quarta-feira, 28 de julho de 2010

Música Brasileira

A música brasileira tem conseguido aumentar seu público em Portugal às custas dos próprios músicos portugueses.

Com a triplicação do mercado fonográfico no país nos últimos nove anos, todos passaram a vender mais, mas os portugueses tiveram sua porcentagem de participação reduzida no período.

A pesquisa anual preparada pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) fornece a pista: em 1989, a música brasileira respondia por 9,9% dos discos mais vendidos no país - que ganharam prata, ouro ou platina.

Hoje, os brasileiros abocanham 17,5% desse mercado. Ou seja, nesses nove anos, a penetração da MPB em Portugal cresceu cerca de 75%.

Já os portugueses amargaram uma diminuição de cerca de 20% no mesmo período - sua participação passou de 31,8% do mercado para 25,2%.

Ao largo, fica a música produzida em outros países - predominantemente nos Estados Unidos - que praticamente manteve sua cota de dominação -57,3% em 89 para os 58,2% atuais.

"Nos últimos anos, a música brasileira tem correspondido entre 18% e 22% do faturamento em Portugal. Esse crescimento se deve, entre outras coisas, às novelas brasileiras e suas trilhas sonoras. E também aos shows. Não me surpreenderia se, em breve, os brasileiros passassem a vender mais que os portugueses", afirma o diretor-geral da AFP, Eduardo Simões.

A análise de Simões encontra respaldo em pesquisa realizada pelo Datafolha em Lisboa: 88% dos portugueses têm interesse grande ou médio pela música popular brasileira -e essa porcentagem sobe para 95% entre os de 16 a 24 anos.

"Com a entrada de Portugal na Comunidade Econômica Européia, muitas indústrias cresceram no país. A fonográfica foi apenas uma delas", afirma Simões, referindo-se ao crescimento do mercado nos últimos nove anos.

O curioso é que, considerados os discos mais vendidos, os artistas portugueses não tiveram suas vendas triplicadas na mesma proporção. E os brasileiros tiveram mais do que isso.

Basta ver que, em 1989, o Brasil emplacou apenas dois discos de platina entre os mais vendidos no país. Já no ano passado, os brasileiros assinaram 11 discos.

A platina, em Portugal, significa 40 mil cópias vendidas. No Brasil, que tem um mercado seis vezes maior, indica a venda de 100 mil.

Esses nove anos abrangidos pela pesquisa da AFP também revelam uma diferença básica entre os tipos de artistas brasileiros consumidos em Portugal.

Em 1989, os dois responsáveis pelas maiores vendas foram Roberto Carlos e Joanna. São artistas com décadas de carreira.

Por outro lado, em 1998, Fafá de Belém é a única dos cinco artistas que tem discos lançados em outra década que não essa.

Daniela Mercury, por exemplo, que varreu a península com sete discos de platina em apenas dois anos, teve seu primeiro álbum lançado no Brasil em 1991.

Por isso, não é nada estranho ver Daniela aparecer antes de Gal Costa, Chico Buarque e Maria Bethânia, no quesito "Qual a primeira pessoa famosa que lhe vem à cabeça quando se fala em Brasil?".

Entre os entrevistados de 16 a 24 anos, Daniela Mercury só perde para Ronaldinho. Foram 28% das citações para o jogador de futebol e 12% para a cantora baiana. Já Roberto Carlos e Chico Buarque, por exemplo, não alcançaram nem sequer 1% de lembranças nessa faixa etária.

Ivan Finotti  (Ritmos portugueses perdem espaço...), 1998 - Fórum Terravista 04/07/2004

Segundo pesquisa da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), em 1989, a música brasileira representava 9,9% dos discos de maior venda no país, enquanto que em 1998 essa porcentagem cresceu para 17,5% nesse mercado. (...)

Os ganhadores desses discos [de Platina] têm sido Daniela Mercury com 7 em apenas dois anos, graças às produções Feijão com arroz e Elétrica; Netinho com 3 pelo disco Ao vivo; Leandro e Leonardo com 4, pelas produções: Temporal de amor, Mexe Mexe e Você Ainda Vai Voltar, Roberta Miranda com 3, por Sol da Minha Vida e Tinha Que Acontecer; Banda Eva com 2, pelo Disco Ao Vivo. Outros cantores premiados foram: Só Para Contrariar, Fáfá de Belém, Roberta Carlos, Joanna e Mamonas Assassinas.

Adonay Ariza (Electronic Samba: a música brasileira no contexto das tendências), 2006

Se é um dos compradores do álbum "Tribalistas" - do trio brasileiro Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown - acredite que contribuiu para que o disco atingisse, no ano passado, em Portugal, a marca de tripla platina, equivalente a 120.000 exemplares vendidos.

O registo não está só e abandonado na conquista comercial. A compilação "Número 1 Brasil" atingiu também a platina, com, pelo menos, 40.000 cópias a escapar das prateleiras.

Note-se que a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) estabelece como disco de prata os que alcançam vendas entre as 10.000 e 19.999 unidades, os de ouro oscilam entre as 20.000 e 39.999 e os de platina a partir de 40.000.

Segundo dados disponibilizados pelas editoras, Maria Rita e os Só Para Contrariar tiveram no álbum homónimo e em "Acústico", respectivamente, argumentos para ultrapassar a barreira do ouro.

Com a prata, contentaram-se Gabriel, o Pensador (com "Tás a ver?") e Djavan ("Perfil"), além das colectâneas "Brasil 40" e "Divas do Brasil". Ou seja, em conjunto - e tomando como referência o limite mínimo das três escalas -, as vendas dos oito discos supracitados ultrapassaram os 240.000 exemplares. A uma média individual de três dezenas de milhar.

Segundo a AFP, 2002 revelou-se, igualmente, um ano luminoso para o passeio da música brasileira pelos tops. Só à sua conta, Adriana Calcanhotto teve dois discos de platina ("Perfil" e "Público") e um de ouro - "Cantada".

Com o galardão mais alto, foram ainda contemplados Djavan ("Ao vivo") e a banda sonora da telenovela "Clone".

Dourados foram também o CD homónimo de Sandy Júnior; "Martinho definitivo", de Martinho da Vila; "Maricotinha ao vivo", de Maria Bethânia; "Kelly Key", de Kelly Key, e a compilação "Chill Brasil".
A prata coube em sorte (ou azar, dirão alguns) aos seguintes discos: "Reencontro", de Roberto Carlos; "Caminhos do amor", de Lucas e Mateus; "Sou de qualquer lugar", de Daniela Mercury, e aos sons da telenovela "Esperança".

Português dos tops não é só o de Portugal  / tabelas Sons do Brasil têm bons índices comerciais Em 2003, vendas ultrapassaram as 240.000 unidades  - Emanuel Carneiro / JN, 30/01/2004


Brasileiros contra-atacam

Após atravessar durante os anos 80 um período de certo marasmo, o mercado de música brasileira "reabriu em força", especialmente dentro de géneros como a música sertaneja, o pagode e o samba, os mais populares. A opinião é de Paulo Fernandes, da EMI-Valentim de Carvalho, e o primeiro fenómeno desta tendência é identificado na editora e distribuidora com o grupo Mamonas Assassinas, que vendeu desde 1996 100 mil unidades.

A banda pop parece ter reaberto as portas do mercado luso não só à música brasileira em geral, mas, muito especialmente, aos novos artistas. Ao lado dos já consagrados Bethânia, Caetano, Elis Regina ou o mítico Ney Matogrosso, surgiram nomes como Daniela Mercury, que é o mais impressionante caso de popularidade destes casos recentes.

Daniela conta com uma poderosissíma máquina promocional e com a frescura da fusão de influências anglófonas com os sons e referências tradicionais baianas. Atingiu com o seu álbum "Feijão com Arroz", que se mantém no top nacional há mais de um ano e já foi seis vezes disco de platina, as 240 mil unidades vendidas. Aliás, Marisa Monte e Fernanda Abreu, recentemente descobertas pelo público português, jogam sensivelmente com as mesmas coordenadas. E, ainda que as suas vendas sejam ainda relativamente baixas, merecem já bastante destaque pela parte dos "media".

Os meses de Verão parecem criar um clima ainda mais propício à divulgação deste tipo de música. As lojas Valentim de Carvalho, por exemplo, lançaram agora uma campanha ímpar: uma selecção de 400 títulos de autores brasileiros, a preços reduzidos, integrando alguns nomes que lideram as suas vendas. Assim, nos primeiros seis lugares do seu top 30 posicionam-se cinco nomes brasileiros: Nétinho, também número um no top nacional; seguido de Fido Brasil, uma colectânea em primeiro lugar no top dez das compilações; Banda Eva, no quarto lugar e terceiro no top nacional; na quinta posição Só P'ra Contrariar, quarto a nível nacional; e, em ambos os casos, em sexto lugar Daniela Mercury.

O PÚBLICO tentou apurar números exactos em relação a outros músicos e a outras editoras, mas estes dados são considerados confidenciais, quando os artistas não obtiveram galardões da Associação Fonográfica Portuguesa, como os discos de prata, ouro ou platina.

No actual top nacional da mesma associação o número de presenças brasileiras é também revelador desta redescoberta. Para além das presenças já mencionadas, na décima-primeira posição surgem os velhos Fevers com "As Mais Quentes dos Fevers", em décimo-quarto lugar Fafá de Belém, com "Pássaro Sonhador". Nétinho, a mais recente surpresa e que ocupa a primeira posição com o álbum "Ao Vivo", ressurge na trigésima, a última, com o disco "Me Leva".

Aproveitando a maré favorável criada por brasileiros que, pela maior complexidade dos seus trabalhos, ocupam um mercado alternativo como Chico César, Zeca Baleiro, Belô Veloso, Eleonor e Toninho Horta, por exemplo, há quem agarre a oportunidade para relançar nomes dos anos 80: bandas como Kid Abelha, Blitz e Legião Urbana, cujas vendas actuais têm sido consideráveis dado o tempo que passou desde o lançamento dos seus trabalhos. É o caso da loja Planeta Rock, situada em Lisboa.

Por entre tantas novas apostas - às quais se podem ainda acrescentar os Negritude Junior, Carlinhos Brown e Deborah Blando -, em algumas lojas as vendas dos nomes consagrados (para além dos já mencionados Bethânia, Caetano, Elis Regina e Ney Matogrosso) como Chico Buarque, Gilberto Gil, Tom Jobim e Gal Costa baixaram bastante; noutras, como a FNAC estas mantiveram-se, aumentando mesmo em alguns casos. De uma forma geral, no entanto, as lojas e editoras consideram que os nomes mais antigos, apesar de continuarem a levar multidões aos seus concertos, ocupam lugares pouco lisonjeiros nas listas ou deixaram mesmo de figurar nelas, relegados ou elevados, segundo a perspectiva, a uma elite de seguidores.


Vanessa Rato / Público, 13/08/1998

Música brasileira ainda vende mas já teve melhores dias em Portugal

Fomos ver se a música vinda do Brasil ainda atrai muita gente às lojas.

Naquela noite o Coliseu de Lisboa encheu-se até às galerias. No palco, Milton Nascimento fazia a sua estreia nacional e foi um sucesso absoluto. Muita gente já tinha discos dele mas ainda quase ninguém aqui o vira, de perto, a cantar "Caçador de mim" ou "Nos bailes da vida". E isso sucedeu a 7 de Julho de 1982. Não foi o primeiro concerto do género, mas foi o primeiro numa grande sala (Chico Buarque e Simone tinham actuado na Festa do Avante!, dois anos antes, perante milhares de pessoas). Claro que, depois, a moda pegou. E vieram Caetano, Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Gal Costa. E o que era raro passou a ser habitual. De tal forma que, hoje, dezenas de músicos brasileiros passam inevitavelmente por Portugal quando lançam discos.

O que se passou, desde então? Mais concertos, muitos mais. E discos com nomes que os portugueses nunca tinham ouvido sequer pronunciar. Mas o apego à música brasileira vinha muito de trás, das décadas de 60 e 70. Vinicius estivera em casa de Amália, dias antes do Natal de 1968 (o encontro foi gravado em disco), Chico Buarque, Elis Regina e Bethânia tinham feito gravações para a televisão e nas casas de muitos portugueses há-de ainda haver um exército de discos de vinil a comprovar essa paixão antiga.

Mas o que os palcos iam fazendo as lojas tardavam a reflectir. Até que, em 1992, a Valentim de Carvalho tomou a iniciativa de importar centenas de discos brasileiros. Depois dela, outras lojas tomaram-lhe o gosto. Criou-se uma moda que garantia salas cheias para quase todos os espectáculos e que, seis anos depois, com a Expo'98, atingiu o auge. Num só ano, houve concertos de música do Brasil com muitas dezenas de nomes, dos mais célebres aos recém-chegados à ribalta.

Cansaço e crise

Dez anos depois, o que restou hoje dessa febre? Nos espectáculos, por norma, as salas continuam cheias. Ney Matogrosso esgota e Chico Buarque, após treze anos de ausência, superlotou os coliseus de Lisboa e Porto sete vezes em 2006. Mas nas maiores lojas de discos, agora quase restritas à cadeia da Fnac, as vendas vão mal.

Daniel de Sousa, da Warner, assinala uma "quebra grande nas vendas em relação às décadas de 80 e 90." Num mercado que, na sua opinião, "vale menos 50 por cento do que valia nessa altura", houve muitos músicos que baixaram o nível de vendas abaixo dos mil ou até mesmo 500 exemplares. Milton, Gil e Elis Regina ("que vai vendendo aos poucos") estão neste patamar. Outros mais novos, como os PLAP, os Titãs ou Paula Toller (dos Kid Abelha) nem sequer o atingem. Na última década, a Warner só teve um nome brasileiro com enorme relevo em vendas: Maria Rita, filha de Elis Regina. Mas tem diminuído. O disco de estreia, em 2003, foi um êxito, vendeu 50 mil, o segundo ficou-se pelos 20 mil e o terceiro pelos 6 mil. Daniel é de opinião que o excesso de música brasileira "cansou as pessoas".

Esse factor, o do cansaço, é também sublinhado por Pedro Trigueiro, da Universal. "A música brasileira era muito exótica, há uns tempos, mas com a presença em Portugal de muitos brasileiros banalizou-se." Além disso, as novelas, que são um forte veículo de promoção, "já não têm a força que tinham". Mesmo assim, a Universal tem nomes como Caetano Veloso, com um público mínimo garantido de 4 a 5 mil pessoas." Os seus discos vendem quase sempre entre os 10 e os 15 mil exemplares, com duas excepções antagónicas: "Prenda Minha", que vendeu quase 70 mil em 1999, e "Cê", com menos de 7 mil em 2006. E tem vendas mais altas, mas já com uma década: em 1997, um ano antes da Expo'98, o disco "Banda Eva ao Vivo" vendeu 97 mil e o cantor Paulo Ricardo quase 47 mil.

E os jovens? Daniel diz que eles "não ligam à música brasileira", enquanto Pedro garante que eles "ouvem, mas não estão habituados a ter discos". Um exemplo: DJ Dolores, distribuído em Portugal pela Megamúsica, só vendeu 200 discos. Quem o ouve? José Eduardo Santos, desta editora, diz que é um "público jovem, que gosta de música electrónica." Mas a fraca venda não o intimida. Em breve, a Megamúsica vai pôr no mercado outro disco dirigido a um nicho jovem, os Bossacucanova. Serão 500 CD e outros tantos DVD. "Para esgotar". A Megamúsica, que tem como "jóia da coroa" Bebel Gilberto (18 mil discos vendidos na estreia, em 2000), prefere "sempre lançar um nome brasileiro", desde que se aplique na sua promoção.

E há a rádio. Pedro Trigueiro diz que, "infelizmente, tende sempre a passar os clássicos, raramente arrisca." Mas, em contrapartida, "passa mais música portuguesa" (Ana Moura, por exemplo, já vendeu 50 mil exemplares do seu disco). Isso é também reconhecido por João Goulão, da IPlay. "Há um efeito de substituição pela música portuguesa", diz. E, como "não há tempo, nem dinheiro nem disponibilidade para descobrir caras novas", vendem mais os antigos. Alguns. Rita Lee foi aos 9 mil exemplares com "Balacobaco", mas Djavan ou Ivan Lins vendem "muito pouco". Tal como Fernanda Takai, Chico César, Roberta Sá ou Rodrigo Maranhão que, no entanto, "vão vendendo" e podem ser uma mais valia. Acima, esteve Ivete Sangalo: o seu "Perfil" vendeu 12 mil exemplares por altura da participação no Rock In Rio.

Sertanejos e literatura

"O mercado da música brasileira continua a ser extremamente apelativo para Portugal", diz Cátia Maurício, da Sony/BMG. Reconhece que o número de edições "desceu consideravelmente nos dois últimos anos", mas a qualidade e o potencial comercial compensarão a queda. Daniela Mercury, do seu catálogo, detém o recorde dos anos 90 ("Feijão com Arroz", 250 mil) e "é um exemplo extraordinário de vendas em Portugal", diz Nuno Robles, da Sony/BMG. Que dá outro exemplo: Vanessa da Mata já vai em 40 mil exemplares vendidos de "Sim", "muito 'por culpa' do dueto com Ben Harper". Adriana Calcanhotto, com o recente "Maré" (16 mil), já vai "a caminho da Platina".

A EMI, por sua vez, também "não tem sentido grande retracção", diz Paulo Fernandes. Mas reconhece que se anda "ao sabor do mercado". Maria Bethânia, do seu catálogo, "é muito regular", chegando a vender 20 mil. Mas em 2006, ano em que lançou dois discos de uma vez, um deles ("Mar de Sophia") vendeu 8 mil enquanto o outro ("Pirata") se ficou por metade. Já Seu Jorge tem vendido entre 3 a 4 mil e Ney Matogrosso (que, ao vivo, esgota muitas salas) ainda ronda os mil no CD e outros tantos no DVD de Inclassificáveis. Um fenómeno fora do normal foram os Tribalistas (Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown juntos): 180 mil exemplares vendidos em 2002.

Agora, algumas editoras estão a virar-se para a música sertaneja. Daniel de Sousa, da Warner, diz que se entrou numa "fase de venda de música caipira, aos brasileiros que cá estão". A colectânea "Coração Sertanejo nº1" vendeu 10 mil, a nº 2 já vai em 7 mil. Já a Sony/BMG vai apostando em Bruno & Marrone, Zezé di Camargo ou Victor & Leo.

A par da música, houve quem editasse livros a ela ligados. A extinta Palavra, por exemplo, apostou em duas biografias sólidas, "Carmen", de Ruy Castro (sobre Carmen Miranda, que nasceu faz hoje 100 anos), e "Cazuza", ambas com vendas abaixo dos 2 mil. Gonçalo Bulhosa culpa as lojas, porque as colocaram na prateleira da música e não na das biografias. Já a Quasi lançou vários títulos de músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Adriana Calcanhotto ou Arnaldo Antunes. "Letra Só", de Caetano, vendeu 4 mil; e "Algumas Letras", de Adriana, 3 mil. Jorge Reis-Sá quer continuar a experiência, lançando primeiro em Portugal edições inéditas. "A ideia é continuar a trabalhar com o Brasil", diz ele. E mostra confiança.

Nuno Pacheco / Público, 09/02/2009

Segundo a Sony Music, a cantora vendeu 200 mil cópias em Portugal - o equivalente a cinco discos de platina - somente nos dois primeiros meses do ano. Daniela disse também que as músicas de "Feijão com Arroz" mais tocadas em Portugal são "À Primeira Vista" (de Chico César) e "Minas com Bahia" (do Skank).

Folha de S. Paulo, 2008



Notas:

Roberto Carlos deve ser o artista brasileiro mais consistente ao longo dos vários anos. No início da década de 1980, com a implantação da CBS em Portugal, teve vários discos nos primeiros lugares como "Emoções", "Amor É Moda" ou "Calhambeque". Depois os seus discos continuaram a vender mas sem o mesmo impacto dessa fase.

As bandas sonoras das novelas  "Roque Santeiro", "Sassaricando" e  "Tieta" foram discos que alcançaram os primeiros lugares das tabelas. O mesmo já tinha acontecido com "O Casarão" e "Gabriela" em 1977 e 1978.

Muitos artistas são conhecidos mas só alguns dos discos é que obtém sucesso. Gal Costa, Joanna, Simone e Maria Bethânia tiveram álbuns de grande sucesso na década de '80.

Daniela Mercury com "Feijão Com Arroz" e "Netinho Ao Vivo"  são mais dois discos com muito sucesso e o disco "Banda Eva ao Vivo" também vendeu bastante. Adriana Calcanhotto é outro nome com vários álbuns de sucesso salientando-se o nº 1 de "Adriana Partimpim". Fafá de Belém e Martinho da Vila obtiveram vários discos de sucesso.

Iran Costa, um brasileiro radicado em Portugal foi dos discos mais vendidos em 1995. Os Tribalistas também foram um enorme êxito, com cerca de 160.000 unidades vendidas, bem como os Mamonas Assassinas.

Imagem: Música & Som

terça-feira, 20 de julho de 2010

AFI

Em 1991 a Movieplay (herdeira do espólio da Rádio Triunfo e da Orfeu), a Vidisco, Ovação, UPAV, Edisco, Metrosom, Dualsom, entre outras, criam a Associação Fonográfica Independente”. A principal razão foi o selo obrigatório e as taxas que ele acarretava a estas editoras que usavam esse formato (cassete) e cujas vendas se mantiveram significativas até ao ano 2000.

Nelson Gomes, "Música Cultura e estado"

"São duas as associações de editoras existentes: a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) que reúne as 5 majors e outras 11 editoras nacionais, como por exemplo a Vidisco; e a Associação Fonográfica Independente (AFI) na qual se associam 19 editoras, todas nacionais, designadamente a Movieplay e a Espacial."

José Soares Neves, "Portugal no panorama da indústria fonográfica" (2003)

AFI

A Associação Fonográfica Independente (AFI) englobava apenas entidades nacionais (não são apenas editoras) entre elas a Movieplay que nunca pertenceu à AFP.

A AFI também atribuía galardões:

Foi, igualmente, estabelecido um protocolo entre a SPA e a AFl - Associação Fonográfica Independente - para a atribuição de galardões aos fonogramas que atinjam 20 000 unidades (Disco de Prata), 40 000 unidades (Disco de Ouro) e 80 000 unidades (Disco de Platina).

Autores: boletim da Sociedade de Escritores e Compositores ... - Edições 126-133 - Página 43

No programa "Made In Portugal", organizado pela  RTP em conjunto com as duas associaçãoes (AFP e AFI), acabaram por ser divulgados nomes como Dulce Pontes (da Movieplay), Quim Barreiros na fase Discossete ou Ágata, Fernando Correia Marques e Tony Carreira da editora Espacial (que nessa altura não pertencia à AFP) bem como artistas de editoras mais pequenas (Mónica Sintra, Micaela, etc).

A AFI acabou por perder protagonismo com o fim da Discossete (vendida à Espacial) e após a entrada da Espacial na AFP e a redução do investimento em novos lançamentos por parte da Movieplay.

Artigo do jornal Expresso sobre êxitos populares (1998): Êxitos do nosso Verão

Para os artistas, e restantes sectores e profissões ligados à indústria musical, o Verão é verdadeiramente um período dourado

FÉRIAS é fundamental, dizia uma canção que, em Agosto do ano passado, teve direito a videoclip e presença demorada na tabela de vendas de discos. Alguém se lembra dela? E do «Planeta dos Pimpolhos» ou de «Certinho e Direitinho», que lhe disputavam os lugares imediatos?

É provável que não - a música popular é fértil em singularidades que se esgotam com prontidão, passados minutos ou semanas iniciais de fama; e o Verão abunda em êxitos pronto-a-comer, carreiras artísticas instantâneas, nomes e rostos que desaparecem tão depressa quanto surgem. O Verão é, de resto, uma época de abastança, o momento do triunfo sobre as penitências e abstinências do Inverno, o tempo da colheita.

Para os artistas, e restantes sectores e profissões ligados à indústria musical, é verdadeiramente um período dourado. Se durante o resto do ano o circuito de concertos é limitado pela existência, ou não, de salas apropriadas para o efeito, nesta época tradicionalmente propícia a celebrações - e sobretudo em Agosto - há sempre feiras e festas ao ar livre nas vilas, mas quase todas as aldeias do país têm também a sua, cujos responsáveis ou «mordomos» são escolhidos com um ano de antecedência. Os organizadores dos eventos locais procuram assegurar a presença dos artistas que a sua terra mais gostaria de ver, negoceiam as datas, contratos e «cachets» com os empresários ou agentes, e o mercado cresce, pleno e exuberante, já que a bolsa de cotações dos espectáculos musicais funciona à semelhança de outras: quanto mais conhecido e procurado o artista, mais elevado o preço dos serviços. Existem, porém, espectáculos ao alcance de todas as bolsas, e quando a vinda do compositor original acompanhado por uma banda de excelentes músicos se torna financeiramente impraticável, há sempre a possibilidade de recorrer ao intérprete que vem sozinho com a sua cassete de temas para o «play back» instrumental (que muitas vezes é também vocal), ou à banda ignota que sabe tocar versões das músicas de outros.

Aparentemente, toda a gente ganha. Os locais ganham o brilho da sua festa, com uma atracção contratada. Os empresários e agentes ganham a comissão. As empresas de luz e som ganham o aluguer do material. Os instrumentistas, os «roadies», os motoristas, ganham um emprego sazonal. Os artistas-autores - que só no próximo ano receberão os direitos relativos às vendas de 1998 - e os artistas-intérpretes (que reproduzem músicas e canções escritas por outros) ganham nos espectáculos tudo o que podem amealhar para os próximos tempos. As editoras, enfim, ganham a exposição pública dos seus produtos por um processo imaculado, que atinge directamente os consumidores mais plausíveis, aqueles que quererão conservar em disco a memória efémera de uma noite singular. Existe, no entanto, um pequeno mas importante óbice: para que o sistema funcione, é necessário que os artistas tenham exposição pública, que sejam efectivamente reconhecidos e procurados. O que é fácil para os consagrados, mas difícil para os estreantes.

Uma das formas de tornear o problema é utilizar os expedientes do «marketing» para criar novos intérpretes, personagens formadas à medida para preencherem um lugar e uma função específica num mundo de sonhos que estejam à altura dos «perfis» traçados para os seus hipotéticos consumidores. Podem ser intérpretes individuais, para os quais se cria um repertório específico (veja-se a jovem Ruth Marlene e as outras jovens), mas neste momento vive-se em Portugal a euforia daquilo a que se chamam já as «bandas-proveta», grupos de rapazes e raparigas vestidos, penteados, coreografados e transformados em novos e efémeros ídolos do momento. Não importa que não tenham muito para dizer, ou que as suas relações com o fenómeno musical sempre tenham sido distantes: tudo isso são pormenores que algumas semanas ou meses de treino poderão limar. A sua vida útil em regra durará apenas um Verão, mas no próximo ano serão substituídos por um «novo» fenómeno, que não deverá aparecer antes de Abril.

Existem soluções menos ortodoxas. No início dos anos 60, alguns empresários da pop britânica descobriram, por exemplo, que investir na produção própria de um disco de estreia para uma das suas novas bandas, ultrapassando os vexatórios critérios de selecção das editoras consagradas, era um suicídio financeiro: os discos iam para as lojas, mas não eram ouvidos na rádio e as pessoas não os compravam por desconhecimento absoluto do que se tratava. No entanto, se os próprios empresários reinvestissem no produto, indo às lojas (ou enviando alguém das suas relações) para comprarem ao balcão todos os discos disponíveis, os resultados eram amplamente compensadores: os discos passavam a constar da tabela de títulos mais vendidos, as rádios e a imprensa assumiam-nos como os êxitos do momento, e o alegre público passava a fazer fila à porta das discotecas para os poder adquirir. Trinta anos depois, o disco compacto não torna incomportável uma manobra financeira deste tipo. Mesmo na única fábrica de CD existente em Portugal, uma tiragem de mil discos custa menos de 200 contos - efectuando uma prospecção junto de outras fábricas europeias é até possível que se encontre mais barato - e um investimento deste género continua a ser compensador.

Mas existem soluções tipicamente lusitanas. Por exemplo, a venda de cassetes «legais» está condicionada à aposição de um selo oficial, com holograma e número de série. Assim, basta comprá-los em número superior à verdadeira tiragem do produto para poder inflacionar esta última. Por exemplo, existe a possibilidade de fazer corresponder os números de «vendas», não com as vendas de discos efectuadas ao balcão das discotecas mas antes com a quantidade de exemplares saídos da fábrica - mesmo se em direcção a um armazém que poderá, ou não, pertencer à própria editora. O objectivo, em última análise, é sempre o mesmo: poder reclamar um lugar nos «tops», que deixam de servir como indicadores de gostos ou tendências do público tornando-se um mero barómetro da eficácia das estratégias editoriais.

Em Portugal, este feudo divide-se entre as editoras representadas na Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) e as da Associação Fonográfica Independente (AFI). Na primeira são preponderantes as multinacionais tradicionalmente instaladas no sector, na segunda as editoras responsáveis pela chamada música «pimba». Juntas, colaboram na elaboração do programa televisivo «Made in Portugal» - surgido há quatro anos, e desde então apresentado por Carlos Ribeiro - mas esta ligação não tem sido imune às polémicas. Recorde-se aqui que, em Outubro de 1995, Tózé Brito, presidente da BMG, anunciou o boicote da sua editora àquele programa, dizendo ao EXPRESSO que «o que está em causa é a fidelidade, a verdade e a credibilidade das tabelas de vendas, já que sem elas o top é extremamente fácil de manipular. As vendas daquele tipo de música não podem auscultar-se à saída das lojas, e por isso as informações são enviadas pelas próprias editoras». O representante da AFI afirmava por seu turno não poder dizer «que uma ou outra editora não possa fazer determinado jogo - o que eles não podem é estar a fabricar produto indefinidamente apenas para aparecerem nas tabelas de vendas».

Será que não? Neste mês de Agosto, aparentemente com o apoio de ambas as associações e o beneplácito da RTP (que também emite o programa na RTP1 e na RTP/África), o Top do «Made in Portugal» transformou-se subitamente num «top de preferências», no qual toda a gente é convidada a votar através de chamadas de valor acrescentado. Como se sabe já de anteriores momentos da música popular portuguesa, e em particular das preferências radiofónicas no período «rock português» de 1981-83, não podemos ter a certeza de que toda a gente telefone - mas podemos ter a certeza de que as editoras não deixarão de o fazer. Quem garante a imparcialidade e a fiabilidade das chamadas? Como saber quem telefona? Quanto tempo durará semelhante arranjo? Este sistema é mais fiável, verdadeiro e credível do que o anterior?

A julgar pelo programa do último domingo, as 20 preferências musicais no país do 0641 contemplam artistas como Os Renovadores («A tua mãozinha é muito atrevida…»), Cândida Branca-Flor, as Baby, Neuza, Nucha, Ruben André, Ilda de Castro, Lucas & Mateus ou Toy, sendo coroadas pelo triunvirato de Tony Carreira, Emanuel e Luís Filipe Reis, actualmente em primeiro lugar. E podem dividir-se facilmente por editoras - apenas estão representadas quatro ou cinco, com nítida preponderância de uma delas: curiosamente a mesma que há alguns meses surgia como patrocinador tácito do programa, com anúncios locucionados por Carlos Ribeiro, e apresentados durante o intervalo da emissão. É um caso singular, que não deve ser isolado de outros casos singulares - numa reportagem publicada há pouco mais de um mês no «Público», o produtor de uma das novas bandas-proveta revelava que «aparecer nos programas de televisão, como o 'Big Show SIC', é muito caro. É a editora que paga isso».

No que à música diz respeito apenas temos, em suma, operadores televisivos interessados em acompanhar os artistas ao longo do país real - todos eles parecem mais apostados na edificação de um «Portugal Virtual» que gostosamente espalhamos também pelo mundo com a ajuda do satélite da RTP1. É o nosso retrato: será justo, credível, digno? Dar-nos-á alguma margem competitiva no mercado internacional? Que responda quem souber.

No país real, que dois repórteres do EXPRESSO percorreram na companhia dos novos Silence 4 e do consagrado Emanuel - os nomes com mais concertos na semana de 8 a 15 deste mês - a música tem outras verdades, outras necessidades e alguns princípios elementares que agregam diversas gerações de novos e velhos públicos.

Escurece nos campos o dourado dos cereais, as águas refulgem, a vida ao ar livre torna-se possível e desejável. O mundo vibra e responde ao apelo da viagem. O emigrante regressa à casa da aldeia, o citadino parte em busca de um oásis de pureza, o ilhéu vem ao continente. O camponês abre as portas, com a expectativa prazenteira de quem prepara a colheita. O marítimo estende os seus préstimos comerciais a uma multidão desordenada e carente. Reencontram-se as famílias, confortam-se os idosos, os filhos ensaiam as primeiras aventuras. Em Agosto, o mundo pára e avança - é um tempo de identidade e transformação, de reconhecimento e metamorfose, resumindo o antigo e inventando o novo - um tempo solar que se deve celebrado com música, para unir corpos e almas na certeza das sensações compartilhadas. Que isso aconteça num festival com atracções internacionais ou na festa da pequena aldeia, não importa muito - no essencial não é diferente.

Jorge Pires / Expresso, 22/08/1998

Sonovis - a única fábrica que produz CD em Portugal, com sede nos arredores de Leiria

As tabelas de venda reflectem o gosto do público ou os precários equilíbrios da indústria discográfica nacional?

sábado, 5 de junho de 2010

Post Mortem

Amália Rodrigues, Zeca Afonso e António Variações são alguns nomes inesquecíveis da música portuguesa. Artistas que morreram mas cujos álbuns continuam a vender a ritmos alucinantes e a proporcionar lucros aos seus herdeiros.

A revista norte-americana Forbes publicou um estudo relativo ao ranking das celebridades mundiais falecidas que mais “renderam” em 2001. (...)

E em Portugal? António Variações deixou o mundo em 1985. Dois anos depois, foi a vez de Zeca Afonso sucumbir a uma doença. Em 1999 a diva do fado, Amália, abraçava a paz eterna. Estes são alguns exemplos de portugueses que continuam a vender e que são constantemente galardoados pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP).No Brasil, onde segundo consta a arrecadação de direitos de autor nem sempre é fácil ou pacífica, os herdeiros de alguns compositores recebem anualmente enormes quantia pela utlização das músicas e letras nas mais variadas formas. As canções que mais rendem são "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso.
Vendas após a morte:

Amália Rodrigues

Maria Lisboa - Cerca de 22 mil exemplares. Em 2000. Galardoado com Prata.

O Melhor de Amália, vol II - Cerca de 29 mil exemplares. Em 2000. Galardoado com Prata e com  Ouro.

The Art of Amália - Foi editado em 1998. Até hoje vendeu cerca de 41 mil exemplares. Foi galardoado com Prata e Ouro.

Zeca Afonso

Baladas e Canções - Foi editado em 1998 e galardoado pela AFP com Prata.

Agora e Sempre - No ano da morte do artista, este álbum recebeu Prata

António Variações

O Melhor de António Variações - Foi editado em 1997 e relançado este ano. No total vendeu mais de 80 mil exemplares. Logo em 1997 recebeu Prata, Ouro e Platina. Em 2002 recebeu Dupla Platina.

(Em 2002: Prata: vendas superiores a 10 mil exemplares; Ouro: vendas superiores a 20 mil exemplares; Platina: vendas superiores a 40 mil exemplares)

Fonte: Correio da Manhã, 2002

Mais recente:

- A antologia "José Afonso", editada em 2007 a assinalar os 20 anos da morte do cantautor, obteve 2 discos de Platina (mais de 40.000 exemplares vendidos).

- "Amália - Coração Independente" (2009) atingiu o disco de Ouro (10.000).

- A colectânea "Perfil" de Carlos Paião atingiu o disco de Ouro em 2008. "Letra e Música - 15 anos depois" era Ouro em 2003 e Platina em 2005.

-"A História de António Variações" atingiu o disco de Platina (20.000) em 2006.

- Entraram vários discos para as tabelas após a morte recente do cantor Beto. O "Melhor de Beto" é o disco que está a vender melhor tendo atingido já o galardão de Ouro.

(Vários discos de Michael Jackson entraram para os tops após o falecimento do músico ocorrido em 2009. O disco "Double Fantasy" de John Lennon foi um dos discos mais vendidos de 1981. Muitos grupos tiveram sucesso depois de terem terminado.)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Apontamentos

Sempre que foi possível colocamos os discos que mais se destacaram ao longo de cada ano fazendo referência aos discos que atingiram os três primeiros lugares. No caso dos que atingiram o primeiro lugar indicamos o nº de semanas que estiveram em primeiro lugar. A referência é feita tendo em conta a data em que o disco é editado ou quando atinge a posição mais elevada.

Muitas vezes há falhas em vários anos por não termos acesso a todas as tabelas dessas datas.

A revista "Música & Som" começou a ser editada em 1977. As tabelas de vendas entre 1976 e 1983 foram feitas com base em dados da referida revista. Apesar do número de lojas consultadas ser limitada funcionava como uma amostra das vendas desses anos. Essas tabelas chegaram a ser publicadas na revista Billboard. Como não tivemos acesso a todas as tabelas haverá muitos outros discos que se destacaram nesses anos.

Antes de 1977 havia alguns jornais que publicavam, nem sempre de uma forma regular, as listas dos discos mais vendidos com base em consultas a algumas lojas de discos.

Nem todas as editoras fazem parte da Associação Fonográfica Portuguesa (Est. 1989) que é quem divulga as tabelas que consultamos. A primeira associação deste género apenas apareceu em 1976 e antes não havia atribuição de galardões dos discos mais vendidos. As tabelas divulgadas no programa "Top Disco" iniciaram-se em 01 de Outubro de 1984.

A partir de 1984 e até 1992 recorremos ao jornal Blitz (iniciado em Novembro desse ano) como fonte das tabelas semanais. No início era publicada a tabela dos 20 singles e 20 álbuns e com a indicação do lugar ocupado na semana anterior o que poderia solucionar algumas falhas. A partir de determinada fase passaram a ser divulgados apenas os tops 10 de cada tabela, sem a indicação da posição ocupada na semana anterior e infelizmente muitas das tabelas foram repetidas durante várias semanas.

Entre 1990 e 1997 não foi possível ter acesso a grande parte das tabelas mesmo assim optamos por colocar a informação em nosso poder e que poderá ser melhorada mais tarde.

Na internet apenas existem tabelas de vendas a partir de 2003 e mesmo assim com algumas falhas. Apenas em 1984 começaram a ser feitas tabelas com um universo mais alargado de lojas consultadas.

O facto de um disco ter estado muitas semanas em primeiro lugar pode não ter grande significado caso as vendas desse período não sejam importantes ao longo do ano.

Um disco pode ter grandes vendas sem atingir o nº 1 pois podem existir outros discos a vender muito na mesma altura.

Há discos que podem ser dos mais vendidos em mais do que um ano.

Um disco pode atingir os primeiros lugares, estar pouco tempo na tabela e não vender grande quantidade de discos apesar de ter atingido o 1º ou 2º lugar.

Há artistas que vendem bem em pouco tempo devido à forte adesão dos admiradores desse artista.

A atribuição de discos de platina não significa vendas de discos pois apenas representam as unidades colocadas no mercado. Por vezes há discos que acabam por não vender tanto como o que era esperado face ao perfil desse artista.

Por vezes foi usual a atribuição de galardões em duplicado pelo facto do disco ser duplo. Este facto impede que se faça uma comparação imediata, ao longo dos anos, com base nesse factor.

As actualizações do blog não serão frequentes pois a informação na nossa posse já aqui foi colocada. No entanto há muita informação que poderia complementar a que já existe.

Aceitam-se informações que permitam melhorar a análise dos anos já indicados ou mesmo de outros.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vendas de discos 1988


Álbuns em destaque:

Hit Parade - Vários (Polygram) (5#1) [2#1 em 1987]
Jackpot 87 - Vários (EMI) - #2
Muit'a Louco - Ministars - #2
You Can Dance - Madonna - #2
Uma Hora Com… - Joe Dassin (1#1)
Terra Firme - Trovante - #2
Roque Santeiro - Banda Sonora (#1)
Whenever You Need Somebody - Rick Astley
Anos d'Ouro da Canção Italiana - Vários (CGD/Edisom)
A Terra, O Mar, O Céu - Nuno da Câmara Pereira
Espelho de Sons - Carlos Paredes
88 - Xutos & Pontapés
Live In Europe - Tina Turner
Ao Vivo - Rui Veloso (#1)
Marco Paulo - Marco Paulo
Tracy Chapman - Tracy Chapman (#1)
Amor Bandido - Joanna (#1)
Rank - The Smiths
11 Of The Best - Billy Idol
Piaf 25e Anniversaire - Edith Piaf
Money For Nothing - Dire Straits (#1)
Rattle And Hum - U2
As Mais Belas Canções - Luciano Pavarotti
Delicate Sound of Thunder - Pink Floyd (#1)
Jackpot 88 - Vários (EMI)
Polystar - Vários (Polygram)
+

Singles em destaque:

You Win Again - Bee Gees (1#1) [3#1 em 1987]
Dona - Roupa Nova (4#1)
Minha Casinha - Xutos & Pontapés (1#1)
Volta Para Mim - Roupa Nova - #4
De Volta P'ro Aconchego - Elba Ramalho - #2
Song For Nadim - Yann Anderson (#1)
Heaven Is A Place On Earth - Belinda Carlisle
China In Your Hand - T'pau
I Think We're Alone Now - Tifanny
Joana - Marco Paulo (#1)
Im In'Alu - Ofra Haza (#1)
Love Changes Everything - Climie Fisher
Caixinha de Música - Peacemakers
My Love - Julio Iglésias
Ye Ke Ye Ke - Mory Kanté
Hand In Hand - Koreana (#1)
Fast Car - Tracy Chapman (#1)
Desire - U2
A Groovy Kind Of Love - Phil Collins
Yes - Tim Moore (#1)
Here I Am - Dominoe
+

(Alguns dos discos que ocuparam as primeiras posições entre Janeiro e Dezembro de 1988)
Neste caso não indicamos o nº de semanas que cada disco esteve em primeiro ligar pois não tivemos acesso a todas as tabelas.

---
As vendas de discos no período do Natal aumentaram a lista de galardões de 88 da UNEVA, de que se destacam o duplo álbum de platina (40 mil cópias) dos Pink Floyd, «Delicate Sound of Thunder», e «Ao Vivo», dos Xutos & Pontapés, que conseguiu também um disco de platina, mas apenas com mais de 13 mil cópias, dado tratar-se de um álbum triplo.

Outros discos de platina foram atribuidos aos Ministars, com «É Altamente» (40 mil cópias), e a Luciano Pavarotti, com «As Mais Belas Canções Napolitanas» (20 mil cópias por se tratar de um álbum duplo).

Discos de_ouro (20 mil exemplares) foram atribuidos aos U2 («Rattle And Hum»), Trovante («Ao Vivo no Campo Pequeno» [disco duplo-10.000]), Onda Choc («Na Minha Idade»), Plácido Domingo («Love Songs») e Lloyd Cole and the Commotions («Mainstream»).

A UNEVA atribuiu ainda, no final de 1988, discos de prata aos Marillion («The Thieving Magpie»), José Calvário («Cinema Portugués - Banda Sonora»), António Pinto Basto («Rosa Branca»), Sade («Stronger Than Pride») e Júlio lglésias («Non Stop»).

Blitz nº220, 17/01/1989

Durante o ano de 1988 a UNEVA atribuiu 50 discos de prata, 24 de_ouro e 13 de platina ao conjunto das cinco principais editoras discográficas.

A editora que mais lucrou em metais preciosos foi a Polygram (20 de prata, nove de_ouro e quatro de platina), seguida pela EMI-VC (12 de prata, oito de_ouro e cinco de platina). A CBS aparece em terceiro lugar (14 de prata, cinco de_ouro e três de platina). A BMG (quatro de prata e dois de_ouro) e a Edisom (um de platina) completam a lista de atribuições.

Blitz nº225, 21/02/1989

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vendas de discos 2006

Floribella - SIC
Discos mais vendidos - 2006

1 - Floribella - Flor / Banda Sonora
2 - Acústico - André Sardet
3 - Eu Aqui - FF
4 - Original - D'ZRT
5 - Paulo Gonzo - Paulo Gonzo
6 - Ancora - Il Divo
7 - 4 Taste - 4 Taste
8 - Beautiful Intentions - Melanie C
9 - Ao Vivo No Coliseu - Tony Carreira
10 - Ao Vivo No Coliseu - D'ZRT
11 - Mi Sangre - Juanes
12 - Mickael - Mickael Carreira
13 - Back To Bedlam - James Blunt
14 - Uma Vida de Canções - Paco Bandeira
15 - Un Monde Parfait - Ilona
16 - Transparente - Mariza
17 - 18 Singles - U2
18 - Este É O Meu Mundo - Bébé Lilly
19 - Siempre - Il Divo
20 - Confessions On A Dance Floor - Madonna
21 - Oral Fixation Vol. 2 - Shakira
22 - A Vida Que Eu Escolhi - Tony Carreira
23 - Amore - Andrea Bocelli
24 - Loose - Nelly Furtado
25 - Fácil de Entender - The Gift
26 - Concerto Em Lisboa - Mariza
27 - Baladas Da Minha Vida - José Cid
28 - Docemania - Docemania
29 - Roberto Carlos - Roberto Carlos
30 - O Melhor Natal - Floribella / Banda Sonora

Fonte: AFP

Discos em destaque:

--1-Ao Vivo No Coliseu - D'ZRT - 1#1
--7-Ancora - Il Divo -7#1
Back To Bedlam - James Blunt [#2]
The Very Best Of - Demis Roussos [#2]
Caught In The Act Live - Michael Bublé [#2]
Bale Mulato - Daniela Mercury [#2]
--9-Beautiful Intentions - Melanie C - 9#1
Amore - Andrea Bocelli [#2]
Meds - Placebo [#3]
Both Sides Of The Gun - Ben Harper [#3]
Collected - Massive Attack [#2]
Un Monde Parfait - Ilona [#2]
--1-Memorial - Moonspell - 1#1
--2-Pearl Jam - Pearl Jam - 2#1
Vida - Paulo de Carvalho [#2]
A História de António Variações - António Variações [#3]
Paulo Gonzo - Paulo Gonzo [#2]
Ao Vivo No Coliseu - Tony Carreira [#3]
--4-Eu Aqui - FF - 4#1
Oral Fixation Vol.2 - Shakira [#2]
--1-Original - D'ZRT -1#1
Under The Iron Sea - Keane [#3]
--14-Floribella - Flor -14#1
Mi Sangre - Juanes [#2]
Mickael - Mickael Carreira [#2]
11---Acústico - André Sardet - 11#1
Este É O Meu Mundo - Bebé Lilly [#2]
The Open Door - Evanescence [#2]
Docemania - Docemania [#3]
Ligação Directa - Sérgio Godinho [#2]
Fácil de Entender - The Gift [#2]
Uma Vida de Canções - Paco Bandeira [#2]
Concerto em Lisboa - Mariza [#2]
18 Singles - U2 [#2]
--2-4 Taste - 4 Taste - 2#1
Siempre - Il Divo [#3]
A vida que eu escolhi Espacial - Tony Carreira [#3]

-Discos que atingiram as primeiras posições entre Janeiro e Dezembro de 2006

Alguns galardões atribuídos:

Floribella - Flor / Banda Sonora (9 platinas)
Acústico - André Sardet (5 platinas)
Eu Aqui - FF (3 platinas)
Original - D'ZRT (3 platinas)
4 Taste - 4 Taste (3 platinas)
Ancora - Il Divo (2 platinas)
Mickael - Mickael Carreira (2 platinas)
Transparente - Mariza (2 platinas)
Paulo Gonzo - Paulo Gonzo (2 platinas)
Ao Vivo No Coliseu - Tony Carreira (2 platinas)
Back To Bedlam - James Blunt (2 platinas)


Ranking de editoras / 2006

- Parceria Farol + Warner: Líder de Mercado em 2006
- Farol editou 7 dos 10 discos mais vendidos em 2006
- 58 galardões para 34 dos seus discos, incluindo 48 discos de platina

No mercado discográfico Português, estão presentes as 4 maiores editoras a nível internacional, e entre elas a Warner Music presente através de uma parceria com a editora do Grupo Media Capital – Farol Música. No seu conjunto e de acordo com os dados da AFP (Associação Fonográfica Portuguesa) em 2006 estas 5 editoras terão tido uma quota de mercado de cerca de 75%.

O ano de 2006 foi caracterizado por uma redução substancial do valor do mercado discográfico a nível mundial, tendo o mercado áudio Português acompanhado esta tendência e registado uma quebra de cerca de 17% face a 2005, para valores de vendas de discos entre os 52 e os 55 milhões de euros.

Segundo os dados fornecidos pela AFP, a Farol Música ascendeu em 2006 ao segundo lugar no ranking das editoras discográficas em Portugal, logo atrás da multinacional Universal Music. Com base no sucesso da música e cantores Portugueses, das séries e novelas emitidas pela TVI e nas actividades de rádio do Grupo, a Farol Música, tem produzido e comercializado diversas bandas sonoras com assinalável sucesso.

Apesar da tendência internacional, a Farol Música conseguiu aumentar as suas vendas em 2006, tornando-se líder de mercado no conjunto dos catálogos Farol e Warner Music, como resultado do acordo firmado no final de 2004 com esta editora discográfica multinacional, que tornou a Farol Música, desde essa altura, distribuidora exclusiva para Portugal de todo o seu catálogo que inclui artistas como Madonna, Red Hot Chilli Peppers, James Blunt, Phil Collins ou Michael Bublé. Este acordo / parceria não se limita à distribuição pura do catálogo mas abrange também todo o trabalho de marketing, promoção e gestão comercial dos produtos da Warner Music, dando assim também credibilidade à Farol em termos internacionais, como parceiro local relevante no nosso mercado.

Este resultado excepcionalmente positivo é fruto de algumas características diferenciadoras da Farol Música em comparação com as outras editoras discográficas (multinacionais e independentes) com actividade no mercado nacional, designadamente uma gestão orientada por projecto e um investimento forte em marketing e promoção dos seus produtos levados a cabo por uma estrutura bem dimensionada, leve, dinâmica e qualificada.



MÉDIA CAPITAL

A tendência de descida surge ainda mais acentuada noutro tipo de suportes, a começar pela cassete musical (MC ou K7). Este formato assistiu à quebra das suas vendas, entre 2005 e o 1º semestre de 2006, de 625.864 cassetes para 185.245. O suporte audiófilo de Super Áudio Compact Disc (SA-CD) viu a sua, já residual, expressão decrescer de 8.630 unidades de 2005 para as 1.333 unidades vendidas até à primeira metade de 2006. A mesma tendência é observável no mesmo período no suporte DVD-Áudio que decresce de 335 para as 67 unidades. Facto a assinalar, e que contraria este comportamento decrescente, é o ressurgimento do sector do vinil. Segundo os dados da APF durante o ano de 2005 foram vendidas 102 peças de vinil. Ora esse número é ultrapassado logo na primeira metade de 2006 alcançando as 149 unidades. Não obstante, estes valores parecem demasiado baixos para serem verosímeis para a realidade portuguesa.

(FONTE: Obercom)


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Substituição do top de venda de Singles


O top de singles deixou de ser publicado no Natal de 1993. Entre 1998 e 2000 verificou-se um aumento nas vendas do formato que levou ao ressurgimento da tabela em Julho de 2000. A tabela foi interrompida novamente em Março de 2004 após o decréscimo nas vendas. Em 2003 venderam-se 300.000 unidades e 150.000 em 2002.

O CD-single nunca teve grande impacto em termos de vendas o que foi agravado com a internet.

dados retirados do artigo de Chris Graeme

 Billboard 03/04/2004

A Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) retirou das tabelas de objectos discográficos mais vendidos — divulgada semanalmente aos meios de comunicação social — o top relativo aos singles, o formato mais «curto» de todos os disponíveis comercialmente. De acordo com Eduardo Simões, Director Geral da AFP, fazendo eco daquilo que há muito era comentado no chamado meio musical, «o mercado de singles tornou-se desinteressante para as empresas associadas da AFP».

Contando, entre os seus sócios, com os principais agentes editoriais a operar em Portugal, com um peso considerável assegurado pelas multinacionais (EMI, Universal Music, Sony Music, Warner Music, BMG), a AFP registou, ainda segundo o seu Director Geral, em 2003 uma queda na venda de singles de 50,13% relativamente ao ano anterior. Concretamente, foram contabilizados pela AFP 303.205 singles vendidos em 2002, contra uns escassos 151.204 em 2003. Em termos comparativos, a mesma associação apurou em 2003 a venda total de 12.369.756 de álbuns.

Retomada no início da presente década depois de anos de invisibilidade pós-época de ouro do vinil, a tabela de singles surgiu, à 10ª semana de 2004, substituída pela de DVDs musicais.

Blitz, 16/03/2004

A tabela de vendas de singles em Portugal deixou de ser compilada. A decisão da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) prende-se com a falta de expressão do mercado em Portugal. Eduardo Simões, director geral da AFP, disse, em declarações à Lusa, que "o mercado dos singles tornou-se muito pequeno" e que "as tabelas de vendas não dão aos profissionais uma leitura da realidade do mercado".

Em lugar da tabela de singles, a AFP passa a compilar as vendas de DVD musicais, o único produto musical que em 2003 conheceu vendas assinaláveis. A quebra na venda de discos em 2003 ficou perto dos 10 por cento e o número de unidades vendidas não conseguiu chegar aos 10 milhões, segundo os dados da AFP.

Pedro Rios, JPN, 12/03/2004

TOP DVD SUBSTITUI O DE SINGLES

‘Up! Live in Chicago’, de Shania Twain, é o líder da primeira tabela de vendas de DVD e VHS, em Portugal, compilada pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) por troca com a de singles.

De acordo com Eduardo Simões, director-geral da AFP, o final da tabela de singles prende-se com o facto do mercado ter-se tornado “muito pequeno”. Em contrapartida, o aumento de vendas de DVD musicais, sobretudo em 2003, levou a AFP a produzir ‘tops’ semanais.

CM, 14/03/2004

Singles em maior destaque entre 1995 e 2003:

F - Pedro Abrunhosa & Bandemónio [40.000 / Ouro e platina - 1995]
Candle In The Wind 97 - Elton John - 1997 [3*Platina]
Chegou o Noivo - Marco Paulo - 1997 [1*Platina]
Timor - Trovante - 1999 [50.000 discos]

50 mil discos por Timor

O CD single “Ai, Timor”, gravado especialmente pelos Trovante, teve uma venda espantosa no mercado nacional: nada mais nada menos que 50 mil unidades!

A receita das vendas – 38.740 contos – foi entregue a Pascoela Barreto, representante em Portugal do Conselho Nacional da Resistência Timorense. A entrega solene foi feita por Manuel Faria, João Nuno Represas, João Gil, Luís Represas, João Monge (autor da letra) e David Ferreira (da EMI - Valentim de Carvalho).

 TVMAIS, 18/02/2000

 I have been reliably informed that the Portuguese singles charts may soon be discontinued. This is because the sale of singles in Portugal is dismally low. AC Nielsen who compile the charts for both Portugal & Italy told me this. In Portugal only the big record specialists even stock singles, you can't buy them in supermarkets or small record shops. I was told that the single at #4 this week which was Remixed & Revisited by Madonna only sold 83 (Yes 83) copies.

UKMIX, 08/01/2004 

(unidades vendidas)

2002-----303.205
2003-----151.204
2004---1.688.548
2005-----176.367
2006------17.834
2007------41.815
2008-----119.731
2009------42.605
2010------50.644

O elevado volume de vendas de singles em 2004 deve-se a vendas especiais (clientes fora do mercado discográfico tradicional como empresas)

(FONTE: Obercom 2010)

Se em 2005 o total de vendas de singles ascendeu às 176.367 unidades, no 1º semestre de 2006 baixou drasticamente para as 13.611 unidades – quase 13 vezes menos.

(FONTE: Obercom)

Sucessos dos anos 80

Lista compilada por Marco Ferrari e publicada no site UKMIX versão de 30-11-2016 Singles released in 80s, which charted in Portuguese TOP10....

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