VENDAS DE DISCOS EM PORTUGAL: GALARDÕES, DISCOS MAIS VENDIDOS, ETC...



quarta-feira, 31 de julho de 2019

Vendas Discos 2019

DISCOS EM DESTAQUE ATÉ À SEMANA 30/2019

AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - 1#1  [3 EM 2018]
DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO - 1#1 [1 EM 2018]
THE PLATINUM COLLECTION - QUEEN - 2#1
DURO - XUTOS & PONTAPÉS - 3#1
D.N.A. - BACKSTREET BOYS - #2
BAIRRO DA PONTE - STEREOSSAURO - #4
THANK U, NEXT - ARIANA GRANDE - #2
A STAR IS BORN - LADY GAGA & BRADLEY COOPER - 3#1
DISTANCE OVER TIME - DREAM THEATER - #4
BOHEMIAN RHAPSODY - BSO/QUEEN - #3
MANGA - MAYRA ANDRADE - #5
#FFFFF - PROFJAM - 1#1
REZA - TARA PERDIDA - #5
A INVENÇÃO DO DIA CLARO - CAPITÃO FAUSTO - 1#1
CANÇÕES DE RODA -  ANA BACALHAU, JORGE BENVINDA, SÉRGIO GODINHO E VITORINO - 1#1
DUETOS - FERNANDO TORDO - #3
PARIS, LISBOA - SALVADOR SOBRAL - 1#1
WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? - BILLIE EILISH - #2
VERÃO - THE GIFT - #3
WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? - BILLIE EILISH
JOSÉ AFONSO AO VIVO - JOSÉ AFONSO - 3#1
RESPEITOSA MENTE - RICARDO RIBEIRO - #2
FATHER OB THE BRIDE - VAMPIRE WEEKEND - #3
MARCO PAULO - MARCO PAULO - 1#1
DESALMADAMENTE - LENA D'ÁGUA - #2
AO VIVO NO CAMPO PEQUENO - CALEMA - #3
RAMMSTEIN - RAMMSTEIN
I AM EASY TO FIND - THE NATIONAL - #2
DREAMERS - SEA - #3
O SOL VOLTOU - LUIS SEVERO - #3
MY SONGS - STING #4
÷ [DIVIDE] - ED SHEERAN - 2#1
MADAME X - MADONNA - 3#1
LET'S ROCK - THE BLACK KEYS - #4
WESTERN STARS - 1#1
RÁDIO TOC TOC - XANA TOC TOC - #5
NO. 6 COLLABORATIONS PROJECT - ED SHEERAN - 2#1
ANIMA - THOM YORKE - #

NºS 1 EM 2019



AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - 1#1
DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO 1#1
THE PLATINUM COLLECTION - QUEEN - 2#1
DURO - XUTOS & PONTAPÉS - 3#1
A STAR IS BORN - LADY GAGA & BRADLEY COOPER - 3#1
#FFFFF - PROFJAM - 1#1
A INVENÇÃO DO DIA CLARO - CAPITÃO FAUSTO - 1#1
CANÇÕES DE RODA -  ANA BACALHAU, JORGE BENVINDA, SÉRGIO GODINHO E VITORINO - 1#1
PARIS, LISBOA - SALVADOR SOBRAL - 2#1
WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? - BILLIE EILISH - 1#1
JOSÉ AFONSO AO VIVO - JOSÉ AFONSO - 3#1
MARCO PAULO - MARCO PAULO - 1#1
RAMMSTEIN - RAMMSTEIN - 2#1
÷ [DIVIDE]  - ED SHEERAN - 2#1 (3#1 - ALSO ON WEEK 2017/10)
MADAME X - MADONNA - 3#1
WESTERN STARS - 1#1
NO. 6 COLLABORATIONS PROJECT - ED SHEERAN - 2#1


GALARDÕES  2019


- A STAR IS BORN - OURO


ARQUIVO DAS TABELAS PORTUGUESAS - AFP (DESDE 2003)

http://portuguesecharts.com/weekchart.asp?cat=a


LISTA DE DISCOS EM Nº1 DURANTE O ANO DE 2018

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_number-one_albums_of_2018_(Portugal)

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Caravela de Prata


O álbum estrangeiro mais vendido em Portugal foi o dos Procol Harum, banda britânica de rock progressivo que recebe dia 9 de abril [de 1974] a respectiva "Caravela de Prata".

Revista Expresso 25 Abril 40 Anos

O nome "Caravela de Prata" foi sendo comum, ao longo do tempo, a prémios atribuídos por várias organizações.

A editora Phonogram começou por ser o Departamento de Musica da Philips Portuguesa. A empresa só foi oficialmente constituída em Julho de 1974 com a designação social de Phonogram Portuguesa - Música e Video, SARL. Mas já antes atribuía o troféu para o álbum (estrangeiro?) mais vendido.

Amália Rodrigues e a espanhola Gloria Lasso receberam o troféu "Caravela de prata" em 1955. Possivelmente seria um troféu estrangeiro. Em 1984 foi atribuído um prémio com o mesmo nome ao Duo Ouro Negro. Não sabemos se foi a mais artistas. O cantor Vitor Silva recebeu em 1991 o Troféu Caravela de Prata atribuído pela Associação Portuguesa de Royal Palm Beach, na Flórida.

A editora BMG atribuiu em 1992, à cantora brasileira Joanna, o galardão "Caravela de Prata" por vendas de 500.000 discos.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Negócio das cassetes piratas

Radar 4
1984. Novembro. Segunda-feira, 19, “percorreram feiras de província e conquistaram os mercados pobres da cidade. Por 100 escudos a fita, criaram ídolos e colmataram as necessidades de vendedores de ocasião. Hoje, num assomo de ousadia entraram no mercado internacional. De Espanha às Américas, as "made in" não se sabe onde assentaram arraiais. É esta a curta história de um negócio ilegal.

O das cassetes piratas. «90 % das cassetes que se vendem em Portugal são piratas»: os números surpreendem, e a surpresa aumenta quando se sabe que o Estado, sempre tão atento a cobrar impostos e taxas, só em imposto de transacção, deixou de arrecadar, em 1983, 250 mil contos.

Também a indústria discográfica, já a braços com uma recessão do mercado, se ressente: «A indústria discográfica portuguesa foi afectada, em 1983, em mais de 1 milhão e duzentos mil contos», assegura Carlos Pinto, presidente do Grupo Português de Produtores de Fonogramas e Videogramas (GPPFV). (…).

Enquanto as cassetes legais existem na estreita margem que a pirataria consente, as ilegais representaram, em 1983, um volume de negócio de sete milhões de unidades. Em contrapartida, as empresas que pagam impostos e «lançam» artistas oscilam o seu volume de vendas, em igual período, a 1,5 milhão de unidades.

Este é o corolário de uma situação que se arrasta desde há muito e que levou a Assembleia da República a preocupar-se com a questão. Desse labor surgiram mais tarde a lei 41/80 de 12 de agosto sobre a «protecção contra a reprodução ilícita de fonogramas», que prevê no artigo 7.º uma pena de prisão até um ano e multas de 5 a 50 contos para «todo aquele que, sem a devida autorização do produtor do fonograma, o reproduzir com vista à distribuição das cópias ao público».

Mas, quatro anos após a sua aprovação, a lei não parece adequada à situação. Para Carlos Pinto, do GPPFV, as penalidades previstas e a legislação em vigor são fracas. «Os maiores piratas deste país já se sentaram nos bancos dos tribunais por mais de uma vez, e, até hoje, no total de 27 condenações, não houve um única pena de prisão».

Uma fonte policial que investiga a questão partilha a mesma opinião. Mas, em relação ao processo de investigação existem divergências. Os produtores legais são adeptos de uma fiscalização que envolva os abastecimentos dos piratas em cassetes virgens, «é fácil, há três ou quatro empresas em Portugal que se dedicam a essa comercialização; bastaria saber quem, por exemplo comprou 40 mil unidades».

Para as autoridades o processo não se apresenta tão simples: «Com que direito é que se pode chegar a uma empresa e perguntar para onde ela vendeu?», pergunta um investigador.

Apesar destas dificuldades a PJ tem diversas investigações em curso, mas outros processos estão a ser organizados pela Guarda Fiscal, GNR e PSP. No entanto, raramente as investigações conseguem reconstruir a cadeia, e quem é apanhado são apenas os vendedores ambulantes, muitos deles a procurarem na venda o ordenado perdido por salários em atraso ou despedimento.

Carlos Pinto sublinha ser necessário uma investigação séria que vá desde a fonte, o produtor honesto da cassete virgem, à tipografia que copia o invólucro. «Mas, como neste país não há obrigatoriedade de colocar o nome da tipografia é como procurar agulha no palheiro». (…).

A falta de qualidade de um produto gravado em más condições não é óbice, dado o reduzido custo. Mesmo se o número de músicas da original é drasticamente reduzido, e os 60 minutos prometidos se convertem em pouco mais de meia hora, o pirata consegue vender. Para tal imita tudo. O invólucro, as cores menos garridas por não possuir o fotolito original, «P», tornado obrigatório pela legislação como forma de garantir a genuinidade das cópias, o símbolo da Sociedade Portuguesa de Autores e, por incrível que pareça, num desafio à legalidade, a seguinte frase em «apressado» português: «Reservados os direitos do Produtor Fonográfico e do Proprietário da obra. Gravada e Proibida a cópia, Execução Pública e Radiofusão deste Fonograma». (…).

«Para a música portuguesa isto é um caos: se tudo continuar como está não vão aparece novos valores», afirma o presidente da GPPFV. «As companhias discográficas não vão investir num jovem para depois os piratas nos passarem a perna. Estamos a fazer um artista para os outros, quando um LP custa na ordem dos 1000 contos, e a publicidade é cara, é impossível» (…).

«Há artistas que ficam contentes com esta promoção, ainda que percam dinheiro. Pensam, sobretudo, recuperá-lo a nível da popularidade que conseguem alcançar e em espectáculos em determinadas áreas, onde a promoção pirata foi mais forte».

A pirataria é, deste modo, para os intérpretes e para a música portuguesa uma faca de dois gumes. Rouba dinheiro e limita a iniciativa editorial e pode dar a popularidade desejada. Para o público a situação é idêntica: compra mais barato, mas fica com acesso a temas irreconhecíveis e uma imagem sonora completamente degradada. «Pensamos e vamos fazer uma tentativa para sensibilizar as Associações de Defesa do Consumidor para este problema», afirma Carlos Pinto. (…).

«Se o processo de fabrico de um disco não fosse tão complicado, a indústria discográfica portuguesa já tinha acabado… não há hipóteses de trabalhar legalmente com 10 % do mercado» (…).

No caso das videocassetes a situação é semelhante. «O mercado português é 100 % pirata. O mesmo se passa com os jogos de computadores. Como é que se pode vender um computador e oferecer 100 cassetes?».

Os piratas preparam o futuro, alimentados por uma estranha mistura de import-export. A importação de videocassetes é, naturalmente, de contrabando. A exportação, já em prática no domínio das cassetes, passa sem problemas pelas fronteiras. Quer seja em Espanha, onde os êxitos locais são gravados em Portugal e vendidos a pesetas, às comunidades de imigrantes nos Estados Unidos e França, a rede vai-se expandindo.” 

(...)

Táxi Pluvioso
http://pratinhodecouratos.blogspot.com/2018/02/

CHICO DAS CASSETES

Não falo com jornalistas», mandou dizer através de um empregado, na sede da distribuidora Mundo da Música Flaviense. «A minha história é triste. Tive uma vida dura, lutei muito, não quero sequer lembrar-me do que passei», justifica assim que nos sentamos numa discreta sala do restaurante Bitoque, propriedade de um capitão do exército e da mulher, ambos amigos da família. À sua frente está a cantora Ágata e ao lado o seu empregado mais antigo, o mesmo que no dia anterior nos recebera na empresa. É um homem cordial mas não esboça qualquer sorriso ao ver-nos chegar: «Sirva-se e coma. (...)  Francisco Carvalho foi responsável pelo lançamento de José Malhoa, há mais de vinte anos, quando a sua editora dava os primeiros passos no difícil mercado da música popular portuguesa. Foi com ele, Ágata e Tony Carreira entre outros, que o empresário começou a erguer um império depois de anos a vender cassetes piratas nas feiras, quando era simplesmente conhecido como o Chico das Cassetes.”

“Hoje é dono da maior editora do género, a Espacial, e mantém a distribuidora Mundo da Música Flaviense. Mas a sua grande paixão - e perdição - é o Grupo Desportivo de Chaves. (…). A viagem repetia-se todos os meses. Com a carrinha atestada de cassetes, Francisco Carvalho arrancava de Chaves e fazia 1500 quilómetros até chegar à capital francesa. Para poupar dinheiro, não ficava em hotéis nem almoçava em restaurantes: levava bolinhos de bacalhau e sanduiches em tupperwares e dormia no carro. Visitava clientes porta-a-porta e só regressava quando o material estava todo vendido. «Na segunda-feira de manhã tinha de estar no banco em Chaves para fazer os depósitos, caso contrário os cheques eram devolvidos», conta.

A ideia de negociar cassetes piratas surgira uns anos antes, quando vendia panos na feira com a mãe. «Havia um gajo que tinha uma carrinha de caixa aberta, vendia cafés e cassetes ao nosso lado. Passava a vida a vê-lo descarregar milhares de cassetes. Um dia fui saber quem era o fornecedor espanhol e comprei o negócio. Cada cassete custava 57 escudos [hoje 4,27 euros] mas eu consegui que ele me fizesse um abatimento de cinco escudos [37 cêntimos]». Foram assim os primórdios do Mundo da Música Flaviense, muito antes de a empresa ocupar o pavilhão instalado hoje na zona industrial de Chaves. No final dos anos 70, o negócio resumia-se a uma roulotte de feira com umas colunas e milhares de cassetes piratas em exposição. As viagens foram sendo mais regulares. «De 15 em 15 dias ia a França. Arrancava à sexta-feira à noite num furgão Mercedes e só parávamos em Paris, onde tínhamos alguns clientes. Depois seguíamos para o Luxemburgo, mais 400 quilómetros. Trazia 20 a 30 mil contos de cada viagem. O dinheiro saía-me do corpo, as viagens eram duras».

Foi numa dessas incursões que Francisco Carvalho descobriu um objecto que viria a revolucionar o negócio: os expositores de cassetes que inundaram cafés, bombas de gasolina de estradas nacionais e áreas de serviço das autoestradas. «Cheguei a ter mais de dois mil. Todos os dias de manhã saiam cinco carrinhas aqui de Chaves para ir abastecer», recorda o homem que, já depois de comprar a editora Espacial, seria o primeiro editor de Tony Carreira. Diz que foi o seu artista mais lucrativo. «Conheci-o num restaurante em Paris, onde paravam os artistas portugueses. Ele já tinha uma ou duas cassetes editadas, sem sucesso, e acabei por lhe fazer uma proposta [da qual resultou a edição em português de «Alma e coração», de 1993, que chegou a Disco de Ouro]. Estivemos juntos 20 anos».”

“Passar de uma pequena distribuidora de cassetes para uma das principais editoras de Portugal foi apenas uma questão de dinheiro: farto de ver os amigos da Vidisco chegarem a Chaves para lhe vender cassetes e ficarem a dormir «em belos hotéis, comer em grandes restaurantes e ter garrafas nas discotecas», em 1987 decidiu alargar o negócio. «Teimei que ia abrir uma editora. Pedi 3 mil contos [hoje 46 mil euros] ao banco e fui para Lisboa. Era um negócio de prestígio, bem diferente de andar com um caixote às costas a encher expositores. Nessa altura vendíamos as cassetes a 450 escudos [7 euros] e ganhávamos cerca de 150 [2,33 euros] em cada uma».

Viajou para os EUA para se envolver com o negócio e descobriu uma empresa que fornecia discos em Portugal. «Trabalhavam em parceria com uma editora a 200 metros da minha. Disse-lhes que eu era melhor, que não era aldrabão e que tinha mil expositores em Portugal. Enquanto eles vendiam mil cassetes eu despachava dez mil. E provei-o», conta. Como? Da forma como sempre fez: «Paguei adiantado». Tinha 38 anos. «Os gajos gozavam comigo, ‘o que é que este tipo de Trás-os-Montes vem cá fazer?’ Mas enquanto almoçavam peixinho e grandes mariscadas até às quatro da tarde, eu bebia um galão, comia uma sandes e voltava para o trabalho. Corria todas as comunidades portuguesas. Acabei com os tubarões todos do negócio». (…).

Francisco estava em Chaves quando a cantora foi à editora, em Lisboa, entregar uma maquete. «Está aqui uma miúda, canta muito bem, o gerente disse que não interessava. Queres ouvir?», perguntou-lhe um sócio. E ele, que nunca descartava uma oportunidade, fez questão de escutar o disco. Dias depois pediu para fazerem o contacto. «Liga à moça e pergunta se já jantou». Quando se sentou com Ágata pela primeira vez, foi directo ao assunto. «Aceita dois cheques?», conta. «Tens uma estrelinha», interrompe Ágata. Francisco defende-se e diz que nem sempre foi assim: ainda se lembra de Iran Costa o procurar para editar «O bicho». «O que era aquilo?! O bicho, o bicho?!»

Tiro ao lado: o brasileiro acabaria por se transformar num megassucesso, com quase dois milhões de cópias vendidas. «O Pedro Abrunhosa também me procurou na altura do primeiro disco. E chutámos para canto».” na revista Sábado n.º 581 - 18 a 24 de junho de 2015.                       

Táxi Pluvioso
http://pratinhodecouratos.blogspot.com/2018/02/

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Vendas de Discos 2018


DISCOS EM DESTAQUE ATÉ À SEMANA 52/2018


ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES - RAQUEL TAVARES - 7#1  (4#1 em 2017)
EXCUSE ME AO VIVO - SALVADOR SOBRAL - #2
CAMILA - CAMILA CABELLO - 1#1
MISFIT - THE LEGENDARY TIGERMAN - #2
NAÇÃO VALENTE - SÉRGIO GODINHO - 2#1
TEU - PAULO SOUSA - 1#1
LINDA MARTINI - LINDA MARTINI - 1#1
A MEMÓRIA DO AMOR - TOZÉ BRITO - #4
BRANCO - CRISTINA BRANCO - #3
MANUAL DE CANÇÕES - PEDRO VAZ - #4
FIREPOWER - JUDAS PRIEST - #3
SALTO - FERNANDO DANIEL - 2#1
AO VIVO - DIABO NA CRUZ - #3
BOARDING HOUSE REACH - JACK WHITE - #4
O ANIVERSÁRIO - RODRIGO LEÃO - #3
MADEIRA - PAUS - 1#1
AMERICA - THIRTY SECONDS TO MARS - #2
ODEON HOTEL - DEAD COMBO - 1#1
A NOSSA VEZ - CALEMA - #3
15 - FINGERTIPS - #4
CASA - CAROLINA DESLANDES - 3#1
CONFESSIONS - AUREA - 1#1
NO FAME - AGIR - #3
TRANQUILITY BASE HOTEL + CASINO - ARCTIC MONKEYS - 1#1
BANDA SONORA - OS AZEITONAS - #5
MARIZA - MARIZA - 8#1
SHAWN MENDES - SHAWN MENDES - #2
RADIO GEMINI - DAVID FONSECA - #3
SANGRE IBERICO - SANGRE IBERICO - #5
#4 - AMOR ELECTRO - #2
INÉDITOS (1967-1999) - JOSÉ MÁRIO BRANCO - #3
28 NOITES AO VIVO NOS COLISEUS - ANTÓNIO ZAMBUJO & MIGUEL ARAÚJO - 7#1
HUMAN - ISAURA - #5
24K MAGIC - BRUNO MARS - #5
OS PORTUGUESES - RODRIGO LEÃO - #2
APPETITE FOR DESTRUCTION - GUNS N' ROSES - #4
HIGH AS HOPE - FLORENCE + THE MACHINE - #5
BOTH DIRECTIONS AT ONCE THE LOST ALBUM - JOHN COLTRANE - #4
CARTAS - BARBARA BANDEIRA - 1#1
A VOLTA AO MUNDO - PANDA E OS CARICAS - #3
SWEETNER - ARIANA GRANDE - 1#1
LOVE IS HERE TO STAY - TONY BENNETT & DIANA KRALL - 2#1
KAMIKAZE - EMINEM - #4
ENTRETENIMENTO? - CARLÃO - #5
PIANO & A MICROPHONE 1983 - PRINCE - #3
TRENCH - TWENTY ONE PILOTS - 1#1
CINDERELLA CYBORG - JULIO RESENDE - #5
LEBRE - DIABO NA CRUZ - 1#1
A STAR IS BORN - LADY GAGA & BRADLEY COOPER - #2 [ATINGIU Nº 1 EM 2019]
VAI E VEM - MÁRCIA - #5
MUNDU NÔBU - DINO D'SANTIAGO - 1#1
THE MAMBA KING - THE BLACK MAMBA - #5
VENTOS E MARÉS - RESISTÊNCIA - #4
AUGUSTA - MATIAS DAMÁSIO - 1#1
A VIDA CONTINUA … - BOSS AC - #3
CASA DE FADO - MARIA EMILIA - #5
AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - 3#1  [MAIS UMA EM 2019]
III - RUI MASSENA - #4
SIMULATION THEORY - MUSE - #2
ORIGINS - IMAGINE DRAGONS - #3
ROSA - LUÍSA SOBRAL - #4
LOVE - MICHAEL BUBLÉ - #2
7 - DAVID CARREIRA - 1#1
ESPIRITUAL - PEDRO ABRUNHOSA & COMITÉ CAVIAR - 3#1
MARIA - CARMINHO - #4
LIVE IN BUENOS AIRES - COLDPLAY - #4
DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO - 1#1 [MAIS UMA EM 2019]

NºS 1 EM 2018

ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES - RAQUEL TAVARES - 7#1  (4#1 em 2017)
CAMILA - CAMILA CABELLO - 1#1
NAÇÃO VALENTE - SÉRGIO GODINHO - 2#1
TEU - PAULO SOUSA - 1#1
LINDA MARTINI - LINDA MARTINI - 1#1
SALTO - FERNANDO DANIEL - 2#1
MADEIRA - PAUS - 1#1
ODEON HOTEL - DEAD COMBO - 1#1
CASA - CAROLINA DESLANDES - 3#1
CONFESSIONS - AUREA - 1#1
TRANQUILITY BASE HOTEL + CASINO - ARCTIC MONKEYS - 1#1
MARIZA - MARIZA - 8#1
28 NOITES AO VIVO NOS COLISEUS - ANTÓNIO ZAMBUJO & MIGUEL ARAÚJO - 7#1
CARTAS - BARBARA BANDEIRA - 1#1
SWEETNER - ARIANA GRANDE - 1#1
LOVE IS HERE TO STAY - TONY BENNETT & DIANA KRALL - 2#1
TRENCH - TWENTY ONE PILOTS - 1#1
LEBRE - DIABO NA CRUZ - 1#1
MUNDU NÔBU - DINO D'SANTIAGO - 1#1
AUGUSTA - MATIAS DAMÁSIO - 1#1
AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - 3#1
7 - DAVID CARREIRA - 1#1
ESPIRITUAL - PEDRO ABRUNHOSA & COMITÉ CAVIAR - 3#1
DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO 1#1

GALARDÕES  2018

- ESPIRITUAL - PEDRO ABRUNHOSA & COMITÉ CAVIAR - OURO
- DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO - OURO
- AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS TONY CARREIRA - PLATINA
- AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS TONY CARREIRA - OURO - 45
- A NOSSA VEZ CALEMA - OURO - 36
- 28 NOITES AO VIVO NOS COLISEUS ANTÓNIO ZAMBUJO & MIGUEL ARAÚJO - OURO - 30
- MARIZA MARIZA - OURO - 30
- EVOLVE IMAGINE DRAGONS  - OURO - 30
- CASA CAROLINA DESLANDES - OURO
- 24K MAGIC BRUNO MARS - OURO
- ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES - RAQUEL TAVARES - PLATINA
- A HERDEIRA - BANDA SONORA - OURO
- AS CANÇÕES DA MARIA (ESPECIAL HISTÓRIA DE PORTUGAL) - MARIA DE VASCONCELOS - OURO

OU BEST OF ANA MOURA
PL ATÉ PENSEI QUE FOSSE MINHA ANTÓNIO ZAMBUJO
3PL BEST OF MARIZA
OU LADO A LADO D.A.M.A
3PL MOURA ANA MOURA
OU ESPELHO DIOGO PIÇARRA
PL CARMINHO CANTA TOM JOBIM CARMINHO
2PL MUNDO MARIZA
OU DO=S DIOGO PIÇARRA
PL PANDA E OS CARICAS 3 PANDA E OS CARICAS
OU SONGS OF EXPERIENCE U2
OU PANDA E OS AMIGOS PANDA E OS AMIGOS /30?
PL EXCUSE ME SALVADOR SOBRAL
PL A HEAD FULL OF DREAMS COLDPLAY

ARQUIVO DAS TABELAS PORTUGUESAS - AFP (DESDE 2003)

http://portuguesecharts.com/weekchart.asp?cat=a

LISTA DE DISCOS EM Nº1 DURANTE O ANO DE 2018

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_number-one_albums_of_2018_(Portugal)

terça-feira, 20 de março de 2018

Grande Prémio do Disco

O Grande Prémio do Disco era uma espécie de top (por votação) existente em Portugal em 1965/66.

Foi organizado pela revista "Rádio & Televisão" e pelos programas da Rádio Renascença, "Enquanto For Bom Dia" e "23ª Hora".

Basicamente, o top funcionava com os votos semanais dos leitores e dos ouvintes.

Para a história, eis o 1º Grande Prémio do Disco, datado de 11 de Setembro de 1965:

 1 - Help! - Beatles
 2 - Esquece - Ekos
 3 - Capri C'Est Fini - Hervé Vilard
 4 - Chove - Conjunto Académico João Paulo
 5 - House Without Windows - Cliff Richard
 6 - C'Est La Première Fois - Felix Marten
 7 - Trains And Boats And Planes - Burt Bacharach
 8 - Quand Un Bateau Passe - Claude François
 9 - With These Hands - Tom Jones
 10 - De Homem Para Homem - Tony de Matos

Como é fácil de ver - aos olhos de hoje - o povo estava mesmo baralhado quanto às suas opções. Nem sequer a indústria discográfica se equipava com singles para as suas estratégias de promoção e de marketing.

Em suma, a indústria discográfica era naquela altura praticamente inexistente.

Os Beatles aguentaram 5 semanas no primeiro lugar (quem disse que os portugueses preferiam os Rolling Stones aos Beatles? Nesta lista de 50 canções, a melhor coisa que os Stones conseguem é um 14º lugar com "Satisfaction"), tendo sido substituídos no cimo, a 16 de Outubro de 1965, por "Hully Gully do Montanhês", do Conjunto Académico João Paulo ("Satisfaction" só tinha subido para 7º).
Como o povo precisava de arejar - para esquecer a guerra colonial e outras agruras do regime ditatorial - o Teatro Monumental, em Lisboa, graças à visão de Vasco Morgado, funcionava como uma espécie de catedral do ié-ié.

Naquela altura, desempenhou o mesmo papel que, anos mais tarde, pertenceu ao Coliseu ou ao Dramático de Cascais (este já foi abaixo).

Ainda antes do famoso Concurso Ié-Ié, de que os Claves sairiam vencedores, o Teatro Monumental, em Lisboa, abriu as suas portas à música no dia 02 de Fevereiro de 1966.

A ideia foi a de festejar o ano de 1965 em termos musicais, uma espécie de NME Pollwinners Concert (que, diga-se de passagem era sempre dominado pelos Beatles).

Segundo relato da época, a festa do Monumental foi um "autêntico espectáculo de ídolos, em que algumas das mais recentes e promissoras vedetas do disco colheram os aplausos delirantes de uma vasta e entusiasmada audiência".

A segunda parte do espectáculo foi preenchida com a entrega de 18 prémios, 10 dos quais para o top 10 do Grande Prémio do Disco, 5 para editoras de discos portugueses, como agradecimento pela colaboração prestada ao referendum (sic), e que foram a Valentim de Carvalho, Rádio Triunfo, Arnaldo Trindade & Cª, Philips Portuguesa e Telectra, e os restantes aos autores e à orquestra da canção classificada em primeiro lugar ("Hully Gully do Montanhês", do Conjunto Académico João Paulo).



Para a história aqui fica o Top 10 da classificação final do Grande Prémio do Disco-1965:

1 - Hully Gully do Montanhês - Conjunto Académico João Paulo
2 - Não Sei De Ti - António Calvário
3 - Chove - Conjunto Académico João Paulo
4 - Help! - Beatles
5 - Esquece - Ekos
6 - Nem Eu Nem Vocês - Simone
7 - Sonha - Madalena Iglésias
8 - (I Can't Get No) Satisfaction - Rolling Stones
9 - Viens Ma Brune - Adamo
10 - Yesterday - Beatles

Blog Ié-Ié



No youtube há um vídeo com os mais populares de 1966 Grande Prémio do disco (Revista Flama) - 1966  mas apenas aparece do nº 21 ao nº 40.



40 Good Vibrations - The Beach Boys 39 Sol De Inverno  - Simone de Oliveira 38 What Would I Do - Cliff Richard 37 Tombe La Neige - Adamo 36 Sonha - Madalena Iglésias 35 L'amitié - Françoise Hardy 34 Pourquoi Mon Amour - Mireille Mathieu 33 Love Me Please Love Me - Michel Polnareff 32 No Milk Today - Herman's Hermits 31 Monday Monday - Mamas And Papas 30 Paperback Writer - The Beatles 29 Wind Me Up, Let Me Go - Cliff Richard 28 Missing You - Sheiks  27 Mourir Ou Vivre - Hervé Vilard 26 A Banda - Simone de Oliveira 25 Strangers In The Night - Frank Sinatra 24 Merci Cherie - Udo Jurgens 23 Dolce Paola - Adamo 22 Quero Que Vá Tudo Pro Inferno - Roberto Carlos 21 Mon Credo - Mireille Mathieu

https://www.youtube.com/watch?v=UU8QuTjoxOM