O mundo mudou e a indústria da música também não se está a sentir lá muito bem. Há 15 anos era a música gravada — leia-se, as companhias discográficas — quem ia ao volante. Hoje, é a música ao vivo — leia-se, os concertos e festivais — quem está no comando. A mudança não é, obviamente, neutra. E a sua origem está, muito provavelmente, na tecnologia. Em ritmo binário
Na semana passada tive a felicidade de moderar um debate na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Festival Jovens Músicos. Discutia-se a relação “música e internet”. José Dias, em representação de uma pequena editora de jazz portuguesa, a Sintoma Records, não podia ter sido mais lapidar quando disse (e cito de cor): que ontem faziam concertos para se vender discos, hoje fazem-se discos para se vender concertos. A música gravada passou a ser um mero cartão de visita da banda ou do artista. Não é um fim em si mesmo, serve apenas a intenção de capturar receitas com os concertos.
Não se pense que tal apenas sucede em companhias ou artistas de nicho. Em Portugal, noticiou o Expresso Diário recentemente, as editoras discográficas associadas na Associação Fonográfica Portuguesa faturaram ao longo dos 12 meses de 2014 algo como 17 milhões de euros. Um valor que é cerca de um décimo daquele que era obtido no final do século passado. O termos de comparação é esmagador quando se sabe que os U2 ou os Rolling Stones pedem aos promotores locais dos seus espectáculos uma garantia que vai dos três milhões de euros aos cinco milhões por cada espectáculo em que se apresentam. Portugal não foge a esta regra dos grandes dinossauros do circo chamado rock'n'roll.
Com o advento do digital, a música gravada massificou-se de forma inapelável. Sim, a pirataria. Mas a razão por que tal sucedeu prende-se com as suas características: no digital, uma cópia é praticamente igual ao original. E a sua fluidez é tremenda, sobretudo quando existe uma rede ao dispor de todos, capaz de ligar toda a gente, como é a internet. A vulgarização da música, pois é fácil e barata, provocou, não há como evitar, a sua vulgarização... A música gravada passou a estar em todo o lugar, por preço nenhum.
A consequência da massificação do digital e da internet foi por isso perturbante: a música gravada perdeu grande parte senão todo o seu valor. E a música ao vivo, por representar uma experiência individual e irrepetível passou a ser a nova galinha dos ovos de ouro. Ninguém assiste ao “mesmo” concerto, ainda que esteja presente na mesma sala ou no mesmo recinto em que sucede um festival. Ninguém poderá reviver essa mesma emoção, pois como já vimos, os suportes digitais não conseguem fornecer esse suplemento que a experiência no local permitem. Não encontro melhor do que o slogan de uma patrocinador de festivais de verão: “vais ver ou vais viver?”
A indústria da música gravada encontrou no streaming uma forma de combater a pirataria e de soltar amarras face ao seu anterior, velho e relho, modelo de negócio: o de vender discos em vinil, CD ou ficheiro áudio. Mas a transição para essa nova forma de fruição da música não se faz sem sobressaltos. Porque as margens na venda de suportes físicos são muito maiores. Ou porque há toda uma mudança nos hábitos de audição que está, muito rapidamente, a impor novas regras. O álbum pode ter os dias contados. E os artistas, mesmo os maiores, já não são “aquelas” vacas sagradas, como eram os Rolling Stones ou os U2. O que conta agora são as canções, venham de onde vieram.
Mas esse é assunto que fica para outro artigo.
Miguel Cadete / Expresso Diário, 11/10/2015
MC escreve a coluna “O Barulho das Luzes” todas as segundas-feiras no EXPRESSO DIÁRIO
ROLLING STONES. “Old School” Não vendem CD, valem pouco no streaming mas compensam com o cachet dos concertos
uma cotação em função da procura, se não classifica discos, classifica o público comprador - A Mosca, 03/05/1969
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Vendas de discos 1975
Alguns Álbuns em destaque
Coro dos Tribunais - José Afonso
À Queima Roupa - Sérgio Godinho
The Lamb Lies Down on Broadway
Supertramp
Rick Wakeman
++
Alguns Singles em destaque
Quadras Populares - Green Windows
O Facho - Paulo de Carvalho
Fado de Alcoentre - Fernando Tordo
O Que Faz Falta - José Afonso
Grândola Vila Morena - José Afonso
Perdoname - Demis Roussos
Quieres Ser Mi Amante? - Camilo Sesto
Recuerdos - Juan Pardo
Take My Heart - Jacky James
++
As listas dos discos mais vendidos refletiam a separação entre os consumidores de singles (vinil de 45 rotações, com uma canção de cada lado) e de álbuns (de 33 rotações, também chamados LP, muito mais caros). O elitista top 10 dos álbuns mais vendidos chegou a ser encabeçado por The Lamb Lies Down on Broadway, dos Genesis, que tinha sido apresentado ao vivo em Cascais em dois concertos memoráveis, a 5 e 6 de março daquele ano. «Nunca em Portugal se vira rock de tanta qualidade», segundo o crítico (e músico) Mário Contumélias, no Século Ilustrado. Ou sessões de «tortura voluntária», para o repórter do Diário de Notícias. A lista incluía ainda os Supertramp, Rick Wakeman, José Afonso ou Sérgio Godinho.
No mercado dos singles, esse sim representativo do gosto das «massas populares», as preferências ao longo dos meses de verão começaram por dividir-se entre Camilo Sesto, com Quieres Ser Mi Amante?, Jacky James, Take My Heart; Paulo de Carvalho, O Facho, e Zeca Afonso, Grândola Vila Morena.
Com o passar das semanas, a música nacional foi sendo varrida do hit parade. O público
consagrava Demis Roussos (Perdoname), Juan Pardo (Recuerdos) e Camilo Sesto. O crítico musical da revista Tele Semana, José Niza – autor de canções vencedoras de festivais da RTP e deputado à Assembleia Constituinte pelo PS –, atribuiu o facto à «rejeição provocada pelo autêntico massacre sonoro a que a rádio e a TV submeteram os ouvidos dos portugueses no pós-25 de Abril».
João Ferreira, Notícias Magazine, 27/07/2015
Artigo de opinião de José Niza na Tele Semana (1975):
Para os leitores da Tele Semana que costumam dar uma olhadela à página 68, onde se referem os discos e os livros mais vendidos em cada semana que passa, o que vou dizer não é novidade.
A ter em conta a fidelidade das informações sobre a procura do púbico em relação aos discos que vão sendo postos à venda, há praticamente dois meses e meio que, dentre os 10 mais procurados, NÃO SURGE UM ÚNICO QUE SEJA PORTUGUÊS!
Isto, sendo um drama, é também um sintoma. Voltemos, no entanto, um pouco atrás.
Nessa mesma secção da Tele Semana (Discos e Livros), que se não erro se iniciou em princípios de Julho passado, passaram alguns êxitos e alguns nomes conhecidos da nossa música.
Em Lp's os discos mais procurados do público foram, como seria de esperar, de José Afonso e de Sérgio Godinho. "Coro dos Tribunais" e "À queima Roupa", respectivamente.
Em singles os nomes, mais frequentes no "top" da TS foram, por ordem decrescente, os "Green Windows", com "Quadras Populares"; Paulo de Carvalho, com "O Facho". Fernando Tordo, com "Fado de Alcoentre" e de novo José Afonso com "O que faz falta" e "Grândola".
Simplesmente, como vos disse, tudo isto acabou há perto de dois meses e meio.
E acabou PORQUÊ? Porque é que as canções portuguesas deixaram de ser procuradas pelo público, que deslocou as suas atenções para outro tipo de música, música essa que já se fazia antes do 25 de Abril e que se ouve nas vozes de um Demis Roussos, de um Camilo Sesto e de um Juan Pardo, todos eles produtos e exemplos comerciais do que pior se faz quer em Espanha, quer na Europa?
Tenho para mim que, se em canção também se pode dizer que há uma "esquerda" e uma "direita", a viragem que a mudança das preferências do público demonstra, corresponde a dois fenómenos:
1º. A rejeição provocada pelo autêntico massacre sonoro a que a rádio e a TV submeteu os ouvidos dos portugueses no post-25 do Abril, em que foi Cometido o erro de se julgar que a revolução, se decidiria através da música e em que se pensou mais em destruir os símbolos, do que em criar, algo de novo e verdadeiramente revolucionário, que os substituísse. Através de "Cantos Livres" que primaram pela desafinação, pelo improviso e pela desorganização, enfim, pela ausência Completa de qualquer estética revolucionária.
Através de uma destruição, em discotecas, de tudo o que não era "revolucionário". Através de decisões precipitadas e "revolucionárias", etc. etc. Isto é, através de uma enormidade de erros históricos de palmatória e de um fenómeno de todos quererem ser mais "revolucionários" que o vizinho (exceptuam-se, logicamente, aqueles que não tinham culpas no cartório e não necessitavam, por isso, de se auto-recuperar). Através de tudo isto, conseguiu-se apenas o seguinte: a rejeição, em bloco, de tudo o que à música revolucionária ou não.
2º. A falta de imaginação-criadora dos verdadeiros autores e intérpretes revolucionários, os quais, talvez por mobilização para outras tarefas, saíram do seu campo habitual deixando um vazio que, rapidamente, o oportunismo ocupou. Este fenómeno, aliás verificou-se noutros domínios da criação artística, que não só na canção.
Perguntar-se-á: E agora?
Agora? Agora, o que há que fazer, é, para além da auto-critica que se impôe, da análise que se impôe, construir com senso e realismo aquilo que define (ou não) uma revolução nacionalista.
Agora o que se impõe — e urgentemente - é ter a lucidez e a coragem de reconhecer os enormes erros, cometidos E fazer finalmente, neste pais, uma revolução.
Porque é urgente.
Porque é necessário.
Por que a História, não se compadece com "revolucionários estúpidos"!
P.S. Para além do mais, quando os 10 discos mais vendidos são TODOS ESTRANGEIROS - e numa altura em que, mais do que nunca, há que reduzir a saída de divisas – quem pode dar-se ao luxo de ir comprar lá fora o que pode fazer-se cá dentro, estando ao mesmo tempo a dar continuação à alienação marcelo-salazarista do povo e a colocar os músicos portugueses no desemprego?
José Niza, Tele Semana, Novembro de 1975
Ivan Henry Hancock foi um dos nomes que em 1975 trouxe o grupo Genesis a Cascais. Pouco tempo depois passou a ser o coordenador da tabela TOP 20 com a classificação dos discos mais vendidos em Portugal e que era feita em cooperação com algumas das discotecas mais representativas de todo o país. Em 1977 passou a ser feita para a revista Música & Som.
Coro dos Tribunais - José Afonso
À Queima Roupa - Sérgio Godinho
The Lamb Lies Down on Broadway
Supertramp
Rick Wakeman
++
Alguns Singles em destaque
Quadras Populares - Green Windows
O Facho - Paulo de Carvalho
Fado de Alcoentre - Fernando Tordo
O Que Faz Falta - José Afonso
Grândola Vila Morena - José Afonso
Perdoname - Demis Roussos
Quieres Ser Mi Amante? - Camilo Sesto
Recuerdos - Juan Pardo
Take My Heart - Jacky James
++
As listas dos discos mais vendidos refletiam a separação entre os consumidores de singles (vinil de 45 rotações, com uma canção de cada lado) e de álbuns (de 33 rotações, também chamados LP, muito mais caros). O elitista top 10 dos álbuns mais vendidos chegou a ser encabeçado por The Lamb Lies Down on Broadway, dos Genesis, que tinha sido apresentado ao vivo em Cascais em dois concertos memoráveis, a 5 e 6 de março daquele ano. «Nunca em Portugal se vira rock de tanta qualidade», segundo o crítico (e músico) Mário Contumélias, no Século Ilustrado. Ou sessões de «tortura voluntária», para o repórter do Diário de Notícias. A lista incluía ainda os Supertramp, Rick Wakeman, José Afonso ou Sérgio Godinho.
No mercado dos singles, esse sim representativo do gosto das «massas populares», as preferências ao longo dos meses de verão começaram por dividir-se entre Camilo Sesto, com Quieres Ser Mi Amante?, Jacky James, Take My Heart; Paulo de Carvalho, O Facho, e Zeca Afonso, Grândola Vila Morena.
Com o passar das semanas, a música nacional foi sendo varrida do hit parade. O público
consagrava Demis Roussos (Perdoname), Juan Pardo (Recuerdos) e Camilo Sesto. O crítico musical da revista Tele Semana, José Niza – autor de canções vencedoras de festivais da RTP e deputado à Assembleia Constituinte pelo PS –, atribuiu o facto à «rejeição provocada pelo autêntico massacre sonoro a que a rádio e a TV submeteram os ouvidos dos portugueses no pós-25 de Abril».
João Ferreira, Notícias Magazine, 27/07/2015
Artigo de opinião de José Niza na Tele Semana (1975):
Para os leitores da Tele Semana que costumam dar uma olhadela à página 68, onde se referem os discos e os livros mais vendidos em cada semana que passa, o que vou dizer não é novidade.
A ter em conta a fidelidade das informações sobre a procura do púbico em relação aos discos que vão sendo postos à venda, há praticamente dois meses e meio que, dentre os 10 mais procurados, NÃO SURGE UM ÚNICO QUE SEJA PORTUGUÊS!
Isto, sendo um drama, é também um sintoma. Voltemos, no entanto, um pouco atrás.
Nessa mesma secção da Tele Semana (Discos e Livros), que se não erro se iniciou em princípios de Julho passado, passaram alguns êxitos e alguns nomes conhecidos da nossa música.
Em Lp's os discos mais procurados do público foram, como seria de esperar, de José Afonso e de Sérgio Godinho. "Coro dos Tribunais" e "À queima Roupa", respectivamente.
Em singles os nomes, mais frequentes no "top" da TS foram, por ordem decrescente, os "Green Windows", com "Quadras Populares"; Paulo de Carvalho, com "O Facho". Fernando Tordo, com "Fado de Alcoentre" e de novo José Afonso com "O que faz falta" e "Grândola".
Simplesmente, como vos disse, tudo isto acabou há perto de dois meses e meio.
E acabou PORQUÊ? Porque é que as canções portuguesas deixaram de ser procuradas pelo público, que deslocou as suas atenções para outro tipo de música, música essa que já se fazia antes do 25 de Abril e que se ouve nas vozes de um Demis Roussos, de um Camilo Sesto e de um Juan Pardo, todos eles produtos e exemplos comerciais do que pior se faz quer em Espanha, quer na Europa?
Tenho para mim que, se em canção também se pode dizer que há uma "esquerda" e uma "direita", a viragem que a mudança das preferências do público demonstra, corresponde a dois fenómenos:
1º. A rejeição provocada pelo autêntico massacre sonoro a que a rádio e a TV submeteu os ouvidos dos portugueses no post-25 do Abril, em que foi Cometido o erro de se julgar que a revolução, se decidiria através da música e em que se pensou mais em destruir os símbolos, do que em criar, algo de novo e verdadeiramente revolucionário, que os substituísse. Através de "Cantos Livres" que primaram pela desafinação, pelo improviso e pela desorganização, enfim, pela ausência Completa de qualquer estética revolucionária.
Através de uma destruição, em discotecas, de tudo o que não era "revolucionário". Através de decisões precipitadas e "revolucionárias", etc. etc. Isto é, através de uma enormidade de erros históricos de palmatória e de um fenómeno de todos quererem ser mais "revolucionários" que o vizinho (exceptuam-se, logicamente, aqueles que não tinham culpas no cartório e não necessitavam, por isso, de se auto-recuperar). Através de tudo isto, conseguiu-se apenas o seguinte: a rejeição, em bloco, de tudo o que à música revolucionária ou não.
2º. A falta de imaginação-criadora dos verdadeiros autores e intérpretes revolucionários, os quais, talvez por mobilização para outras tarefas, saíram do seu campo habitual deixando um vazio que, rapidamente, o oportunismo ocupou. Este fenómeno, aliás verificou-se noutros domínios da criação artística, que não só na canção.
Perguntar-se-á: E agora?
Agora? Agora, o que há que fazer, é, para além da auto-critica que se impôe, da análise que se impôe, construir com senso e realismo aquilo que define (ou não) uma revolução nacionalista.
Agora o que se impõe — e urgentemente - é ter a lucidez e a coragem de reconhecer os enormes erros, cometidos E fazer finalmente, neste pais, uma revolução.
Porque é urgente.
Porque é necessário.
Por que a História, não se compadece com "revolucionários estúpidos"!
P.S. Para além do mais, quando os 10 discos mais vendidos são TODOS ESTRANGEIROS - e numa altura em que, mais do que nunca, há que reduzir a saída de divisas – quem pode dar-se ao luxo de ir comprar lá fora o que pode fazer-se cá dentro, estando ao mesmo tempo a dar continuação à alienação marcelo-salazarista do povo e a colocar os músicos portugueses no desemprego?
José Niza, Tele Semana, Novembro de 1975
Ivan Henry Hancock foi um dos nomes que em 1975 trouxe o grupo Genesis a Cascais. Pouco tempo depois passou a ser o coordenador da tabela TOP 20 com a classificação dos discos mais vendidos em Portugal e que era feita em cooperação com algumas das discotecas mais representativas de todo o país. Em 1977 passou a ser feita para a revista Música & Som.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
GPPFV
GRUPO PORTUGUÊS DE PRODUTORES DE FONOGRAMAS E VIDEOGRAMAS
O GGPFV tem como objectivo a defesa dos interesses dos produtores fonográficos e de todos aqueles que se encontram ligados ao mundo da música.
Associação criada em Janeiro de 1977 e que durou até 1985 quando foi substituída pela UNEVA.
RETIRADO DO PANFLETO DE 20 PÁGINAS
ESPECTÁCULO COMEMORATIVO DOS 100 ANOS DE GRAVAÇÃO SONORA 1877 - 1977
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
Galardões especiais
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| Júlio Iglésias - 1988 |
1988/CBS
Aquando da visita a Portugal para alguns concertos no Casino do Estoril foi-lhe entregue um Disco de Platina Especial por vendas de meio milhão de discos no período entre 1982 e 1988.
JOANNA
1992/BMG
A editora BMG atribuiu em 1992, à cantora Joanna, o galardão "Caravela de Prata" por vendas de 500.000 discos. As notícias da época referiam que apenas Roberto Carlos, Júlio Iglésias e Amália Rodrigues tinham vendido mais discos.
MARCO PAULO
1991/EMI
Em 1991 recebeu o tróféu Disco de Diamante por vendas superiores a 1 500 000 fonogramas (Encic. Música em Portugal Séc. XX).
ROBERTO LEAL
1990/POLYGRAM
Recebeu um galardão pela venda de discos (250.000?).
DELFINS
1997/BMG
A editora BMG atribuiu o galardão "Golfinho de Ouro" pela venda de 500.000 discos.
RITA GUERRA
2007/FAROL
Disco de Diamante
O administrador da Farol Música subiu ao palco do Cascais Miragem pouco antes dos encores do concerto dos 25 Anos, para entregar à Rita um galardão especial, designado "de diamante", para simbolicamente agradecer à cantora os sucessos de vendas que fazem dela uma estrela maior do catálogo desta discográfica.
É um galardão que também é vosso, com mérito especial, por continuarem a adquirir legalmente os trabalhos da Rita Guerra, combatendo a pirataria e os downloads ilegais que vão destruindo, por todo o mundo, uma série de carreiras musicais.
04/12/2007
http://ritaguerra.blogs.sapo.pt/43528.html
DZRT
/FAROL
VIOLETTA
2015/UNIVERSAL
Venda de 60.000 unidades dos vários discos da série.
ROBERTO CARLOS
2015/SONY
Em Maio de 2015 recebeu um galardão referente às vendas de 1,5 milhões de discos em Portugal.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Roberto Carlos
Roberto Carlos recebe galardão de carreira em Maio de 2015
Depois do segundo de dois concertos na Meo Arena, Roberto Carlos recebeu das mãos de Paulo Gonzo um galardão de carreira referente a 1.5 milhões de álbuns vendidos em Portugal.
A cerimónia informal contou com a presença de alguns convidados, entre os quais o músico e compositor Paulo Gonzo, Paulo Junqueiro (Dir. Geral da Sony Music Entertainment Brasil), Fernando Cabral (Vice Presidente da Sony Music Entertainment Latin Iberia) e Paula Homem (Dir. Geral Sony Music Entertainment Portugal).
O Rei atuou em Portugal nos dias 14 e 15 de maio na Meo Arena, e a 16 de maio, no Multiusos de Gondomar, onde ainda vai cantar amanhã.
Destak, 17/05/2015
Lista dos discos mais vendidos por ano:
1982: Guerra Dos Meninos (Ouro)
1982: Emoções (4xOuro - 200) - #1 [1982 - 1º]
1983: Amiga (Ouro) - #2
1984: O Amor É A Moda (2xPlatina - 120) - #1
1984: O Calhambeque (Platina) - #1 [1984 - 6º]
1985: Coração (Ouro)
1986: Verde E Amarelo (Ouro) - #2
1987: Apocalipse (Prata)
1989: Roberto Carlos (Ouro) - #2 [1989 - 9º]
1990: Amazônia - #2 [1990 - 8º]
1992: Se Você Quer... - #3
2005: Pra Sempre Ao Vivo No Pacaembu [2005 - 15º]
2006: Roberto Carlos [2006 - 29º]
Alguns destaques:
1981
No fim do ano explode um novo sucesso — «Emoções», que traz temas marcantes na sua carreira, tais como «Ele Está Pra Chegar», «As Baleias», «Cama e Mesa» e «Emoções». Lançado em princípios do ano seguinte em Portugal, o LP ultrapassou todos os recordes da indústria discográfica portuguesa e vendeu cerca de 200.000 cópias.
1982
«Emoções» e «Cama e Mesa» chegaram aos primeiros lugares das preferencias em Portugal e Espanha. Em Dezembro surge o LP «Fera Ferida» que conta com a participação especial de Maria Bethânia na faixa «Amiga», cantada pelos dois.
1983
O LP desse ano intitula-se «O Amor É A Moda». Esta faixa, juntamente com os temas «Recordações e Mais Nada», «O Côncavo e o Convexo», «Estou Aqui» e «No Mesmo Verão» são alguns dos destaques de um álbum onde Roberto aparece mais romântico do que nunca. (...) Em Portugal «O Amor É A Moda» foi galardoado com um Disco de Platina (60.000 unidades) apenas duas semanas após o lançamento — facto ínédito na nossa indústria discográfica.
1984
Sob o título «Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo», é reeditado em Portugal o LP de 1979 e, algum tempo depois, é lançada uma colectânea de sucessos das décadas de 60/70 — «0 Calhambeque». No final do ano, surge o novo álbum «Coração», com os temas «Caminhoneiro», «Aleluia», «Eu e Ela», «Lua Nova» e «Coração».
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Vendas de discos 2014
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| Galardão especial - Discos Violetta 60.000 Unidades (foto Destak) |
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Discos Mais Vendidos em 2014
1 - Violetta: A música É O Meu Mundo - Banda Sonora
2 - Violetta - Banda Sonora
3 - Tony Carreira 25 Anos - Tony Carreira
4- Duetos - Paulo Gonzo
5 - Contramão - Pedro Abrunhosa & Comité Caviar
6 - O Melhor de Anselmo Ralph - Anselmo Ralph
7 - A Dor do Cupido - Anselmo Ralph
8 - The Endless River - Pink Floyd
9 - Best Of Mariza - Mariza
10 - Ghost Stories - Coldplay
Fonte: AFP
Discos em destaque ao longo do ano
Tony Carreira 25 Anos - Tony Carreira [Espacial] (1#1)
Violetta - Banda Sonora [Universal] (2#1)
Beyoncé - Beyoncé [Sony] - #3
Puro - Xutos & Pontapés [Sony] (2#1)
High Hopes - Bruce Springsteen [Sony] - #4
Duetos - Paulo Gonzo [Sony] (5#1)
A Bunch Of Meninos - Dead Combo [Universal] (1#1)
True - The Legendary Tigerman [Sony] (4#1)
Songbook 2004 - Silence 4 [Universal] - #2
5-30 - 5-30 [Warner] - #2
Best Of Mariza - Mariza [Warner] (7#1)
Se Eu Fosse Angolano - Nástio Mosquito [Compact] - #3
Crónicas da Cidade Grande - Miguel Araújo [Warner] - #2
Clarão - Paus [Universal] - #4
Violetta: A música É O Meu Mundo - Banda Sonora [Universal] (7#1)
Xscape - Michael Jackson [Sony] - #3
Ghost Stories - Coldplay [Warner] (1#1)
Pelo Meu Relógio Sáo Horas de Matar - Mão Morta [EVC] - #4
Do Principio - Tiago Bettencourt [Universal] - #4
The Hunting Party - Linkin Park [Warner] (1#1)
Ultraviolence - Lana Del Rey [Universal] - #3
X - Ed Sheeran [Warner] - #2
5 Seconds Of Summer - 5 Seconds Of Summer [Universal] (1#1)
Sonhador - Expensive Soul [Sony] - #4
1 - The Beatles [Warner] - #4 - reedição
A Dor do Cupido - Anselmo Ralph [Sony] (6#1)
Sex And Love - Enrique Iglésias [Universal] - #3
Popular Problems - Leonard Cohen [Sony] - (2#1)
Uma Questão de Princípio - D.A.M.A. [Sony] - #3
O Espírito de Um País - Rodrigo Leão [Sony] - (1#1)
Songs Of innocence - U2 [Universal] - (3#1)
Encontros Pelo Caminho - Paula Fernandes [Universal] - #2
Prefácio - D8 [Sony] - #4
1989 - Taylor Swift [Universa]l - #3
Canto - Carminho [Warner] - (1#1)
The Endless River - Pink Floyd [Warner] - (4#1)
Terral - Pablo Alborán [Warner] - #2
Rua da Emenda - António Zambujo - #4
Four - One Direction [Sony] - (1#1)
O Melhor de Anselmo Ralph - Anselmo Ralph [Sony] - (#2)
Sem Olhar Para Trás - Mickael Carreira [Warner] - (#4)
35 - Xutos & Pontapés [Sony] - (#3)
Violetta: Hoy Somos Más - Banda Sonora [Universal] (#5)
Sempre - Tony Carreira [Farol] - (2#1)
DISCOS EM MAIOR DESTAQUE:
Duetos - Paulo Gonzo - Foi lançado em finais de 2013 mas apenas atingiu o nº 1 em Fevereiro de 2014
Violetta / Violetta: A música É O Meu Mundo - Os dois primeiros discos da série "Violetta" atingiram o nº1 em 2014. O terceiro atingiu o top 5.
Best Of Mariza - Mariza - A primeira colectânea de Mariza dominou as tabelas durante várias semanas
A Dor do Cupido - Anselmo Ralph - Anselmo dominou o verão tanto em concertos como em discos vendidos
The Endless River - Pink Floyd - Bateu recordes em comparação com as vendas dos últimos anos.
GALARDÕES 2014
[Platina - 15.000 unidades; Ouro - 7.500 unidades]
Contramão - Pedro Abrunhosa * - Platina - 30/01/2014
Violetta - Banda Sonora * - Platina - 31/01/2014
Gisela João - Gisela João * - Ouro - 03/02/2014
Duetos - Paulo Gonzo * - Platina - 21/02/2014 - Rádio Comercial
Puro - Xutos & Pontapés - Ouro - 27/02/2014 - Rádio Comercial
A Força Está Em Nós - David Carreira * - Ouro - 15/03/2014
Ao Vivo - Nemanus - Ouro - 28/04/2014 - RTP
There's a Flower in my Bedroom - Luisa Sobral * - Ouro - 01/7/2014
One Direction - 2xPlatina * - 13/07/2014 - Estádio Dragão
Best Of - Mariza - Platina - 16/07/2014 - TVI
Ghost Stories - Coldplay - Ouro
Raiz - Cuca Roseta * - Ouro - 21/08/2014
Desfado - Ana Moura * - 4xPlatina - 29/08/2014
A Dor do Cupido - Anselmo Ralph * - Platina - 29/08/2014 - Crato
Violetta: A Música É O Meu Mundo - Banda Sonora - Platina - 03/09/2014
Sex And Love - Enrique Iglésias - Ouro
Encontros Pelo Caminho - Paula Fernandes - Ouro
The Endless River - Pink Floyd - Platina
Canto - Carminho - Ouro
O Melhor de - Anselmo Ralph - Platina
Four - One Direction - Platina
Violetta: Hoy Somos Más - Banda Sonora - Ouro
Sem Olhar Para Trás - Mickael Carreira - Ouro
35 - Xutos & Pontapés - Ouro
Terral - Pablo Alborán [Warner] - Ouro
Rua da Emenda - António Zambujo - Ouro
Duetos - Paulo Gonzo * - 2xPlatina
25 Anos - Tony Carreira * - 4xPlatina
Uma Questáo de Principio - D.A.M.A.- Ouro
Songs Of Innocent - U2 - Ouro
Panda e os Caricas 2 - Panda e os Caricas *
* Já tinham vendas em anos anteriores
Segundo Miguel Carretas, da Associação Fonográfica Portuguesa, "há um crescimento consolidado do mercado nos últimos seis meses". Talvez ainda mais surpreendentemente, o mercado português, em setembro deste ano, cresceu 30% face ao período homólogo de 2013. Mas há mais valores capaz de deixar perplexo o mais cético dos observadores: as vendas deste ano ("year to date") estão no verde e há fortes indícios de que o mercado português de música gravada irá crescer em 2014. A confirmarem-se estas suspeitas, seria a primeira vez que nos últimos 12 anos tal aconteceria.A explicação para este inusitado surto da venda de música podem encontrar-se, muito simplesmente, na reorganização de duas das principais editoras portuguesas, a Sony Music Portugal e, sobretudo, a Warner Music Portugal, que em 2013 passaram por períodos de séria instabilidade. Por outro lado, não deixa de ser crível que a conquista de terreno por parte das plataformas de streaming, que além do modelo de publicidade para o consumo gratuito estão a fazer vingar modelos de assinatura, comece a funcionar como o mais bem sucedido ataque ao download ilegal. Vale a pena recordar que o mercado português valia, em 2002, 105 milhões de euros e que no ano passado encolheu para 16,5 milhões de euros.
Miguel Cadete, Expresso Diário, 20/11/2014
Ler mais: http://blitz.sapo.pt/pink-floyd-batem-recordes-em-portugal-por-miguel-cadete=f94495#ixzz3KAPkMfi3
Mercado da música digital registou "evolução radical" em 2014
O mercado português da música digital registou em 2014 uma "evolução radical", com a escuta em serviços de música ("streaming") a igualar, em percentagem, a compra e descarregamento de ficheiros ("download"), revelou hoje Miguel Carretas, da Associação Fonográfica Portuguesa.
De acordo com dados preliminares sobre o mercado discográfico português, em 2014, Miguel Carretas referiu que "o mercado em digital cresceu muito significativamente e dentro do digital houve uma evolução radical, com o 'streaming' a equilibrar-se com o 'download'. A música transformou-se num serviço".
Esta é primeira vez em que o mercado da música digital em Portugal se divide, em 50 por cento, entre a escuta legal de música na Internet - em serviços como o Spotify - e a compra de música em digital.
Falando no fórum internacional "O lugar da cultura", em Lisboa, Miguel Carretas remeteu para breve os dados totais sobre o mercado discográfico em 2014. Por ora, quanto a valores globais, sabem-se apenas os de 2013: o mercado português registou 16,5 milhões de euros, dos quais 4,9 milhões foram de vendas em digital.
Dentro da música em digital, em 2013 os portugueses fizeram mais descarregamentos legais de música (57 por cento) do que escuta em serviços de 'streaming'.
O mercado discográfico físico (que inclui CD, DVD musicais e vinil) sofreu uma quebra acentuada e consecutiva desde 2002. Nesse ano representou 105 milhões de euros de vendas, enquanto em 2013 foram contabilizados 11,5 milhões de euros.
Esta semana, a Federação Internacional da Indústria Discográfica (IFPI) publicou o relatório anual sobre o panorama discográfico de 2014, revelando que, pela primeira vez, se vendeu tanta música em formato digital como em suporte físico e a tendência é para um aumento do digital.
Miguel Carretas afirmou que, em Portugal, o sistema de escuta legal de música em 'streaming' através de uma subscrição regular - como pagar uma mensalidade no Spotify - funciona, "mas só pode ir para a frente se houver vontade de acabar com a pirataria" e com os 'downloads' ilegais.
O responsável pela AFP e diretor-geral da associação Audiogest falava num debate sobre direitos de autor e direitos conexos no fórum "O lugar da cultura".
SS // MAG, Lusa, 17 de Abril de 2015
quinta-feira, 19 de março de 2015
Maria Armanda
A canção "Eu Vi Um Sapo", cantada por Maria Armanda, ganhou o festival "Sequim d' Ouro" poucas semanas antes do Natal de 1980 e apareceram logo à venda cassetes piratas com a canção gravada directamente da televisão.
Na altura as matrizes para fabrico poderiam demorar semanas ou meses presas na Âlfandega.
Pedro Moreira da Valentim de Carvalho, editora que tinha os direitos das canções do "Sequim de Ouro", lembrou-se de comprar uma cassete pirata e fazer a primeira edição do single a partir dessa cópia. O editora acabou por vender perto de 100 mil cópias do disco, pirateando os piratas.
Em 1981 foi um dos discos mais vendidos do ano conquistando dois discos de ouro numa altura em que ainda não havia o disco de platina.
Informação revelada na rubrica "David Ferreira a Contar" da Antena 1 (2014-Dezembro)
Na altura as matrizes para fabrico poderiam demorar semanas ou meses presas na Âlfandega.
Pedro Moreira da Valentim de Carvalho, editora que tinha os direitos das canções do "Sequim de Ouro", lembrou-se de comprar uma cassete pirata e fazer a primeira edição do single a partir dessa cópia. O editora acabou por vender perto de 100 mil cópias do disco, pirateando os piratas.
Em 1981 foi um dos discos mais vendidos do ano conquistando dois discos de ouro numa altura em que ainda não havia o disco de platina.
Informação revelada na rubrica "David Ferreira a Contar" da Antena 1 (2014-Dezembro)
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