXMXC A.D" e "Mingos & Os Samurais" de Rui Veloso, que chegou à sétima platina.

A lista de galardoados com álbuns de platina (...) incluía [também] os Trovante, António Pinto Basto, Onda Choc, Ministars, Carlos Guilherme, Rui Veloso e o "Só Nós Três", e poucos estrangeiros.

Público

--Singles em destaque:

The Best - Tina Turner - #2
Fata Morgana - Amazónia Band - #2
Swing The Mood - Jive Bunny - #2
Right Here Right Waiting - Richard Marx - #3
Another Day In Paradise - Phil Collins (2#1)
Pump Up The Jam - Technotronic + Felly (14#1)
Runaway - Del Shannon - #3
Volare - Gipsy Kings - #2
Get Up - Technotronic - #3
I Can See Clearly Now (Remix) - Johnny Nash - #2
Pirilampo Mágico 1990 - Vários (1#1)
Baby Can I Hold You - Tracy Chapman (2#1)
Nothing Compares 2 U - Sinead O'Connor (2#1)
Um Amor Em Cada Porto - Marco Paulo - #3
Não Há Estrelas No Céu - Rui Veloso - O (16#1)
Vogue - Madonna - #2
Insieme 92 - Toto Cutugno - PR - #2
Praying For The Time - George Michael - #2
What's A Woman - Vaya Con Dios - #3
+Ai, Ai, Meu Amor - Marco Paulo - O/P
Sacrifice - Elton John
+

Ainda em 1990, houve cinco 45 rotações de prata, três de ouro e quatro de platina. Em 1990, [Marco Paulo foi o grande vencedor em singles com] "Um amor em cada porto" foi prata e ouro; "Ai, ai, meu amor" chegou a ouro e platina; "Joana" [editado em 1988] foi três vezes platina. Ao lado dele, em platina, só a "Lambada", dos Kaoma [de 1989]; em ouro "Não há estrelas no céu", de Rui Veloso; em prata "Pump Up The Jam", dos Technotronic, e "Insieme", de Toto Cutugno.

Os outros dois singles mais vendidos foram "Nothing Compares 2 U", por Sinead O'Connor, escrito há anos por Prince, e "Sacrifice", por Elton John, mais um produto da sua infindável colaboração com Bernie Taupin.

Público

AUMENTO DE 40%

Os ingleses queixam-se de falta de novos artistas de sucesso, os franceses lamentam a concorrência entre as grandes cadeias de retalhistas, os espanhóis estão preocupados por a extinção do vinil não ser acompanhada por suficiente crescimento do CD. Em contrapartida, os empresários portugueses estão satisfeitos, uma vez que o nosso mercado, de 1989 para 1990, registou um aumento de facturação na ordem dos quarenta por cento (de 3.768.112 para 5.275.202 contos), segundo a contabilidade da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), que integra a maioria -- mas não todas -- as empresas do sector.

Público, 1991

A indústria fonográfica facturou mais quarenta por cento em 1990, que no ano precedente, um benefício que se deve e reverteu sobretudo a favor dos artistas portugueses. A associação do sector está contente com a sua contabilidade, mas quer nova legislação que corresponda aos objectivos do mercado europeu.

A referida explosão meteórica do CD fez-se em geral noutros mercados de par com uma proporcional descida do vinil, que actualmente já não é fabricado de forma maciça e tende para a completa extinção. Em contrapartida, em Portugal esse eclipse não tem sido tão rápido e, se há uma descida acentuada na facturação de singles (menos quarenta e cinco por cento de 89 para 90), já no capítulo dos LPs ela não é significativa (menos de três por cento). Ou seja, se nos mais importantes mercados, o vinil já desapareceu, e a corrida aos discos compactos caminha para o fim, entre nós não apenas o CD está em pleno crescimento, como ainda o LP está longe de desaparecer.

Público, 1991

CASSETES

A obrigatoriedade de um selo de autenticação também nas audiocassettes só começou a vigorar no ano passado, calculando-se que até então, de um mercado de 7 milhões de fonogramas, apenas 2 milhões se encontrassem em situação legal.

No ano passado a Guarda Fiscal destruiu cassetes ilegais no valor de 350 mil contos, o que segundo a corporação deverá corresponder a cerca de 10 por cento do total de fonogramas e vídeogramas colocados no mercado pirata.

É fácil de compreender porque é que não têm sido objecto de perseguição legal: tais fonogramas anunciam o melhor de Turner ou dos Boys, mas não declaram de facto que são eles os intérpretes dos temas e, por outro lado, referem correctamente os nomes dos compositores, de modo que é de supor que lhes pagam os devidos direitos de autor.

O facto de a performance comercial da cassete áudio, ao contrário de todos os formatos do disco em vinil, não ter sido afectada pelo boom do disco compacto é uma das conclusões mais significativas que se tiram (...).

Público, 1991

As companhias aderentes à AFP, tirando a Polygram e sobretudo a BMG, baixaram em 1990 a sua quota relativa no mercado da música portuguesa. O que, à primeira vista, levaria a concluir que se tratou de um ano medíocre, se não desastroso, para essas empresas fonográficas. Só que, segundo os seus dirigentes, as quotas de mercado não são um indicador decisivo, ou pelo menos há outros factores com que se deve contar para efeitos de balanço. Assim, de onde seriam de esperar confissões de desalento e queixumes variados, acabamos por ouvir saldos relativamente positivos ou mesmo optimistas. (Público)

sábado, 8 de maio de 2010

Vendas de discos 1995

Iran Costa
Discos mais vendidos - 1995

1 - 1492 The Conquest of Paradise - Vangelis
2 - Laura Pausini - Laura Pausini
3 - Álbum Dance - Iran Costa
4 - No Need To Argue - Cranberries
5 - Nº1 - Vários
6 - Made In Heaven - Queen
7 - These Days - Bon Jovi
8 - D'Eux - Celine Dion
9 - Pulse - Pink Floyd
10 - The Colour Of My Love - Celine Dion

Fonte: AFP

O «Album Dance», onde se encontra o célebre «O bicho», popularizado durante este Verão pelo brasileiro Iran Costa, foi o disco mais bem sucedido do ano, com vendas superiores a mais de 200 mil cópias (galardão de quintupla platina).

Desde 1976, ano em que foi formada a Associação Fonográfica Portuguesa, que controla as vendas da indústria discográfica, este número corresponde ao fonograma mais vendido no nosso país. «Album Dance» pulveriza assim os recordes registados anteriormente, batendo as 140 mil unidades de «Mingos e os Samurais», de Rui Veloso, e as 120 mil de «Viagens», de Pedro Abrunhosa e «Waking Up The Neighbours», de Bryan Adams.

O segundo álbum mais vendido em Portugal este ano foi «Laura», de Laura Pausini, que alcançou a marca das 120 mil cópias vendidas, e logo a seguir, isto é com mais de 80 mil cópias, vieram «Pimba, Pimba» de Emanuel, «Made In Heaven», dos Queen, e a colectânea «Número 1».

Público, 27/12/1995

Álbum Dance - Iran Costa [200] * Laura Pausini - Laura Pausini [120] * Nº1 - Vários [80] * Made In Heaven - Queen [80] * Pimba, Pimba - Emanuel [80]

A atribuição de galardões não é igual à venda de discos mas há diferenças muito significativas em relação aos nomes constantes da lista dos discos mais vendidos. Está é liderada por Vangelis e Iran Costa apenas aparece em terceiro!

Álbuns em destaque ao longo do ano:

Nº1 - Vários (BMG) (1#1)
Top Star 94/95 - Vários (Vidisco) - #2
Unplugged In New York - Nirvana (1#1)
Laura Pausini - Laura Pausini (7#1)
No Need To Argue - Cranberries - #2
All You Need Is Love - Vários (Columbia) - #2
Electricidade - Vários (Vidisco) - #2
Greatest Hits - Bruce Springsteen (1#1)
Ainda - Madredeus (4#1)
Rave Party Vol. 1 - Vários (Vidisco) - #2
1492 The Conquest of Paradise - Vangelis (6#1)
95 Grammy Nominees - Vários (Columbia) - #3
Adagio Karajan - Karajan - #2
The Colour Of My Love - Celine Dion - #2
Dance Mania 95 - Vários (2#1)
Mad Mix - Vários (BMG) - #2
Pulse - Pink Floyd (3#1)
These Days - Bon Jovi (3#1)
HIStory, Past, Present And Future Book I - Michael Jackson - #2
O Melhor de ... (Estranha Forma de Vida) - Amália Rodrigues - #3
Nº1 - Vários (Sony) (4#1)
Dance Power 95 - Vários - #2
Portugal Radical - Vários (EMI) - #4
Álbum Dance - Iran Costa (8#1)
Tuesday Night Music Club - Sheryl Crow - #2
16 Top World Charts - Vários (Vidisco) - #2
Maxipower 2  - Vários (Polystar) - #3
Ballbreaker - AC/DC - #2/
Daydream - Mariah Carey (2#1)
Greatest Hits 1985 1995 - Michael Bolton - #2/
Life - Simply Red (1#1)
Don't Bore Us Get To The Chorus - Roxette (2#1)
D'Eux - Celine Dion - #2/
Made In Heaven - Queen (7#1)
Voices - Vangelis - #3/
Love Songs - Elton John - #2/
Angelis - Elbosco - #2/
Pimba Pimba - Emanuel
Nº1 - Vários (EMI)
+
+

Singles:

F - Pedro Abrunhosa & Bandemónio [40.000 / Ouro e platina]

4.567.490.28600 é, precisamente, o total da facturação apresentado pelas companhias fonográficas reunidas na Associação Fonográfica Portuguesa, para o primeiro semestre de 1995. Em termos de suportes regista-se o crescimento do disco compacto (CD), corrente ao longo desta década, mas agora com tendência a abrandar: foram mais 7,5 por cento que em igual período do ano transacto.

Estimulante é a subida, a primeira em muitos anos, do formato single, que cresceu qualquer coisa como 61.50 por cento. A explicação não é transcendente: esta contabilidade é feita já contando com o CD single e não apenas com o 45 rotações em vinil, o que significa que tardiamente, mas apesar de tudo com alguma firmeza, o mercado português está a aderir à substituição de um formato pelo outro.

A cassete continua a cair, ainda que menos que o LP, mas há outras contas, aparentemente esquisitas: os «laser-discs» descem mais de 800 por cento enquanto os vídeos musicais, isto é, em fita VHS, crescem mais de 70 por cento. É a tendência inversa da verificada em anos precedentes entre nós e não tem nada a ver com o que se passa lá fora. Mas poderá ter uma explicação simples: a Direcção Geral de Espectáculos «inventou» um selo para os discos «laser», alegando a defesa contra uma pirataria que nunca existiu, e isso matou esta fatia de mercado, levando a uma regressão até às VHS que propendiam a ser substituídas por aqueles.

A EMI-Valentim de Carvalho, que agora é propriedade exclusiva daquela multinacional, mantém a lideranda do mercado nacional por companhias no segundo trimestre de 1995. Tem 20,21 por cento da facturação total e no segmento mais restrito da música portuguesa ascende a 35,71 por cento. A sua mais directa concorrente no internacional é agora a Polygram, com 17,85 por cento e no nacional a Vidisco que tem 19.78 por cento.

Luis Maio / Público, 28/07/1995 [Single regressa em «compacto»]

]

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Vendas de discos 1991

Discos mais vendidos - 1991

1 - MCMXC a.D. - Enigma
2 - Out Of Time - R.E.M.
3 - Waking Up The Neighbours - Bryan Adams
4 - Twin Peaks - Banda Sonora
5 - Bachata Rosa - Juan Luis Guerra
6 - The Very Best Of - Supertramp
7 - The Beach Boys Collection - The Beach Boys
8 - Innuendo - Queen
9 - Mingos & Os Samurais - Rui Veloso
10 - Tieta - Banda Sonora

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

Canções de Amor - Carlos Guilherme (1#1)
Mingos & Os Samurais - Rui Veloso (6#1)
É de Caras - Ministars - #4
In Concert - José Carreras, Plácido Domingo e Luciano Pavarotti (1#1)
Tieta - Banda Sonora - #3
The Soul Cages - Sting - #2
Innuendo - Queen (3#1)
MCMXC a.D. - Enigma (13#1)
Twin Peaks - Banda Sonora - #2
To The Extreme - Vanilla Ice - #3
The Very Best Of - Supertramp (1#1)
Flashpoint - The Rolling Stones - #3
Real Life - Simple Minds - #3
Time, Love and Tenderness - Michael Bolton - #3
The Beach Boys Collection - The Beach Boys (5#1)
Out Of Time - R.E.M. (6#1)
Férias Grandes - Onda Choc - #3
Best Of - Santana - #2
Maravilhoso Coração - Marco Paulo - #3
Bachata Rosa - Juan Luis Guerra (4#1)
Summerslows - Vários (Sony) - #2
On Every Street - Dire Straits (1#1)
Use Your Illusion I - Guns N' Roses - #2
Waking Up The Neighbours - Bryan Adams (7#1)
Simply The Best - Tina Turner (1#1)
The Very Best Of - Bee Gees - #2
Achtung Baby - U2 - #3
Greatest Hits II - Queen (1#1)
Auto da Pimenta - Rui Veloso - #3
Use Your Illusion II - Guns N' Roses - #0
Nº1 - Vários (Sony) - #0
++

Singles em destaque:

A Paixão - Rui Veloso (3#1)
Não Há Estrelas No Céu - Rui Veloso (6#1)
We Love To Love - PM Samson - #3
It Take Two - Rod Stewart + Tina Turner - #3
I'm Your Baby Tonight - Whitney Houston (1#1)
I Can't Stand It - Twenty 4 Seven - #2
Blue Velvet - Bobby Vinton (3#1)
Innuendo - Queen (3#1)
What Is Sadeness - Device (1#1)
Sadness - Enigma (2#1)
Mea Culpa - Enigma - #3
I Can See Clearly Now - Johnny Nash (2#1)
So Sad - Gregorian (1#1)
Hello Africa - Dr. Alban - #2
Joyride - Roxette (1#1)
Shoop Shoop Song - Cher - #3
Hotel California - Gipsy Kings (5#1)
Megamix - Snap (1#1)
The Simple Truth - Chris de Burgh - #2
Logo Que Passe A Moção - Rui Veloso (1#1)
You Could Be Mine - Guns N Roses - #3
Everything I Do - Bryan Adams (13#1)
Taras e Manias - Marco Paulo (5#1)
No More Boleros - Gerard Joling - #4
Gipsy Woman - Crystal Waters - #2
Calling Elvis - Dire Straits - #2
Maravilhoso Coração - Marco Paulo - #2
Burbujas de Amor - Juan Luis Guerra (1#1)
No Son Of Mine - Genesis - #2
More Than Words - Extreme - #3
The Fly  - U2 (1#1)
+
(...) o primeiro semestre deste ano, denotam quebra geral do vinil, mais flagrante no capítulo dos singles do que no dos LPs, visto os 45 rotações descerem quase 70 por cento, enquanto a queda em álbuns não chegou aos 13 por cento.

Hoje à tarde a editora de Adams, a Polygram, vai entregar-lhe o quádruplo disco de platina -- 80 mil cópias vendidas -- referentes ao duplo álbum "Waking Up the Neighbours", editado em Setembro.

Bryan Adams um quádruplo de platina, correspondente a vendas de 160 mil discos, só que ele não vendeu 160 mil unidades de "Waking Up The Neighbours", mas metade, uma vez que o disco é duplo e para efeitos de tal contabilidade vale a dobrar.

Assim, neste primeiro "Nº1" [colectânea conjunta de várias editoras] há três temas que são propriedade da Edisom, quatro da Warner, cinco da Sony e cinco da BMG, mais sete da EMI-VC, o que, pode ser coincidência, corresponde quase a rigor às parcelas de mercado nacional de que são detentoras.

Público, 1991

Mas, em 1991, só dois títulos foram prata, três ouro e dois platina, curiosamente todos eles atribuídos a canções de Marco Paulo, exceptuando "I Can See clearly now" de Johnny Nash.

Rui Veloso com "Mingos & os Samurais" e Bryan Adams com "Waking up the Neighbours" rebentaram a escala dos galardões para álbuns da AFP, em 1991. É o trabalho de um artista local e nenhum disco estrangeiro, nem sequer o novo de Bryan Adams, alcançou os mesmos índices de vendas -- "Waking up the Neighbours" ficou-se pela quinta platina.

92-544373-Por isso, não é de estranhar que o disco mais premiado ao fim de 1991 tenha sido o de Rui Veloso, um álbum editado em 1990, ano em que já tinha sido assegurado quádrupla platina.

92-A mesma sorte tiveram discos que alcançaram dupla platina em 1991, lançados também no último trimestre de 1990, como foram os casos de "In Concert" de Carreras, Domingo e Pavarotti, de "The Very Best of Elton John" e de "Serious Hits"...

92-Lançado em Setembro, On "Every Street" dos Dire Straits já estagnou na platina, mas é bastante provável que redesperte quando os autores actuarem entre nós. Por seu turno, álbuns como "Dangerous", de Michael Jackson, ou a colectânea "Número Um", que saíram pouco mais de um mês antes do ano acabar, já chegaram a dupla platina e continuam a vender tanto ou mais em 1992.

Assim, a EMI-VC cresceu nos três sectores, enquanto a Polygram desceu no local e no clássico, e só subiu no internacional. Os números da EMI-Valentim de Carvalho em 1991 são um paradoxo para o leigo, sobretudo se comparados com os da Polygram, sua concorrente tradicional na liderança do mercado nacional.

Quer isto dizer que quem teve um mau ano não foi a EMI-VC, mas a música portuguesa, que cobria quase 24 por cento em 1990, tendo descido para quinze por cento em 1991.

[As Editoras] São, na sua maior parte, sucursais de multinacionais (Polygram, Sony, Warner e BMG), uma é de capital misto (EMI-VC) e outra ainda é portuguesa, mas com o exclusivo de edição de um catálogo inglês (Edisom).

92-404-Em termos de unidades vendidas, se se venderam cerca de 145 mil LP de preço máximo, em CD, na mesma escala de preço, venderam-se quase 405 mil -- uma discrepância que se acentua na facturação (176 mil contos em LP de preço top contra cerca de 817 mil contos em CD também de top) , devido ao segundo formato ser vendido sensivelmente pelo dobro do primeiro.

92-404-É o caso por excelência de "Waking Up The Neighbours", de Bryan Adams, que agora chegou a sextuplo de platina (cada disco de platina equivale à venda de 40 mil unidades). As colectâneas de êxitos dos Bee Gees, Queen e Tina Turner também recolheram mais um galardão de platina. O álbum de estreia dos Resistência também já é disco de platina, mas ainda não consta nas contas do trimestre, porque só o alcançou em Abril.

92-683442-(...) e "Auto da Pimenta", Marco Paulo, os GNR e os Trovante tiveram certificados de platina; os novos Carlos Guilherme e Onda Choc apenas atingiram ouro, e os Ministars e Pinto Basto ficaram-se pela prata. Nisso, o reportório português reflectiu uma tendência constante nos últimos anos nas edições de música internacional: muito dos discos que chegaram a platina entre nós no ano transacto eram colecções de êxitos, como os de Tina Turner, dos Beach Boys ou dos já citados Queen e Elton John.

92-918514-De qualquer modo, neste campeonato dos galardões, todas as editoras gozaram um ano de autêntica chuva de prémios, o que leva a perguntar se não será já altura de subir as fasquias, ou se não será pouco vender dez mil exemplares para obter prata, o dobro de prata para ter ouro, ou o dobro de ouro para platina.

92-918514-Assim, de um total de 48, em 1990, a EMI-VC subiu para 53; a Polygram que tinha 20 passou para 35; a Sony cresceu de 21 para 26; a BMG de apenas sete para 21; enquanto a Warner teve 12, em vez dos 10 do ano anterior; e a Edisom também acrescentou dois aos nove que merecera antes. Outro indicador do que foi o ano passado para as editoras da AFP: estas cifras confirmam a nova desenvoltura da BMG, de todas as companhias a que mais subiu no número de prémios, sendo agora quarta neste top, onde antes era sexta; enquanto a Sony Music desceu de segunda para a terceira posição, cedendo o lugar à Polygram.

92-1069203-As multinacionais que operam entre nós juntam-se de seis em seis meses para editar uma compilação conjunta de êxitos chamada "Nº1", mas a Polygram ficou de fora e continua a lançar no Natal o seu próprio "Hit Parade".

Público, 1992

1991

Em termos de unidades vendidas, se se venderam cerca de 145 mil LP de preço máximo, em CD, na mesma escala de preço, venderam-se quase 405 mil -- uma discrepância que se acentua na facturação (176 mil contos em LP de preço «top» contra cerca de 817 mil contos em CD também de «top»), devido ao segundo formato ser vendido sensivelmente pelo dobro do primeiro. A cassete do mesmo escalão continua a não ir muito bem. Vendendo menos que o vinil: pouco mais de 103 mil, o que corresponde a uma facturação de cerca de 124 mil contos.

Os discos mais vendidos são os que chegaram ao fim do ano passado já com maior número de galardões. É o caso por excelência de «Waking Up The Neighbours», de Bryan Adams, que agora chegou a sextuplo de platina (cada disco de platina equivale à venda de 40 mil unidades).

As colectâneas de êxitos dos Bee Gees, Queen e Tina Turner também recolheram mais um galardão de platina. O único grupo português que alcançou este estatuto foram os Onda Choc com «Ela Só Quer, Só Pensa Em Namorar».

O álbum de estreia dos Resistência também já é disco de platina, mas ainda não consta nas contas do trimestre, porque só o alcançou em Abril.

CD cresceu em unidades vendidas e em factura��o em 1991, ao contr�rio da maioria dos outros formatos. Isso pode querer dizer que se est�o a vender menos discos, mas mais caros, e n�o deve ser por acaso que o �lbum que atingiu um galard�o mais alto no ano passado foi �Mingos & Os Samurais�, que sa�ra em 1990. Mas a descida de vendas em LP foram suaves, as cassetes mais caras ainda se venderam bem e os editores juram que n�o h� crise alguma. � este, pelo menos, o ponto da situa��o para as companhias reunidas na Associa��o Fonogr�fica Portuguesa, que s�o, na maior parte, filiais de multinacionais.


Antes, havia a Associação Fonográfica Portuguesa, reunindo meia dúzia de editoras. Quatro filiais locais de multinacionais -- BMG, Polygram, Sony Music e Warner Music --, uma empresa de capital misto português e estrangeiro (EMI-Valentim de Carvalho) e uma independente que também representa uma "mayor" (Edisom). Exceptuando a Warner, todas estas companhias têm catálogo nacional, mas a música portuguesa editada em disco está longe de se reduzir aos artistas por elas assinadas. 

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vendas de discos 1994

Discos mais vendidos - 1994

1 - Viagens - Pedro Abrunhosa
2 - Music Box - Mariah Carey
3 - Dance Power - Vários (Vidisco)
4 - Cross Road - Bon Jovi
5 - O Espírito da Paz - Madredeus
6 - Electricidade - Vários (Vidisco)
7 - Tutte Storie - Eros Ramazzotti
8 - Happy Nation - Ace Of Base
9 - The One Thing - Michael Bolton
10 - The Cross Of Changes - Enigma

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

Nº1 - Vários (Sony) (5#1)
Top Star 93/94 - Vários (Vidisco) - #2
Get A Grip - Aerosmith - #2
The One Thing - Michael Bolton (2#1)
Variações As Canções de António Variações - Vários - #2
The Cross Of Changes - Enigma - #2
Electricidade - Vários (Vidisco) (6#1)
Canto Gregoriano - Coro de Monjes de Silos - #2
The Division Bell - Pink Floyd (4#1)
Happy Nation - Ace Of Base (4#1)
Filhos da Madrugada - Vários (BMG) - #2
Crash!Boom!Bang! - Roxette - #3
Dance Mania 94 - Vários (Vidisco) (2#1)
Music Box - Mariah Carey (3#1)
Soul Classics - Vários - #3
Sob Escuta - GNR - #2
O Espírito da Paz - Madredeus (2#1)
Dance Power - Vários (Vidisco) (5#1)
Tutte Storie - Eros Ramazzotti - #2 [Nº 1 em 1993]
Nº1 - Vários (EMI) - #3
Maxi Power - Vários (Polystar) - #3
Viagens - Pedro Abrunhosa (4#1)
The 3 Tenors In Concert - Pavarotti/Carreras/Domingo - #3
16 Top World Charts 94 - Vários (Vidisco) (2#1)
Monster - R.E.M. - #3
Cross Road - Bon Jovi (6#1)
Gabriel O Pensador - Gabriel O Pensador - #3
Bedtime Stories - Madonna - #2
Youthanasia - Megadeth - #3
Unplugged In New York - Nirvana (3#1)
Los Picapiedra Mix - Vários (Vidisco) - #2
Vitalogy - Pearl Jam - #4
Supermix 9 - Vários (Vidisco) (2#1)
Biografia do Fado - Vários (EMI) - #3

++
Toda a ocasião é boa para Pedro Abrunhosa e os seus Bandemónio fazerem a farra e promoverem-se um pouco mais, sobretudo se for para receber troféus da indústria fonográfica. Assim, três dias depois do álbum «Viagens» ter dado origem a festa molhada na Praia Grande, por ter atingido o galardão de prata, o grupo foi informado que o disco em causa chegara às 20 mil unidades vendidas, dando assim origem à entrega de novo prémio, desta feita em ouro. Vai daí volta tudo à praia, desta feita à da Luz, no Porto, no próximo dia 21. Não lhe dizemos a hora, para o obrigar a

Publico, 1994

Associação Fonográfica Portuguesa divulga números do mercado da música

Ganhou-se mais, vendeu-se menos?

Quase dez mil e quinhentos contos de facturação total é a cifra avançada para 1994 pelas companhias discográficas reunidas na Associação Fonográfica Portuguesa (AFP). Deste total pouco menos de um quarto (2.251.593 contos) foram fonogramas de reportório nacional). Mas se em termos de facturação total a quota do mercado português representado pela AFP não cresceu mais de 15 por cento, em relação a 1993, já a parte do reportório português subiu na ordem dos 80 por cento.

Em 1994 vendeu-se, por consequência, mais música portuguesa em Portugal, embora a produção nacional continue a desempenhar um lugar secundário nos gostos locais se comparada com a produção estrangeira. Estas ilações devem, porém, ser relativizadas. A AFP reúne companhias que tanto produzem música portuguesa como licenciam e representam catálogos estrangeiros, sendo as multinacionais que estão em maioria nessa associação. Deve então dizer-se que as multinacionais conseguiram vender mais música portuguesa, mas não o bastante para fazer sombra às super-estrelas internacionais.

A questão da facturação total, por outro lado, tem de ser considerada em função da entrada recente das independentes Vidisco, Strauss, MVM e reentrada na Edisom no «clube» AFP. O bolo global cresceu na ordem dos 15 por cento. Ora só a Vidisco aparece com quase 14 por cento da facturação global, e se lhe adicionarmos as parcelas das outras pequenas companhias supracitadas, o total sobe quase aos 2O por cento. O que leva a pensar que, ao contrário do que os números à primeira vista indicam, não se vendeu mais música em 1994, provavelmente até se vendeu menos no espectro de mercado constituído pelas multinacionais.

Outra leitura é que se vendeu de facto mais em termos de facturação global, só que esse crescimento foi quase exclusivamente para a Vidisco -- o que é admissível quando esta companhia lança «europop», a grande moda do momento --, ao ponto de determinar quedas de vendas vertiginosas em algumas das suas congéneres multinacionais. É neste sentido que, de resto, aponta a lista de atribuição de galardões por editora, onde entre prata, ouro e platina a Vidisco arrecadou 49 troféus, mais uma dezena que a EMI-Valentim de Carvalho. Compilações de «megamixes» de música de dança europeia como «Electricidade» e «Dance Mania 94» vingaram nos «top» da AFP em 1994, tendo como único concorrente de força as colectâneas das multinacionais intituladas «Nº1».

Mas, seja qual for a companhia que mais facturou, foi sobretudo no formato CD que se vendeu música. O disco compacto subiu de uma percentagem de 52.50 no mercado português em 1993 para 59.10 em 1994. Este crescimento da implantação do CD fez-se à custa de todos os outros formatos, e mesmo a tradicional cassete tende a perder popularidade de ano para ano: tinha mais de 46 por cento em 1992, enquanto em 1994 se ficou pelos 40. 30. Estes dados vêm baralhar ainda mais a evolução dos suportes musicais no nosso país, uma vez que os CD são em geral mais caros do que as cassetes. Portanto, a facturação cresceu sem que necessariamente se vendessem mais unidades.

Luís Maio / Público, 07/02/1995

Lemos com espanto o artigo que o sr. Luís Maio fez publicar no passado dia 7 sob o título «Associação Fonográfica Portuguesa divulga números do mercado da música -- Ganhou-se mais, vendeu-se menos?»

Não se deve tal espanto ao facto de serem inéditos da parte do sr. Maio quer as inexactidões quer os sinais de antipatia em relação à EMI-Valentim de Carvalho. O que nunca imaginámos foi que este comportamento o pudesse levar tão longe. E muito menos num jornal com a categoria do PÚBLICO.

Aceitamos que o início do artigo se deverá a uma gralha tipográfica. De facto, venderam-se quase dez milhões e quinhentos mil contos no mercado e não «dez mil e quinhentos contos», como aí se escreve. O problema grave reside nos disparates e omissões que se seguem e, pior ainda, na forma como aqueles são ordenados, criando uma visão distorcida da realidade.

Comecemos pelos disparates:

-- Diz o sr. Maio que «a questão da facturação (...) tem de ser considerada em função da entrada recente das independentes Vidisco, Strauss, MVM e reentrada (da) Edisom no `clube' AFP». (A referência a «clube» não comentamos: mas já ouvimos isto em qualquer lado.) Concluirá o leitor que as referidas editoras foram consideradas em 1994 e não no ano anterior. Nada mais falso: a Vidisco e a MVM constam da informação de mercado da AFP de 1993; e a Strauss e a Edisom perfazem, no seu conjunto, 1,37 por cento do mercado total em 94, sendo que a Edisom já tinha contribuído para 1,35 por cento do mercado em 93. Ou seja: em lugar de se considerarem «quase (...) 20 por cento» para eventualmente deduzir aos números de 94, seria necessário deduzir 0,02 por cento. O que é bastante diferente.

-- Decorrendo do disparate anterior e agravado pela pouca disponibilidade para fazer contas, diz-nos o sr. Maio que «não se vendeu mais música, em 1994, provavelmente até se vendeu menos no espectro de mercado constituído pelas multinacionais». A revelação é assombrosa: a facturação total das chamadas «multinacionais» foi de 8 milhões, 432 mil contos em 1994, quando tinha sido de 7 milhões, 315 mil contos em 93. É isto menos?! Ou será um aumento de 15,8 por cento?!

-- Não ficamos por aqui: o sr. Maio descobriu que o «crescimento foi quase exclusivamente para a Vidisco (...), ao ponto de determinar quedas de vendas vertiginosas em algumas das suas congéneres multinacionais». Acontece que, na informação da AFP, todas as tais «multinacionais» cresceram: no mínimo, 7,9 por cento; no máximo, 21,9 por cento -- e foi este o caso da EMI-Valentim de Carvalho. Serão «piratas» os «Números de Mercado» que o sr. Maio recebeu?

-- Último disparate que detectei (mas, como o artigo é pródigo na matéria, não juro que me não tenha escapado algum): «A facturação cresceu, sem que necessariamente se vendessem mais unidades.» A realidade é que, mesmo em unidades, o mercado cresceu 12,9 por cento, o que é notável para um ano como 1994 e demonstra a vitalidade duma indústria que o sr. Maio pinta em cores tão sombrias.

Vamos agora às omissões:

-- Por espantoso que isto possa parecer, o sr. Maio não publica o «ranking» das editoras, nem no mercado total, nem na música portuguesa, nem na música clássica, embora tivesse acesso a toda a informação relativa a esta matéria. Porquê? Que se pretende esconder? Que a EMI-Valentim de Carvalho é líder há cinco anos ininterruptos? Que a EMI-Valentim de Carvalho lidera, sempre destacada, o mercado de música portuguesa? Que a Polygram lidera, como sempre, a música clássica e regista na música portuguesa um aumento de facturação de 184,1 por cento? Que a EMI-Valentim de Carvalho consegue na música clássica um aumento de facturação de 243,9 por cento?

É que o argumento de que o sr. Maio se possa não interessar por «rankings» não convenceria ninguém, uma vez que o artigo em apreço não deixa de revelar que, no campo dos Discos de Prata, Ouro e Platina, «a Vidisco arrecadou 49 troféus, mais uma dezena que a EMI-Valentim de Carvalho».

Esta informação, aliás, é -- para variar -- correcta e o dinamismo da Vidisco assim como o seu notável crescimento só podem merecer o nosso aplauso.

Simplesmente, os referidos «troféus» são como os golos num desporto qualquer e ninguém imagina que o balanço dum campeonato se fique pela menção do ataque mais realizador, omitindo o nome do campeão e dos que se lhe seguem.

Qual a visão que se cria da realidade, nesta sequência de disparates, omissões e umas poucas verdades isoladas do contexto? Que o mercado estagnou. Que houve multinacionais que desceram vertiginosamente. E que a EMI-Valentim de Carvalho só deu nas vistas com um modesto segundo lugar nos Discos de Platina, Ouro e Prata.

A verdade é outra; o mercado cresceu muito (19,2 por cento), encontrámos concorrentes competentes e aguerridos e mesmo assim crescemos mais do que o mercado e reforçámos a nossa liderança. Não será, pois, difícil entender a nossa indignação. Liderar um mercado em expansão é uma tarefa difícil, que tem exigido de todos nós uma dedicação permanente aos nossos artistas e clientes -- um trabalho bastante mais duro, aliás, do que aquele que teria bastado ao senhor Maio para não escrever semelhante chorrilho de asneiras! E até achamos que o mínimo que mereceríamos era o reconhecimento dos frutos do nosso esforço ou, pelo menos, que se não publicassem tão grosseiras distorções da realidade demonstrada pelos documentos a que o sr. Maio se reporta.

E se isto é pedir de mais, então desafiamos desde já a secção de desporto do PÚBLICO: que tal passar a alterar ou omitir os resultados dos jogos e os nomes dos vencedores sempre que estes não forem da simpatia do jornalista?

David Ferreira (Administrador da EMI-Valentim de Carvalho), 17/02/1995

Resposta a David Ferreira

Por falta de espaço e para não tornar o artigo demasiado técnico, não por antipatia para com a EMI-Valentim de Carvalho, dispensei-me de comentar a sua quota de 21,3 por cento na facturação registada em 1994 pela AFP. David Ferreira faz muito luxo nisso, eu penso que era melhor estar calado. Passo a explicar:

(i) Omissão. No primeiro semestre de 1991, a EMI-VC tinha 24 por cento da facturação total. Em 93, essa fatia desceu para os 20,82 por cento, registando no ano passado um subida que classifico de insignificante, pois ascende a meio ponto percentual. Mais significante é que continua muito abaixo da quota de 91.

(ii) Omissão. A queda verificada em 93, de que ainda não recuperou, coincidiu com a perda de quotas de mercado das multinacionais em favor da Vidisco, que entrou em jogo com 11,26 por cento. Em 94, esse número subiu para 13,86, ou seja, foi um crescimento muito maior que o da EMI-VC.

(iii) Mentira. Confesso-me um curioso nesta matéria, admito dizer disparates. Mas David é um perito, portanto mente quando declara que todas as multinacionais aumentaram as suas quotas no mercado português em 1994. A Sony desceu de 15,36% em 93 para 14,97% em 94, enquanto a Polygram caiu de 20,41% para 18,48%, e a Warner de 11,57% para 10,65%.

(iv) Mentira ou omissão? David diz que a EMI-VC lidera o mercado da música portuguesa. Mas não relativiza essa liderança à AFP. A verdade é que, para mal dos nossos pecados, o top de música portuguesa reunindo todas as editoras em 1994 foi liderado pela Discossete, nomeadamente com Quim Barreiros, e pela Movieplay com Dulce Pontes e Frei Hermano da Câmara.

(v) Omissão. A EMI-VC atingiu 21,3% da facturação em 1994. Mas será um número para se orgulhar, atendendo à compra da Virgin (antes Edisom) pela EMI? A Edisom em 91 tinha 10,10% do mercado português (cifra sobretudo alcançada pelo catálogo Virgin) e a EMI-VC tinha 24%. Calculando por alto o somatório das duas coisas, a EMI-VC deveria agora ter mais de 30% da facturação, mas a verdade é que tem pouco mais de 20%. Não será uma vitória com sabor a derrota?

Luís Maio, 17/02/1995

Na contra-resposta à carta de David Ferreira, administrador da EMI-VC, sobre os números do mercado da música em 1994, escreveu-se que parte das multinacionais instaladas em Portugal baixaram a sua quota de mercado nesse ano (PÚBLICO, 17/02/95). É verdade, mas David Ferreira argumentava que, apesar disso, a facturação de tais companhias aumentou nesse ano, o que é igualmente verdadeiro. Houve assim uma confusão entre quotas de mercado e facturação que torna injustificado que o tenhamos classificado de mentiroso. As nossas desculpas.

Luís Maio, 18/03/1995

[Colocamos aqui esta troca de palavras, já de 1995, entre o jornalista Luís Maio e David Ferreira da EMI apenas para se tentar perceber o ponto de situação nessa altura e as diferentes interpretações que pode haver dos mesmos dados]

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Vendas de discos 2005

D'ZRT
Discos mais vendidos - 2005

1 - D'ZRT - D'ZRT
2 - Morangos Com Açúcar 2 - Banda Sonora (Farol)
3 - Humanos - Humanos
4 - Escolinha de Música - Escolinha de Música
5 - Morangice - Banda Sonora (Farol)
6 - Adriana Partimpim - Adriana Partimpim
7 - Hopes And Fears - Keane
8 - X & Y - Coldplay
9 - Morangos de Verão Série 2 - Banda Sonora (Farol)
10 - Il Divo - Il Divo
11 - Crazy Hits - Crazy Frog
12 - Transparente - Mariza
13 - Best 1991-2004 - Seal
14 - Anual Mix 2005 Mixed By Dj Fernando - Vários (Vidisco)
15 - Pra Sempre Ao Vivo No Pacaembu - Roberto Carlos
16 - Confessions On A Dance Floor - Madonna
17 - Monkey Business - Black Eyed Peas
18 - Now 11 - Vários
19 - Now 12 - Vários
20 - Rita - Rita Guerra
21 - Ancora - Il Divo
22 - Ninguém Como Tu - Banda Sonora (Farol)
23 - Re-Definições - Da Weasel
24 - Now 13 - Vários
25 - Orbital Mix 2 - Vários (Vidisco)
26 - Best Of Blue - Blue
27 - A Espuma das Canções - Rui Veloso
28 - Roupacústico - Roupa Nova
29 - Intensive Care - Robbie Williams
30 - Vagabundo Por Amor - Tony Carreira
31 - How To Dismantle An Atomic Bomb - U2
32 - Brasilatinidade - Martinho da Vila
33 - Collision Course - Linkin Park
34 - The Massacre - 50 Cent
35 - Back To Bedlam - James Blunt
36 - O Melhor de Rita Lee - Rita Lee
37 - Benfica Campeão Nacional 2004/2005 - Vários
38 - Influências - Beto
39 - Ao Vivo No Coliseu - D'ZRT
40 - Reggaeton Total - Vários (Som Livre/Vidisco)
41 - Ritmo, Amor E Palavras - Boss AC
42 - O Outro Lado - Patricia Candoso
43 - Songs About Jane - Maroon 5
44 - América Nacional - Banda Sonora
45 - Nº1 - Vários (Farol/Warner)
46 - Love Songs (A Compilation Old And New) - Phil Collins
47 - Christmas Songs - Diana Krall
48 - Fijacion Oral - Shakira
49 - Caribe Mix 2005 - Vários (Vidisco)
50 - Discos Pedidos - Vários (Som Livre)

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

--3-Humanos - Humanos (3#1)
--5-Best 1991 - 2004 - Seal (5#1)
Best Of Blue - Blue [#2]
--4-Hopes And Fears - Keane (4#1)
Faluas do Tejo - Madredeus [#2]
--1-Pra Sempre Ao vivo No Pacaembu - Roberto Carlos (1#1)
--1-Avatara - Blsted Mechanism (1#1)
--3-Escolinha de Música - Escolinha de Música (3#1)
Il Divo - Il Divo [#2]
--3-Transparente - Mariza (3#1)
--21-D'ZRT - D'ZRT (21#1)
Roupacústico - Roupa Nova [#2]
--1-X&Y - Coldplay (1#1)
Crazy Hits - Crazy Frog [#2]
Rita - Rita Guerra [#2]
O Melhor de Rita Lee - Rita Lee [#2]
--1-Playing The Angel - Depeche Mode (1#1)
--1-Our Hearts Will Beat As One - David Fonseca (1#1)
--2-Intensive Care - Robbie Williams (2#1)
3-Confessions On A Dance Floor - Madonna
Private Investigations The Very Best Of - Dire Straits & Mark Knopfler [#3]
--1-A Espuma das Canções - Rui Veloso (1#1)
--1-Ancora - Il Divo (1#1)
--1- Ao Vivo No Coliseu - D'ZRT (1#1)

(Discos que ocuparam as primeiras posições entre Janeiro e Dezembro de 2005)

Os portugueses consumiram mais música nacional em 2005. Os dados são da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) e são claros. Mais de metade dos 30 CD mais vendidos em Portugal são de artistas lusófonos e/ou de produção nacional.

À frente da lista estão os D’ZRT que, segundo dados da sua editora, conquistaram seis discos de platina (mais de 120 mil unidades) com o homónimo disco de estreia. A esta proeza – notável numa altura em que o mercado está em recessão – a banda da novela ‘Morangos com Açúcar’ soma ainda mais de 50 mil unidades vendidas com as edições do disco e DVD ‘Ao Vivo’, que ocupa a 26.ª posição na tabela.

A apetência pela música em português em 2005 foi de tal forma que os quatro primeiros lugares do ‘top’ são preenchidos com artistas que cantam na língua de Camões.

RÁDIO NÃO REFLECTE AUMENTO

A preferência do público comprador de discos não foi, no entanto, acompanhada pelas rádios. De acordo com dados da AFP, apenas quatro temas lusófonos e/ou de produção nacional figuram nos 20 mais difundidos pelas emissoras no ano passado. O mesmo número que se havia verificado em 2004. O melhor ‘airplay’ de um tema português foi ‘My Explanation’, dos EZ Special, que conseguiu o segundo lugar da tabela. Mas é preciso descer até à 9.ª posição para encontrar o primeiro título em português: ‘Mais Que Uma Vez’, de João Pedro Pais. Depois, só a brasileira Adriana Calcanhotto, com ‘Fico Assim Sem Você’, na 14.ª posição. Os The Gift, eleitos a Melhor Banda Portuguesa nos prémios europeus de música da MTV, são os restantes (e únicos) representantes nacionais, com um honroso 6.º lugar no ‘top’ dos mais ouvidos em 2005, com ‘Driving You Slow. Estes valores têm por base a ‘escuta’ das principais estações em Portugal, a saber: RDP (Antena 1 e 3), Best FM, Capital, Cidade FM, Festival, Mega FM, Nova Era, Nova, Orbital, Radar, Clube de Matosinhos, Comercial, RFM, Renascença, TSF e 94 FM de Leiria, esta apenas desde Setembro.

OS MELHORES

1.º D’ZRT (‘D’ZRT’)
2.º Humanos (‘Humanos’)
3.º Escolinha de Música (‘Escolinha de Música’)
4.º Adriana Partimpim (‘Adriana Partimpim’)
9.º Mariza (‘Transparente’)
10.º Roberto Carlos (‘Pra Sempre ao Vivo no Pacaembu’)
13.º Rita Guerra (‘Rita’)
15.º Da Weasel (‘Re-Definições’)
16.º Rui Veloso (‘A Espuma das Canções’)
17.º Roupa Nova (‘Roupacústico’)
19.º Tony Carreira (‘Vagabundo por Amor’)
21.º Martinho da Vila (‘Brasilatinidade’)
25.º Beto (‘Influências’)
26.º D’ZRT (‘Ao Vivo no Coliseu’)
27.º Boss AC (‘Ritmo, Amor e Palavras’)
28.º Patrícia Candoso (‘O Outro Lado’)

PÓDIO

D`ZRT - Foram o fenómeno de 2005. Aos perto de 200 mil discos vendidos, a banda dos ‘Morangos com Açúcar’ somou dezenas de espectáculos que levaram ao delírio milhares de adolescentes.

HUMANOS - Mais de 100 mil unidades vendidas (cinco platinas) fizeram de ‘Humanos’ o segundo disco mais popular de 2005. É a prova de como 20 anos após a morte, Variações permanece actual.

ESCOLINHA - Canções populares talhadas à medida do universo infantil valeram à ‘Escolinha de Música’ o terceiro lugar do pódio, com vendas superiores a 40 mil unidades (dupla platina).

Luis F. Silva / Correio da Manhã, 11/01/2006

(Discos que atingiram as primeiras posições entre Janeiro e Dezembro de 2005)

D'ZRT - 6 Platinas; Humanos - 5 platinas; Adriana Partimpim - 4 platinas; O Concerto Acústico - 4 platinas; etc

Músicas mais rodadas não correspondem às vendas...

A música mais passada na rádio portuguesa não corresponde à que mais vende discos, revela um estudo da Nielsen ontem publicado. Na relação com a música portuguesa a discrepância é ainda mais evidente. Comparando as listas dos 20 discos mais tocados com a dos 20 mais vendidos, verificamos que na rádio há apenas três canções nacionais, enquanto nas vendas, oito dos 20 mais populares do ano foram portuguesas (o top 3, de resto, é todo ele "caseiro", com D'ZRT, Humanos e "Escolinha de Música" no topo da tabela). Segundo a Associação Fonográfica Portuguesa, esta "disparidade reforça a necessidade da introdução de quotas", referindo-se assim à nova lei da rádio. O estudo revelou ainda que "She Will Be Loved", dos Maroon 5 foi a canção mais tocada do ano.

Nuno Galopim /DN, 11/01/2006

Com efeito, segundo a AFP, passou-se da venda de 9.068.062 unidades em 2005, gerando uma facturação total de 56.162.358,12 €, para as 3.698.046 unidades e 22.159.046,02 €, na primeira metade de 2006.

(Em 2005) O reportório internacional estava ainda na dianteira mas o mercado das compilações encontrava-se à frente da produção nacional – 28,4% contra 22,2% (26.516.802,47 € sobre 15.947.310,36 €), respectivamente. O reportório nacional atingiu uma facturação de 12.494.952,39€, representando 22,25% do total do mercado de áudio. O reportório clássico apresentou um valor relativo inferior a 2005,com 2,1% e 1.203.292,90 €.

Passemos a uma análise mais fina desdobrando o consumo pelos diversos suportes auditados pela AFP. No período em análise a quebra na venda de singles é acentuada. Se em 2005 o total de vendas ascendeu às 176.367 unidades, no 1º semestre de 2006 baixou drasticamente para as 13.611 unidades – quase 13 vezes menos.

Se em 2005 foram vendidos 8.891.695 álbuns no 1º semestre de 2006 esse número ficou-se pelas 3.684.435 unidades. Figura

Se em 2005 o total de álbuns neste suporte [CD] ascendia às 7.402.063 unidades, no 1º semestre de 2006 somou menos de metade desse valor, ou sejam 3.358.777 unidades.

A tendência de descida surge ainda mais acentuada noutro tipo de suportes, a começar pela cassete musical (MC ou K7).

Este formato assistiu à quebra das suas vendas, entre 2005 e o 1º semestre de 2006, de 625.864 cassetes para 185.245.

O suporte audiófi lo de Super Áudio Compact Disc (SA-CD) viu a sua, já residual, expressão decrescer de 8.630 unidades de 2005 para as 1.333 unidades vendidas até à primeira metade de 2006. A mesma tendência é observável no mesmo período no suporte DVD-Áudio que decresce de 335 para as 67 unidades.

Facto a assinalar, e que contraria este comportamento decrescente, é o ressurgimento do sector do vinil. Segundo os dados da APF durante o ano de 2005 foram vendidas 102 peças de vinil. Ora esse número é ultrapassado logo na primeira metade de 2006 alcançando as 149 unidades. Não obstante, estes valores parecem demasiado baixos para serem verosímeis para a realidade portuguesa.

Passando para a análise do preço médio dos produtos áudio, pode observar-se que o-- baixou de 2005 para o 1º semestre de 2006, de 6,19 € para 5,99 €.

Uma leitura global dos dados relativos às quotas de áudio de 2005 demonstra que a Emi-Valentim de Carvalho esteve à frente das vendas, arrecadando 20,71% de quota de mercado. Em segundo lugar a Universal obteve 17,62%, seguida da Farol com 14,28% e a Sony Bmg detentora de 13,83%. Com quotas de mercado abaixo dos 10% surgem, por ordem decrecrente, a Warner Music (8,49%), Vidisco (8,28%), Som Livre (7,49%), Espacial (4,32%), Ovação (1,26%), Edlp (1,17%), Vc (0,91%) e, por fi m, a Musica Alternativa (0,20%).

Uma abordagem mais pormenorizada demonstra que algumas editoras detêm maior penetração em certos nichos de mercado. O reportório internacional é dominado pela Sony Bmg (26,93% do total de áudio). Em segundo lugar surge a editora Universal (22,06%), em terceiro a EMI-VC com 18,13% e a Warner Music, fica em quarto lugar com 17,76%. A diferença para o quinto lugar é significativa, a editora portuguesa Farol arrecada 5,94% de share. As restantes editoras atingem pesos relativos pouco expressivos.

A mediação da música portuguesa apresenta distribuições de mercado diferentes. A Emi-Vc esteve à frente do reportório nacional em 2005 com 36,38%. A Farol alcançou (15,74%), a Espacial 15,34%, a Universal 9,31%, a Vidisco 8,86% e Zona Música 5,18%. Com valores pouco expressivos a VC 4,08%, Som Livre 2,78%, Ovação 1,52% Musica Alternativa 0,66%, Edlp 0,21%.

Já o reportório clássico foi claramente dominado, em 2005, pela editora Universal, alcançando a maioria dos consumidores 63,57%. Esta hegemonia fez baixar o peso relativo das restantes editoras, a Emi-Vc fi cou-se pelos 19,73%, a Sony Bmg 12,23%, a Warner Music 3,57% e a Edlp com apenas 0,89%.

Por fim, o mercado das compilações foi dominado pela portuguesa Farol (do grupo Media Capital), com 28,07% de quota de mercado. Seguiu-se a editora Som Livre com 19,33%, a Vidisco com 16,17%, a Universal com 13,28% e a Emi-Vc com 12,80%. Com quotas de mercado pouco signifi cativas a Espacial 3,12%, Sony Bmg 3,03%, Ovação 2,57%, Zona Música 0,76%, Edlp 0,57% Musica Alternativa 0,17% e Warner Music 0,14%.

Passemos agora à análise de alguns dos dados disponibilizados pela IGAC. Em 2005 esta instituição do Ministério da Cultura deparou-se com 168 infracções no sector da actividade fonográfica. Note-se que este sector ocupa peso substancial no bolo total das infracções detectadas, representando quase um terço do total, 27,8%. Nestas acções foram apreendidos 52.684 exemplares de cassetes áudio, CD’s, CD-R’s com obras musicais.

A IGAC procedeu ainda ao levantamento de autorização e autenticação de 795 fonogramas,
297 dos quais em 1ª edição e 498 em edições seguintes.

Resumindo, os dados disponíveis relativos ao mercado do áudio indiciam que a procura dos suportes tradicionais se encontra em relativa retracção. Esta quebra dá-se sobretudo no formato de single e no segmento da cassete musical, em crescente desuso. Apesar de o suporte de Compact Disc (CD) acompanhar esta tendência de descida, continua a ocupar um lugar de destaque hegemónico no interior das categorias apontadas pela AFP.

Por seu turno surgem alguns indícios de ressurgimento do suporte de vinil, mas que necessitam de comprovação com a análise de tendências evolutivas nos próximos anos. Denotam-se ainda lacunas e insuficiências no tipo de dados levantados no terreno pelas instituições que tutelam o sector do aúdio, aspecto que poderia ser alvo de uma relativa melhoria. Ficam por conhecer os dados relativos aos downloads de música, legais e ilegais, dificilmente crivados e parametrizados pelas estatísticas oficiais. Tendo em conta que o sector da música em formato de ficheiro digital legal e ilegal se encontra em franca expansão, estes números deverão representar certamente parte significativa dos consumos musicais contemporâneos – práticas sobretudo mais preconizadas por um perfil mais jovem e urbano. Acrescente-se que a pirataria tradicional de produtos de áudio representa importante parcela das irregularidades detectadas pela IGAC.

No plano das editoras, vimos que a diferentes segmentos de mercado correspondem diferentes configurações hierárquicas de quotas de mercado. Assim, as majors dominam sobretudo a produção internacional, casos da Universal e Sony Bmg,lado a lado, com a Emi-VC. Não obstante, o segmento de reportório nacional demonstra especificidades próprias, sendo encabeçado pela Emi-Vc, e por editoras de raiz nacional como a Farol, a Espacial e a esfera das colectâneas é dominada pela portuguesa Farol e pela Som Livre.

Adaptado / Obercom

terça-feira, 27 de abril de 2010

Vendas de discos 1977



Mais vendidos 1977 - Música & Som

LPS

1 - Animals - Pink Floyd
2 - Even In The Quietest Moments - Supertramp
3 - Festival Polystar 77 - Vários

Artistas: Peter Gabriel, Peter Frampton, Chico Buarque; Grupos: Pink Floyd, Supertramp, Queen

1 - Amália No Luso - Amália Rodrigues
2 - Beatriz Costa - Beatriz Costa
3 - Cantigas Numa Lingua Antiga - Amalia Rodrigues

Artistas: Amália, Beatriz Costa, Frei Hermano da Câmara; Grupos: Gemini

SINGLES

1 - L'Oiseau Et L'Enfant - Marie Myryam
2 - Daddy Cool - Boney M
3 - Marco - Banda Sonora

Artistas: Marie Myriam, Art Sullivan, Julie Convington; Grupos: Boney M, Abba, Ritchie Family

1 - Pensando Em Ti - Gemini
2 - Caldeirada - Amália Rodrigues
3 - Anita Não É Bonita - José Cid

Artistas: José Cid, Amália Rodrigues, Herman José; Grupos: Gemini, Clarisse e Tó, Green Windows

Alguns dos sucessos do ano:

singles:

Dancing Queen - ABBA (#1)
Parafuso Em Lisboa - Romão Felix - #3
Don't Go Breaking My Heart - Elton John / Kiki Dee (#1)
Sandokan - Banda Sonora (#1)
Bobby - Banda Sonora - #3
Pensando Em Ti - Gemini (#1)
Sur Le Borde d'un Vie - Art Sullivan - #3
The Best Disco In Town - Ritchie Family - #4
Porque Te Vas - Jeanette - #3
Caldeirada - Amália Rodrigues (#1)
Honey Honey - ABBA - #3
Daddy Cool - Boney M (#1)
Rita Rita Limão - Green Windows - #3
Anita Não É Bonita - José Cid  (#1)
L'Oiseau Et L'Enfant - Marie Myriam   (#1)
Saca o Saca-Rolhas! - Herman José - #2
Gavilan O Paloma - Paco Abraira - #3
Marco - Banda Sonora - #4
Modinha Para Gabriela - Gal Costa - #5
Romântico Mas Não Tropego - José Cid (#1)
Big Bisou - Carlos - #2
Ma Baker - Boney M - 3#1
Don't Cry For Me Argentina - Julie Convigton - #2
Leana - Art Sullivan - #3
Verde Vinho - Paulo Alexandre (#1)
I Feel Love - Donna Summer - #3
Rock Collection - Laurent Voulzy - #0
Down, Deep Inside - Donna Summer - #0
Grandola Vila Morena - José Afonso - #0
O Emigrante - Conjunto Maria Albertina - #0
+
+

Álbuns:

16 Super Êxitos - Vários (Polystar) (#1)
Rock And Roll Music - Beatles - #3
Old Loves Die Hard - Triumvirat - #2
Jesus - Frei Hermano Camara - #2
Amália No Luso - Amália Rodrigues - #2
Blue Moves - Elton John (#1)
Frampton Comes Alive - Peter Frampton (#1)
A Day At The Races - Queen - #2
Animals - Pink Floyd (#1)
Radio Activity - Krafwerk - #4
Wind And Wuthering - Genesis - #3
Meus Caros Amigos - Chico Buarque - #2
Even In The Quietest Moments - Supertramp (#1)
Peter Gabriel - Peter Gabriel - #2
Beatriz Costa - Beatriz Costa - #3
Stranger In The City - John Miles - #3
I Remember Yesterday - Donna Summer (#1)
Hotel California - Eagles (#1)
Festival Polystar 77 - Vários (#1)
Gabriela Cravo e Canela - Banda Sonora  - #3
17 Super Hits - Vários (Imavox) - #2
19 Zechino D'Oro - Vários - #3
Love For Sale - Boney M - #4
Book Of Dreams - Steve Miller Band - #0
+

Atribuição dos primeiros Discos de Ouro pela Orfeu / Arnaldo Trindade:

Grândola Vila Morena - José Afonso, Anita Não É Bonita - José Cid, O Emigrante - Conjunto Maria Albertina. Na mesma ocasião José Cid também recebeu um disco de prata para "Romântico Mas Não Tropego".

[Bilboard 05/11/1977]

O álbum "Pensando em Ti" dos Gemini foi o primeiro disco de Ouro oficial em Portugal (30.000).Disco de Ouro - Singles: 50.000

Aos 23 anos, em 77, ganha o primeiro disco de ouro com Saca o Saca-Rolhas, tiro de partida para cerca de cinco anos de música popular e humorística. (Herman / Citi)

"Old Loves Die Hard" was number 1 in Portugal, earning the band a gold disc.  (net)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Vendas de discos 1999

Andrea Bocelli & Dulce Pontes
Discos mais vendidos - 1999

1 - Sogno - Andrea Bocelli
2 - The Party Album! - Vengaboys
3 - Love Stories - ABBA
4 - Believe - Cher
5 - Millenium - Backstreet Boys
6 - Best - Scorpions
7 - Voar - Santos & Pecadores
8 - ...Baby One More Time - Britney Spears
9 - A Little Bit Of Mambo - Lou Bega
10 - Más - Alejandro Sanz

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

Silence Becomes It - Silence 4 (4#1)
Avenidas - Rui Veloso - #4
Believe - Cher (4#1)
XX Anos XX Bandas - Vários - #2
Love Stories - ABBA (6#1)
Americana - The Offspring - #3
Más  - Alejandro Sanz - #2
Sogno - Andrea Bocelli (10#1)
Solta-se O Beijo Ao Vivo - Ala dos Namorados - #3
It Was The Best Of Times - Supertramp - #2
Sem Limite - Santamaria - #3
Millenium - Backstreet Boys (4#1)
Músicas Para Louvar Ao Senhor - Padre Marcelo Rossi - #3
...Baby One More Time - Britney Spears (1#1)
Voar - Santos & Pecadores (2#1)
Uma Noite Só - Trovante (3#1)
Volare! The Very Best - Gipsy Kings (1#1)
Apaixonada - Fáfá de Belém (1#1)
The Party Album! - Vengaboys (2#1)
A Little Bit Of Mambo - Lou Bega (4#1)
Até Ao Fim - Excesso - #3
Californication - Red Hot Chilli Peppers - #2
Best - Scorpions (7#1)
Best Ballads - Bonnie Tyler - #3
Clapton Chronicles The Best Of 1981/1999 - Eric Clapton - #2
O Primeiro Canto - Dulce Pontes - #4
Issues - Korn - #3
The Greatest Hits - Cher - #3
S & M Live - Mettallica (1#1)
MTV Unplugged - Alanis Morissette (4#1)
Greatest Hits II - Queen - #4
Ficarei - Anjos  - #3
Sacred Arias - Andrea Bocelli - #3
++
+

(Discos que ocuparam as primeiras posições entre Janeiro e Dezembro de 1999)

Mercado português decresceu dois por cento no ano passado

O mercado discográfico português decresceu no ano passado cerca de dois por cento, mas a Associação Fonográfica Portuguesa recusa-se a falar em "recessão". "Não há recessão, o que acontece é que, devido às novas tecnologias, aumentou a 'pirataria' e a cópia privada do disco legal", explicou hoje à Agência Lusa Eduardo Simões, director-geral da Associação. Dados oficiais da Associação, a que a Agência Lusa teve acesso, indicam que os portugueses despenderam no ano passado 19,9 milhões de contos em discos, contra 20,2 no ano anterior. O decréscimo é de 1,64 por cento. "Os novos formatos como o CD-R (CD regravável) ou os 'downloads' de computador influenciam negativamente a venda de discos", justificou Eduardo Simões, exemplificando que "os 'putos' nos liceus vendem cópias privadas a 500 escudos", o que, disse, é "ilegal".
Tiago Faden, da Sony, acredita também que o "endividamento dos portugueses" está igualmente na origem do decréscimo do mercado. "Os portugueses devem aos bancos por causa das casas e dos carros e por isso não dispõem de mais liquidez para os discos, além de que há um excesso de oferta no mercado", explicou Tiago Faden. "Parece que a música está em saldo", desabafou, indignado por não se atribuir um "valor cultural" à música.

A Universal, que resultou da fusão entre a Polygram e a MCA, foi líder do mercado com 24,27 por cento, mas a soma das duas companhias ficou aquém dos resultados obtidos exclusivamente pela Polygram em 1998, que foram de 25,79 por cento. Em 1998, a soma da Polygram e da MCA totalizou uma quota matemática de mercado de 30,71 por cento, o que significa uma quebra de 6,44 pontos percentuais. João Miguel Almeida, da Universal, explicou à Agência Lusa que o resultado menos bom da companhia, apesar de líder, se deve a diversos factores. "Em primeiro lugar - disse -, o ano de 1998 foi o melhor de sempre da Polygram e o de 1999 foi um ano de adaptação à nova realidade da Universal". "Acresce que 1999 foi um ano algo fraco em termos de novidades internacionais e simultaneamente não se repetiu os êxitos no catálogo nacional", enfatizou. Com efeito, no ano passado não chegou a ser editado qualquer álbum novo dos U2, Aqua, No Doubt, Hanson e Bee Gees, como estava previsto, e as vendas dos discos novos de Pedro Abrunhosa e dos Excesso constituíram o que podem ser considerados "fracassos comerciais", ficando muito aquém das expectativas da editora.

O segundo lugar do top das editoras discográficas ficou ocupado no ano passado pela EMI com 20,25 por cento do mercado. Apesar de "acossada" pela Universal, a EMI registou um aumento de 3,5 pontos percentuais relativamente ao ano anterior, o que pode ser considerada uma vitória.

No pódio das editoras ficou ainda a Sony com 13,29 por cento, o que significa um decréscimo de quatro pontos percentuais em relação a 1998. A anunciada fusão para este ano da EMI e da Warner perfaz uma soma matemática de 30,23 por cento do mercado, o que eleva a nova companhia a líder de mercado, substituindo a Universal (24,27 por cento).

Por segmentos de mercado, a Universal foi líder nos repertórios internacional (27,55 por cento) e clássico (62,03 por cento), segunda no repertório regional (música brasileira, latino-americana e outra - 23,56 por cento), terceira no repertório português (16,11 por cento) e quinta nas compilações (9,49 por cento). A EMI foi líder no repertório português (35,67 por cento), segunda nos repertórios internacional (19,23 por cento) e clássico (14,76 por cento) e quarta nas compilações (11 por cento). A Sony foi primeira no repertório regional (27,12 por cento, devido às vendas de Daniela Mercury e Gipsy Kings, entre outros), terceira no repertório internacional (16,71 por cento) e nas compilações (11,21 por cento), quarta no repertório clássico (8,64 por cento) e quinta no repertório português (3,51 por cento).

O primeiro lugar das compilações foi ocupado pela Vidisco (36,51 por cento) e o segundo pela Ovação (11,79 por cento, devido às vendas dos "Patinhos", da RTP). Em relação aos suportes da música, todos os formatos desceram, com excepção das compilações (mais 59,42 por cento), que já ultrapassaram a música portuguesa, situando-se agora no segundo lugar das preferências dos portugueses a seguir ao pop/rock internacional. Os novos formatos são ainda insignificantes no mercado português: no ano passado venderam-se apenas 520 DVD e 2.396 mini-discs e nenhum laser disc ou CD-ROM.

LPA / Lusa, 11 de Fevereiro de 2000

Música: Álbum dos Santamaria foi o mais vendido no ano passado

O álbum "Sem Limite", dos Santamaria, foi o disco português mais vendido no ano passado, com mais de 120 mil cópias, de acordo com dados oficiais da Associação Fonográfica Portuguesa, a que a Agência Lusa teve hoje acesso. O álbum de música estrangeira mais vendido foi "MTV Unplugged", de Alanis Morissette, com mais de 100 mil unidades vendidas.
O mercado discográfico português decresceu quase dois por cento no ano passado, não tendo ocorrido qualquer fenómeno de vendas como no ano anterior, com o álbum de estreia dos Silence 4. Revelando-se desastres comerciais, as diminutas vendas dos novos álbuns de Pedro Abrunhosa, Excesso e até Dulce Pontes contribuíram para o relativo desaire do mercado no ano passado.

LPA / Lusa, 04/02/2000

Galardões

Sem Limite - Santamaria [3PL]
MTV Unplugged -  Alanis Morissette [2PL]

sábado, 24 de abril de 2010

Vendas de discos 1996

Delfins
Discos mais vendidos - 1996

1 - O Caminho da Felicidade - Delfins
2 - Mamonas Assassinas - Mamonas Assassinas
3 - Jagged Little Pill - Alanis Morissette
4 - Enrique Iglésias - Enrique Iglésias
5 - Tudo O Que Você Queria - GNR
6 - Portraits - Vangelis
7 - Canta Em Português - Enrique Iglésias
8 - Tempo - Pedro Abrunhosa
9 - Dove C'E Musica - Eros Ramazzotti
10 - Nocturnos de Chopin - Maria João Pires

Fonte: AFP

outras imagens (exposição):

Álbuns em destaque:

Top Star 95 - Vários (Vidisco)
O Caminho da Felicidade - Delfins (18#1)
Mellon Collie - Smashing Pumpkins -
Enrique Iglésias - Enrique Iglésias - #2
Ao Vivo Na Antena 3 - Xutos & Pontapés - #3
Something To Remember - Madonna - #3
Murder Ballads - Nick Cave - #3
Mamonas Assassinas - Mamonas Assassinas (4#1)
Hits - Mike & Mechanics - #3
Falling Into Love - Celine Dion - #2
Wildest Dreams - Tina Turner - #3
Greatest Hits - Take That - #3
Portraits - Vangelis (4#1)
Older - George Michael (3#1)
Dove C'e Musica - Eros Ramazzotti - #2
Load - Metallica (1#1)
Tudo O Que Você Queria - GNR (4#1)
Forever - Beautiful World - #3
Canta Em Português - Enrique Iglésias - #2
Dreamland - Robert Miles (1#1)
Jagged Little Pill - Alanis Morissette (2#1)
No Code - Pearl Jam (3#1)
New Adventures In HiFi - R.E.M. - #2/
From The Muddy Banks Of Wishkah- Nirvana (2#1)The Moment - Kenny G - #3
Le Cose Che Vivi - Laura Pausini (1#1)
Bilingual - Pet Shop Boys -# 4
Moods - Pan Pipe - #3
Greatest Hits - Simply Red (1#1)
Reverence - Faithless - #2
Dance Into The Light - Phil Collins (1#1)
Nocturnos de Chopin - Maria João Pires (1#1)
Tempo - Pedro Abrunhosa (4#1)
If We Fall In Love - Rod Stewart - #3
Rio Grande - Rio Grande (1#1)
Emancipation - Prince - #4
Saber A~Mar - Delfins (2#1)
Um Abraço de Natal - Vários
Kadoc - Vários
Dance Mania 96 - Vários (Vidisco)
Nº1 - Vários
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Alguns dos discos que atingiram os primeiros lugares nas tabelas de vendas de 1996


96-178770-O grupo pop português Delfins recebeu um duplo disco de platina por ter vendido mais de 80 mil cópias da colectânea de êxitos "O Caminho da Felicidade", disco que há mais de dois meses se encontra na primeira posição do top nacional.

96-459373-Agora aterram em Portugal no seu momento mais quente, isto é, quando o seu terceiro álbum de originais -- o aclamadíssimo e megalómano duplo CD, "Mellon Collie And The Infinite Sadness" -- chega ao galardão da platina, à semelhança do que tem vindo a acontecer um pouco por todo o mundo.

96-746070-A recolha de êxitos do grupo de Miguel Ângelo e Fernando Cunha é ja triplo disco de platina, por vendas superiores a 120 mil exemplares.

96-691301-A pianista portuguesa Maria João Pires lidera o top nacional de vendas desde o dia 12 de Novembro, numa estranha e eufórica invasão, em que a música clássica toma de assalto o mercado fonográfico de vendas em massa.

96-155899-O facto da gravação da Maria João Pires dos Nocturnos, de Chopin, ter liderado o top de vendas nacional pode querer dizer que algo está a mudar?

96-1179960-(Maria João Pires) liderou o top de vendas entre 12 de Novembro e 27 de Novembro, data em que foi lançado "Tempo".

96-1247352-Com ou sem talento, o "Tempo" está disponível desde anteontem nos postos de venda e é já disco de platina: a Polygram -- editora de Abrunhosa -- recebeu encomendas de 40 mil cópias, o suficiente para a atribuição daquele galardão.

96-1303915-Os grupos portugueses foram os que mais discos venderam este Natal, ocupando os quatro primeiros lugares do top nacional de vendas.

96-1539913-A caixa de seis CD's singles dos Nirvana, intitulada Singles, conquistou em Portugal um disco de platina, o que é caso único na Europa. A caixa só vendeu no mercado português cerca de sete mil cópias, mas como se trata de um conjunto de seis CD's singles, o total das vendas ultrapassa os 40 mil exemplares, número suficiente para a conquista de um troféu de platina.

Público, 1996

97-112502-Destaque para os nove discos portugueses que conquistaram o disco de platina (quíntupla para "O Caminho da Felicidade", dos Delfins, correspondente a vendas superiores a 200 mil exemplares; tripla para "Tempo", de Pedro Abrunhosa, com mais de 120 mil discos vendidos).

97-1426175-É o resultado de um ano em que Maria João Pires ascendeu aos primeiros postos do top português rivalizando em vendas com Pedro Abrunhosa, Delfins, GNR, Luis Represas e Rio Grande.

Público, 1997

Música portuguesa foi a mais vendida no Natal

Discos de música portuguesa, com destaque para os Delfins e para o projecto Rio Grande, de Rui Veloso, Vitorino e outros, foram os mais vendidos este Natal nas discotecas portuguesas.

Os dois discos, "Saber A Mar", dos Delfins, e "Rio Grande", do projecto com o mesmo título, obtiveram um "empate técnico" para o primeiro lugar do top português na semana de Natal.

"Quando o empate acontece, damos o primeiro lugar ao disco de edição mais recente", disse à Agência Lusa um porta-voz da Associação Fonnográfica Portuguesa (AFP), que organiza o top oficial português.

Outros dois discos portugueses, "Tempo", de Pedro Abrunhosa, e "Nocturnos", da pianista clássica Maria João Pires, obtiveram igualmente vendas assinaláveis, ocupando os quatro registos os primeiros lugares do top de Natal.

É a seguinte a classificação desta semana:

1 (15) - Saber A Mar - Delfins 2 ( 1) - Rio Grande - Rio Grande 3 ( 2) - Tempo - Pedro Abrunhosa 4 ( 4) - Nocturnos - Maria João Pires 5 ( 8) - Best Of - Vaya Con Dios 6 ( 3) - If We Fall In Love - Rod Stewart 7 ( 9) - Spice - Spice Girls 8 ( 5) - Tango - Julio Iglesias 9 (19) - Cohen Live - Leonard Cohen 10 ( 7) - Ao Vivo No CCB - Luís Represas.

Lusa, 26/12/1996