sexta-feira, 29 de abril de 2016

Entrevista de vida a David Ferreira

David Ferreira e música são sinónimos. Depois de uma carreira de 29 anos na edição fonográfica – primeiro na Valentim de Carvalho, empresa fundada por um tio-avô, depois como rosto da EMI – apaixonou-se pela rádio, onde assina dois programas de autor – A contar e A cena do ódio – na Antena 1. O que começou por ser um projeto para uma dúzia de programas já vai na 233ª edição. Música portuguesa e cantores esquecidos, acompanhados sempre por histórias, a lembrar os dias da rádio.
Em pequeno, contava-lhe a mãe, sabia distinguir Ravel de Bartok aos primeiros acordes. Adolescente, sonhava-se o empresário dos Beatles responsável por um regresso lendário da banda; aos 20, vendia discos na loja da Valentim de Carvalho, na Avenida de Roma, em Lisboa, trocando o curso de História pelo prazer de apresentar obras-primas a clientes que ainda hoje o recordam. Filho de David Mourão-Ferreira, houve um tempo, breve, em que quis ser poeta e escritor, mas temeu a comparação a que não conseguiria escapar. E a política, que a dada altura pensou seguir, redundaria uma enorme desilusão. Venceu a música. Ao longo de quase três décadas na edição fonográfica, lidou com artistas maiores e menores e decidiu sobre carreiras – teve muitas na mão. No fim, saiu com a amargura duma batalha perdida contra o download ilegal e em confronto com os poderes absolutos que foram tomando conta das editoras. Na rádio, onde é livre, consome a semana a preparar os programas que assina. Começou por aí esta entrevista. Foi no Hotel da Estrela em Campo de Ourique, o bairro onde vive, lisboeta nascido no Hospital dos Empregados do Comércio, ao Caldas, há 60 anos.


(...) O radialista de hoje é sobretudo conhecido por ter dirigido, de 1983 a março de 2007 a EMI-Valentim de Carvalho e depois a EMI Portugal. O percurso e a história começam em 1978, quando assume com o primo Francisco Vasconcelos a parte editorial da empresa fundada por Valentim de Carvalho, tio avô-materno de ambos.

- Que episódios recorda desses primeiros tempos?

Tantos. Nesses anos, havia na Valentim a ideia de que a rádio não gostava de nós. Ou por embirração dos locutores ou porque tinham relações preferenciais com outras editoras. Lembro-me de que quando levei à rádio o primeiro single da Kate Bush, um disco de que eu gostava muito, o comentário de Jorge Pego, que eu não conhecia, foi este: «os ingleses gostam de cada merda!». Saí, é claro, de orelha murcha e a pensar que o melhor seria desistir daquele trabalho. De volta ao escritório, dizem-me que o Jorge tinha passado o disco várias vezes em menos de 2 horas.
Moral da história?  Um bom disco faz milagres – e até amizades que ainda hoje duram.

- Aos 24 anos, passou a lidar com alguns artistas que admirava e a quem, presumo, gostaria sobretudo de pedir um autógrafo. Lembra-se de algum caso?

Éramos realmente uns miúdos, eu e o meu primo Francisco. A quem, em ’79, o tio e patrão mandou tentar contratar, imagine-se, o Sérgio Godinho. Mais, de mãos a abanar, sem uma proposta que se visse. Mas, caramba, que alegria e vaidade almoçar com o Sérgio! Que, como esperado, recusou-se simpaticamente a assinar. Durante os anos que gravou para a Polygram não perdi um concerto dele no Coliseu. Em ‘89, finalmente, consegui contratá-lo e fui o seu editor até sair da EMI, em 2007. Sérgio Godinho é dos melhores escritores de canções do mundo.

- Miúdos que rapidamente passam a ter nas mãos as aspirações de muitos. Como lidou com esse poder?

 Poder é bom. Poder fazer o que achamos interessante. Poder transformar o sonho em projeto e poder passar do projeto à realidade. O verbo poder, quero eu dizer, é bom. O substantivo nem sempre. Se quem o exerce o entende como um fim, é uma lástima para os outros. E, mesmo a quem o detém o poder, impõe – ou quase impõe – rotinas chatas e muito tempo mal gasto.

- Em 1981, três anos depois, conquistam uma quota de mercado invejável.

Em 1981, temos Rui Veloso, UHF, Trovante, Lena d’Água, GNR. Lembro-me que no Natal desse ano tudo nos corria muito bem. Por exemplo: Patchouly, do Grupo de Baile. Sabendo que a letra não passaria na rádio – não era habitual um disco a falar em «pentelhos» – lembrei-me de fazer uma versão «censurada» com «pi» que acabaria por fazer esgotar a versão sem «censura». Depois, apareceu também nessa altura uma cantora nova chamada Manuela Moura Guedes que vendeu 30 mil discos. A isto somavam-se êxitos dos Police e dos Duran Duran. Estávamos mesmo em alta e naquela época fazer um bom Natal significava praticamente fazer um bom ano. Mas não acabou aqui: completamente fora das previsões, a Maria Armanda vence o concurso Sequim d’Ouro (Zecchino d’Oro). Como não estávamos preparados e uma fita podia ficar meses na alfândega, o nosso diretor comercial, Pedro Moreira, lembrou-se de comprar uma cassete pirata para copiar. Fomos portanto piratas dos piratas e vendemos 100 mil discos da Maria Armanda.

- Sobre os Police, um parêntesis: como foi viajar com a banda de autocarro, em ’80, até ao estádio do Restelo?

Andy Summers era o mais conversador, Stu Copeland estava calado e constipado e Sting, todo contente, brincava com uma navalha de ponta e mola que tinha conseguido comprar na Baixa; em Inglaterra seria impossível fazê-lo. O espetáculo, depois, foi inesquecível. Mas o melhor de tudo foi ver como Rui Veloso & a Banda Sonora fizeram uma primeira parte que o público adorou, sem aquela atitude de «p’ra português não é mau» mas com genuíno prazer. Muitos preconceitos morreram nessa noite.

- Os primeiros concertos de bandas portuguesas foram feitos a medo?

Confesso que em vários espectáculos entrei com medo de a sala não esgotar. Mas depois correu tudo bem: por exemplo, Trovante e GNR, primeiro na Aula Magna e depois no Coliseu, a via sacra nos anos ’80, deram espetáculos emocionantes; e muitas oportunidades para quem veio depois.

- Que lugar tem a Valentim de Carvalho na história da música portuguesa?

Miguel Esteves Cardoso, que foi nosso consultor depois de deixar a crítica de discos (em meados dos anos 1980) fez um dia um slogan sobre a Valentim que diz quase tudo: «a casa portuguesa da música». De facto, se olharmos para o último século, a Valentim deu abrigo a talentos e alimentou carreiras. E esse continua a ser o seu pedigree. O Chico (Francisco Vasconcelos), à beira dos 60 anos, continua a descobrir artistas novos – veja-se os casos recentes da Gisela João e do Salvador Sobral. A partir de certa altura, eu concentrei-me nas relações longas.

- Relações longas obrigam a paciência e a diplomacia?

Muita diplomacia. Uns mais fáceis do que outros, em todas as áreas. Adorava ouvir as críticas do Alexandre Soares, dos GNR, e do João Nobre, dos Da Weasel. De vez em quando, o (Rui) Reininho batia-me nos jornais. Mas nunca me apeteceu responder. Se o meu trabalho era fazer com que gostassem deles, como podia fazê-lo? E ainda por cima era fã.

- Fale-nos dos mais difíceis.

Os Madredeus, muitas vezes. O Pedro Ayres Magalhães é brilhante mas é também das pessoas mais teimosas que há e estávamos numa época de verdadeira luta pelo poder: editoras de um lado; artistas e empresários, do outro. Foi um processo muito duro, mas no final fizemos bem o nosso trabalho, eles e nós. Um dia, num momento mais duro, pensei escrever as minhas memórias de editor e chamar-lhes O Sino: alto está, alto mora, todos o veem, ninguém o adora.

- Nessas possíveis memórias, que constará sobre os Madredeus?

Um dia, uma colega que andava doente atrasou-se a processar os pagamentos aos Madredeus, os mais complexos, porque as receitas vinham de todo o mundo. Protestaram e quando percebi o que se passava desfiz-me em desculpas. O Pedro Ayres, visionário de trato muitas vezes áspero, tranquilizou-me: «estávamos preocupados, mas o problema não era contigo, sabemos que és dos nossos». A palmada nas costas soube bem.

- Contratos. Os artistas, quase todos, se queixam do mesmo: sempre foram mal pagos.

Vejo uma editora como um carrocel e, por vezes, quando um artista se lamenta do pouco que ganha não está a contar a história completa. Porque também é verdade que, antes de chegarem lá acima, quase todos fizeram perder dinheiro. Sempre disse que gastei com o Rui Veloso o que ganhei com o Marco Paulo, com os Madredeus o que ganhei com o Rui, com os Da Weasel o que ganhei com os Madredeus. E uma boa carreira discográfica aumenta muitas outras receitas em que a editora não era parte interessada, espetáculos em particular.

- O que define um bom editor?

Não é aquele que acerta sempre, mas o que tem um saldo interessante entre sucessos e falhanços. E, sobretudo, aquele que presta, continuadamente e sem sobressaltos de maior, o melhor serviço aos artistas.

- Enganou-se muitas vezes?

Com os Delfins, por exemplo. Nunca pensei que fossem tão longe e pudessem ser, durante dois anos, a banda que mais «vendeu» em Portugal. Gravaram connosco (EMI), mas quando chegou a altura nada fiz para os manter. Tenho, contudo, a sensação de que não saberia fazer aquele sucesso com eles. A Mísia é outro exemplo: contratei-a para fazer o primeiro disco, mas escolhi mal o colega que trabalharia com ela; nunca se entenderam, não culpo nenhum, foi um erro meu de casting.

- Antes do nosso tempo (meu e do Francisco), a Valentim não agarrou um artista genial que por lá passou para gravar umas poucas canções: o José Afonso. Nesses casos, resta a virtude de aprender com os erros. Tenho pena de não o ter conhecido. A ele e ao Adriano (Correia de Oliveira).

- Mais penas?

Pena de nunca ter trabalhado com o Fausto, com o Max e com a Hermínia (Silva), por exemplo.

- Rock português – que etiqueta chegou lá primeiro?

Não tendo sido os primeiros a gravar rock português (foi a Metro-som) fomos os primeiros a apostar a sério no rock português e em 1980 tínhamos dois grandes sucessos: Ar de Rock, de Rui Veloso, no verão, e o single Cavalos de Corrida, dos UHF, já no outono. Esse é um dos meus orgulhos. E mais: não só chegámos primeiro como ficámos. Em 82/85, durante a crise, fomos apanhar os Heróis do Mar, despedidos pela Polygram. Sorte: ficando com os Heróis do Mar, do Pedro Ayres Magalhães, ganhámos os Madredeus.

- Tem uma banda de rock favorita, portuguesa?

GNR, sem dúvida nenhuma. E no fado também não hesito: Amália e Camané.

- Qual é o lugar de António Variações?

Único: pelo talento e pela inovação. Julgo ter sido eu quem sugeriu o nome Variações a seguir a António, depois de ele me mostrar um cartão em que aparecia o nome do grupo, Variações, que de vez em quando o acompanhava. Ouvi o disco Estou Além/Povo que lavas no rio, na sala da alta fidelidade. Enviei-o logo ao Rock em Stock, na altura feito pela Ana Bola, que gostou muito. Passou-o na hora e foi um sucesso imediato. Fosse hoje e teríamos de marcar uma reunião com alguém que se julga muito importante e que poderia marcar ou não essa reunião. E ter medo de passar o que é diferente.

- Uma batalha sua, antiga: as playlists.

Há responsáveis por playlists que se consultam entre si, em vez de fazerem concorrência uns aos outros. Não arriscam porque têm medo de ser despedidos por quebras de audiência. Naquele tempo, a rádio passava o que era bom. O Variações é um caso espantoso de adesão, que foi do Rock em Stock ao António Sala.

- Contudo, esteve cinco anos na Valentim de Carvalho sem sair um disco.

Não tendo lidado com isso diretamente, sei que por vezes há que deixar as coisas amadurecer. O António precisou da geração seguinte, de ir para estúdio com o Ricardo Camacho, com os GNR ou com os Heróis do Mar. A propósito do António gostava de dizer algumas coisas.

- O que quiser.

Demorei muito tempo a perceber a gravidade do estado de saúde do António; depois, afogado em trabalho, adiei o dia em que o iria visitar; nunca o vi no hospital e ainda sinto o remorso. Disso e dos telefonemas que ficaram sem resposta do Carlos Paião – um escritor de canções muito dotado e uma pessoa muito generosa – e do Tony de Matos, um intérprete fantástico; ambos me ligaram dias antes de morrerem inesperadamente. Por último, tenho muita vergonha de, no Festival em que venceu Sobe Sobe Balão Sobe, ter pateado o Nóbrega e Sousa, o autor da música. Um compositor daqueles – Sol de Inverno, por exemplo – deve ser celebrado pelas grandes melodias que faz.

- O que lhe agrada em Tony de Matos?

 Levo-o a sério. Cantava bem as palavras, era musical, não imitava ninguém e não dava voltinhas inúteis que nos distraiam. Por isso levo-o a sério.

- Voltando às memórias de editor, que outras histórias lá caberiam?

A certa altura descobrimos um erro no contrato do Rui Veloso. Telefonei ao João Nabais, o seu advogado, que confirmou o erro e pediu que nós mesmos colocássemos um «não» no sítio relevante. O Rui assinou de imediato. Sucede que naquela altura, 1991, o Rui representava 5 por cento do valor total do mercado e o erro não corrigido teria valido, naquele tempo, uns dez mil contos a seu favor. Os meus colegas americanos disseram-me que na terra deles uma história dessas seria impossível.

- Como é que «sacam» o Camané?

Contratei o Camané a pedido – discreto que ela não precisava de mais – da Amália. «Aquele rapaz está no caminho certo», disse-me; e bastou. Fui contratá-lo com o João Teixeira (hoje diretor da Warner Music) ao Café Concerto da Comuna. Assustou-nos dizendo que havia um problema: «Eu só canto isto». «Chega, não precisamos de mais!», dissemos aliviados. De facto, o Camané queria explicar-nos que não era dado a malabarismos, a exibições gratuitas de capacidades vocais. E esse é «o caminho certo».

- Profissionalmente, conseguia uma abordagem racional ou tinha de gostar do trabalho dos artistas (e até dos próprios)?

Quis muitas vezes ser um profissional frio. Nunca consegui. Não me é fácil fazer um trabalho bem feito se não houver coração à mistura. Tenho a ilusão de que cabeça e coração são igualmente necessários e possíveis.
(...)

- A música chegou-lhe pelo pai ou pela mãe?

A minha mãe, que trabalhava na Valentim de Carvalho, levava-me muitas vezes para o trabalho. E eu ficava na loja da Rua Nova do Almada a ouvir discos. Contava ela que um dia, era ainda muito pequeno, pedi a uma empregada o Bolero de Ravel. Sem me prestar atenção, a senhora terá posto o primeiro disco de música clássica que encontrou ao que eu terei contraposto: «Isso não é Ravel, é Bela Bartok». Histórias de mãe! Foi a minha quem cedo me encheu a casa de discos – eu quis sempre ouvi-los a todos. Ou quase.

- Nunca tentou ser músico?

Tentei mas desisti depressa. Tinha 17 anos. Uma senhora que me ensinava piano disse-me a rir: «Nunca encontrei ninguém com tanta falta de jeito».

- Nesse idade ouvia seguramente Beatles.

Aos 17 anos o meu herói era Elton John. E Beatles, claro. Gostava tanto que a separação deles era assunto que me preocupava todos os dias. Sonhava com isso. Num dos sonhos, eu era o empresário que os reunia de novo. No fim do liceu, descobri Brel e Amália; aos 20 anos, Sinatra. Hoje, oiço coisas muito diversas. Mas não gosto de ouvir o que é postiço.

- Qual é a melhor canção dos Beatles?

 Não sei escolher. Gosto tanto das canções curtas, felizes e directas do primeiro filme, Hard Day’s Night, como do pesadelo elaborado do I Am the Walrus.

- Que vozes o comovem?

Brel é um dos meus heróis. Choro a ouvir Brel. Graças ao Luís Cília, conheci Léo Ferré, entrevistei-o um ou dois dias depois dum espetáculo no Coliseu, onde tive muitas vezes os olhos húmidos. Perguntei-lhe por que mudara a letra duma canção no espetáculo. Fez um ar zangado. Disse-me que não mudara nada. Insisti, assustado com a reação dele: «No disco ouve-se ”revolução” e no espetáculo cantou “insurreição”. Talvez agradecido por ter um fã tão atento, respondeu-me com o sorriso mais simpático que vi num artista: “A revolução não serve para nada, dá-se uma volta inteira e volta-se ao ponto de partida. A insurreição é o que é preciso!”»

(...)

- Começa por trabalhar numa loja de discos da Valentim.

Vou trabalhar aos 18 para o balcão da loja da Avenida de Roma, onde fui muito feliz. Para quem, como eu, tem uma enorme necessidade de empatia, o balcão é um sítio bestial. Era uma loja muito eficiente e divertida, aprendi imenso. Apresentei muitos músicos a muitos clientes e o contrário também aconteceu.

- Sai da EMI em 2007. Porquê e com que amarguras?

Saí da edição fonográfica com a amargura duma batalha perdida contra o download ilegal; do resultado da guerra tratarão outros e torço sempre pelos autores, artistas e editores. E não me choca, em teoria, uma sociedade onde a propriedade não exista; agora os discos e os o livros e os jornais e os filmes serem de todos, enquanto tudo o resto – incluindo a educação e os transportes e a saúde – é dos bancos e de meia dúzia de empresas, custa a aceitar.

- Diz em várias entrevistas que o incomoda – e combate – o poder absoluto. Na EMI, trabalhou com ingleses e americanos. Encontrou esse tipo de poder?

Na EMI, durante muito tempo, conheci uma tradição inglesa de poderes limitados e que nos ensinava a respeitar artistas, clientes e empregados. Mas lidei também com empresas americanas antipáticas (a Disney, por exemplo), com tiques imperiais. E, a partir de 2001, vi na própria sede da EMI instalar-se um estalinismo grosseiro: o CEO deslocava-se num Roll’s Royce com a matrícula EMI 1, dá para acreditar?!

- Quis ser editor independente. Não conseguiu.

Tentei durante uns três anos, mas burro velho não aprendeu essa língua, azar o meu; aprendi, sim, a confrontar-me com a arrogância duma certa distribuição, que se afirma cultural; encontrei portas fechadas e sumidades que sabem usar a crise a seu proveito; cheguei a sentir-me um «has been» e paguei a fatura de teimosamente desalinhar.

- Quem lhe restou, nesses dias?

Numa entrevista de rádio tive um elogio muito generoso do José Nuno Martins; o Rui Pego e o Luís Marinho foram conversando comigo nos tempos difíceis; e o Rui convidou-me para fazer um programa na Antena 1. Hoje faço três.

- Afirmou há uns anos que não sabia se a música era profissão ou vício. Sabe agora?

Ainda não. Talvez seja as duas coisas. Um dos melhores chefes que eu tive na EMI dizia que a maioria das pessoas tem trabalhos chatos para ganhar a vida e poder comprar os brinquedos de que gosta, sejam relógios, carros, roupa cara. Enquanto que alguns de nós, eu por exemplo, trabalhavam com os próprios brinquedos.

Por: Alexandra Tavares-Teles  24/04/2016 - 09:22 • Fotografia Sara Matos/Global Imagens

Leia mais: Entrevista de vida a David Ferreira - Notícias Magazine http://www.noticiasmagazine.pt/2016/entrevista-de-vida-a-david-ferreira/#ixzz47JElSWNT

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Cronologias do Portugal Contemporâneo

Cronologias do Portugal Contemporâneo, 1960-2015 representa o contributo da Fundação Francisco Manuel dos Santos para, no domínio da identificação de datas e factos relevantes das últimas décadas, colmatar esta lacuna. A obra, que cobre um arco temporal que vai da década de 1960 à actualidade, encontra-se organizada por décadas, em sequência cronológica, e, em cada ano, por áreas temáticas: Política, Economia, Sociedade, Cultura e Internacional. Procurou-se, desta forma, cobrir um amplo espectro da realidade, fornecendo informação factual e objectiva sobre os factos que marcaram o Portugal contemporâneo.


http://cronologias.ffms.pt/#



1967 (jan)


Em Cannes, Amália Rodrigues recebe o Prémio do MIDEM (1965-1966), que assinala o recorde de vendas no mercado discográfico português. Amália Rodrigues receberá o prémio nos dois anos seguintes.


27/01/1968


Em Cannes, Amália Rodrigues recebe o Prémio do MIDEM (1966-1967), que assinala o recorde de vendas no mercado discográfico português.


18/03/1973


Segundo o Diário de Lisboa, o vencedor do Festival da Canção de 1973, Fernando Tordo, vendeu dez mil discos na primeira semana de comercialização. O Festival da Canção suscitou um enorme interesse entre o público português e animou vendas e carreiras artísticas.


20/05/1976


Art Sullivan actua no Pavilhão dos Desportos. Em três meses, o cantor belga vendeu 120 mil discos em Portugal.


08/09/1977


A Interpol emite uma recomendação contra a pirataria de cassetes de vídeo e outro material audiovisual, que ainda hoje é citada nos avisos de abertura dos DVDs. A pirataria e a violação de direitos de autor tornar-se-ão crimes altamente rentáveis.


1981


A indústria discográfica portuguesa declara que o ano de 1981 conheceu um boom de vendas, com sete milhões de singles, LPs e cassetes, sendo predominantes o rock anglo-saxónico e o português.


21/07/1981


A Lei n.º 12/81 aprova mecanismos de protecção da música portuguesa na sua difusão pela rádio e pela televisão, impondo quotas mínimas para a música portuguesa de 15% para a música erudita e de 50% para a música ligeira, as quais nunca chegaram a ser cumpridas.


01/10/1984


O Decreto-Lei n.º 316/84 estabelece medidas relativas à efectiva execução da Lei n.º 12/81 de 12 de
Julho (protecção da música portuguesa na sua difusão pela rádio e pela televisão). As coimas e a nova
regulamentação não conseguiram fazer com que as percentagens minímas de música portuguesa fossem cumpridas.


1986 (dez)


ARTISTAS EM CD


O ano é assinalado pelo aumento substancial da venda de discos compactos e dos respectivos equipamentos de leitura. Os discos compactos foram lançados em 1982 pela Philips e pela Sony. Amália Rodrigues, Maria João Pires e Carlos do Carmo foram dos primeiros artistas portugueses a terem trabalhos em CD disponíveis em catálogos internacionais.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Breves notas sobre o estado da música

O mundo mudou e a indústria da música também não se está a sentir lá muito bem. Há 15 anos era a música gravada — leia-se, as companhias discográficas — quem ia ao volante. Hoje, é a música ao vivo — leia-se, os concertos e festivais — quem está no comando. A mudança não é, obviamente, neutra. E a sua origem está, muito provavelmente, na tecnologia. Em ritmo binário


Na semana passada tive a felicidade de moderar um debate na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Festival Jovens Músicos. Discutia-se a relação “música e internet”. José Dias, em representação de uma pequena editora de jazz portuguesa, a Sintoma Records, não podia ter sido mais lapidar quando disse (e cito de cor): que ontem faziam concertos para se vender discos, hoje fazem-se discos para se vender concertos. A música gravada passou a ser um mero cartão de visita da banda ou do artista. Não é um fim em si mesmo, serve apenas a intenção de capturar receitas com os concertos.


Não se pense que tal apenas sucede em companhias ou artistas de nicho. Em Portugal, noticiou o Expresso Diário recentemente, as editoras discográficas associadas na Associação Fonográfica Portuguesa faturaram ao longo dos 12 meses de 2014 algo como 17 milhões de euros. Um valor que é cerca de um décimo daquele que era obtido no final do século passado. O termos de comparação é esmagador quando se sabe que os U2 ou os Rolling Stones pedem aos promotores locais dos seus espectáculos uma garantia que vai dos três milhões de euros aos cinco milhões por cada espectáculo em que se apresentam. Portugal não foge a esta regra dos grandes dinossauros do circo chamado rock'n'roll.


Com o advento do digital, a música gravada massificou-se de forma inapelável. Sim, a pirataria. Mas a razão por que tal sucedeu prende-se com as suas características: no digital, uma cópia é praticamente igual ao original. E a sua fluidez é tremenda, sobretudo quando existe uma rede ao dispor de todos, capaz de ligar toda a gente, como é a internet. A vulgarização da música, pois é fácil e barata, provocou, não há como evitar, a sua vulgarização... A música gravada passou a estar em todo o lugar, por preço nenhum.


A consequência da massificação do digital e da internet foi por isso perturbante: a música gravada perdeu grande parte senão todo o seu valor. E a música ao vivo, por representar uma experiência individual e irrepetível passou a ser a nova galinha dos ovos de ouro. Ninguém assiste ao “mesmo” concerto, ainda que esteja presente na mesma sala ou no mesmo recinto em que sucede um festival. Ninguém poderá reviver essa mesma emoção, pois como já vimos, os suportes digitais não conseguem fornecer esse suplemento que a experiência no local permitem. Não encontro melhor do que o slogan de uma patrocinador de festivais de verão: “vais ver ou vais viver?”


A indústria da música gravada encontrou no streaming uma forma de combater a pirataria e de soltar amarras face ao seu anterior, velho e relho, modelo de negócio: o de vender discos em vinil, CD ou ficheiro áudio. Mas a transição para essa nova forma de fruição da música não se faz sem sobressaltos. Porque as margens na venda de suportes físicos são muito maiores. Ou porque há toda uma mudança nos hábitos de audição que está, muito rapidamente, a impor novas regras. O álbum pode ter os dias contados. E os artistas, mesmo os maiores, já não são “aquelas” vacas sagradas, como eram os Rolling Stones ou os U2. O que conta agora são as canções, venham de onde vieram.


Mas esse é assunto que fica para outro artigo.


Miguel Cadete / Expresso Diário, 11/10/2015
MC escreve a coluna “O Barulho das Luzes” todas as segundas-feiras no EXPRESSO DIÁRIO


ROLLING STONES. “Old School” Não vendem CD, valem pouco no streaming mas compensam com o cachet dos concertos

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Vendas de discos 1975

Alguns Álbuns em destaque


Coro dos Tribunais - José Afonso
À Queima Roupa - Sérgio Godinho
The Lamb Lies Down on Broadway
Supertramp
Rick Wakeman
++

Alguns Singles em destaque

Quadras Populares - Green Windows
O Facho - Paulo de Carvalho
Fado de Alcoentre - Fernando Tordo
O Que Faz Falta - José Afonso
Grândola Vila Morena - José Afonso
Perdoname - Demis Roussos
Quieres Ser Mi Amante? - Camilo Sesto
Recuerdos - Juan Pardo
Take My Heart - Jacky James
++

As listas dos discos mais vendidos refletiam a separação entre os consumidores de singles (vinil de 45 rotações, com uma canção de cada lado) e de álbuns (de 33 rotações, também chamados LP, muito mais caros). O elitista top 10 dos álbuns mais vendidos chegou a ser encabeçado por The Lamb Lies Down on Broadway, dos Genesis, que tinha sido apresentado ao vivo em Cascais em dois concertos memoráveis, a 5 e 6 de março daquele ano. «Nunca em Portugal se vira rock de tanta qualidade», segundo o crítico (e músico) Mário Contumélias, no Século Ilustrado. Ou sessões de «tortura voluntária», para o repórter do Diário de Notícias. A lista incluía ainda os Supertramp, Rick Wakeman, José Afonso ou Sérgio Godinho.

No mercado dos singles, esse sim representativo do gosto das «massas populares», as preferências ao longo dos meses de verão começaram por dividir-se entre Camilo Sesto, com Quieres Ser Mi Amante?, Jacky James, Take My Heart; Paulo de Carvalho, O Facho, e Zeca Afonso, Grândola Vila Morena.

Com o passar das semanas, a música nacional foi sendo varrida do hit parade. O público
consagrava Demis Roussos (Perdoname), Juan Pardo (Recuerdos) e Camilo Sesto. O crítico musical da revista Tele Semana, José Niza – autor de canções vencedoras de festivais da RTP e deputado à Assembleia Constituinte pelo PS –, atribuiu o facto à «rejeição provocada pelo autêntico massacre sonoro a que a rádio e a TV submeteram os ouvidos dos portugueses no pós-25 de Abril».

João Ferreira, Notícias Magazine, 27/07/2015


Artigo de opinião de José Niza na Tele Semana (1975):

Para os leitores da Tele Semana que costumam dar uma olhadela à página 68, onde se referem os discos e os livros mais vendidos em cada semana que passa, o que vou dizer não é novidade.

A ter em conta a fidelidade das informações sobre a procura do púbico em relação aos discos que vão sendo postos à venda, há praticamente dois meses e meio que, dentre os 10 mais procurados, NÃO SURGE UM ÚNICO QUE SEJA PORTUGUÊS!

Isto, sendo um drama, é também um sintoma. Voltemos, no entanto, um pouco atrás.

Nessa mesma secção da Tele Semana (Discos e Livros), que se não erro se iniciou em princípios de Julho passado, passaram alguns êxitos e alguns nomes conhecidos da nossa música.

Em Lp's os discos mais procurados do público foram, como seria de esperar, de José Afonso e de Sérgio Godinho. "Coro dos Tribunais" e "À queima Roupa",  respectivamente.

Em singles os nomes, mais frequentes no "top" da TS foram, por ordem decrescente, os "Green Windows", com "Quadras Populares"; Paulo de Carvalho, com "O Facho". Fernando Tordo, com "Fado de Alcoentre" e de novo José Afonso com "O que faz falta" e "Grândola".

Simplesmente, como vos disse, tudo isto acabou há perto de dois meses e meio.

E acabou PORQUÊ? Porque é que as canções portuguesas deixaram de ser procuradas pelo público, que deslocou as suas atenções para outro tipo de música, música essa que já se fazia antes do 25 de Abril e que se ouve nas vozes de um Demis Roussos, de um Camilo Sesto e de um Juan Pardo, todos eles produtos e exemplos comerciais do que pior se faz quer em Espanha, quer na Europa?

Tenho para mim que, se em canção também se pode dizer que há uma "esquerda" e uma "direita", a viragem que a mudança das preferências do público demonstra, corresponde a dois fenómenos:

1º. A rejeição provocada pelo autêntico massacre sonoro a que a rádio e a TV submeteu os ouvidos dos portugueses no post-25 do Abril, em que foi Cometido o erro de se julgar que a revolução, se decidiria através da música e em que se pensou mais em destruir os símbolos, do que em criar, algo de novo e verdadeiramente revolucionário, que os substituísse. Através de "Cantos Livres" que primaram pela desafinação, pelo improviso e pela desorganização, enfim, pela ausência Completa de qualquer estética revolucionária.

Através de uma destruição, em discotecas, de tudo o que não era "revolucionário". Através de decisões precipitadas e "revolucionárias", etc. etc. Isto é, através de uma enormidade de erros históricos de palmatória e  de um fenómeno de todos quererem ser mais "revolucionários" que o vizinho (exceptuam-se, logicamente, aqueles que não tinham culpas no cartório e não necessitavam, por isso, de se auto-recuperar). Através de tudo isto, conseguiu-se apenas o seguinte: a rejeição, em bloco, de tudo o que à música revolucionária ou não.

2º. A falta de imaginação-criadora dos verdadeiros autores e intérpretes revolucionários, os quais, talvez por mobilização para outras tarefas, saíram do seu campo habitual deixando um vazio que, rapidamente, o oportunismo ocupou. Este fenómeno, aliás verificou-se noutros domínios da criação artística, que não só na canção.

Perguntar-se-á: E agora?

Agora? Agora, o que há que fazer, é, para além da auto-critica que se impôe, da análise que se impôe, construir com senso e realismo aquilo que define (ou não) uma revolução nacionalista.

Agora o que se impõe — e urgentemente - é ter a lucidez e a coragem de reconhecer os enormes erros, cometidos E fazer finalmente, neste pais, uma revolução.

Porque é urgente.

Porque é necessário.

Por que a História, não se compadece com "revolucionários estúpidos"!

P.S. Para além do mais, quando os 10 discos mais vendidos são TODOS ESTRANGEIROS - e numa altura em que, mais do que nunca, há que reduzir a saída de divisas – quem pode dar-se ao luxo de ir comprar lá  fora o que pode fazer-se cá dentro, estando ao mesmo tempo a dar continuação à alienação marcelo-salazarista do povo e a colocar os músicos portugueses no desemprego?

José Niza, Tele Semana, Novembro de 1975

Ivan Henry Hancock foi um dos nomes que em 1975 trouxe o grupo Genesis a Cascais. Pouco tempo depois passou a ser o coordenador da tabela TOP 20 com a classificação dos discos mais vendidos em Portugal e que era feita em cooperação com  algumas das discotecas mais representativas de todo o país. Em 1977 passou a ser feita para a revista Música & Som.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

GPPFV




 GRUPO PORTUGUÊS DE PRODUTORES DE FONOGRAMAS E VIDEOGRAMAS

O GGPFV tem como objectivo a defesa dos interesses dos produtores fonográficos e de todos aqueles que se encontram ligados ao mundo da música.

Associação criada em Janeiro de 1977 e que durou até 1985 quando foi substituída pela UNEVA.
 
RETIRADO DO PANFLETO DE 20 PÁGINAS


ESPECTÁCULO COMEMORATIVO DOS 100 ANOS DE GRAVAÇÃO SONORA 1877 - 1977

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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Galardões especiais

Júlio Iglésias - 1988
JÚLIO IGLÉSIAS
1988/CBS

Aquando da visita a Portugal para alguns concertos no Casino do Estoril foi-lhe entregue um Disco de Platina Especial por vendas de meio milhão de discos no período entre 1982 e 1988.

JOANNA
1992/BMG

A editora BMG atribuiu em 1992, à cantora Joanna, o galardão "Caravela de Prata" por vendas de 500.000 discos. As notícias da época referiam que apenas Roberto Carlos, Júlio Iglésias e Amália Rodrigues tinham vendido mais discos.

MARCO PAULO
1991/EMI

Em 1991 recebeu o tróféu Disco de Diamante por vendas superiores a 1 500 000 fonogramas (Encic. Música em Portugal Séc. XX).

ROBERTO LEAL
1990/POLYGRAM

Recebeu um galardão pela venda de discos (250.000?).

DELFINS
1997/BMG

A editora BMG atribuiu o galardão "Golfinho de Ouro" pela venda de 500.000 discos.

RITA GUERRA
2007/FAROL

Disco de Diamante

O administrador da Farol Música subiu ao palco do Cascais Miragem pouco antes dos encores do concerto dos 25 Anos, para entregar à Rita um galardão especial, designado "de diamante", para simbolicamente agradecer à cantora os sucessos de vendas que fazem dela uma estrela maior do catálogo desta discográfica.

É um galardão que também é vosso, com mérito especial, por continuarem a adquirir legalmente os trabalhos da Rita Guerra, combatendo a pirataria e os downloads ilegais que vão destruindo, por todo o mundo, uma série de carreiras musicais.

04/12/2007
http://ritaguerra.blogs.sapo.pt/43528.html

DZRT
/FAROL


VIOLETTA
2015/UNIVERSAL

Venda de 60.000 unidades dos vários discos da série.


ROBERTO CARLOS
2015/SONY

Em Maio de 2015 recebeu um galardão referente às vendas de 1,5 milhões de discos em Portugal.


terça-feira, 19 de maio de 2015

Roberto Carlos



Roberto Carlos recebe galardão de carreira em Maio de 2015

Depois do segundo de dois concertos na Meo Arena, Roberto Carlos recebeu das mãos de Paulo Gonzo um galardão de carreira referente a 1.5 milhões de álbuns vendidos em Portugal.

A cerimónia informal contou com a presença de alguns convidados, entre os quais o músico e compositor Paulo Gonzo, Paulo Junqueiro (Dir. Geral da Sony Music Entertainment Brasil), Fernando Cabral (Vice Presidente da Sony Music Entertainment Latin Iberia) e Paula Homem (Dir. Geral Sony Music Entertainment Portugal).

O Rei atuou em Portugal nos dias 14 e 15 de maio na Meo Arena, e a 16 de maio, no Multiusos de Gondomar, onde ainda vai cantar amanhã.

Destak, 17/05/2015

Lista dos discos mais vendidos por ano:
1982: Guerra Dos Meninos (Ouro)
1982: Emoções (4xOuro - 200) - #1  [1982 - 1º]
1983: Amiga (Ouro) - #2
1984: O Amor É A Moda (2xPlatina - 120) - #1
1984: O Calhambeque (Platina) - #1  [1984 - 6º]
1985: Coração (Ouro)
1986: Verde E Amarelo (Ouro) - #2
1987: Apocalipse (Prata)
1989: Roberto Carlos (Ouro) - #2 [1989 - 9º]
1990: Amazônia - #2 [1990 - 8º]
1992: Se Você Quer... - #3
2005: Pra Sempre Ao Vivo No Pacaembu [2005 - 15º]
2006: Roberto Carlos [2006 - 29º]

Alguns destaques:

1981

No fim do ano explode um novo sucesso — «Emoções», que traz temas marcantes na sua carreira, tais como «Ele Está Pra Chegar», «As Baleias», «Cama e Mesa» e «Emoções». Lançado em princípios do ano seguinte em Portugal, o LP ultrapassou todos os recordes da indústria discográfica portuguesa e vendeu cerca de 200.000 cópias.

1982

«Emoções» e «Cama e Mesa» chegaram aos primeiros lugares das preferencias em Portugal e Espanha. Em Dezembro surge o LP «Fera Ferida» que conta com a participação especial de Maria Bethânia na faixa «Amiga», cantada pelos dois.

1983

O LP desse ano intitula-se «O Amor É A Moda». Esta faixa, juntamente com os temas «Recordações e Mais Nada», «O Côncavo e o Convexo», «Estou Aqui» e «No Mesmo Verão» são alguns dos destaques de um álbum onde Roberto aparece mais romântico do que nunca. (...) Em Portugal «O Amor É A Moda» foi galardoado com um Disco de Platina (60.000 unidades) apenas duas semanas após o lançamento — facto ínédito na nossa indústria discográfica.

1984

Sob o título «Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo», é reeditado em Portugal o LP de 1979 e, algum tempo depois, é lançada uma colectânea de sucessos das décadas de 60/70 — «0 Calhambeque». No final do ano, surge o novo álbum «Coração», com os temas «Caminhoneiro», «Aleluia», «Eu e Ela», «Lua Nova» e «Coração».

Vendas Discos 2020

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