Singles
Sugar Baby Love - Rubettes - 2#1
The Night Chicago Died - Paper Lace - #2
Always Yours - Gary Glitter - #3
Seasons In The Sun - Terry Jacks - #4
We've Got To Do It Now - New Seekers - #5
The Air That I Breath - The Hollies - #2
Criança Portuguesa - Ruy Moura Guedes - #4
Lp's
Fonte: Top Ten Lisboa - Musicalissímo (27/Set/1974)
Bridge Of Sighs - Robin Troxer - #1
Hasta La Victoria - Mercedes Sosa - #2
Caribou - Elton John - #3
Next... - Alex Harvey Band - #4
Tubulkart Bells - Mike Oldfield - #5
Greatest Hits - Demi Roussos - #1
Quadrophenia - The Who - #3
Brain Salad Surgery - Emerson Lake & Palmer - #4
Fonte: Top Ten Lisboa - Musicalissímo (27/Set/1974)
uma cotação em função da procura, se não classifica discos, classifica o público comprador - A Mosca, 03/05/1969
segunda-feira, 2 de março de 2015
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
AMAEI
A AMAEI, Associação Profissional de Músicos Artistas e Editoras Independentes em Portugal, fundada em 2012, é uma Associação Profissional Fonográfica que reúne os Produtores Fonográficos Independentes em Portugal, sejam eles editoras independentes ou músicos artistas auto-editados. A AMAEI é associada da WIN (Worldwide Independent Network) e da IMPALA (Independent Music Companies Association).
A AMAEI defende os interesses dos artistas auto-editados e das editoras independentes, bem como procura organizar, apoiar, reforçar e promover todo o sector da música independente nacional. O trabalho da associação tem sido desenvolvido tanto a nível nacional como internacional, com especial foco na exportação da música independente portuguesa.
Foram fundadores da AMAEI:
SCL-Agency – Nuno Saraiva
Rastilho Records – Pedro Vindeirinho
Jorge Bizarro Artist Management – Jorge Bizarro
Chifre – Vanda Noronha, Francisco Santos Silva, Marta Moiteiro e Pedro Moreira Dias
Raging Planet – Daniel Makosch
PAD – André Covas
Boom-Chicka-Boom – Rodrigo Cardoso
Fabulous Generation – Ana Figueiredo
Groovement – Rui Torrinha
Critérios de Admissão de Associados com Direito a Voto:
A) Editoras Associadas: Editoras independentes que não pertençam à AFP ou AFI. Entende-se por “independente” que não sejam propriedade de uma estrutura empresarial maior, que exceda o âmbito da Associação.
B) Músicos Artistas Editores: Artistas independentes sem contratos editoriais com grandes editoras, interessados primariamente em edições de autor, ou, se editarem através de editoras independentes, que detenham os direitos sobre os seus próprios “Masters”.
A AMAEI é a associação profissional fonográfica que reúne e defende os produtores fonográficos independentes em Portugal. A AFP, Associação Fonográfica Portuguesa, reúne e defende as editoras majors e outras grandes empresas da música em Portugal. De certa forma, a AMAEI é a versão independente da AFP.
Quanto à SPA, Sociedade Portuguesa de Autores, é uma sociedade de um âmbito diferente, que recolhe de forma colectiva as receitas de direito de autor e distribui aos seus associados – sejam eles autores independentes ou editados por majors. Existe ainda a GDA e Audiogest, no âmbito do Direito Conexo.
http://amaei.org/sessao-de-apresentacao-aberta-ao-publico/
A AMAEI realizará a sua primeira sessão aberta ao público no dia 7 de Março de 2015, pelas 18:00h, no Espaço Espelho D’Água em Belém, Lisboa.
O objectivo desta sessão é apresentar oficialmente a AMAEI ao público interessado em conhecer os objectivos, a missão e os membros da associação, bem como um pouco de todo o trabalho desenvolvido desde 2012, ano da sua fundação.
Convidam todos os interessados a assistir à sessão aberta. A participação é gratuita mas é necessário confirmar presença via e-mail até dia 5 de Março devido à existência de lugares limitados.
Para mais informações ou reserva de lugares contactar Ana Figueiredo, coordenadora executiva da AMAEI, via amaei.pt@gmail.com.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Top português recheado de discos de ouro (1995)
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| Laura Pausini com o disco de Platina (alguns meses depois) |
Mais de 80 por cento do top português de discos desta semana é preenchido com álbuns premiados com discos de prata, ouro e platina, reflectindo deste modo as vendas de Natal.
Na lista dos 30 álbuns classificados, 25 foram galardoados com os prémios pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), entidade que superintende às atribuições.
Com mais de 10 mil discos vendidos (disco de prata) estão classificados "Laura Pausini", de Laura Pausini (primeiro lugar), "No Need To Argue", Cranberries, (14º lugar), "Monster", REM (23º lugar), "Quando A Gente Ama", Roberto Carlos, (29º lugar) e "Preciso Do Teu Amor", Vannutti, (30º lugar).
Discos de ouro (mais de 20 mil cópias vendidas) foram atribuídos a "Unplugged In New York", Nirvana, (quarto lugar), "Vitalogy", Pearl Jam, (oitavo lugar), "Fields Of Gold", Sting, (10º lugar), "Forrest Gump", banda sonora, (11º lugar), "Big Ones", Aerosmith, (13º lugar), "Sombras de Amor", Nelo Silva, (15º lugar), "The Best Of", Sade, (17º lugar), "A Bela Portuguesa", Agrupamento Diapasão, (18º lugar), "Miracles", Kenny G., (19º lugar), "Rapaziada Vamos Dançar", Emanuel, (25º lugar) e "Sábado Á Noite", Starkids, (26º lugar).
Com discos de platina ou duplos discos de platina (mais de 40 mil exemplares vendidos), encontram-se classificados no top "The Best Of", Bon Jovi, (segundo lugar), "Supermix 9", colectânea, (terceiro lugar), "Top Star 94/95", colectânea, (quinto lugar), "O Espírito da Paz", Madredeus, (sexto lugar), "Viagens", Pedro Abrunhosa, (sétimo lugar), "Biografia do Fado", colectânea, (nono lugar), "Music Box", Mariah Carey, (12º lugar), "Nº 1", colectânea, (16º lugar) e "Dance Power", colectânea" (22º lugar).
Os únicos cinco discos classificados no top que não possuem qualquer galardão são "Fogo Na Kanjica", Bonga (20º lugar), "O Rei Leão", banda sonora (21º lugar), "Sucessos", Fafá de Belém (24º lugar), "Dummy", Portishead (27º lugar) e "Hit Parade", colectânea (28º lugar).
Lusa, 19 de Janeiro de 1995
imagem lpp
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
António Manuel Ribeiro
Ao longo dos anos assisti a justificações atrás de justificações sobre o mercado português do disco. Uma das primeiras a que torci o nariz teve a ver com a redução das cifras para atribuição de discos metalizados: em 1980 “Cavalos de Corrida” foi o primeiro Single de prata do rock português com mais de 30.000 exemplares vendidos; hoje a prata atinge-se à passagem das 10.000 unidades.
Por ventura o tempo deu-me razão. A quantidade de discos de platina que um disco cada vez menos ganha não foi como não é sintoma da saúde do nosso mercado. Tratou-se de uma opção, da qual sempre discordei.
Não escrevi aqui um texto contra a AFP: o que eu quero é ver essa nossa Associação forte e fortalecida. Aliás, sem ser fã da teoria da conspiração, julgo que a AFP limita-se a publicar e chancelar as tabelas que lhe são fornecidas.
Mas gostaria de ver a AFP a lutar politicamente na Assembleia da República – que grande lição a FNAC nos tem dado – por causa de uma estúpida tabela de IVA sobre o disco e o DVD de 19%: caricatamente, o poema “Rua do Carmo” e outros que gravei, são taxados a 5% de IVA no meu primeiro livro e a 19% nos discos editados.
Ganha o Estado com isto? Claro que não. Ganham os piratas e as feiras de pirataria. Catorze por cento a menos num disco de 15/16 Euros ajudava os mais jovens e menos endinheirados a procurar as obras originais – a cultura fomenta-se assim.
Foi esta a minha luta durante os oito anos em que estive na SPA como director para a música ligeira. Procuraram-se conjugar esforços (GDA, AFP e AFI) mas não se passou daí.
Já gosto de muito pouca coisa que os E.U.A. exportam, tal a confusão em que mergulham o planeta regularmente. Fico-me pela cultura: os livros, a música (sempre) e alguns filmes.
É uma delícia abrir a revista Billboard e verificar o cuidado que a indústria local (também a passar por uma recessão sem fim à vista) coloca na exposição do seu mercado e do TOP de vendas que corresponde a cada estilo musical. Vale a pena darem uma olhada na NET e perceberão porquê.
Era assim que gostava de viver a minha profissão, num país onde a música tivesse indicadores fiáveis: ganhava a indústria e os seus vários intervenientes.
Dou um exemplo: o nosso CD de 2003 "La Pop End Rock", vendeu na primeira quinzena cerca de 3.500 exemplares. Como é um disco duplo, a contagem para efeitos de Top multiplicava por dois. Apesar do número ser muito bom nos tempos que correm – estamos a falar de quase 7.000 unidades – nunca entrou para o Top. Porquê?
Os 'statements' recebidos pelo grupo confirmam essas vendas.
Não quero com isto dizer que fomos traumaticamente excluídos, mas apenas anotar que o Top nacional de vendas devia reflectir o que todos os postos de venda efectivamente vendem e não apenas alguns.
A terminar: o 'by out' é uma técnica de vendas como outra qualquer. Arrisca quem pode e quem quer. Não me parece que seja uma forma sólida de encarar o mercado e as suas crises neste país em crise, e só.
António Manuel Ribeiro (UHF), Blog Canal Maldito, 18/01/2005
No meu próximo livro abordo a questão da seriedade do Top e de como as associadas na AFP o foram reformulando ao longo dos anos: um Top, se reflecte a verdade das vendas e não o calendário dos interesses à vez, não precisa de ser mexido. Contudo, lamento que a AFP não esteja exposta num programa de TV como acontecia desde há dezenas de anos - diminuir é retirar visibilidade.
AMR, Facebook, 10/11/2014
(...) só entra no Top de vendas da AFP quem está a ser distribuído por uma editora/distribuidora associada. Por exemplo, as vendas do merchandising não contam, nem das lojas virtuais ou de venda postal. E ainda bem, senão apareceriam por aí fenómenos a vender 500 mil na estrada. Ou seja, de momento vendem os sucessos imediatos e quem congregou fãs. A música mudou.
AMR, Facebook, 10/11/2014
Com a afirmação 'quem gosta de música faz pirataria e depois vai comprar o original' não vamos lá. Não é um processo justo ou legal, e a legalidade para ser efectiva não pode ter quintais de excepção, porque depois somamos as excepções de cada um e temos uma regra. É a arbitrariedade contra o direito; sou pelo direito, em tudo, e tudo edifica uma sociedade séria ou uma sociedade defeituosa. Neste tempo digital, se uma pessoa quer conhecer um disco e avaliá-lo pode sempre ouvir o MP3 via Amazon (por exemplo) e depois decidir se compra. A grande pergunta é esta: que interesses movem os sites de pirataria? Quem lucra? Que trabalho realizam para assumir direitos alheios? Assim, matamos a fonte.
AMR, Facebook, 10/11/2014
António Manuel Ribeiro nasceu em Almada no dia 2 de Agosto de 1954. Fez o liceu por lá quase sempre com distinção.
Estagia então no trissemanário Record e por lá fica até 1980.
Os UHF, formados em 1978, partem para a corrida da música pop/rock deste país com os seus “Cavalos”, e não mais vão parar. Envolvidos no esforço diário de ser e teimar tocar, ignoram que estão a fundar o mais importante movimento de renovação da música portuguesa pós Abril de ‘74: nada ficará como dantes, erguendo-se uma indústria, porque o rock vingou e se tornou português.
Ao longo dos anos manteve a escrita de crónicas para jornais e rádios. Ajudou a fundar duas piratas onde assumiu programas de autor – a rádio é uma paixão.
É autor de textos, que vão da música ao futebol, dispersos por vários livros.
http://www.chiadoeditora.com/autores/antonio-manuel-ribeiro
Tendo agora 35 anos de carreira muito mudou no mercado da música.
Os UHF passaram por editoras como a Valentim de Carvalho, Rádio Triunfo, Edisom, Metro-Som e BMG. Depois criaram a independente Am.ra Discos que pontualmente se associou à Vidisco/Road Records, Emi ou Sony.
Por ventura o tempo deu-me razão. A quantidade de discos de platina que um disco cada vez menos ganha não foi como não é sintoma da saúde do nosso mercado. Tratou-se de uma opção, da qual sempre discordei.
Não escrevi aqui um texto contra a AFP: o que eu quero é ver essa nossa Associação forte e fortalecida. Aliás, sem ser fã da teoria da conspiração, julgo que a AFP limita-se a publicar e chancelar as tabelas que lhe são fornecidas.
Mas gostaria de ver a AFP a lutar politicamente na Assembleia da República – que grande lição a FNAC nos tem dado – por causa de uma estúpida tabela de IVA sobre o disco e o DVD de 19%: caricatamente, o poema “Rua do Carmo” e outros que gravei, são taxados a 5% de IVA no meu primeiro livro e a 19% nos discos editados.
Ganha o Estado com isto? Claro que não. Ganham os piratas e as feiras de pirataria. Catorze por cento a menos num disco de 15/16 Euros ajudava os mais jovens e menos endinheirados a procurar as obras originais – a cultura fomenta-se assim.
Foi esta a minha luta durante os oito anos em que estive na SPA como director para a música ligeira. Procuraram-se conjugar esforços (GDA, AFP e AFI) mas não se passou daí.
Já gosto de muito pouca coisa que os E.U.A. exportam, tal a confusão em que mergulham o planeta regularmente. Fico-me pela cultura: os livros, a música (sempre) e alguns filmes.
É uma delícia abrir a revista Billboard e verificar o cuidado que a indústria local (também a passar por uma recessão sem fim à vista) coloca na exposição do seu mercado e do TOP de vendas que corresponde a cada estilo musical. Vale a pena darem uma olhada na NET e perceberão porquê.
Era assim que gostava de viver a minha profissão, num país onde a música tivesse indicadores fiáveis: ganhava a indústria e os seus vários intervenientes.
Dou um exemplo: o nosso CD de 2003 "La Pop End Rock", vendeu na primeira quinzena cerca de 3.500 exemplares. Como é um disco duplo, a contagem para efeitos de Top multiplicava por dois. Apesar do número ser muito bom nos tempos que correm – estamos a falar de quase 7.000 unidades – nunca entrou para o Top. Porquê?
Os 'statements' recebidos pelo grupo confirmam essas vendas.
Não quero com isto dizer que fomos traumaticamente excluídos, mas apenas anotar que o Top nacional de vendas devia reflectir o que todos os postos de venda efectivamente vendem e não apenas alguns.
A terminar: o 'by out' é uma técnica de vendas como outra qualquer. Arrisca quem pode e quem quer. Não me parece que seja uma forma sólida de encarar o mercado e as suas crises neste país em crise, e só.
António Manuel Ribeiro (UHF), Blog Canal Maldito, 18/01/2005
No meu próximo livro abordo a questão da seriedade do Top e de como as associadas na AFP o foram reformulando ao longo dos anos: um Top, se reflecte a verdade das vendas e não o calendário dos interesses à vez, não precisa de ser mexido. Contudo, lamento que a AFP não esteja exposta num programa de TV como acontecia desde há dezenas de anos - diminuir é retirar visibilidade.
AMR, Facebook, 10/11/2014
(...) só entra no Top de vendas da AFP quem está a ser distribuído por uma editora/distribuidora associada. Por exemplo, as vendas do merchandising não contam, nem das lojas virtuais ou de venda postal. E ainda bem, senão apareceriam por aí fenómenos a vender 500 mil na estrada. Ou seja, de momento vendem os sucessos imediatos e quem congregou fãs. A música mudou.
AMR, Facebook, 10/11/2014
Com a afirmação 'quem gosta de música faz pirataria e depois vai comprar o original' não vamos lá. Não é um processo justo ou legal, e a legalidade para ser efectiva não pode ter quintais de excepção, porque depois somamos as excepções de cada um e temos uma regra. É a arbitrariedade contra o direito; sou pelo direito, em tudo, e tudo edifica uma sociedade séria ou uma sociedade defeituosa. Neste tempo digital, se uma pessoa quer conhecer um disco e avaliá-lo pode sempre ouvir o MP3 via Amazon (por exemplo) e depois decidir se compra. A grande pergunta é esta: que interesses movem os sites de pirataria? Quem lucra? Que trabalho realizam para assumir direitos alheios? Assim, matamos a fonte.
AMR, Facebook, 10/11/2014
António Manuel Ribeiro nasceu em Almada no dia 2 de Agosto de 1954. Fez o liceu por lá quase sempre com distinção.
Estagia então no trissemanário Record e por lá fica até 1980.
Os UHF, formados em 1978, partem para a corrida da música pop/rock deste país com os seus “Cavalos”, e não mais vão parar. Envolvidos no esforço diário de ser e teimar tocar, ignoram que estão a fundar o mais importante movimento de renovação da música portuguesa pós Abril de ‘74: nada ficará como dantes, erguendo-se uma indústria, porque o rock vingou e se tornou português.
Ao longo dos anos manteve a escrita de crónicas para jornais e rádios. Ajudou a fundar duas piratas onde assumiu programas de autor – a rádio é uma paixão.
É autor de textos, que vão da música ao futebol, dispersos por vários livros.
http://www.chiadoeditora.com/autores/antonio-manuel-ribeiro
Tendo agora 35 anos de carreira muito mudou no mercado da música.
Os UHF passaram por editoras como a Valentim de Carvalho, Rádio Triunfo, Edisom, Metro-Som e BMG. Depois criaram a independente Am.ra Discos que pontualmente se associou à Vidisco/Road Records, Emi ou Sony.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Pink Floyd batem recordes em Portugal
Vendas extraordinárias do último álbum levam a acreditar num "crescimento consolidado do mercado" da música, defende o diretor da BLITZ num texto publicado no Expresso Diário.
The Endless River , o álbum que os Pink Floyd publicaram no dia 10 de novembro, atingiu vendas incríveis na primeira semana em que esteve nos escaparates portugueses. O disco chegou de surpresa, vinte anos depois do seu derradeiro álbum, The Division Bell , mas fez valer o peso do grupo de David Gilmour e Nick Mason no mercado nacional. De acordo com o boletim de vendas da Associação Fonográfica Portuguesa, na semana 46 do ano de 2014, venderam-se 5114 unidades de The Endless River.
O número é extraordinário quando comparado com os valores obtidos pelos discos que nos últimos meses têm frequentado o primeiro lugar da tabela de vendas e que se quedam por algumas centenas de exemplares. Mesmo nesta semana, quando se aproxima a quadra natalícia e o mercado aquece por tradição, o segundo lugar do top é ocupado por Canto , de Carminho, a larga distância, somando entre vendas físicas e digitais, apenas 806 cópias vendidas.
A façanha dos Pink Floyd, para Rui Chen, coordenador de Marketing Estratégico da Warner Music Portugal, explica-se por duas razões: "o artista - e a sua qualidade - que não gravava há vinte anos" e, por outro lado, "o target: o consumidor deste grupo, o fã, pertence a um público mais adulto, que aprecia o objeto CD e que gosta de comprar". No caso de The Endless River, não só as vendas em CD foram espectaculares - 4508 cópias - como as vendas digitais também se revelaram "notáveis". No caso do catálogo da Warner, só os Coldplay superaram, com Ghost Stories , as vendas digitais de The Endless River numa semana. O primeiro ultrapassou os 800 downloads, enquanto o álbum dos Pink Floyd chegou às 606 unidades na semana passada.
Por estes dias, já se sabe, o CD tem morte anunciada. Os jornais estão cheios de notícias sobre o definhamento desse suporte lançado em meados dos anos 80 e sublinham o surgimento de novas formas de consumir música, como as plataformas de streaming (Spotify, Beats da Apple ou Music Key da Google). Porém, essas notícias parecem, de acordo com o que sucedeu na semana passada nas lojas de discos portuguesas, manifestamente exageradas.
Do lado da editora, Rui Chen entende estes resultados "por se dirigirem a um público mais maduro, com poder de compra e com gosto pelo CD", o que é tudo menos a imagem estereotipada do consumidor de música jovem, apostado no download ilegal e em busca de novas tendências. Esse público "maduro e que gosta de comprar", justifica certamente este êxito dos Pink Floyd. Da mesma maneira que, sabe o Expresso, é muito provável que o primeiro lugar do top desta semana, a ser revelado na próxima quarta-feira, seja ocupado por Four , o mais recente disco dos One Direction. Ou seja, a confirmar-se, trata-se da situação diametralmente oposta, em que os discos são comprados, também por uma clientela madura mas, neste caso, a pedido de um público juvenil.
No meio, ou seja, entre os pais que compram Pink Floyd e os filhos que querem os One Direction, ainda há um imenso vazio. E é exatamente esse vazio que tem justificado a crise que a indústria fonográfica tem sentido nos últimos 15 anos, mercê do advento digital e da chegada do download ilegal como umas das formas preferidas de consumo de música. Esse é o mantra que ouvimos há mais de uma década. Contudo, os últimos dados conhecidos para Portugal contrariam decididamente essa imagem.
Segundo Miguel Carretas, da Associação Fonográfica Portuguesa, "há um crescimento consolidado do mercado nos últimos seis meses". Talvez ainda mais surpreendentemente, o mercado português, em setembro deste ano, cresceu 30% face ao período homólogo de 2013. Mas há mais valores capaz de deixar perplexo o mais cético dos observadores: as vendas deste ano ("year to date") estão no verde e há fortes indícios de que o mercado português de música gravada irá crescer em 2014. A confirmarem-se estas suspeitas, seria a primeira vez que nos últimos 12 anos tal aconteceria.
A explicação para este inusitado surto da venda de música podem encontrar-se, muito simplesmente, na reorganização de duas das principais editoras portuguesas, a Sony Music Portugal e, sobretudo, a Warner Music Portugal, que em 2013 passaram por períodos de séria instabilidade. Por outro lado, não deixa de ser crível que a conquista de terreno por parte das plataformas de streaming, que além do modelo de publicidade para o consumo gratuito estão a fazer vingar modelos de assinatura, comece a funcionar como o mais bem sucedido ataque ao download ilegal. Vale a pena recordar que o mercado português valia, em 2002, 105 milhões de euros e que no ano passado encolheu para 16,5 milhões de euros.
A outra explicação para este ressurgimento encontra-se, obviamente, nos artistas e no poder da sua música. É natural que o mercado aqueça quando os grandes nomes, com enorme historial, editam discos. É o caso dos Pink Floyd. Em Portugal, é necessário recuar até 2012 para encontrar um disco que vendeu mais na estreia do que The Endless River . Nas duas últimas semanas desse ano, o álbum Essencial de Tony Carreira, chegou a valores, de acordo com informação prestada pela AFP, ainda superiores aos do último álbum dos Pink Floyd. Mas esse disco de Tony Carreira, o recordista de concertos no Pavilhão Atlântico , hoje MEO Arena, com, nada mais nada menos do que quinze datas, pode, à semelhança do álbum dos Pink Floyd considerar-se uma exceção.
É preciso recuar a 2009 para encontrar um artista estrangeiro que tenha vendido mais unidades numa semana: No Line on the Horizon , dos U2, esclareceu a AFP, faz do disco dos Pink Floyd o campeão de vendas dos últimos cinco anos. Mas The Endless River não conquistou apenas o primeiro lugar em Portugal. Também chegou ao lugar cimeiro no Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Holanda, Bélgica, Hungria, Aústria, Suíça, Dinamarca, Noruega, Nova Zelândia, Croácia e Eslovénia. Os valores de que a AFP dispõe "apontam para o álbum dos Pink Floyd, na mesma semana, ter vendido mais exemplares em Portugal que no muito maior mercado espanhol. Isto em termos de número absoluto de unidades."
A razão prática do bom sucesso do lançamento de The Endless River deve-se, para Rui Chen, ao facto de "tudo ter sido feito muito atempadamente, desde julho. Este foi um projeto assente numa estratégia bem definida e clara para nós", referindo-se então às instruções recebidas da Parlophone, a etiqueta dos Pink Floyd representada em Portugal pela Warner.
Nas semanas que antecederam a chegada às lojas de The Endless River , os Pink Floyd beneficiaram de capas na revista Blitz e no caderno Atual do Expresso. Quanto à rádio, a M80 foi o parceiro privilegiado para esta ação, tendo também decorrido campanhas na TSF. A Warner Music Portugal, divulgou na sua newsletter, capaz de chegar a cerca de 150 mil utilizadores, a edição do disco, que teve como parceiro quase natural a Fnac com a sua rede de lojas e espaço online, possibilitando a sua pré-vendas com vários dias de antecedência. Um dos conteúdos fundamentais disponibilizados pela editora para a promoção deste disco foi a entrevista a David Gilmour e Nick Mason, os dois sobreviventes, que aqui deixamos na íntegra.
Texto: Miguel Cadete, Expresso Diário, 21/11/2014
Ler mais: http://blitz.sapo.pt/pink-floyd-batem-recordes-em-portugal-por-miguel-cadete=f94495#ixzz3KAPkMfi3
ED - http://expresso.sapo.pt
Tabela disponiblizada nas redes sociais em 08/11/2014.
TOP DE VENDAS PORTUGUÊS
SEMANA 44/2014
Posição - Grupo: Álbum - Unidades vendidas (vendas físicas + vendas digitais)
1 - U2: SONGS OF INNOCENCE - 575
2 - PAULA FERNANDES: ENCONTROS PELO CAMINHO - 492
3 - TAYLOR SWIFT: 1989 - 377
4 - ENRIQUE IGLESIAS: SEX AND LOVE - 342
5 - ANSELMO RALPH: A DOR DO CUPIDO - 340
6 - VIOLETTA: A MÚSICA É O MEU MUNDO - 287
7 - MARIZA: BEST OF - 267
8 - RODRIGO LEÃO: O ESPÍRITO DE UM PAÍS - 237
9 - LED ZEPPELIN: LED ZEPPELIN IV - 212
10 - D.A.M.A: UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIO - 197
11 - PAULO GONZO: DUETOS - 166
12 - LED ZEPPELIN: HOUSES OF THE HOLY - 159
13 - LEONARD COHEN: POPULAR PROBLEMS - 158
14 - D8: PREFÁCIO - 150
15 - ANA MOURA: DESFADO - 149
16 - COLDPLAY: GHOST STORIES - 139
17 - LEANDRO: SOU UM HOMEM FELIZ - 137
18 - PANDA E OS CARICAS: PANDA E OS CARICAS 2 - 132
19 - SLIPKNOT: 5: THE GRAY CHAPTER - 130
20 - SAM SMITH: IN THE LONELY HOUR - 126
Tabela disponiblizada nas redes sociais em 08/11/2014.
The Endless River , o álbum que os Pink Floyd publicaram no dia 10 de novembro, atingiu vendas incríveis na primeira semana em que esteve nos escaparates portugueses. O disco chegou de surpresa, vinte anos depois do seu derradeiro álbum, The Division Bell , mas fez valer o peso do grupo de David Gilmour e Nick Mason no mercado nacional. De acordo com o boletim de vendas da Associação Fonográfica Portuguesa, na semana 46 do ano de 2014, venderam-se 5114 unidades de The Endless River.
O número é extraordinário quando comparado com os valores obtidos pelos discos que nos últimos meses têm frequentado o primeiro lugar da tabela de vendas e que se quedam por algumas centenas de exemplares. Mesmo nesta semana, quando se aproxima a quadra natalícia e o mercado aquece por tradição, o segundo lugar do top é ocupado por Canto , de Carminho, a larga distância, somando entre vendas físicas e digitais, apenas 806 cópias vendidas.
A façanha dos Pink Floyd, para Rui Chen, coordenador de Marketing Estratégico da Warner Music Portugal, explica-se por duas razões: "o artista - e a sua qualidade - que não gravava há vinte anos" e, por outro lado, "o target: o consumidor deste grupo, o fã, pertence a um público mais adulto, que aprecia o objeto CD e que gosta de comprar". No caso de The Endless River, não só as vendas em CD foram espectaculares - 4508 cópias - como as vendas digitais também se revelaram "notáveis". No caso do catálogo da Warner, só os Coldplay superaram, com Ghost Stories , as vendas digitais de The Endless River numa semana. O primeiro ultrapassou os 800 downloads, enquanto o álbum dos Pink Floyd chegou às 606 unidades na semana passada.
Por estes dias, já se sabe, o CD tem morte anunciada. Os jornais estão cheios de notícias sobre o definhamento desse suporte lançado em meados dos anos 80 e sublinham o surgimento de novas formas de consumir música, como as plataformas de streaming (Spotify, Beats da Apple ou Music Key da Google). Porém, essas notícias parecem, de acordo com o que sucedeu na semana passada nas lojas de discos portuguesas, manifestamente exageradas.
Do lado da editora, Rui Chen entende estes resultados "por se dirigirem a um público mais maduro, com poder de compra e com gosto pelo CD", o que é tudo menos a imagem estereotipada do consumidor de música jovem, apostado no download ilegal e em busca de novas tendências. Esse público "maduro e que gosta de comprar", justifica certamente este êxito dos Pink Floyd. Da mesma maneira que, sabe o Expresso, é muito provável que o primeiro lugar do top desta semana, a ser revelado na próxima quarta-feira, seja ocupado por Four , o mais recente disco dos One Direction. Ou seja, a confirmar-se, trata-se da situação diametralmente oposta, em que os discos são comprados, também por uma clientela madura mas, neste caso, a pedido de um público juvenil.
No meio, ou seja, entre os pais que compram Pink Floyd e os filhos que querem os One Direction, ainda há um imenso vazio. E é exatamente esse vazio que tem justificado a crise que a indústria fonográfica tem sentido nos últimos 15 anos, mercê do advento digital e da chegada do download ilegal como umas das formas preferidas de consumo de música. Esse é o mantra que ouvimos há mais de uma década. Contudo, os últimos dados conhecidos para Portugal contrariam decididamente essa imagem.
Segundo Miguel Carretas, da Associação Fonográfica Portuguesa, "há um crescimento consolidado do mercado nos últimos seis meses". Talvez ainda mais surpreendentemente, o mercado português, em setembro deste ano, cresceu 30% face ao período homólogo de 2013. Mas há mais valores capaz de deixar perplexo o mais cético dos observadores: as vendas deste ano ("year to date") estão no verde e há fortes indícios de que o mercado português de música gravada irá crescer em 2014. A confirmarem-se estas suspeitas, seria a primeira vez que nos últimos 12 anos tal aconteceria.
A explicação para este inusitado surto da venda de música podem encontrar-se, muito simplesmente, na reorganização de duas das principais editoras portuguesas, a Sony Music Portugal e, sobretudo, a Warner Music Portugal, que em 2013 passaram por períodos de séria instabilidade. Por outro lado, não deixa de ser crível que a conquista de terreno por parte das plataformas de streaming, que além do modelo de publicidade para o consumo gratuito estão a fazer vingar modelos de assinatura, comece a funcionar como o mais bem sucedido ataque ao download ilegal. Vale a pena recordar que o mercado português valia, em 2002, 105 milhões de euros e que no ano passado encolheu para 16,5 milhões de euros.
A outra explicação para este ressurgimento encontra-se, obviamente, nos artistas e no poder da sua música. É natural que o mercado aqueça quando os grandes nomes, com enorme historial, editam discos. É o caso dos Pink Floyd. Em Portugal, é necessário recuar até 2012 para encontrar um disco que vendeu mais na estreia do que The Endless River . Nas duas últimas semanas desse ano, o álbum Essencial de Tony Carreira, chegou a valores, de acordo com informação prestada pela AFP, ainda superiores aos do último álbum dos Pink Floyd. Mas esse disco de Tony Carreira, o recordista de concertos no Pavilhão Atlântico , hoje MEO Arena, com, nada mais nada menos do que quinze datas, pode, à semelhança do álbum dos Pink Floyd considerar-se uma exceção.
É preciso recuar a 2009 para encontrar um artista estrangeiro que tenha vendido mais unidades numa semana: No Line on the Horizon , dos U2, esclareceu a AFP, faz do disco dos Pink Floyd o campeão de vendas dos últimos cinco anos. Mas The Endless River não conquistou apenas o primeiro lugar em Portugal. Também chegou ao lugar cimeiro no Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Holanda, Bélgica, Hungria, Aústria, Suíça, Dinamarca, Noruega, Nova Zelândia, Croácia e Eslovénia. Os valores de que a AFP dispõe "apontam para o álbum dos Pink Floyd, na mesma semana, ter vendido mais exemplares em Portugal que no muito maior mercado espanhol. Isto em termos de número absoluto de unidades."
A razão prática do bom sucesso do lançamento de The Endless River deve-se, para Rui Chen, ao facto de "tudo ter sido feito muito atempadamente, desde julho. Este foi um projeto assente numa estratégia bem definida e clara para nós", referindo-se então às instruções recebidas da Parlophone, a etiqueta dos Pink Floyd representada em Portugal pela Warner.
Nas semanas que antecederam a chegada às lojas de The Endless River , os Pink Floyd beneficiaram de capas na revista Blitz e no caderno Atual do Expresso. Quanto à rádio, a M80 foi o parceiro privilegiado para esta ação, tendo também decorrido campanhas na TSF. A Warner Music Portugal, divulgou na sua newsletter, capaz de chegar a cerca de 150 mil utilizadores, a edição do disco, que teve como parceiro quase natural a Fnac com a sua rede de lojas e espaço online, possibilitando a sua pré-vendas com vários dias de antecedência. Um dos conteúdos fundamentais disponibilizados pela editora para a promoção deste disco foi a entrevista a David Gilmour e Nick Mason, os dois sobreviventes, que aqui deixamos na íntegra.
Texto: Miguel Cadete, Expresso Diário, 21/11/2014
Ler mais: http://blitz.sapo.pt/pink-floyd-batem-recordes-em-portugal-por-miguel-cadete=f94495#ixzz3KAPkMfi3
ED - http://expresso.sapo.pt
Tabela disponiblizada nas redes sociais em 08/11/2014.
TOP DE VENDAS PORTUGUÊS
SEMANA 44/2014
Posição - Grupo: Álbum - Unidades vendidas (vendas físicas + vendas digitais)
1 - U2: SONGS OF INNOCENCE - 575
2 - PAULA FERNANDES: ENCONTROS PELO CAMINHO - 492
3 - TAYLOR SWIFT: 1989 - 377
4 - ENRIQUE IGLESIAS: SEX AND LOVE - 342
5 - ANSELMO RALPH: A DOR DO CUPIDO - 340
6 - VIOLETTA: A MÚSICA É O MEU MUNDO - 287
7 - MARIZA: BEST OF - 267
8 - RODRIGO LEÃO: O ESPÍRITO DE UM PAÍS - 237
9 - LED ZEPPELIN: LED ZEPPELIN IV - 212
10 - D.A.M.A: UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIO - 197
11 - PAULO GONZO: DUETOS - 166
12 - LED ZEPPELIN: HOUSES OF THE HOLY - 159
13 - LEONARD COHEN: POPULAR PROBLEMS - 158
14 - D8: PREFÁCIO - 150
15 - ANA MOURA: DESFADO - 149
16 - COLDPLAY: GHOST STORIES - 139
17 - LEANDRO: SOU UM HOMEM FELIZ - 137
18 - PANDA E OS CARICAS: PANDA E OS CARICAS 2 - 132
19 - SLIPKNOT: 5: THE GRAY CHAPTER - 130
20 - SAM SMITH: IN THE LONELY HOUR - 126
Tabela disponiblizada nas redes sociais em 08/11/2014.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
TOP' 76
A revista Música & Som começou a ser publicada em Fevereiro de 1977. No nº1 era publicada a lista dos discos mais vendidos em 1976 de acordo com os dados recolhidos por Ivan H. Hancock na TOP 20.
FONTE: Recortes & Retalhos
vendas de 1976
http://topdisco.blogspot.pt/search/label/m1976
TOP 20
http://topdisco.blogspot.pt/2012/10/top-20.html
Revista Música & Som
http://topdisco.blogspot.pt/2010/03/musica-som.html
FONTE: Recortes & Retalhos
vendas de 1976
http://topdisco.blogspot.pt/search/label/m1976
TOP 20
http://topdisco.blogspot.pt/2012/10/top-20.html
Revista Música & Som
http://topdisco.blogspot.pt/2010/03/musica-som.html
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