quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Vendas Discos 2019


DISCOS EM DESTAQUE ATÉ À SEMANA 40/2019

AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - 1#1  [3 EM 2018]
DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO - 1#1 [1 EM 2018]
THE PLATINUM COLLECTION - QUEEN - 2#1
DURO - XUTOS & PONTAPÉS - 3#1
D.N.A. - BACKSTREET BOYS - #2
BAIRRO DA PONTE - STEREOSSAURO - #4
THANK U, NEXT - ARIANA GRANDE - #2
A STAR IS BORN - LADY GAGA & BRADLEY COOPER - 3#1
DISTANCE OVER TIME - DREAM THEATER - #4
BOHEMIAN RHAPSODY - BSO/QUEEN - #3
MANGA - MAYRA ANDRADE - #5
#FFFFF - PROFJAM - 1#1
REZA - TARA PERDIDA - #5
A INVENÇÃO DO DIA CLARO - CAPITÃO FAUSTO - 1#1
CANÇÕES DE RODA -  ANA BACALHAU, JORGE BENVINDA, SÉRGIO GODINHO E VITORINO - 1#1
DUETOS - FERNANDO TORDO - #3
PARIS, LISBOA - SALVADOR SOBRAL - 1#1
WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? - BILLIE EILISH - #2
VERÃO - THE GIFT - #3
WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? - BILLIE EILISH
JOSÉ AFONSO AO VIVO - JOSÉ AFONSO - 3#1
RESPEITOSA MENTE - RICARDO RIBEIRO - #2
FATHER OF THE BRIDE - VAMPIRE WEEKEND - #3
MARCO PAULO - MARCO PAULO - 1#1
DESALMADAMENTE - LENA D'ÁGUA - #2
AO VIVO NO CAMPO PEQUENO - CALEMA - #3
RAMMSTEIN - RAMMSTEIN
I AM EASY TO FIND - THE NATIONAL - #2
DREAMERS - SEA - #3
O SOL VOLTOU - LUIS SEVERO - #3
MY SONGS - STING #4
÷ [DIVIDE] - ED SHEERAN - 2#1
MADAME X - MADONNA - 3#1
LET'S ROCK - THE BLACK KEYS - #4
WESTERN STARS - BRUCE SPRINGSTEEN - 1#1
RÁDIO TOC TOC - XANA TOC TOC - #5
NO. 6 COLLABORATIONS PROJECT - ED SHEERAN - 2#1
ANIMA - THOM YORKE - #5
ERA UMA VEZ - PANDA E OS CARICAS - 2#1
WE ARE NOT YOUR KIND - SLIPKNOT - 1#1
MARIZA - MARIZA - 1#1
LOVER - TAYLOR SWIFT - 1#1
VARIAÇÕES - BANDA SONORA - #2
FEAR INOCULUM - TOOL - 1#1
I,I - BON IVER - #5
NORMAN FUCKING ROCKWELL - LANA DEL REY - 1#1
K-12 - MELANIE MARTINEZ - #2
SOLO - BERNARDO SASSETTI - 1#1
THE NOTHING - KORN - #4
O MELHOR DE ANTÓNIO VARIAÇÕES - ANTÓNIO VARIAÇÕES - 1#1 [r]
ABBEY ROAD - THE BEATLES - 1-#1 [r]

NºS 1 EM 2019

AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - 1#1 [3 em 2018]
DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO 1#1
THE PLATINUM COLLECTION - QUEEN - 2#1 [r]
DURO - XUTOS & PONTAPÉS - 3#1
A STAR IS BORN - LADY GAGA & BRADLEY COOPER - 3#1
#FFFFF - PROFJAM - 1#1
A INVENÇÃO DO DIA CLARO - CAPITÃO FAUSTO - 1#1
CANÇÕES DE RODA -  ANA BACALHAU, JORGE BENVINDA, SÉRGIO GODINHO E VITORINO - 1#1
PARIS, LISBOA - SALVADOR SOBRAL - 2#1
WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? - BILLIE EILISH - 1#1
JOSÉ AFONSO AO VIVO - JOSÉ AFONSO - 3#1
MARCO PAULO - MARCO PAULO - 1#1
RAMMSTEIN - RAMMSTEIN - 2#1
÷ [DIVIDE]  - ED SHEERAN - 2#1  [r] (3#1 - ALSO ON WEEK 2017/10)
MADAME X - MADONNA - 3#1
WESTERN STARS - BRUCE SPRINGSTEEN - 1#1
NO. 6 COLLABORATIONS PROJECT - ED SHEERAN - 2#1
ERA UMA VEZ - PANDA E OS CARICAS - 2#1
WE ARE NOT YOUR KIND - SLIPKNOT - 1#1
MARIZA - MARIZA - 1#1 [r]
LOVER - TAYLOR SWIFT - 1#1
FEAR INOCULUM - TOOL - 1#1
NORMAN FUCKING ROCKWELL - LANA DEL REY - 1#1
SOLO - BERNARDO SASSETTI - 1#1
O MELHOR DE ANTÓNIO VARIAÇÕES - ANTÓNIO VARIAÇÕES - 1#1 [r]
ABBEY ROAD - THE BEATLES - 1-#1 [r]

GALARDÕES  2019


- A STAR IS BORN - LADY GAGA & BRADLEY COOPER - OURO
- WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? - BILLIE EILISH - OURO

ARQUIVO DAS TABELAS PORTUGUESAS - AFP (DESDE 2003)

http://portuguesecharts.com/weekchart.asp?cat=a

LISTA DE DISCOS EM Nº1 DURANTE O ANO DE 2018

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_number-one_albums_of_2018_(Portugal)

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Caravela de Prata


O álbum estrangeiro mais vendido em Portugal foi o dos Procol Harum, banda britânica de rock progressivo que recebe dia 9 de abril [de 1974] a respectiva "Caravela de Prata".

Revista Expresso 25 Abril 40 Anos

O nome "Caravela de Prata" foi sendo comum, ao longo do tempo, a prémios atribuídos por várias organizações.

A editora Phonogram começou por ser o Departamento de Musica da Philips Portuguesa. A empresa só foi oficialmente constituída em Julho de 1974 com a designação social de Phonogram Portuguesa - Música e Video, SARL. Mas já antes atribuía o troféu para o álbum (estrangeiro?) mais vendido.

Amália Rodrigues e a espanhola Gloria Lasso receberam o troféu "Caravela de prata" em 1955. Possivelmente seria um troféu estrangeiro. Em 1984 foi atribuído um prémio com o mesmo nome ao Duo Ouro Negro. Não sabemos se foi a mais artistas. O cantor Vitor Silva recebeu em 1991 o Troféu Caravela de Prata atribuído pela Associação Portuguesa de Royal Palm Beach, na Flórida.

A editora BMG atribuiu em 1992, à cantora brasileira Joanna, o galardão "Caravela de Prata" por vendas de 500.000 discos.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Negócio das cassetes piratas

Radar 4
1984. Novembro. Segunda-feira, 19, “percorreram feiras de província e conquistaram os mercados pobres da cidade. Por 100 escudos a fita, criaram ídolos e colmataram as necessidades de vendedores de ocasião. Hoje, num assomo de ousadia entraram no mercado internacional. De Espanha às Américas, as "made in" não se sabe onde assentaram arraiais. É esta a curta história de um negócio ilegal.

O das cassetes piratas. «90 % das cassetes que se vendem em Portugal são piratas»: os números surpreendem, e a surpresa aumenta quando se sabe que o Estado, sempre tão atento a cobrar impostos e taxas, só em imposto de transacção, deixou de arrecadar, em 1983, 250 mil contos.

Também a indústria discográfica, já a braços com uma recessão do mercado, se ressente: «A indústria discográfica portuguesa foi afectada, em 1983, em mais de 1 milhão e duzentos mil contos», assegura Carlos Pinto, presidente do Grupo Português de Produtores de Fonogramas e Videogramas (GPPFV). (…).

Enquanto as cassetes legais existem na estreita margem que a pirataria consente, as ilegais representaram, em 1983, um volume de negócio de sete milhões de unidades. Em contrapartida, as empresas que pagam impostos e «lançam» artistas oscilam o seu volume de vendas, em igual período, a 1,5 milhão de unidades.

Este é o corolário de uma situação que se arrasta desde há muito e que levou a Assembleia da República a preocupar-se com a questão. Desse labor surgiram mais tarde a lei 41/80 de 12 de agosto sobre a «protecção contra a reprodução ilícita de fonogramas», que prevê no artigo 7.º uma pena de prisão até um ano e multas de 5 a 50 contos para «todo aquele que, sem a devida autorização do produtor do fonograma, o reproduzir com vista à distribuição das cópias ao público».

Mas, quatro anos após a sua aprovação, a lei não parece adequada à situação. Para Carlos Pinto, do GPPFV, as penalidades previstas e a legislação em vigor são fracas. «Os maiores piratas deste país já se sentaram nos bancos dos tribunais por mais de uma vez, e, até hoje, no total de 27 condenações, não houve um única pena de prisão».

Uma fonte policial que investiga a questão partilha a mesma opinião. Mas, em relação ao processo de investigação existem divergências. Os produtores legais são adeptos de uma fiscalização que envolva os abastecimentos dos piratas em cassetes virgens, «é fácil, há três ou quatro empresas em Portugal que se dedicam a essa comercialização; bastaria saber quem, por exemplo comprou 40 mil unidades».

Para as autoridades o processo não se apresenta tão simples: «Com que direito é que se pode chegar a uma empresa e perguntar para onde ela vendeu?», pergunta um investigador.

Apesar destas dificuldades a PJ tem diversas investigações em curso, mas outros processos estão a ser organizados pela Guarda Fiscal, GNR e PSP. No entanto, raramente as investigações conseguem reconstruir a cadeia, e quem é apanhado são apenas os vendedores ambulantes, muitos deles a procurarem na venda o ordenado perdido por salários em atraso ou despedimento.

Carlos Pinto sublinha ser necessário uma investigação séria que vá desde a fonte, o produtor honesto da cassete virgem, à tipografia que copia o invólucro. «Mas, como neste país não há obrigatoriedade de colocar o nome da tipografia é como procurar agulha no palheiro». (…).

A falta de qualidade de um produto gravado em más condições não é óbice, dado o reduzido custo. Mesmo se o número de músicas da original é drasticamente reduzido, e os 60 minutos prometidos se convertem em pouco mais de meia hora, o pirata consegue vender. Para tal imita tudo. O invólucro, as cores menos garridas por não possuir o fotolito original, «P», tornado obrigatório pela legislação como forma de garantir a genuinidade das cópias, o símbolo da Sociedade Portuguesa de Autores e, por incrível que pareça, num desafio à legalidade, a seguinte frase em «apressado» português: «Reservados os direitos do Produtor Fonográfico e do Proprietário da obra. Gravada e Proibida a cópia, Execução Pública e Radiofusão deste Fonograma». (…).

«Para a música portuguesa isto é um caos: se tudo continuar como está não vão aparece novos valores», afirma o presidente da GPPFV. «As companhias discográficas não vão investir num jovem para depois os piratas nos passarem a perna. Estamos a fazer um artista para os outros, quando um LP custa na ordem dos 1000 contos, e a publicidade é cara, é impossível» (…).

«Há artistas que ficam contentes com esta promoção, ainda que percam dinheiro. Pensam, sobretudo, recuperá-lo a nível da popularidade que conseguem alcançar e em espectáculos em determinadas áreas, onde a promoção pirata foi mais forte».

A pirataria é, deste modo, para os intérpretes e para a música portuguesa uma faca de dois gumes. Rouba dinheiro e limita a iniciativa editorial e pode dar a popularidade desejada. Para o público a situação é idêntica: compra mais barato, mas fica com acesso a temas irreconhecíveis e uma imagem sonora completamente degradada. «Pensamos e vamos fazer uma tentativa para sensibilizar as Associações de Defesa do Consumidor para este problema», afirma Carlos Pinto. (…).

«Se o processo de fabrico de um disco não fosse tão complicado, a indústria discográfica portuguesa já tinha acabado… não há hipóteses de trabalhar legalmente com 10 % do mercado» (…).

No caso das videocassetes a situação é semelhante. «O mercado português é 100 % pirata. O mesmo se passa com os jogos de computadores. Como é que se pode vender um computador e oferecer 100 cassetes?».

Os piratas preparam o futuro, alimentados por uma estranha mistura de import-export. A importação de videocassetes é, naturalmente, de contrabando. A exportação, já em prática no domínio das cassetes, passa sem problemas pelas fronteiras. Quer seja em Espanha, onde os êxitos locais são gravados em Portugal e vendidos a pesetas, às comunidades de imigrantes nos Estados Unidos e França, a rede vai-se expandindo.” 

(...)

Táxi Pluvioso
http://pratinhodecouratos.blogspot.com/2018/02/

CHICO DAS CASSETES

Não falo com jornalistas», mandou dizer através de um empregado, na sede da distribuidora Mundo da Música Flaviense. «A minha história é triste. Tive uma vida dura, lutei muito, não quero sequer lembrar-me do que passei», justifica assim que nos sentamos numa discreta sala do restaurante Bitoque, propriedade de um capitão do exército e da mulher, ambos amigos da família. À sua frente está a cantora Ágata e ao lado o seu empregado mais antigo, o mesmo que no dia anterior nos recebera na empresa. É um homem cordial mas não esboça qualquer sorriso ao ver-nos chegar: «Sirva-se e coma. (...)  Francisco Carvalho foi responsável pelo lançamento de José Malhoa, há mais de vinte anos, quando a sua editora dava os primeiros passos no difícil mercado da música popular portuguesa. Foi com ele, Ágata e Tony Carreira entre outros, que o empresário começou a erguer um império depois de anos a vender cassetes piratas nas feiras, quando era simplesmente conhecido como o Chico das Cassetes.”

“Hoje é dono da maior editora do género, a Espacial, e mantém a distribuidora Mundo da Música Flaviense. Mas a sua grande paixão - e perdição - é o Grupo Desportivo de Chaves. (…). A viagem repetia-se todos os meses. Com a carrinha atestada de cassetes, Francisco Carvalho arrancava de Chaves e fazia 1500 quilómetros até chegar à capital francesa. Para poupar dinheiro, não ficava em hotéis nem almoçava em restaurantes: levava bolinhos de bacalhau e sanduiches em tupperwares e dormia no carro. Visitava clientes porta-a-porta e só regressava quando o material estava todo vendido. «Na segunda-feira de manhã tinha de estar no banco em Chaves para fazer os depósitos, caso contrário os cheques eram devolvidos», conta.

A ideia de negociar cassetes piratas surgira uns anos antes, quando vendia panos na feira com a mãe. «Havia um gajo que tinha uma carrinha de caixa aberta, vendia cafés e cassetes ao nosso lado. Passava a vida a vê-lo descarregar milhares de cassetes. Um dia fui saber quem era o fornecedor espanhol e comprei o negócio. Cada cassete custava 57 escudos [hoje 4,27 euros] mas eu consegui que ele me fizesse um abatimento de cinco escudos [37 cêntimos]». Foram assim os primórdios do Mundo da Música Flaviense, muito antes de a empresa ocupar o pavilhão instalado hoje na zona industrial de Chaves. No final dos anos 70, o negócio resumia-se a uma roulotte de feira com umas colunas e milhares de cassetes piratas em exposição. As viagens foram sendo mais regulares. «De 15 em 15 dias ia a França. Arrancava à sexta-feira à noite num furgão Mercedes e só parávamos em Paris, onde tínhamos alguns clientes. Depois seguíamos para o Luxemburgo, mais 400 quilómetros. Trazia 20 a 30 mil contos de cada viagem. O dinheiro saía-me do corpo, as viagens eram duras».

Foi numa dessas incursões que Francisco Carvalho descobriu um objecto que viria a revolucionar o negócio: os expositores de cassetes que inundaram cafés, bombas de gasolina de estradas nacionais e áreas de serviço das autoestradas. «Cheguei a ter mais de dois mil. Todos os dias de manhã saiam cinco carrinhas aqui de Chaves para ir abastecer», recorda o homem que, já depois de comprar a editora Espacial, seria o primeiro editor de Tony Carreira. Diz que foi o seu artista mais lucrativo. «Conheci-o num restaurante em Paris, onde paravam os artistas portugueses. Ele já tinha uma ou duas cassetes editadas, sem sucesso, e acabei por lhe fazer uma proposta [da qual resultou a edição em português de «Alma e coração», de 1993, que chegou a Disco de Ouro]. Estivemos juntos 20 anos».”

“Passar de uma pequena distribuidora de cassetes para uma das principais editoras de Portugal foi apenas uma questão de dinheiro: farto de ver os amigos da Vidisco chegarem a Chaves para lhe vender cassetes e ficarem a dormir «em belos hotéis, comer em grandes restaurantes e ter garrafas nas discotecas», em 1987 decidiu alargar o negócio. «Teimei que ia abrir uma editora. Pedi 3 mil contos [hoje 46 mil euros] ao banco e fui para Lisboa. Era um negócio de prestígio, bem diferente de andar com um caixote às costas a encher expositores. Nessa altura vendíamos as cassetes a 450 escudos [7 euros] e ganhávamos cerca de 150 [2,33 euros] em cada uma».

Viajou para os EUA para se envolver com o negócio e descobriu uma empresa que fornecia discos em Portugal. «Trabalhavam em parceria com uma editora a 200 metros da minha. Disse-lhes que eu era melhor, que não era aldrabão e que tinha mil expositores em Portugal. Enquanto eles vendiam mil cassetes eu despachava dez mil. E provei-o», conta. Como? Da forma como sempre fez: «Paguei adiantado». Tinha 38 anos. «Os gajos gozavam comigo, ‘o que é que este tipo de Trás-os-Montes vem cá fazer?’ Mas enquanto almoçavam peixinho e grandes mariscadas até às quatro da tarde, eu bebia um galão, comia uma sandes e voltava para o trabalho. Corria todas as comunidades portuguesas. Acabei com os tubarões todos do negócio». (…).

Francisco estava em Chaves quando a cantora foi à editora, em Lisboa, entregar uma maquete. «Está aqui uma miúda, canta muito bem, o gerente disse que não interessava. Queres ouvir?», perguntou-lhe um sócio. E ele, que nunca descartava uma oportunidade, fez questão de escutar o disco. Dias depois pediu para fazerem o contacto. «Liga à moça e pergunta se já jantou». Quando se sentou com Ágata pela primeira vez, foi directo ao assunto. «Aceita dois cheques?», conta. «Tens uma estrelinha», interrompe Ágata. Francisco defende-se e diz que nem sempre foi assim: ainda se lembra de Iran Costa o procurar para editar «O bicho». «O que era aquilo?! O bicho, o bicho?!»

Tiro ao lado: o brasileiro acabaria por se transformar num megassucesso, com quase dois milhões de cópias vendidas. «O Pedro Abrunhosa também me procurou na altura do primeiro disco. E chutámos para canto».” na revista Sábado n.º 581 - 18 a 24 de junho de 2015.                       

Táxi Pluvioso
http://pratinhodecouratos.blogspot.com/2018/02/

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Vendas de Discos 2018


DISCOS MAIS VENDIDOS 2018

1 - A HERDEIRA - VÁRIOS (SONY) - OU
2 - 28 NOITES AO VIVO NOS COLISEUS - ANTÓNIO ZAMBUJO & MIGUEL ARAÚJO - OU
3 - MARIZA - MARIZA - OU
4 - ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES - RAQUEL TAVARES - PL
5 - CASA - CAROLINA DESLANDES - OU
6 - AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - PL
7 - A NOSSA VEZ - CALEMA - OU
8 - AS CANÇÕES DA MARIA - ESPECIAL HISTÓRIA DE PORTUGAL - MARIA VASCONCELOS - OU
9 - ESPIRITUAL - PEDRO ABRUNHOSA & COMITÉ CAVIAR - OU
10 - NAÇÃO VALENTE - SÉRGIO GODINHO -
11 - DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO - OU
12 - A STAR IS BORN - LADY GAGA & BRADLEY COOPER - OU
13 - LADO A LADO - D.A.M.A - OU
14 - CARIBE MIX 2018 - VÁRIOS (VIDISCO) -
15 - 7 - DAVID CARREIRA - OU
16 - SONGS OF EXPERIENCE - U2 - OU
17 - BEST OF - MARIZA - 3PL
18 - ÷ (DIVIDE) - ED SHEERAN - PL
19 - BEST OF - ANA MOURA - OU
20 - A VOLTA AO MUNDO - PANDA E OS CARICAS -
21 - REGGAETON MIX 3 - VÁRIOS (VIDISCO) -
22 - TRANQUILITY BASE HOTEL + CASINO - ARCTIC MONKEYS -
23 - SHAWN MENDES - SHAWN MENDES -
24 - BOHEMIAN RHAPSODY - QUEEN -
25 - CARIBE GRANDES ÊXITOS 2018 - VÁRIOS (VIDISCO) -
26 - NOW 32 - VÁRIOS (SONY) - OU
27 - CAMILA - CAMILA CABELLO -
28 - LOVE (DELUXE EDITION) - MICHAEL BUBLÉ -
29 - CONFESSIONS - AUREA -
30 - OS PORTUGUESES - RODRIGO LEÃO -
31 - AUGUSTA - MATIAS DAMÁSIO -
32 - SALTO - FERNANDO DANIEL -
33 - LOVE IS HERE TO STAY - TONY BENNETT & DIANA KRALL -
34 - 20 ANOS FNAC - A CRESCER COM A MÚSICA PORTUGUESA - VÁRIOS (WARNER) -
35 - INÉDITOS (1967-1999) - JOSÉ MÁRIO BRANCO -
36 - FNAC 20 ANOS - A CRESCER COM O FADO - VÁRIOS (WARNER) -
37 - MOURA - ANA MOURA - 3PL
38 - LATIN HITS - SUMMER 2018 - VÁRIOS (VIDISCO) -
39 - CONCERTO EM LISBOA (CD) - MARIZA - 5PL
40 - 24K MAGIC - BRUNO MARS - OU
41 - RFM - A NOSSA SELEÇÃO - VÁRIOS ARTISTAS -
42 - ODEON HOTEL - DEAD COMBO -
43 - MARIA - CARMINHO -
44 - THE DARK SIDE OF THE MOON - PINK FLOYD -
45 - CARMINHO CANTA TOM JOBIM - CARMINHO - PL
46 - M80 MOVIES - VÁRIOS (UNIVERSAL) -
47 - LIVE IN BUENOS AIRES/LIVE IN SAO PAULO/A HEAD FULL OF DREAMS - COLDPLAY -
48 - #4 - AMOR ELECTRO -
49 - SWEETENER - ARIANA GRANDE -
50 - EVOLVE - IMAGINE DRAGONS - OU

FONTE: AFP/GFK

DISCOS EM DESTAQUE ATÉ À SEMANA 52/2018

ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES - RAQUEL TAVARES - 7#1  (4#1 em 2017)
EXCUSE ME AO VIVO - SALVADOR SOBRAL - #2
CAMILA - CAMILA CABELLO - 1#1
MISFIT - THE LEGENDARY TIGERMAN - #2
NAÇÃO VALENTE - SÉRGIO GODINHO - 2#1
TEU - PAULO SOUSA - 1#1
LINDA MARTINI - LINDA MARTINI - 1#1
A MEMÓRIA DO AMOR - TOZÉ BRITO - #4
BRANCO - CRISTINA BRANCO - #3
MANUAL DE CANÇÕES - PEDRO VAZ - #4
FIREPOWER - JUDAS PRIEST - #3
SALTO - FERNANDO DANIEL - 2#1
AO VIVO - DIABO NA CRUZ - #3
BOARDING HOUSE REACH - JACK WHITE - #4
O ANIVERSÁRIO - RODRIGO LEÃO - #3
MADEIRA - PAUS - 1#1
AMERICA - THIRTY SECONDS TO MARS - #2
ODEON HOTEL - DEAD COMBO - 1#1
A NOSSA VEZ - CALEMA - #3
15 - FINGERTIPS - #4
CASA - CAROLINA DESLANDES - 3#1
CONFESSIONS - AUREA - 1#1
NO FAME - AGIR - #3
TRANQUILITY BASE HOTEL + CASINO - ARCTIC MONKEYS - 1#1
BANDA SONORA - OS AZEITONAS - #5
MARIZA - MARIZA - 8#1
SHAWN MENDES - SHAWN MENDES - #2
RADIO GEMINI - DAVID FONSECA - #3
SANGRE IBERICO - SANGRE IBERICO - #5
#4 - AMOR ELECTRO - #2
INÉDITOS (1967-1999) - JOSÉ MÁRIO BRANCO - #3
28 NOITES AO VIVO NOS COLISEUS - ANTÓNIO ZAMBUJO & MIGUEL ARAÚJO - 7#1
HUMAN - ISAURA - #5
24K MAGIC - BRUNO MARS - #5
OS PORTUGUESES - RODRIGO LEÃO - #2
APPETITE FOR DESTRUCTION - GUNS N' ROSES - #4
HIGH AS HOPE - FLORENCE + THE MACHINE - #5
BOTH DIRECTIONS AT ONCE THE LOST ALBUM - JOHN COLTRANE - #4
CARTAS - BARBARA BANDEIRA - 1#1
A VOLTA AO MUNDO - PANDA E OS CARICAS - #3
SWEETNER - ARIANA GRANDE - 1#1
LOVE IS HERE TO STAY - TONY BENNETT & DIANA KRALL - 2#1
KAMIKAZE - EMINEM - #4
ENTRETENIMENTO? - CARLÃO - #5
PIANO & A MICROPHONE 1983 - PRINCE - #3
TRENCH - TWENTY ONE PILOTS - 1#1
CINDERELLA CYBORG - JULIO RESENDE - #5
LEBRE - DIABO NA CRUZ - 1#1
A STAR IS BORN - LADY GAGA & BRADLEY COOPER - #2 [ATINGIU Nº 1 EM 2019]
VAI E VEM - MÁRCIA - #5
MUNDU NÔBU - DINO D'SANTIAGO - 1#1
THE MAMBA KING - THE BLACK MAMBA - #5
VENTOS E MARÉS - RESISTÊNCIA - #4
AUGUSTA - MATIAS DAMÁSIO - 1#1
A VIDA CONTINUA … - BOSS AC - #3
CASA DE FADO - MARIA EMILIA - #5
AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - 3#1  [MAIS UMA EM 2019]
III - RUI MASSENA - #4
SIMULATION THEORY - MUSE - #2
ORIGINS - IMAGINE DRAGONS - #3
ROSA - LUÍSA SOBRAL - #4
LOVE - MICHAEL BUBLÉ - #2
7 - DAVID CARREIRA - 1#1
ESPIRITUAL - PEDRO ABRUNHOSA & COMITÉ CAVIAR - 3#1
MARIA - CARMINHO - #4
LIVE IN BUENOS AIRES - COLDPLAY - #4
DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO - 1#1 [MAIS UMA EM 2019]

NºS 1 EM 2018

ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES - RAQUEL TAVARES - 7#1  (4#1 em 2017)
CAMILA - CAMILA CABELLO - 1#1
NAÇÃO VALENTE - SÉRGIO GODINHO - 2#1
TEU - PAULO SOUSA - 1#1
LINDA MARTINI - LINDA MARTINI - 1#1
SALTO - FERNANDO DANIEL - 2#1
MADEIRA - PAUS - 1#1
ODEON HOTEL - DEAD COMBO - 1#1
CASA - CAROLINA DESLANDES - 3#1
CONFESSIONS - AUREA - 1#1
TRANQUILITY BASE HOTEL + CASINO - ARCTIC MONKEYS - 1#1
MARIZA - MARIZA - 8#1
28 NOITES AO VIVO NOS COLISEUS - ANTÓNIO ZAMBUJO & MIGUEL ARAÚJO - 7#1
CARTAS - BARBARA BANDEIRA - 1#1
SWEETNER - ARIANA GRANDE - 1#1
LOVE IS HERE TO STAY - TONY BENNETT & DIANA KRALL - 2#1
TRENCH - TWENTY ONE PILOTS - 1#1
LEBRE - DIABO NA CRUZ - 1#1
MUNDU NÔBU - DINO D'SANTIAGO - 1#1
AUGUSTA - MATIAS DAMÁSIO - 1#1
AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - 3#1
7 - DAVID CARREIRA - 1#1
ESPIRITUAL - PEDRO ABRUNHOSA & COMITÉ CAVIAR - 3#1
DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO 1#1

GALARDÕES  2018

--- ESPIRITUAL - PEDRO ABRUNHOSA & COMITÉ CAVIAR - OURO
--- DO AVESSO - ANTÓNIO ZAMBUJO - OURO
--- AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS TONY CARREIRA - PLATINA
- AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS TONY CARREIRA - OURO - 45
--- A NOSSA VEZ CALEMA - OURO - 36
--- 28 NOITES AO VIVO NOS COLISEUS ANTÓNIO ZAMBUJO & MIGUEL ARAÚJO - OURO - 30
--- MARIZA MARIZA - OURO - 30
--- EVOLVE IMAGINE DRAGONS  - OURO - 30
--- CASA CAROLINA DESLANDES - OURO
--- 24K MAGIC BRUNO MARS - OURO
--- ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES - RAQUEL TAVARES - PLATINA
--- A HERDEIRA - BANDA SONORA - OURO
--- AS CANÇÕES DA MARIA (ESPECIAL HISTÓRIA DE PORTUGAL) - MARIA DE VASCONCELOS - OURO

--- OU 7 DAVID CARREIRA
--- OU A STAR IS BORN LADY GAGA
----PL DIVIDE ED SHEERAN
--- 6PL DESFADO ANA MOURA
--- OU NOW 32
--- 5PL CONCERTO  LISBOA MARIZA
--- OU CHRISTMAS MICHAEL BUBLÉ
--- OU POR AMOR MATIAS DAMÁSIO
--- PL DO=S DIOGO PIÇARRA
--- PL SEMPRE MAIS TONY CARREIRA
--- OU DUETOS PAULO DE CARVALHO
--- OU O MELHOR DE RUI VELOSO RUI VELOSO
--- 4PL THE BEST OF FADO VÁRIOS 2CD+L
--- OU HARDWIRED  TO SELF-DESTRUCT METALLICA
--- OU DAMN KENDRICK LAMAR
--- PL 25 ADELE
--- 2PL RUA DA EMENDA ANTÓNIO ZAMBUJO
--- 2PL ALMA CARMINHO
--- OU NUA GISELA JOÃO

--- OU BEST OF ANA MOURA
--- PL ATÉ PENSEI QUE FOSSE MINHA ANTÓNIO ZAMBUJO
--- 3PL BEST OF MARIZA
--- OU LADO A LADO D.A.M.A
--- 3PL MOURA ANA MOURA
OU ESPELHO DIOGO PIÇARRA
--- PL CARMINHO CANTA TOM JOBIM CARMINHO
--- 2PL MUNDO MARIZA
OU DO=S DIOGO PIÇARRA
--- PL PANDA E OS CARICAS 3 PANDA E OS CARICAS
--- OU SONGS OF EXPERIENCE U2
--- OU PANDA E OS AMIGOS PANDA E OS AMIGOS /30?
--- PL EXCUSE ME SALVADOR SOBRAL
--- PL A HEAD FULL OF DREAMS COLDPLAY

ARQUIVO DAS TABELAS PORTUGUESAS - AFP (DESDE 2003)

http://portuguesecharts.com/weekchart.asp?cat=a

LISTA DE DISCOS EM Nº1 DURANTE O ANO DE 2018

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_number-one_albums_of_2018_(Portugal)

terça-feira, 20 de março de 2018

Grande Prémio do Disco

O Grande Prémio do Disco era uma espécie de top (por votação) existente em Portugal em 1965/66.

Foi organizado pela revista "Rádio & Televisão" e pelos programas da Rádio Renascença, "Enquanto For Bom Dia" e "23ª Hora".

Basicamente, o top funcionava com os votos semanais dos leitores e dos ouvintes.

Para a história, eis o 1º Grande Prémio do Disco, datado de 11 de Setembro de 1965:

 1 - Help! - Beatles
 2 - Esquece - Ekos
 3 - Capri C'Est Fini - Hervé Vilard
 4 - Chove - Conjunto Académico João Paulo
 5 - House Without Windows - Cliff Richard
 6 - C'Est La Première Fois - Felix Marten
 7 - Trains And Boats And Planes - Burt Bacharach
 8 - Quand Un Bateau Passe - Claude François
 9 - With These Hands - Tom Jones
 10 - De Homem Para Homem - Tony de Matos

Como é fácil de ver - aos olhos de hoje - o povo estava mesmo baralhado quanto às suas opções. Nem sequer a indústria discográfica se equipava com singles para as suas estratégias de promoção e de marketing.

Em suma, a indústria discográfica era naquela altura praticamente inexistente.

Os Beatles aguentaram 5 semanas no primeiro lugar (quem disse que os portugueses preferiam os Rolling Stones aos Beatles? Nesta lista de 50 canções, a melhor coisa que os Stones conseguem é um 14º lugar com "Satisfaction"), tendo sido substituídos no cimo, a 16 de Outubro de 1965, por "Hully Gully do Montanhês", do Conjunto Académico João Paulo ("Satisfaction" só tinha subido para 7º).
Como o povo precisava de arejar - para esquecer a guerra colonial e outras agruras do regime ditatorial - o Teatro Monumental, em Lisboa, graças à visão de Vasco Morgado, funcionava como uma espécie de catedral do ié-ié.

Naquela altura, desempenhou o mesmo papel que, anos mais tarde, pertenceu ao Coliseu ou ao Dramático de Cascais (este já foi abaixo).

Ainda antes do famoso Concurso Ié-Ié, de que os Claves sairiam vencedores, o Teatro Monumental, em Lisboa, abriu as suas portas à música no dia 02 de Fevereiro de 1966.

A ideia foi a de festejar o ano de 1965 em termos musicais, uma espécie de NME Pollwinners Concert (que, diga-se de passagem era sempre dominado pelos Beatles).

Segundo relato da época, a festa do Monumental foi um "autêntico espectáculo de ídolos, em que algumas das mais recentes e promissoras vedetas do disco colheram os aplausos delirantes de uma vasta e entusiasmada audiência".

A segunda parte do espectáculo foi preenchida com a entrega de 18 prémios, 10 dos quais para o top 10 do Grande Prémio do Disco, 5 para editoras de discos portugueses, como agradecimento pela colaboração prestada ao referendum (sic), e que foram a Valentim de Carvalho, Rádio Triunfo, Arnaldo Trindade & Cª, Philips Portuguesa e Telectra, e os restantes aos autores e à orquestra da canção classificada em primeiro lugar ("Hully Gully do Montanhês", do Conjunto Académico João Paulo).



Para a história aqui fica o Top 10 da classificação final do Grande Prémio do Disco-1965:

1 - Hully Gully do Montanhês - Conjunto Académico João Paulo
2 - Não Sei De Ti - António Calvário
3 - Chove - Conjunto Académico João Paulo
4 - Help! - Beatles
5 - Esquece - Ekos
6 - Nem Eu Nem Vocês - Simone
7 - Sonha - Madalena Iglésias
8 - (I Can't Get No) Satisfaction - Rolling Stones
9 - Viens Ma Brune - Adamo
10 - Yesterday - Beatles

Blog Ié-Ié



No youtube há um vídeo com os mais populares de 1966 Grande Prémio do disco (Revista Flama) - 1966  mas apenas aparece do nº 21 ao nº 40.



40 Good Vibrations - The Beach Boys 39 Sol De Inverno  - Simone de Oliveira 38 What Would I Do - Cliff Richard 37 Tombe La Neige - Adamo 36 Sonha - Madalena Iglésias 35 L'amitié - Françoise Hardy 34 Pourquoi Mon Amour - Mireille Mathieu 33 Love Me Please Love Me - Michel Polnareff 32 No Milk Today - Herman's Hermits 31 Monday Monday - Mamas And Papas 30 Paperback Writer - The Beatles 29 Wind Me Up, Let Me Go - Cliff Richard 28 Missing You - Sheiks  27 Mourir Ou Vivre - Hervé Vilard 26 A Banda - Simone de Oliveira 25 Strangers In The Night - Frank Sinatra 24 Merci Cherie - Udo Jurgens 23 Dolce Paola - Adamo 22 Quero Que Vá Tudo Pro Inferno - Roberto Carlos 21 Mon Credo - Mireille Mathieu

https://www.youtube.com/watch?v=UU8QuTjoxOM

sábado, 6 de janeiro de 2018

Vendas de Discos 2017


1 - SEMPRE MAIS - TONY CARREIRA
2 - EXCUSE ME - SALVADOR SOBRAL
3 - ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES - RAQUEL TAVARES
4 - CARMINHO CANTA TOM JOBIM - CARMINHO
5 - MOURA - ANA MOURA
6 - ÷ (DIVIDE) - ED SHEERAN
7 - DUETOS - PAULO DE CARVALHO
8 - DO=S - DIOGO PIÇARRA
9 - SONGS OF EXPERIENCE - U2
10 - BOWIE A TRIBUTE - DAVID FONSECA
11 - DESFADO - ANA MOURA
12 - POR AMOR - MATIAS DAMÁSIO
13 - ATÉ PENSEI QUE FOSSE MINHA - ANTÓNIO ZAMBUJO
14 - LADO A LADO - D.A.M.A
15 - AS CANÇÕES DA MARIA - ESPECIAL HISTÓRIA DE PORTUGAL - MARIA VASCONCELOS
16 - RUA DA EMENDA - ANTÓNIO ZAMBUJO
17 - CAMANÉ CANTA MARCENEIRO - CAMANÉ
18 - BEST OF - MARIZA
19 - PANDA E OS CARICAS 3 - PANDA E OS CARICAS
20 - A HEAD FULL OF DREAMS - COLDPLAY
21 - GIESTA - MIGUEL ARAÚJO
22 - BEST OF - ANA MOURA
23 - IS THIS THE LIFE WE REALLY WANT? - ROGER WATERS
24 - MUNDO - MARIZA
25 - I SEE YOU - THE XX
46 - PONTOS NOS IS - OS QUATRO E MEIA
47 - OS PRIMEIROS 25 ANOS AO VIVO - GNR
48 - LEVA-ME A SERIO - AGIR
49 - NA SELVA - XANA TOC TOC

(FONTE: AFP/GFK)

Mais Vendidos  2017 - Lojas FNAC

1. EXCUSE ME – Salvador Sobral
2. SEMPRE MAIS – Tony Carreira
3. BOWIE 70 BY DAVID FONSECA – David Fonseca
4. DUETOS – Paulo de Carvalho
5. ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES – Raquel Tavares
6. POR AMOR – Matias Damásio
7. DO=S – Diogo Piçarra
8. RUA DA EMENDA – António Zambujo
9. ATÉ PENSEI QUE FOSSE MINHA – António
10.DESFADO - Ana Moura

DISCOS EM DESTAQUE ATÉ À SEMANA 52/2017

Moura - Ana Moura - 2#1 [#1 também em 2016]
Carminho Canta Tom Jobim - Carminho - 2#1 [#1 também em 2016]
I See You - The XX - 3#1
Por Amor - Matias Damásio - #4
    Sempre Mais - Tony Carreira - 7#1
+ - HMB - #2
Os Primeiros 35 Anos Ao Vivo - GNR - #3
Bowie 70 - David Fonseca - 1#1
÷ - Ed Sheeran - 1#1
Viva A Fúria - Manuel Fúria E Os Náufragos - #5
Spirit - Depeche Mode - 1#1
Diz-me - Paulo Gonzo - 1#1
Do=s - Diogo Piçarra - 1#1
Triplicate - Bob Dylan - #5
    Altar - The Gift - 3#1
A Una Terra Che Amo - Amália Rodrigues - #5
Humanz - Gorillaz - #3
Que Deus Te Guarde - Maria Lisboa - #4
Damn - Kendrick Lamar - #5
Turn Up The Quiet - Diana Krall - 1#1
Lovely Creatures The Best Of - Nick Cave And The Bad Seeds
    Excuse Me - Salvador Sobral - 8#1
Harry Styles - Harry Styles - #2
Luísa - Luísa Sobral - #4
Giesta - Miguel Araújo - #3
Tudo Pra Dar - Mia Rose - #5
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - The Beatles - #3
João Gil por - João Gil - #4
Is This The Life We Really Want - Roger Waters - #3
Tour 50 Anos Ao Vivo No Campo Pequeno - Marco Paulo - #4
Mim E Bo - Tito Paris - #4
Pontos Nos Is - Os Quatro e Meia - 1#1
Alexander Search - Alexander Search - #3
Duetos - Paulo de Carvalho - 1#1
Panda E Os Caricas 4 - Panda E Os Caricas - #4
Lust For Life - Lana Del Rey - 1#1
One More Light - Linkin Park - #2
Everything Now (Day Version) - Arcade Fire - 1#1
Villains - Queens Of The Stone Age - 1#1
Fifth Harmony - Fifth Harmony - #2
A Deeper Understanding - The War On Drugs - #5
American Dream - LCD Soundsystem - 1#1
Sleep Well Beast - The National - 1#1
Orelha Negra - Orelha Negra - 2#1
Concret And Gold - Foo Fighters - #2
Rebel Heart Tour - Madonna - #2
À Procura - Tiago Bettencourt - 1#1
Live At Pompeii - Roger Waters - #2
I Tell A Fly - Benjamim Clementine - #3
    Camané canta Marceneiro - Camané - 3#1
Até Agora - Diabo Na Cruz - #3
Quando Se Ama Loucamente - Aldina Duarte - #2
Tribalistas II  - Tribalistas - #3
Beautiful Trauma - Pink - #5
Flicker -  Niall Horan - #2
Listen Without Prejudice vol. 1/ MTV Unplugged - George Michael - #3
A Nossa Vez - Calema - #4
Nome Próprio - Ana Bacalhau - #5
Longe - Anjos - 1#1
Fitxadu - Sara Tavares - #2
    As Canções da Maria – Especial história de Portugal - Maria de Vasconcelos - 2#1
The Thrill Of It All - Sam Smith - #4
Luz - Cuca Roseta - #3
20 Anos - João Pedro Pais - #4
Reputation - Taylor Swift - 1#1
Prometo - Pablo Alborán - #2
Best Of - Ana Moura - #3
    Roberto Carlos por Raquel Tavares - Raquel Tavares - 4#1
Lado A Lado - D.A.M.A - #2
Songs Of Experience - U2 -1#1
Excuse Me Ao Vivo - Salvador Sobral - #4

Galardões  2017
   
PL - A HEAD FULL OF DREAMS - COLDPLAY (WARNER) 2017/2
3PL - BEST OF - MARIZA (WARNER) 2017/3
OU - RANCHO DE CANTADORES ... - RANCHO DE CANTADORES DE ALDEIA NOVA DE SÃO BENTO 2017/4
OU - NUA - GISELA JOÃO (EVC) 2017/6
PL - SEMPRE MAIS - TONY CARREIRA (SONY) 2017/7
* OU - ÷ ED SHEERAN (WARNER) 2017/13
OU - POR AMOR - MATIAS DAMÁSIO (SONY) 2017/18
OU - ILLUMINATE - SHAWN MENDES (UNIVERSAL) 2017/18
OU - RAQUEL - RAQUEL TAVARES (SONY) 2017/19
2PL - DÁ-ME UM SEGUNDO - D.A.M.A. 2017/27
* OU - XIBIDOM - BELITO CAMPOS (ESPACIAL) - 2017/JUN/12
* OU - EXCUSE ME - SALVADOR SOBRAL - 2017/28 - 2017/JUL/07
OU - LU - PU-I-PI-SA-PA - LUÍSA SOBRAL (UNIVERSAL) - 2017/JUL
PL - XIBIDOM - BELITO CAMPOS (ESPACIAL) - 2017/JUL/16
OU - DO=S - DIOGO PIÇARRA (UNIVERSAL) - 2017/JUL/20
OU - O MELHOR DE RUI VELOSO - RUI VELOSO (WARNER)
PL - CARMINHO CANTA TOM JOBIM - CARMINHO (WARNER)
PL - ÷ (DIVIDE) - ED SHEERAN (WARNER)
OU - DUETOS - PAULO DE CARVALHO (UNIVERSAL)
PL - EXCUSE ME - SALVADOR SOBRAL (EVC)
OU - É DE GATAS QUE EU GOSTO - ROSINHA (PAIS REAL) - 2017/10/26
OU - ROBERTO CARLOS POR RAQUEL TAVARES - RAQUEL TAVARES (SONY MUSIC) -2017/12/13
OU - SONGS OF EXPERIENCE - U2 (UNIVERSAL)
OU - LADO A LADO - D.A.M.A (SONY MUSIC) - 2017/12/20

ARQUIVO DAS TABELAS PORTUGUESAS - AFP (DESDE 2003)

http://portuguesecharts.com/weekchart.asp?cat=a

LISTA DE DISCOS EM Nº1 DURANTE O ANO DE 2017

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_number-one_albums_of_2017_(Portugal)

sábado, 16 de dezembro de 2017

Natal Compacto

O Natal, para além do seu significado religioso, é uma época de consumo. Nesta quadra, a escolha das prendas pode constituir um problema. Em alternativa à quantidade de objectos inúteis, decorativos ou simplesmente absurdos que somos compelidos a comprar, sobretudo quando a pressão do tempo nos rouba já a lucidez, a oferta de um disco é uma das soluções mais viáveis que, inclusive, pode dar a impressão de que nos preocupámos, de facto, com o gosto e as preferências daquele que desejamos presentear.


Claro que nem sempre acontece assim e o mais certo é agarrarmos no primeiro disco dos tops que nos aparecer pela frente, a acenar na pilha das novidades. Também é possível, e mais económico, optar por uma promoção qualquer de um disco de fundo de catálogo. Neste caso convém ter mais cuidado e procurar uma edição menos evidente, estilo “raridade”, não vá dar-se o caso de a prima ou o amigo já ter adquirido o dito há, pelo menos, dez anos. Por estas e por outras é que o SONS entrou pelas discotecas dentro, comparando preços (a partir de uma lista de edições seleccionada aleatoriamente), vasculhando novidades, apostas e promoções, no sentido de ajudar o desorientado melómano na compra do CD mágico.


Para os generalistas, escolhemos as chamadas grandes superfícies. Fomos ao Continete, do C.C. Colombo, e ao Carrefour. Com enorme margem de escolha, existem as duas “megastores”, da Virgin e da Valentim de Carvalho. Têm muito por onde escolher. Mas há ainda o leitor genuinamente melómano, que investiga e procura com seis meses de antecedência a edição certa que irá oferecer no Natal. Para esses, sugerimos as lojas especializadas onde é possível encontrar aqueles álbuns que não existem em mais parte nenhuma. Carbono, Symbiose e Planeta Rock são três lugares onde a música mais hermética coabita com objectos mais fáceis ou, simplesmente com os objectos de desejo de algumas minorias: as tribos da música de dança, da indie ou da música brasileira, por exemplo. É óbvio que não pudemos ir a todas, ficando outras, muitas, lojas de fora. Lojas como a Ananana, Contraverso, Torpedo ou Godzila, todas especializadas em música não comercial. E, afinal de contas, porque não comprar o seu disco de Natal aí mesmo, na loja do seu bairro?


Apostas


São, muitas vezes, os discos colcoados nas montras, aí colocados para chamar a atenção. Os novos de Vanessa Mae (“Storm”) e das Spice Girls (“Spice World”) ou a colectânea dos Queen (“Queen Rocks”) estão em exposição no Continente. Também em destaque, Janet Jackson (“The Velvet Rope”), o duplo de Glen Miller (“The Memorial”) e os Gaiteiros de Lisboa (“Bocas do Inferno”).
Janet Jackson, Gipsy Kings (“Compas”), Elvis Costello (“Extreme Honey”), Green Day (“Nimrod”), Laura Pausini (“Le Cose Che Vive”), M People (“Fresco”), Cure (“Galore”), Elvis Presley (“Forever In Love”), Bon Jovi (Destination Anywhere”), Smoke City (“Flying Away”) e Led Zeppelin (o duplo “Remsaters”) são algumas das apostas do Carrefour. Para além de uma prateleira inteira cheia com a discografia dispersa de José Afonso.


A Virgin aposta na colectânea dupla da Kapital, nas Spice Girls, e nos Aqua (“Aquarium”). Mas também se percebe que procura, facturar com “Como Fazer Strip Para O Seu Marido”, “The Bridge School Concerts”, “Biografia do Pop/Rock”, “Heróis do Rock”, o disco da revista “Caras” e o tributo a Diana, ou seja, as colectâneas têm a parte de leão. Também em destaque, as “Bocas do Inferno”, dos Gaiteiros de Lisboa.


“Segredo”, de Amália Rodrigues, ocupava um escaparate inteiro da “megastore” da Valentim de Carvalho do Rossio. Curiosa, a reunião, num outro escaparate, de álbuns de “música alternativa”, numa denominada linha Outouno-Inverno 1997-98, com, entre outros, Blaze, DJ Krush, Squarepusher, Stereolab, Pressure Drop, Attica Blues, Mick Harvey, Luke Vibert, Bentley Rhythm Aces, Jim Tenor, Sukia, Howie B., Plaid, Photek, Roni Size, Jay Jay Johanson.
A Carbono, adepta do “hard core”, do “metal” e do que é independente, joga tudo em “Stellafly” dos Ithaka, “The Full Sentence”, dos Pigeonhed, “Polythene” dos Feeder, “From The Bar Room Floor” dos Flaming Stars, “Fake Can Be Just As Good” dos Blonde Redhead, “Three Dollar Bill Yall” de Limp Bizkit, “Megafone”, projecto de João Aguardela, “Coal Chamber” dos Cola Chamber, “Bathtime” dos Tindersticks e “Four Estate” dos Sixteen Horsepower.


A Planeta Rock, cujas especialidades são a música progressiva, a música brasileira e bandas-sonoras (“Legend”), colectânea de canções dos filmes de Pedro Almodovar, “An American Warewolf In Paris”, “Event Horizon”, “Alien-Ressurection”), aposta em “Por Onde Andará Stephen Fry” de Zeca Baleiro, “Livro” de Caetano Veloso, na colectânea “Palabra de Guitarra Latina” (com os guitarristas Larry Coryell, Joel Xavier e Raimundo Amador) e no novo dos I.Q., “Subterranea”.


Os Mais Vendidos


O Top da Virgin inclui praticamente todos os discos mais comerciais saídos nas últimas semanas. Muito mais interessantes são as listas dos mais vendidos nas lojas especializadas. A Symbiose, que aposta nas áreas do “trip hop”, “drum’n’bass, gótica, industrial, “krautrock” e tecno, está a vender Jay Jay Johanson (“Whiskey”), Low (“Songs from a Dead Pilot”9, as colectâneas “Future Sound of Jazz, Vol. 4”, “Absolute Supper” e “Spiritual Life Music”, Alpha (“Come From Heaven”), Boymerang (“Balance of the Force”9, Sofa Surfers (“Transit”9, Arcana (“Cantar de Procella”) e Plaid (“Not For the Trees”).


O Top da Carbono inclui os Deftones (“Around the Fur”), Portishead (“Portishead”), Ivy (“Apartment Life”), Manowar (“Hell on Wheels”), Attica Blues (“Attica Blues”), Verve (“Urban Hymns”), Will Oldham (“Joya”), Ithaka (”Stellafly”), Psycho Realm (“Psycho Realm”) e Incubus (“S.C.I.E.N.C.E.”).


Os mais vendidos na Planeta Rock são o novo dos Yes (“Open Your Eyes”), Steve Hackett (“Genesis Revisited”), Enya (“Prince Frog”), Zeca Baleiro (Por Onde Andará Stephen Fry”) e a colectânea “El Che Vive!”.


Novidades


“The best of...” de Yanni, “Greatest Hits” de Vangelis, “Baladas en Espanhol” de Roxette, “23 am” de Robert Miles e os “Greatest Hits” dos Kelley Family ainda estão frescos no Carrefour.
Na Virgin, a colectânea “Voz e Guitarra”, “The Best of Eurythmics”, “The Big Picture” de Elton John, “The Velvet Rope”, de Janet Jackson, os “Duets” de B. B. King e “Storm” de Vanessa Mae, no meio de dezenas de outros nomes.
Na Valentim de Carvalho, salienta-se “Live Manowar” dos Manowar, “Voz e Guitarra”, “Aquarium” dos Aqua, “The Best of Eurhytmics” e “Timeless”, de Sara Brightman com a London Symphony Orchestra.


Uma das novidades da Symbiose é o duplo de música étnica, “Egypt - Music of the Nile, from the Desert to the Sea”.


São várias as novidades da Carbono: “Our Tired Poor Huddled Masses (Best Of)” dos Residents, “Yeah, It’s That Easy” de G Glove and Special Sauce, “Happy End of the World” dos Pizzicato Five, “The Action is Go” dos Fu Manchu, “Joya” de Will Oldham, “Le Masquerade Infernable” de Arcturus, “Death to the Pixies”, edição em vinilo dos Pixies, “Shapes” dos Polvo, “The Ghost of Tom Joad”, CD + vídeo, dos Rage Against The Machine e “Desconstructed” dos Bush.


A Planeta Rock tem o disco de homenagem a Betinho (sociólogo brasileiro que recentemente faleceu vítima de sida, por transfusão de sangue contaminado), a colectânea de comemoração dos 30 anos do movimento “Tropicália”, “Cair da Tarde” de Ney Matogrosso (com música de Tom Jobim e Villa-Lobos), “Acústico” de Gal Costa, “Acabou Chorare” dos Novos Baianos, “Ao Vivo” de A Cor do Som, “Aos Vivos”, “Cuscuz Clã” e “Beleza, Mano” de Chico César, e “Afrociberbelia” e “Da Lama ao Caos” de Chico Science, isto no capítulo da música brasileira. Em matéria de progressivo e afins, há “Destillation” dos Wishbone Ash, “Europe 72 e Waterfall” dos If, “Aurora” e “Enigmatic Ocean” de Jean-Luc Ponty, “Songs from Renaissance Days” dos Renaissance, “Live in Poland” dos Emerson, Lake and Palmer, “Act One” dos Beggars Opera, “Tango Fango” dos Guru Guru, “Novalis” e “Banished Bridge” dos Novalis, “Germania” dos Jsne e “Obsession Fees” de Dick Hackstall-Smith.


Promoções


São várias as promoções do Continente: o novo dos Rolling Stones a 2995 escudos, os “Heróis do Rock” a 2595, os “Super Bebés” de Alexandra Lencastre a 2995, a colectânea didáctica “Como Fazer strip-Tease para o Seu Marido” a 2945. Michael Bolton a 3195, “23 am”, de Robert Miles, a 2895. O duplo álbum de Tributo a Diana, a 3895.


O Carrefour tem a preços reduzidos “More Gold” dos Abba, a 2670 escudos, o novo de Michael Bolton a 2890 e a colectânea de Yanni a 2725. Depois, há um vasto escaparate com obras de fundo de catálogo, a 1590 escudos cada álbum, onde se podem encontrar nomes como Victoria Williams, Asia, Cher, Supertramp (“indelibly Stamped” remasterizado), Blondie, Kiss, Suzanne Vega, Camel, Jethro Tull, Siouxsee & The Banshees, U2, Blur, Morrissey, Therapy!, Heróis do Mar e exemplares dispersos de edições de música étnica da hEMIsphere, entre muitos outros, incluindo discos de “jazz” e música clássica.


Para além de dezenas de títulos de fundo de catálogo, a preços bastante reduzidos (Cure, Bob Marley, Soundgarden, Sting, Metallica, Dire Straits, Abba, Vangelis, Van Morrison ou os Bee Gees, entre muitos outros), a Virgin tem o novo de Bjork a 2995 escudos.


O novo de Bob Dylan custa 3490 escudos (o chamado “preço de amigo”) na Valentim de Carvalho.
A Symbiose não tem promoções mas dá o cartão cliente, oferecendo um compacto ao fim de um número estipulado de compras. Os preços variam entre 2900 e 3000 escudos para as edições independentes e 3300 escudos para as das multinacionais.


A colectânea da Mantra, “Le Meilleur du Rock Progressif”, está à venda na Planeta Rock a mil escudos. Ao mesmo preço, podem encontrar-se alguns álbuns de “new age” e música electrónica da editora Innovative Communications. Uma edição especial de “Homogenic”, de Bjork, em duplo CD com a participação do guitarrista Raimundo Amador, custa 3950 escudos. Os clientes com cartão da loja têm direito a um desconto de 20 por cento sobre todos os produtos.


Enquanto não se decide pode ouvir...


A chamada música de fundo, que age sobre o ouvido e o cérebro de forma quase subliminar. Na Virgin, no passado dia 5, pairavam os sons dos Chumbawanba (“Tubthumper”), Cure (“Galore”), Mike Oldfield (“The Essential”), No FX (So Long And Thnks For All The Shoes”), Metallica (“Reload”) e Blind Zero (“Recoast”).
Na Valentim de Carvalho demos por nós a escutar Sinead O’Connor e “Sei Quem Ele É”, de Madalena Iglésias.


Na Symbiose, Jay Jay Johanson, Dead Can Dance (“Spiritchaser”), Squarepusher, a colectânea “Future Sound Of Jazz, Vol. 4” e Curtains, dos Tindersticks, têm estado com frequência no ar.
Ouve-se, naturalmente, na Planeta Rock, a música dos Van Der Graaf Generator, Steve Hackett ou Pat Metheny, para além de uma presença constante dos grupos europeus da falange “neo prog.”.


Postos de Escuta


Nas lojas “normais”, o mais provável é poder ouvir os discos na aparelhagem que está montada no local. Nos hipermercados, pelo contrário, ou nas “megastores”, há postos de escuta que permitem a audição de discos específicos. No Continete estavam em escuta, na semana passada, entre outros, os novos discos dos Wham, Kelly Family, Spice Girls e Michael Bolton, a par das colectâneas de John Lennon, Enya, o tributo a Diana, da Kapital, Queen e “Super Mix 12”.
Para se ouvir à vontade, no Carrefour há postos de escuta com álbuns dos Excesso (“Eu sou aquele”), Spice Girls, Céline Dion, Andrea Bocelli, Paulo Gonzo, Demis Roussos (“24 Canções”), “Top Star 97/98”. Metallica, Madredeus, Elton John, Enya, Rosana (“Lunas Rotas”), Kenny G, “Heróis do Rock”, “Voz e Guitarra”, disco da “Caras”, Eros Ramazotti e Richard Clayderman (“My Bossa Nova Favorites”).


Na Virgin o que não falta são postos de escuta. As orelhas podiam colar-se aos sons da Kapital, Antena 3, Andrea Bocelli, Madredeus, Enya, Céline Dion, Michael Bolton, Metallica, Wham, Spice Girls, Amália Rodrigues, Verve, Daniela Mercury, Manowar, Rolling Stones, Eros Ramazotti e John Lennon.


A Valentim de Carvalho tinha os altifalantes abertos para os Metallica, Paul Simon (“Songs From The Capeman”), Mulu, Michael Bolton, “The Best of Sinead O’Connor, M People (“Fresco”), Glen Miller, Rolling Stones, Green Day (“Nimrod”), Madredeus e Amália.


Fernando Magalhães / Sons, Público, 19.12.1997

http://fmstereo.awardspace.com/Artigos/Artigos_NatalCompacto.htm

Vendas Discos 2019

DISCOS EM DESTAQUE ATÉ À SEMANA 40/2019 AS CANÇÕES DAS NOSSAS VIDAS - ACÚSTICO - 30 ANOS - TONY CARREIRA - 1#1  [3 EM 2018] DO AVESSO ...

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