VENDAS DE DISCOS EM PORTUGAL: GALARDÕES, DISCOS MAIS VENDIDOS, ETC...



sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vendas de discos 1994

Discos mais vendidos - 1994

1 - Viagens - Pedro Abrunhosa
2 - Music Box - Mariah Carey
3 - Dance Power - Vários (Vidisco)
4 - Cross Road - Bon Jovi
5 - O Espírito da Paz - Madredeus
6 - Electricidade - Vários (Vidisco)
7 - Tutte Storie - Eros Ramazzotti
8 - Happy Nation - Ace Of Base
9 - The One Thing - Michael Bolton
10 - The Cross Of Changes - Enigma

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

Nº1 - Vários (Sony) (5#1)
Top Star 93/94 - Vários (Vidisco) - #2
Get A Grip - Aerosmith - #2
The One Thing - Michael Bolton (2#1)
Variações As Canções de António Variações - Vários - #2
The Cross Of Changes - Enigma - #2
Electricidade - Vários (Vidisco) (6#1)
Canto Gregoriano - Coro de Monjes de Silos - #2
The Division Bell - Pink Floyd (4#1)
Happy Nation - Ace Of Base (4#1)
Filhos da Madrugada - Vários (BMG) - #2
Crash!Boom!Bang! - Roxette - #3
Dance Mania 94 - Vários (Vidisco) (2#1)
Music Box - Mariah Carey (3#1)
Soul Classics - Vários - #3
Sob Escuta - GNR - #2
O Espírito da Paz - Madredeus (2#1)
Dance Power - Vários (Vidisco) (5#1)
Tutte Storie - Eros Ramazzotti - #2 [Nº 1 em 1993]
Nº1 - Vários (EMI) - #3
Maxi Power - Vários (Polystar) - #3
Viagens - Pedro Abrunhosa (4#1)
The 3 Tenors In Concert - Pavarotti/Carreras/Domingo - #3
16 Top World Charts 94 - Vários (Vidisco) (2#1)
Monster - R.E.M. - #3
Cross Road - Bon Jovi (6#1)
Gabriel O Pensador - Gabriel O Pensador - #3
Bedtime Stories - Madonna - #2
Youthanasia - Megadeth - #3
Unplugged In New York - Nirvana (3#1)
Los Picapiedra Mix - Vários (Vidisco) - #2
Vitalogy - Pearl Jam - #4
Supermix 9 - Vários (Vidisco) (2#1)
Biografia do Fado - Vários (EMI) - #3

++
Toda a ocasião é boa para Pedro Abrunhosa e os seus Bandemónio fazerem a farra e promoverem-se um pouco mais, sobretudo se for para receber troféus da indústria fonográfica. Assim, três dias depois do álbum «Viagens» ter dado origem a festa molhada na Praia Grande, por ter atingido o galardão de prata, o grupo foi informado que o disco em causa chegara às 20 mil unidades vendidas, dando assim origem à entrega de novo prémio, desta feita em ouro. Vai daí volta tudo à praia, desta feita à da Luz, no Porto, no próximo dia 21. Não lhe dizemos a hora, para o obrigar a

Publico, 1994

Associação Fonográfica Portuguesa divulga números do mercado da música

Ganhou-se mais, vendeu-se menos?

Quase dez mil e quinhentos contos de facturação total é a cifra avançada para 1994 pelas companhias discográficas reunidas na Associação Fonográfica Portuguesa (AFP). Deste total pouco menos de um quarto (2.251.593 contos) foram fonogramas de reportório nacional). Mas se em termos de facturação total a quota do mercado português representado pela AFP não cresceu mais de 15 por cento, em relação a 1993, já a parte do reportório português subiu na ordem dos 80 por cento.

Em 1994 vendeu-se, por consequência, mais música portuguesa em Portugal, embora a produção nacional continue a desempenhar um lugar secundário nos gostos locais se comparada com a produção estrangeira. Estas ilações devem, porém, ser relativizadas. A AFP reúne companhias que tanto produzem música portuguesa como licenciam e representam catálogos estrangeiros, sendo as multinacionais que estão em maioria nessa associação. Deve então dizer-se que as multinacionais conseguiram vender mais música portuguesa, mas não o bastante para fazer sombra às super-estrelas internacionais.

A questão da facturação total, por outro lado, tem de ser considerada em função da entrada recente das independentes Vidisco, Strauss, MVM e reentrada na Edisom no «clube» AFP. O bolo global cresceu na ordem dos 15 por cento. Ora só a Vidisco aparece com quase 14 por cento da facturação global, e se lhe adicionarmos as parcelas das outras pequenas companhias supracitadas, o total sobe quase aos 2O por cento. O que leva a pensar que, ao contrário do que os números à primeira vista indicam, não se vendeu mais música em 1994, provavelmente até se vendeu menos no espectro de mercado constituído pelas multinacionais.

Outra leitura é que se vendeu de facto mais em termos de facturação global, só que esse crescimento foi quase exclusivamente para a Vidisco -- o que é admissível quando esta companhia lança «europop», a grande moda do momento --, ao ponto de determinar quedas de vendas vertiginosas em algumas das suas congéneres multinacionais. É neste sentido que, de resto, aponta a lista de atribuição de galardões por editora, onde entre prata, ouro e platina a Vidisco arrecadou 49 troféus, mais uma dezena que a EMI-Valentim de Carvalho. Compilações de «megamixes» de música de dança europeia como «Electricidade» e «Dance Mania 94» vingaram nos «top» da AFP em 1994, tendo como único concorrente de força as colectâneas das multinacionais intituladas «Nº1».

Mas, seja qual for a companhia que mais facturou, foi sobretudo no formato CD que se vendeu música. O disco compacto subiu de uma percentagem de 52.50 no mercado português em 1993 para 59.10 em 1994. Este crescimento da implantação do CD fez-se à custa de todos os outros formatos, e mesmo a tradicional cassete tende a perder popularidade de ano para ano: tinha mais de 46 por cento em 1992, enquanto em 1994 se ficou pelos 40. 30. Estes dados vêm baralhar ainda mais a evolução dos suportes musicais no nosso país, uma vez que os CD são em geral mais caros do que as cassetes. Portanto, a facturação cresceu sem que necessariamente se vendessem mais unidades.

Luís Maio / Público, 07/02/1995

Lemos com espanto o artigo que o sr. Luís Maio fez publicar no passado dia 7 sob o título «Associação Fonográfica Portuguesa divulga números do mercado da música -- Ganhou-se mais, vendeu-se menos?»

Não se deve tal espanto ao facto de serem inéditos da parte do sr. Maio quer as inexactidões quer os sinais de antipatia em relação à EMI-Valentim de Carvalho. O que nunca imaginámos foi que este comportamento o pudesse levar tão longe. E muito menos num jornal com a categoria do PÚBLICO.

Aceitamos que o início do artigo se deverá a uma gralha tipográfica. De facto, venderam-se quase dez milhões e quinhentos mil contos no mercado e não «dez mil e quinhentos contos», como aí se escreve. O problema grave reside nos disparates e omissões que se seguem e, pior ainda, na forma como aqueles são ordenados, criando uma visão distorcida da realidade.

Comecemos pelos disparates:

-- Diz o sr. Maio que «a questão da facturação (...) tem de ser considerada em função da entrada recente das independentes Vidisco, Strauss, MVM e reentrada (da) Edisom no `clube' AFP». (A referência a «clube» não comentamos: mas já ouvimos isto em qualquer lado.) Concluirá o leitor que as referidas editoras foram consideradas em 1994 e não no ano anterior. Nada mais falso: a Vidisco e a MVM constam da informação de mercado da AFP de 1993; e a Strauss e a Edisom perfazem, no seu conjunto, 1,37 por cento do mercado total em 94, sendo que a Edisom já tinha contribuído para 1,35 por cento do mercado em 93. Ou seja: em lugar de se considerarem «quase (...) 20 por cento» para eventualmente deduzir aos números de 94, seria necessário deduzir 0,02 por cento. O que é bastante diferente.

-- Decorrendo do disparate anterior e agravado pela pouca disponibilidade para fazer contas, diz-nos o sr. Maio que «não se vendeu mais música, em 1994, provavelmente até se vendeu menos no espectro de mercado constituído pelas multinacionais». A revelação é assombrosa: a facturação total das chamadas «multinacionais» foi de 8 milhões, 432 mil contos em 1994, quando tinha sido de 7 milhões, 315 mil contos em 93. É isto menos?! Ou será um aumento de 15,8 por cento?!

-- Não ficamos por aqui: o sr. Maio descobriu que o «crescimento foi quase exclusivamente para a Vidisco (...), ao ponto de determinar quedas de vendas vertiginosas em algumas das suas congéneres multinacionais». Acontece que, na informação da AFP, todas as tais «multinacionais» cresceram: no mínimo, 7,9 por cento; no máximo, 21,9 por cento -- e foi este o caso da EMI-Valentim de Carvalho. Serão «piratas» os «Números de Mercado» que o sr. Maio recebeu?

-- Último disparate que detectei (mas, como o artigo é pródigo na matéria, não juro que me não tenha escapado algum): «A facturação cresceu, sem que necessariamente se vendessem mais unidades.» A realidade é que, mesmo em unidades, o mercado cresceu 12,9 por cento, o que é notável para um ano como 1994 e demonstra a vitalidade duma indústria que o sr. Maio pinta em cores tão sombrias.

Vamos agora às omissões:

-- Por espantoso que isto possa parecer, o sr. Maio não publica o «ranking» das editoras, nem no mercado total, nem na música portuguesa, nem na música clássica, embora tivesse acesso a toda a informação relativa a esta matéria. Porquê? Que se pretende esconder? Que a EMI-Valentim de Carvalho é líder há cinco anos ininterruptos? Que a EMI-Valentim de Carvalho lidera, sempre destacada, o mercado de música portuguesa? Que a Polygram lidera, como sempre, a música clássica e regista na música portuguesa um aumento de facturação de 184,1 por cento? Que a EMI-Valentim de Carvalho consegue na música clássica um aumento de facturação de 243,9 por cento?

É que o argumento de que o sr. Maio se possa não interessar por «rankings» não convenceria ninguém, uma vez que o artigo em apreço não deixa de revelar que, no campo dos Discos de Prata, Ouro e Platina, «a Vidisco arrecadou 49 troféus, mais uma dezena que a EMI-Valentim de Carvalho».

Esta informação, aliás, é -- para variar -- correcta e o dinamismo da Vidisco assim como o seu notável crescimento só podem merecer o nosso aplauso.

Simplesmente, os referidos «troféus» são como os golos num desporto qualquer e ninguém imagina que o balanço dum campeonato se fique pela menção do ataque mais realizador, omitindo o nome do campeão e dos que se lhe seguem.

Qual a visão que se cria da realidade, nesta sequência de disparates, omissões e umas poucas verdades isoladas do contexto? Que o mercado estagnou. Que houve multinacionais que desceram vertiginosamente. E que a EMI-Valentim de Carvalho só deu nas vistas com um modesto segundo lugar nos Discos de Platina, Ouro e Prata.

A verdade é outra; o mercado cresceu muito (19,2 por cento), encontrámos concorrentes competentes e aguerridos e mesmo assim crescemos mais do que o mercado e reforçámos a nossa liderança. Não será, pois, difícil entender a nossa indignação. Liderar um mercado em expansão é uma tarefa difícil, que tem exigido de todos nós uma dedicação permanente aos nossos artistas e clientes -- um trabalho bastante mais duro, aliás, do que aquele que teria bastado ao senhor Maio para não escrever semelhante chorrilho de asneiras! E até achamos que o mínimo que mereceríamos era o reconhecimento dos frutos do nosso esforço ou, pelo menos, que se não publicassem tão grosseiras distorções da realidade demonstrada pelos documentos a que o sr. Maio se reporta.

E se isto é pedir de mais, então desafiamos desde já a secção de desporto do PÚBLICO: que tal passar a alterar ou omitir os resultados dos jogos e os nomes dos vencedores sempre que estes não forem da simpatia do jornalista?

David Ferreira (Administrador da EMI-Valentim de Carvalho), 17/02/1995

Resposta a David Ferreira

Por falta de espaço e para não tornar o artigo demasiado técnico, não por antipatia para com a EMI-Valentim de Carvalho, dispensei-me de comentar a sua quota de 21,3 por cento na facturação registada em 1994 pela AFP. David Ferreira faz muito luxo nisso, eu penso que era melhor estar calado. Passo a explicar:

(i) Omissão. No primeiro semestre de 1991, a EMI-VC tinha 24 por cento da facturação total. Em 93, essa fatia desceu para os 20,82 por cento, registando no ano passado um subida que classifico de insignificante, pois ascende a meio ponto percentual. Mais significante é que continua muito abaixo da quota de 91.

(ii) Omissão. A queda verificada em 93, de que ainda não recuperou, coincidiu com a perda de quotas de mercado das multinacionais em favor da Vidisco, que entrou em jogo com 11,26 por cento. Em 94, esse número subiu para 13,86, ou seja, foi um crescimento muito maior que o da EMI-VC.

(iii) Mentira. Confesso-me um curioso nesta matéria, admito dizer disparates. Mas David é um perito, portanto mente quando declara que todas as multinacionais aumentaram as suas quotas no mercado português em 1994. A Sony desceu de 15,36% em 93 para 14,97% em 94, enquanto a Polygram caiu de 20,41% para 18,48%, e a Warner de 11,57% para 10,65%.

(iv) Mentira ou omissão? David diz que a EMI-VC lidera o mercado da música portuguesa. Mas não relativiza essa liderança à AFP. A verdade é que, para mal dos nossos pecados, o top de música portuguesa reunindo todas as editoras em 1994 foi liderado pela Discossete, nomeadamente com Quim Barreiros, e pela Movieplay com Dulce Pontes e Frei Hermano da Câmara.

(v) Omissão. A EMI-VC atingiu 21,3% da facturação em 1994. Mas será um número para se orgulhar, atendendo à compra da Virgin (antes Edisom) pela EMI? A Edisom em 91 tinha 10,10% do mercado português (cifra sobretudo alcançada pelo catálogo Virgin) e a EMI-VC tinha 24%. Calculando por alto o somatório das duas coisas, a EMI-VC deveria agora ter mais de 30% da facturação, mas a verdade é que tem pouco mais de 20%. Não será uma vitória com sabor a derrota?

Luís Maio, 17/02/1995

Na contra-resposta à carta de David Ferreira, administrador da EMI-VC, sobre os números do mercado da música em 1994, escreveu-se que parte das multinacionais instaladas em Portugal baixaram a sua quota de mercado nesse ano (PÚBLICO, 17/02/95). É verdade, mas David Ferreira argumentava que, apesar disso, a facturação de tais companhias aumentou nesse ano, o que é igualmente verdadeiro. Houve assim uma confusão entre quotas de mercado e facturação que torna injustificado que o tenhamos classificado de mentiroso. As nossas desculpas.

Luís Maio, 18/03/1995

[Colocamos aqui esta troca de palavras, já de 1995, entre o jornalista Luís Maio e David Ferreira da EMI apenas para se tentar perceber o ponto de situação nessa altura e as diferentes interpretações que pode haver dos mesmos dados]

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Vendas de discos 2005

D'ZRT
Discos mais vendidos - 2005

1 - D'ZRT - D'ZRT
2 - Morangos Com Açúcar 2 - Banda Sonora (Farol)
3 - Humanos - Humanos
4 - Escolinha de Música - Escolinha de Música
5 - Morangice - Banda Sonora (Farol)
6 - Adriana Partimpim - Adriana Partimpim
7 - Hopes And Fears - Keane
8 - X & Y - Coldplay
9 - Morangos de Verão Série 2 - Banda Sonora (Farol)
10 - Il Divo - Il Divo
11 - Crazy Hits - Crazy Frog
12 - Transparente - Mariza
13 - Best 1991-2004 - Seal
14 - Anual Mix 2005 Mixed By Dj Fernando - Vários (Vidisco)
15 - Pra Sempre Ao Vivo No Pacaembu - Roberto Carlos
16 - Confessions On A Dance Floor - Madonna
17 - Monkey Business - Black Eyed Peas
18 - Now 11 - Vários
19 - Now 12 - Vários
20 - Rita - Rita Guerra
21 - Ancora - Il Divo
22 - Ninguém Como Tu - Banda Sonora (Farol)
23 - Re-Definições - Da Weasel
24 - Now 13 - Vários
25 - Orbital Mix 2 - Vários (Vidisco)
26 - Best Of Blue - Blue
27 - A Espuma das Canções - Rui Veloso
28 - Roupacústico - Roupa Nova
29 - Intensive Care - Robbie Williams
30 - Vagabundo Por Amor - Tony Carreira
31 - How To Dismantle An Atomic Bomb - U2
32 - Brasilatinidade - Martinho da Vila
33 - Collision Course - Linkin Park
34 - The Massacre - 50 Cent
35 - Back To Bedlam - James Blunt
36 - O Melhor de Rita Lee - Rita Lee
37 - Benfica Campeão Nacional 2004/2005 - Vários
38 - Influências - Beto
39 - Ao Vivo No Coliseu - D'ZRT
40 - Reggaeton Total - Vários (Som Livre/Vidisco)
41 - Ritmo, Amor E Palavras - Boss AC
42 - O Outro Lado - Patricia Candoso
43 - Songs About Jane - Maroon 5
44 - América Nacional - Banda Sonora
45 - Nº1 - Vários (Farol/Warner)
46 - Love Songs (A Compilation Old And New) - Phil Collins
47 - Christmas Songs - Diana Krall
48 - Fijacion Oral - Shakira
49 - Caribe Mix 2005 - Vários (Vidisco)
50 - Discos Pedidos - Vários (Som Livre)

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

--3-Humanos - Humanos (3#1)
--5-Best 1991 - 2004 - Seal (5#1)
Best Of Blue - Blue [#2]
--4-Hopes And Fears - Keane (4#1)
Faluas do Tejo - Madredeus [#2]
--1-Pra Sempre Ao vivo No Pacaembu - Roberto Carlos (1#1)
--1-Avatara - Blsted Mechanism (1#1)
--3-Escolinha de Música - Escolinha de Música (3#1)
Il Divo - Il Divo [#2]
--3-Transparente - Mariza (3#1)
--21-D'ZRT - D'ZRT (21#1)
Roupacústico - Roupa Nova [#2]
--1-X&Y - Coldplay (1#1)
Crazy Hits - Crazy Frog [#2]
Rita - Rita Guerra [#2]
O Melhor de Rita Lee - Rita Lee [#2]
--1-Playing The Angel - Depeche Mode (1#1)
--1-Our Hearts Will Beat As One - David Fonseca (1#1)
--2-Intensive Care - Robbie Williams (2#1)
3-Confessions On A Dance Floor - Madonna
Private Investigations The Very Best Of - Dire Straits & Mark Knopfler [#3]
--1-A Espuma das Canções - Rui Veloso (1#1)
--1-Ancora - Il Divo (1#1)
--1- Ao Vivo No Coliseu - D'ZRT (1#1)

(Discos que ocuparam as primeiras posições entre Janeiro e Dezembro de 2005)

Os portugueses consumiram mais música nacional em 2005. Os dados são da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) e são claros. Mais de metade dos 30 CD mais vendidos em Portugal são de artistas lusófonos e/ou de produção nacional.

À frente da lista estão os D’ZRT que, segundo dados da sua editora, conquistaram seis discos de platina (mais de 120 mil unidades) com o homónimo disco de estreia. A esta proeza – notável numa altura em que o mercado está em recessão – a banda da novela ‘Morangos com Açúcar’ soma ainda mais de 50 mil unidades vendidas com as edições do disco e DVD ‘Ao Vivo’, que ocupa a 26.ª posição na tabela.

A apetência pela música em português em 2005 foi de tal forma que os quatro primeiros lugares do ‘top’ são preenchidos com artistas que cantam na língua de Camões.

RÁDIO NÃO REFLECTE AUMENTO

A preferência do público comprador de discos não foi, no entanto, acompanhada pelas rádios. De acordo com dados da AFP, apenas quatro temas lusófonos e/ou de produção nacional figuram nos 20 mais difundidos pelas emissoras no ano passado. O mesmo número que se havia verificado em 2004. O melhor ‘airplay’ de um tema português foi ‘My Explanation’, dos EZ Special, que conseguiu o segundo lugar da tabela. Mas é preciso descer até à 9.ª posição para encontrar o primeiro título em português: ‘Mais Que Uma Vez’, de João Pedro Pais. Depois, só a brasileira Adriana Calcanhotto, com ‘Fico Assim Sem Você’, na 14.ª posição. Os The Gift, eleitos a Melhor Banda Portuguesa nos prémios europeus de música da MTV, são os restantes (e únicos) representantes nacionais, com um honroso 6.º lugar no ‘top’ dos mais ouvidos em 2005, com ‘Driving You Slow. Estes valores têm por base a ‘escuta’ das principais estações em Portugal, a saber: RDP (Antena 1 e 3), Best FM, Capital, Cidade FM, Festival, Mega FM, Nova Era, Nova, Orbital, Radar, Clube de Matosinhos, Comercial, RFM, Renascença, TSF e 94 FM de Leiria, esta apenas desde Setembro.

OS MELHORES

1.º D’ZRT (‘D’ZRT’)
2.º Humanos (‘Humanos’)
3.º Escolinha de Música (‘Escolinha de Música’)
4.º Adriana Partimpim (‘Adriana Partimpim’)
9.º Mariza (‘Transparente’)
10.º Roberto Carlos (‘Pra Sempre ao Vivo no Pacaembu’)
13.º Rita Guerra (‘Rita’)
15.º Da Weasel (‘Re-Definições’)
16.º Rui Veloso (‘A Espuma das Canções’)
17.º Roupa Nova (‘Roupacústico’)
19.º Tony Carreira (‘Vagabundo por Amor’)
21.º Martinho da Vila (‘Brasilatinidade’)
25.º Beto (‘Influências’)
26.º D’ZRT (‘Ao Vivo no Coliseu’)
27.º Boss AC (‘Ritmo, Amor e Palavras’)
28.º Patrícia Candoso (‘O Outro Lado’)

PÓDIO

D`ZRT - Foram o fenómeno de 2005. Aos perto de 200 mil discos vendidos, a banda dos ‘Morangos com Açúcar’ somou dezenas de espectáculos que levaram ao delírio milhares de adolescentes.

HUMANOS - Mais de 100 mil unidades vendidas (cinco platinas) fizeram de ‘Humanos’ o segundo disco mais popular de 2005. É a prova de como 20 anos após a morte, Variações permanece actual.

ESCOLINHA - Canções populares talhadas à medida do universo infantil valeram à ‘Escolinha de Música’ o terceiro lugar do pódio, com vendas superiores a 40 mil unidades (dupla platina).

Luis F. Silva / Correio da Manhã, 11/01/2006

(Discos que atingiram as primeiras posições entre Janeiro e Dezembro de 2005)

D'ZRT - 6 Platinas; Humanos - 5 platinas; Adriana Partimpim - 4 platinas; O Concerto Acústico - 4 platinas; etc

Músicas mais rodadas não correspondem às vendas...

A música mais passada na rádio portuguesa não corresponde à que mais vende discos, revela um estudo da Nielsen ontem publicado. Na relação com a música portuguesa a discrepância é ainda mais evidente. Comparando as listas dos 20 discos mais tocados com a dos 20 mais vendidos, verificamos que na rádio há apenas três canções nacionais, enquanto nas vendas, oito dos 20 mais populares do ano foram portuguesas (o top 3, de resto, é todo ele "caseiro", com D'ZRT, Humanos e "Escolinha de Música" no topo da tabela). Segundo a Associação Fonográfica Portuguesa, esta "disparidade reforça a necessidade da introdução de quotas", referindo-se assim à nova lei da rádio. O estudo revelou ainda que "She Will Be Loved", dos Maroon 5 foi a canção mais tocada do ano.

Nuno Galopim /DN, 11/01/2006

Com efeito, segundo a AFP, passou-se da venda de 9.068.062 unidades em 2005, gerando uma facturação total de 56.162.358,12 €, para as 3.698.046 unidades e 22.159.046,02 €, na primeira metade de 2006.

(Em 2005) O reportório internacional estava ainda na dianteira mas o mercado das compilações encontrava-se à frente da produção nacional – 28,4% contra 22,2% (26.516.802,47 € sobre 15.947.310,36 €), respectivamente. O reportório nacional atingiu uma facturação de 12.494.952,39€, representando 22,25% do total do mercado de áudio. O reportório clássico apresentou um valor relativo inferior a 2005,com 2,1% e 1.203.292,90 €.

Passemos a uma análise mais fina desdobrando o consumo pelos diversos suportes auditados pela AFP. No período em análise a quebra na venda de singles é acentuada. Se em 2005 o total de vendas ascendeu às 176.367 unidades, no 1º semestre de 2006 baixou drasticamente para as 13.611 unidades – quase 13 vezes menos.

Se em 2005 foram vendidos 8.891.695 álbuns no 1º semestre de 2006 esse número ficou-se pelas 3.684.435 unidades. Figura

Se em 2005 o total de álbuns neste suporte [CD] ascendia às 7.402.063 unidades, no 1º semestre de 2006 somou menos de metade desse valor, ou sejam 3.358.777 unidades.

A tendência de descida surge ainda mais acentuada noutro tipo de suportes, a começar pela cassete musical (MC ou K7).

Este formato assistiu à quebra das suas vendas, entre 2005 e o 1º semestre de 2006, de 625.864 cassetes para 185.245.

O suporte audiófi lo de Super Áudio Compact Disc (SA-CD) viu a sua, já residual, expressão decrescer de 8.630 unidades de 2005 para as 1.333 unidades vendidas até à primeira metade de 2006. A mesma tendência é observável no mesmo período no suporte DVD-Áudio que decresce de 335 para as 67 unidades.

Facto a assinalar, e que contraria este comportamento decrescente, é o ressurgimento do sector do vinil. Segundo os dados da APF durante o ano de 2005 foram vendidas 102 peças de vinil. Ora esse número é ultrapassado logo na primeira metade de 2006 alcançando as 149 unidades. Não obstante, estes valores parecem demasiado baixos para serem verosímeis para a realidade portuguesa.

Passando para a análise do preço médio dos produtos áudio, pode observar-se que o-- baixou de 2005 para o 1º semestre de 2006, de 6,19 € para 5,99 €.

Uma leitura global dos dados relativos às quotas de áudio de 2005 demonstra que a Emi-Valentim de Carvalho esteve à frente das vendas, arrecadando 20,71% de quota de mercado. Em segundo lugar a Universal obteve 17,62%, seguida da Farol com 14,28% e a Sony Bmg detentora de 13,83%. Com quotas de mercado abaixo dos 10% surgem, por ordem decrecrente, a Warner Music (8,49%), Vidisco (8,28%), Som Livre (7,49%), Espacial (4,32%), Ovação (1,26%), Edlp (1,17%), Vc (0,91%) e, por fi m, a Musica Alternativa (0,20%).

Uma abordagem mais pormenorizada demonstra que algumas editoras detêm maior penetração em certos nichos de mercado. O reportório internacional é dominado pela Sony Bmg (26,93% do total de áudio). Em segundo lugar surge a editora Universal (22,06%), em terceiro a EMI-VC com 18,13% e a Warner Music, fica em quarto lugar com 17,76%. A diferença para o quinto lugar é significativa, a editora portuguesa Farol arrecada 5,94% de share. As restantes editoras atingem pesos relativos pouco expressivos.

A mediação da música portuguesa apresenta distribuições de mercado diferentes. A Emi-Vc esteve à frente do reportório nacional em 2005 com 36,38%. A Farol alcançou (15,74%), a Espacial 15,34%, a Universal 9,31%, a Vidisco 8,86% e Zona Música 5,18%. Com valores pouco expressivos a VC 4,08%, Som Livre 2,78%, Ovação 1,52% Musica Alternativa 0,66%, Edlp 0,21%.

Já o reportório clássico foi claramente dominado, em 2005, pela editora Universal, alcançando a maioria dos consumidores 63,57%. Esta hegemonia fez baixar o peso relativo das restantes editoras, a Emi-Vc fi cou-se pelos 19,73%, a Sony Bmg 12,23%, a Warner Music 3,57% e a Edlp com apenas 0,89%.

Por fim, o mercado das compilações foi dominado pela portuguesa Farol (do grupo Media Capital), com 28,07% de quota de mercado. Seguiu-se a editora Som Livre com 19,33%, a Vidisco com 16,17%, a Universal com 13,28% e a Emi-Vc com 12,80%. Com quotas de mercado pouco signifi cativas a Espacial 3,12%, Sony Bmg 3,03%, Ovação 2,57%, Zona Música 0,76%, Edlp 0,57% Musica Alternativa 0,17% e Warner Music 0,14%.

Passemos agora à análise de alguns dos dados disponibilizados pela IGAC. Em 2005 esta instituição do Ministério da Cultura deparou-se com 168 infracções no sector da actividade fonográfica. Note-se que este sector ocupa peso substancial no bolo total das infracções detectadas, representando quase um terço do total, 27,8%. Nestas acções foram apreendidos 52.684 exemplares de cassetes áudio, CD’s, CD-R’s com obras musicais.

A IGAC procedeu ainda ao levantamento de autorização e autenticação de 795 fonogramas,
297 dos quais em 1ª edição e 498 em edições seguintes.

Resumindo, os dados disponíveis relativos ao mercado do áudio indiciam que a procura dos suportes tradicionais se encontra em relativa retracção. Esta quebra dá-se sobretudo no formato de single e no segmento da cassete musical, em crescente desuso. Apesar de o suporte de Compact Disc (CD) acompanhar esta tendência de descida, continua a ocupar um lugar de destaque hegemónico no interior das categorias apontadas pela AFP.

Por seu turno surgem alguns indícios de ressurgimento do suporte de vinil, mas que necessitam de comprovação com a análise de tendências evolutivas nos próximos anos. Denotam-se ainda lacunas e insuficiências no tipo de dados levantados no terreno pelas instituições que tutelam o sector do aúdio, aspecto que poderia ser alvo de uma relativa melhoria. Ficam por conhecer os dados relativos aos downloads de música, legais e ilegais, dificilmente crivados e parametrizados pelas estatísticas oficiais. Tendo em conta que o sector da música em formato de ficheiro digital legal e ilegal se encontra em franca expansão, estes números deverão representar certamente parte significativa dos consumos musicais contemporâneos – práticas sobretudo mais preconizadas por um perfil mais jovem e urbano. Acrescente-se que a pirataria tradicional de produtos de áudio representa importante parcela das irregularidades detectadas pela IGAC.

No plano das editoras, vimos que a diferentes segmentos de mercado correspondem diferentes configurações hierárquicas de quotas de mercado. Assim, as majors dominam sobretudo a produção internacional, casos da Universal e Sony Bmg,lado a lado, com a Emi-VC. Não obstante, o segmento de reportório nacional demonstra especificidades próprias, sendo encabeçado pela Emi-Vc, e por editoras de raiz nacional como a Farol, a Espacial e a esfera das colectâneas é dominada pela portuguesa Farol e pela Som Livre.

Adaptado / Obercom

terça-feira, 27 de abril de 2010

Vendas de discos 1977



Mais vendidos 1977 - Música & Som

LPS

1 - Animals - Pink Floyd
2 - Even In The Quietest Moments - Supertramp
3 - Festival Polystar 77 - Vários

Artistas: Peter Gabriel, Peter Frampton, Chico Buarque; Grupos: Pink Floyd, Supertramp, Queen

1 - Amália No Luso - Amália Rodrigues
2 - Beatriz Costa - Beatriz Costa
3 - Cantigas Numa Lingua Antiga - Amalia Rodrigues

Artistas: Amália, Beatriz Costa, Frei Hermano da Câmara; Grupos: Gemini

SINGLES

1 - L'Oiseau Et L'Enfant - Marie Myryam
2 - Daddy Cool - Boney M
3 - Marco - Banda Sonora

Artistas: Marie Myriam, Art Sullivan, Julie Convington; Grupos: Boney M, Abba, Ritchie Family

1 - Pensando Em Ti - Gemini
2 - Caldeirada - Amália Rodrigues
3 - Anita Não É Bonita - José Cid

Artistas: José Cid, Amália Rodrigues, Herman José; Grupos: Gemini, Clarisse e Tó, Green Windows

Alguns dos sucessos do ano:

singles:

Dancing Queen - ABBA (#1)
Parafuso Em Lisboa - Romão Felix - #3
Don't Go Breaking My Heart - Elton John / Kiki Dee (#1)
Sandokan - Banda Sonora (#1)
Bobby - Banda Sonora - #3
Pensando Em Ti - Gemini (#1)
Sur Le Borde d'un Vie - Art Sullivan - #3
The Best Disco In Town - Ritchie Family - #4
Porque Te Vas - Jeanette - #3
Caldeirada - Amália Rodrigues (#1)
Honey Honey - ABBA - #3
Daddy Cool - Boney M (#1)
Rita Rita Limão - Green Windows - #3
Anita Não É Bonita - José Cid  (#1)
L'Oiseau Et L'Enfant - Marie Myriam   (#1)
Saca o Saca-Rolhas! - Herman José - #2
Gavilan O Paloma - Paco Abraira - #3
Marco - Banda Sonora - #4
Modinha Para Gabriela - Gal Costa - #5
Romântico Mas Não Tropego - José Cid (#1)
Big Bisou - Carlos - #2
Ma Baker - Boney M - 3#1
Don't Cry For Me Argentina - Julie Convigton - #2
Leana - Art Sullivan - #3
Verde Vinho - Paulo Alexandre (#1)
I Feel Love - Donna Summer - #3
Rock Collection - Laurent Voulzy - #0
Down, Deep Inside - Donna Summer - #0
Grandola Vila Morena - José Afonso - #0
O Emigrante - Conjunto Maria Albertina - #0
+
+

Álbuns:

16 Super Êxitos - Vários (Polystar) (#1)
Rock And Roll Music - Beatles - #3
Old Loves Die Hard - Triumvirat - #2
Jesus - Frei Hermano Camara - #2
Amália No Luso - Amália Rodrigues - #2
Blue Moves - Elton John (#1)
Frampton Comes Alive - Peter Frampton (#1)
A Day At The Races - Queen - #2
Animals - Pink Floyd (#1)
Radio Activity - Krafwerk - #4
Wind And Wuthering - Genesis - #3
Meus Caros Amigos - Chico Buarque - #2
Even In The Quietest Moments - Supertramp (#1)
Peter Gabriel - Peter Gabriel - #2
Beatriz Costa - Beatriz Costa - #3
Stranger In The City - John Miles - #3
I Remember Yesterday - Donna Summer (#1)
Hotel California - Eagles (#1)
Festival Polystar 77 - Vários (#1)
Gabriela Cravo e Canela - Banda Sonora  - #3
17 Super Hits - Vários (Imavox) - #2
19 Zechino D'Oro - Vários - #3
Love For Sale - Boney M - #4
Book Of Dreams - Steve Miller Band - #0
+

Atribuição dos primeiros Discos de Ouro pela Orfeu / Arnaldo Trindade:

Grândola Vila Morena - José Afonso, Anita Não É Bonita - José Cid, O Emigrante - Conjunto Maria Albertina. Na mesma ocasião José Cid também recebeu um disco de prata para "Romântico Mas Não Tropego".

[Bilboard 05/11/1977]

O álbum "Pensando em Ti" dos Gemini foi o primeiro disco de Ouro oficial em Portugal (30.000).Disco de Ouro - Singles: 50.000

Aos 23 anos, em 77, ganha o primeiro disco de ouro com Saca o Saca-Rolhas, tiro de partida para cerca de cinco anos de música popular e humorística. (Herman / Citi)

"Old Loves Die Hard" was number 1 in Portugal, earning the band a gold disc.  (net)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Vendas de discos 1999

Andrea Bocelli & Dulce Pontes
Discos mais vendidos - 1999

1 - Sogno - Andrea Bocelli
2 - The Party Album! - Vengaboys
3 - Love Stories - ABBA
4 - Believe - Cher
5 - Millenium - Backstreet Boys
6 - Best - Scorpions
7 - Voar - Santos & Pecadores
8 - ...Baby One More Time - Britney Spears
9 - A Little Bit Of Mambo - Lou Bega
10 - Más - Alejandro Sanz

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

Silence Becomes It - Silence 4 (4#1)
Avenidas - Rui Veloso - #4
Believe - Cher (4#1)
XX Anos XX Bandas - Vários - #2
Love Stories - ABBA (6#1)
Americana - The Offspring - #3
Más  - Alejandro Sanz - #2
Sogno - Andrea Bocelli (10#1)
Solta-se O Beijo Ao Vivo - Ala dos Namorados - #3
It Was The Best Of Times - Supertramp - #2
Sem Limite - Santamaria - #3
Millenium - Backstreet Boys (4#1)
Músicas Para Louvar Ao Senhor - Padre Marcelo Rossi - #3
...Baby One More Time - Britney Spears (1#1)
Voar - Santos & Pecadores (2#1)
Uma Noite Só - Trovante (3#1)
Volare! The Very Best - Gipsy Kings (1#1)
Apaixonada - Fáfá de Belém (1#1)
The Party Album! - Vengaboys (2#1)
A Little Bit Of Mambo - Lou Bega (4#1)
Até Ao Fim - Excesso - #3
Californication - Red Hot Chilli Peppers - #2
Best - Scorpions (7#1)
Best Ballads - Bonnie Tyler - #3
Clapton Chronicles The Best Of 1981/1999 - Eric Clapton - #2
O Primeiro Canto - Dulce Pontes - #4
Issues - Korn - #3
The Greatest Hits - Cher - #3
S & M Live - Mettallica (1#1)
MTV Unplugged - Alanis Morissette (4#1)
Greatest Hits II - Queen - #4
Ficarei - Anjos  - #3
Sacred Arias - Andrea Bocelli - #3
++
+

(Discos que ocuparam as primeiras posições entre Janeiro e Dezembro de 1999)

Mercado português decresceu dois por cento no ano passado

O mercado discográfico português decresceu no ano passado cerca de dois por cento, mas a Associação Fonográfica Portuguesa recusa-se a falar em "recessão". "Não há recessão, o que acontece é que, devido às novas tecnologias, aumentou a 'pirataria' e a cópia privada do disco legal", explicou hoje à Agência Lusa Eduardo Simões, director-geral da Associação. Dados oficiais da Associação, a que a Agência Lusa teve acesso, indicam que os portugueses despenderam no ano passado 19,9 milhões de contos em discos, contra 20,2 no ano anterior. O decréscimo é de 1,64 por cento. "Os novos formatos como o CD-R (CD regravável) ou os 'downloads' de computador influenciam negativamente a venda de discos", justificou Eduardo Simões, exemplificando que "os 'putos' nos liceus vendem cópias privadas a 500 escudos", o que, disse, é "ilegal".
Tiago Faden, da Sony, acredita também que o "endividamento dos portugueses" está igualmente na origem do decréscimo do mercado. "Os portugueses devem aos bancos por causa das casas e dos carros e por isso não dispõem de mais liquidez para os discos, além de que há um excesso de oferta no mercado", explicou Tiago Faden. "Parece que a música está em saldo", desabafou, indignado por não se atribuir um "valor cultural" à música.

A Universal, que resultou da fusão entre a Polygram e a MCA, foi líder do mercado com 24,27 por cento, mas a soma das duas companhias ficou aquém dos resultados obtidos exclusivamente pela Polygram em 1998, que foram de 25,79 por cento. Em 1998, a soma da Polygram e da MCA totalizou uma quota matemática de mercado de 30,71 por cento, o que significa uma quebra de 6,44 pontos percentuais. João Miguel Almeida, da Universal, explicou à Agência Lusa que o resultado menos bom da companhia, apesar de líder, se deve a diversos factores. "Em primeiro lugar - disse -, o ano de 1998 foi o melhor de sempre da Polygram e o de 1999 foi um ano de adaptação à nova realidade da Universal". "Acresce que 1999 foi um ano algo fraco em termos de novidades internacionais e simultaneamente não se repetiu os êxitos no catálogo nacional", enfatizou. Com efeito, no ano passado não chegou a ser editado qualquer álbum novo dos U2, Aqua, No Doubt, Hanson e Bee Gees, como estava previsto, e as vendas dos discos novos de Pedro Abrunhosa e dos Excesso constituíram o que podem ser considerados "fracassos comerciais", ficando muito aquém das expectativas da editora.

O segundo lugar do top das editoras discográficas ficou ocupado no ano passado pela EMI com 20,25 por cento do mercado. Apesar de "acossada" pela Universal, a EMI registou um aumento de 3,5 pontos percentuais relativamente ao ano anterior, o que pode ser considerada uma vitória.

No pódio das editoras ficou ainda a Sony com 13,29 por cento, o que significa um decréscimo de quatro pontos percentuais em relação a 1998. A anunciada fusão para este ano da EMI e da Warner perfaz uma soma matemática de 30,23 por cento do mercado, o que eleva a nova companhia a líder de mercado, substituindo a Universal (24,27 por cento).

Por segmentos de mercado, a Universal foi líder nos repertórios internacional (27,55 por cento) e clássico (62,03 por cento), segunda no repertório regional (música brasileira, latino-americana e outra - 23,56 por cento), terceira no repertório português (16,11 por cento) e quinta nas compilações (9,49 por cento). A EMI foi líder no repertório português (35,67 por cento), segunda nos repertórios internacional (19,23 por cento) e clássico (14,76 por cento) e quarta nas compilações (11 por cento). A Sony foi primeira no repertório regional (27,12 por cento, devido às vendas de Daniela Mercury e Gipsy Kings, entre outros), terceira no repertório internacional (16,71 por cento) e nas compilações (11,21 por cento), quarta no repertório clássico (8,64 por cento) e quinta no repertório português (3,51 por cento).

O primeiro lugar das compilações foi ocupado pela Vidisco (36,51 por cento) e o segundo pela Ovação (11,79 por cento, devido às vendas dos "Patinhos", da RTP). Em relação aos suportes da música, todos os formatos desceram, com excepção das compilações (mais 59,42 por cento), que já ultrapassaram a música portuguesa, situando-se agora no segundo lugar das preferências dos portugueses a seguir ao pop/rock internacional. Os novos formatos são ainda insignificantes no mercado português: no ano passado venderam-se apenas 520 DVD e 2.396 mini-discs e nenhum laser disc ou CD-ROM.

LPA / Lusa, 11 de Fevereiro de 2000

Música: Álbum dos Santamaria foi o mais vendido no ano passado

O álbum "Sem Limite", dos Santamaria, foi o disco português mais vendido no ano passado, com mais de 120 mil cópias, de acordo com dados oficiais da Associação Fonográfica Portuguesa, a que a Agência Lusa teve hoje acesso. O álbum de música estrangeira mais vendido foi "MTV Unplugged", de Alanis Morissette, com mais de 100 mil unidades vendidas.
O mercado discográfico português decresceu quase dois por cento no ano passado, não tendo ocorrido qualquer fenómeno de vendas como no ano anterior, com o álbum de estreia dos Silence 4. Revelando-se desastres comerciais, as diminutas vendas dos novos álbuns de Pedro Abrunhosa, Excesso e até Dulce Pontes contribuíram para o relativo desaire do mercado no ano passado.

LPA / Lusa, 04/02/2000

Galardões

Sem Limite - Santamaria [3PL]
MTV Unplugged -  Alanis Morissette [2PL]

domingo, 25 de abril de 2010

Auditorias específicas

Hoje são frequentes as solicitações para a realização de trabalhos específicos de auditoria internacionalmente enquadráveis na classificação agreed upon procedures. Refiro-me à auditoria das estatísticas das feiras e exposições (em que a BDO & Co é especialista), elaboradas quer pelos parques de exposição (FIL, EXPONOR, Parque de Exposições de Braga) quer pelas entidades organizadoras (Expolíder, Ecorex, etc.). Refiro-me também à auditoria das estatísticas das tiragens e da circulação de jornais apresentadas pela APCT - Associação Portuguesa para o Controlo da Tiragem e Circulação e às estatísticas das vendas do mercado fonográfico . Refiro-me ainda à auditoria da votação dos galardões da AFP - Associação Fonográfica Portuguesa e dos prémios da RTC - Rádio Televisão Comercial, Lda.

Utilidade

Tal como a auditoria às contas (anuais, semestrais, trimestrais) confere credibilidade à informação contabilística e financeira apresentada, também as auditorias específicas, nomeadamente às estatísticas e à atribuição de galardões, conferem idêntica fiabilidade no que respeita às informações facultadas aos destinatários e demais interessados entre os quais se incluem: expositores, editoras discográficas, investidores, credores, clientes, empregados, analistas financeiros, Estado, centrais de compras de publicidade, câmaras de comércio, comunicação social e público em geral.

Âmbito

Os trabalhos de auditoria relacionados com as estatísticas das feiras e exposições; com as tiragens, as vendas e as sobras de jornais e com as vendas fonográficas, por exemplo, estão basicamente enquadrados, em termos técnicos, no âmbito de uma auditoria com a finalidade de confirmar a exactidão da informação tornada pública. Assim, no caso de feiras e exposições, a informação refere-se à área alugada, ao número de expositores, ao número de visitantes, etc. No exemplo da APCT os dados publicados, relativamente à imprensa, indicam a tiragem, as vendas, as ofertas, as assinaturas e a circulação total das publicações. No caso dos dados divulgados pela AFP, no que concerne ao mercado fonográfico, respeitam ao número de unidades vendidas e respectivo valor de revenda por suporte fonográfico (Discos de vinil, Cassetes, CD's ou Vídeos musicais). Mas, qual a dimensão dos números de que estamos a falar? Pretendo dar uma simples ideia, em termos quantitativos dos dados envolvidos, diria que as estatísticas das feiras auditadas em 1998 pela BDO envolveram cerca de 13 500 expositores, 835 000 visitantes e uma área ocupada de cerca de 308 000 m2. Na imprensa falamos de cerca de 140 publicações cuja circulação total média ascendeu, em 1999, a cerca de 7 000 000 de exemplares enquanto que no mercado fonográfico, em 1999, o universo da análise da BDO abrangeu vendas de cerca de 20 000 000 contos.

Normas

Em qualquer das auditorias específicas de que falo é necessário ter presente as normas existentes no respectivo sector por forma a aferir não só da correcção dos números divulgados, mas também da sua adequada classificação e/ou apresentação. No que respeita à elaboração e controlo das estatísticas das feiras e exposições existem normas da UFI (Union des Foires Internationales) contidas no "Guide UFI sur les motifs et les conditions de foncionnement du controle et des statistiques dans les foires et salons". A BDO, membro UFI para Portugal, segue as referidas normas da UFI, criando, em conjunto com os parques de exposições e os organizadores das feiras, procedimentos alternativos para situações concretas que evidenciem particularidades de tratamento. Em relação à imprensa e ao mercado fonográfico, as estatísticas são da responsabilidade das associações nacionais dos respectivos sectores (APCT e AFP), as quais dispõem de regulamentação específica para o preenchimento das informações estatísticas que os associados lhes enviam trimestralmente e que depois de auditadas são publicadas. Ambas as associações são também membros de organismos internacionais: a APCT faz parte da International Federation of Audit Bureaux of Circulations (IFABC) e a AFP é membro da International Federation of the Phonographic Industry (IFPI).

Ética

Os referidos organismos, particularmente a UFI, recomendam que as entidades responsáveis pela elaboração de estatísticas e outras informações procedam à sua divulgação, esclarecendo sempre se as mesmas foram ou não elaboradas e auditadas de acordo com as normas internacionais.

Isto porque algumas entidades, embora dispondo de estatísticas auditadas, divulgam por vezes dados avulso não auditados donde constam valores não aceites pelas normas vigentes como sejam, no caso das feiras, entradas livres ou entradas não controladas de visitantes e no caso da imprensa ofertas e vendas internas, valores esses que põem em causa princípios de ética e de concorrência. De facto, e por analogia, uma empresa cotada na bolsa não deve, não pode!, divulgar volumes de vendas diferentes dos auditados sob pena de violação das normas vigentes no mercado.

Sendo certo que os exemplos de auditorias enquadráveis na classificação de agreed upon procedures não se esgotam por aqui, convém salientar que nestes trabalhos os auditores seguem procedimentos de controlo interno e de auditoria financeira bem como os procedimentos previstos nas normas específicas de cada sector, havendo, sempre, nestes casos uma boa margem para a perspicácia e o espírito crítico dos auditores.

Ana Gabriela Almeida ( BDO Binder & Co)
Publicado no Semanário Económico de 16 de Junho 2000

sábado, 24 de abril de 2010

Vendas de discos 1996

Delfins
Discos mais vendidos - 1996

1 - O Caminho da Felicidade - Delfins
2 - Mamonas Assassinas - Mamonas Assassinas
3 - Jagged Little Pill - Alanis Morissette
4 - Enrique Iglésias - Enrique Iglésias
5 - Tudo O Que Você Queria - GNR
6 - Portraits - Vangelis
7 - Canta Em Português - Enrique Iglésias
8 - Tempo - Pedro Abrunhosa
9 - Dove C'E Musica - Eros Ramazzotti
10 - Nocturnos de Chopin - Maria João Pires

Fonte: AFP

outras imagens (exposição):

Álbuns em destaque:

Top Star 95 - Vários (Vidisco)
O Caminho da Felicidade - Delfins (18#1)
Mellon Collie - Smashing Pumpkins -
Enrique Iglésias - Enrique Iglésias - #2
Ao Vivo Na Antena 3 - Xutos & Pontapés - #3
Something To Remember - Madonna - #3
Murder Ballads - Nick Cave - #3
Mamonas Assassinas - Mamonas Assassinas (4#1)
Hits - Mike & Mechanics - #3
Falling Into Love - Celine Dion - #2
Wildest Dreams - Tina Turner - #3
Greatest Hits - Take That - #3
Portraits - Vangelis (4#1)
Older - George Michael (3#1)
Dove C'e Musica - Eros Ramazzotti - #2
Load - Metallica (1#1)
Tudo O Que Você Queria - GNR (4#1)
Forever - Beautiful World - #3
Canta Em Português - Enrique Iglésias - #2
Dreamland - Robert Miles (1#1)
Jagged Little Pill - Alanis Morissette (2#1)
No Code - Pearl Jam (3#1)
New Adventures In HiFi - R.E.M. - #2/
From The Muddy Banks Of Wishkah- Nirvana (2#1)The Moment - Kenny G - #3
Le Cose Che Vivi - Laura Pausini (1#1)
Bilingual - Pet Shop Boys -# 4
Moods - Pan Pipe - #3
Greatest Hits - Simply Red (1#1)
Reverence - Faithless - #2
Dance Into The Light - Phil Collins (1#1)
Nocturnos de Chopin - Maria João Pires (1#1)
Tempo - Pedro Abrunhosa (4#1)
If We Fall In Love - Rod Stewart - #3
Rio Grande - Rio Grande (1#1)
Emancipation - Prince - #4
Saber A~Mar - Delfins (2#1)
Um Abraço de Natal - Vários
Kadoc - Vários
Dance Mania 96 - Vários (Vidisco)
Nº1 - Vários
 [+]

Alguns dos discos que atingiram os primeiros lugares nas tabelas de vendas de 1996


96-178770-O grupo pop português Delfins recebeu um duplo disco de platina por ter vendido mais de 80 mil cópias da colectânea de êxitos "O Caminho da Felicidade", disco que há mais de dois meses se encontra na primeira posição do top nacional.

96-459373-Agora aterram em Portugal no seu momento mais quente, isto é, quando o seu terceiro álbum de originais -- o aclamadíssimo e megalómano duplo CD, "Mellon Collie And The Infinite Sadness" -- chega ao galardão da platina, à semelhança do que tem vindo a acontecer um pouco por todo o mundo.

96-746070-A recolha de êxitos do grupo de Miguel Ângelo e Fernando Cunha é ja triplo disco de platina, por vendas superiores a 120 mil exemplares.

96-691301-A pianista portuguesa Maria João Pires lidera o top nacional de vendas desde o dia 12 de Novembro, numa estranha e eufórica invasão, em que a música clássica toma de assalto o mercado fonográfico de vendas em massa.

96-155899-O facto da gravação da Maria João Pires dos Nocturnos, de Chopin, ter liderado o top de vendas nacional pode querer dizer que algo está a mudar?

96-1179960-(Maria João Pires) liderou o top de vendas entre 12 de Novembro e 27 de Novembro, data em que foi lançado "Tempo".

96-1247352-Com ou sem talento, o "Tempo" está disponível desde anteontem nos postos de venda e é já disco de platina: a Polygram -- editora de Abrunhosa -- recebeu encomendas de 40 mil cópias, o suficiente para a atribuição daquele galardão.

96-1303915-Os grupos portugueses foram os que mais discos venderam este Natal, ocupando os quatro primeiros lugares do top nacional de vendas.

96-1539913-A caixa de seis CD's singles dos Nirvana, intitulada Singles, conquistou em Portugal um disco de platina, o que é caso único na Europa. A caixa só vendeu no mercado português cerca de sete mil cópias, mas como se trata de um conjunto de seis CD's singles, o total das vendas ultrapassa os 40 mil exemplares, número suficiente para a conquista de um troféu de platina.

Público, 1996

97-112502-Destaque para os nove discos portugueses que conquistaram o disco de platina (quíntupla para "O Caminho da Felicidade", dos Delfins, correspondente a vendas superiores a 200 mil exemplares; tripla para "Tempo", de Pedro Abrunhosa, com mais de 120 mil discos vendidos).

97-1426175-É o resultado de um ano em que Maria João Pires ascendeu aos primeiros postos do top português rivalizando em vendas com Pedro Abrunhosa, Delfins, GNR, Luis Represas e Rio Grande.

Público, 1997

Música portuguesa foi a mais vendida no Natal

Discos de música portuguesa, com destaque para os Delfins e para o projecto Rio Grande, de Rui Veloso, Vitorino e outros, foram os mais vendidos este Natal nas discotecas portuguesas.

Os dois discos, "Saber A Mar", dos Delfins, e "Rio Grande", do projecto com o mesmo título, obtiveram um "empate técnico" para o primeiro lugar do top português na semana de Natal.

"Quando o empate acontece, damos o primeiro lugar ao disco de edição mais recente", disse à Agência Lusa um porta-voz da Associação Fonnográfica Portuguesa (AFP), que organiza o top oficial português.

Outros dois discos portugueses, "Tempo", de Pedro Abrunhosa, e "Nocturnos", da pianista clássica Maria João Pires, obtiveram igualmente vendas assinaláveis, ocupando os quatro registos os primeiros lugares do top de Natal.

É a seguinte a classificação desta semana:

1 (15) - Saber A Mar - Delfins 2 ( 1) - Rio Grande - Rio Grande 3 ( 2) - Tempo - Pedro Abrunhosa 4 ( 4) - Nocturnos - Maria João Pires 5 ( 8) - Best Of - Vaya Con Dios 6 ( 3) - If We Fall In Love - Rod Stewart 7 ( 9) - Spice - Spice Girls 8 ( 5) - Tango - Julio Iglesias 9 (19) - Cohen Live - Leonard Cohen 10 ( 7) - Ao Vivo No CCB - Luís Represas.

Lusa, 26/12/1996

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vendas de discos 2004

Discos da Editora Farol
A lista dos discos mais vendidos em Portugal, em 2004, é a seguinte:

Discos mais vendidos - 2004 (Artistas)

1 - DiscO-Zone - O-Zone
2 - Adriana Partimpim - Adriana Calcanhotto
3 - Re-Definições - Da Weasel
4 - How To Dismantle An Atomic Bomb - U2
5 - Fallen - Evanescence
6 - Elephunk - Black Eyed Peas
7 - Feels Like Home - Norah Jones
8 - Love Songs A Compilation Old And New - Phil Collins
9 - Anastacia - Anastacia
10 - Cinema - Rodrigo Leão
11 - Greatest Hits - Robbie Williams
12 - Fado Curvo - Mariza
13 - Life For Rent - Dido
14 - Vagabundo Por Amor - Tony Carreira
15 - Best 1991-2004 - Seal
16 - The Girl In The Other Room - Diana Krall
17 - The Voice - Russell Watson
18 - Maria Rita - Maria Rita
19 - Esquissos - Toranja
20 - MTV Ao Vivo - Ivete Sangalo
21 - O Concerto Acústico - Rui Veloso
22 - All The Best - Tina Turner
23 - Genius Loves Company - Ray Charles
24 - Ao Vivo No Pavilhão Atlântico - Tony Carreira
25 - Un Dia Normal - Juanes
26 - O Mundo Ao Contrário - Xutos & Pontapés
27 - Olhar Em Frente - Beto
28 - Live Summer 2003 - Robbie Williams
29 - Humanos - Humanos
30 - Um Amor Infinito - Madredeus

Fonte: AFP

Discos mais vendidos - 2004 (compilações)

1 - Now 10 - Vários
2 - Morangos Com Açucar - Banda Sonora
3 - Summer Jam 2004 - Vários
4 - As Musicas da Carochinha Vol. 2 - Vários (Som Livre)
5 - Morangos de Verão - Banda Sonora
6 - Now 11 - Vários
7 - Discos Pedidos - Vários (Som Livre)
8 - Dance Power 10 - Vários (Vidisco)
9 - As Musicas da Carochinha - Vários (Som Livre)
10 - New Wave - Banda Sonora

Fonte: AFP

Os romenos O-Zone foram os que mais discos venderam em Portugal durante 2004. De acordo com a Agência Lusa, a banda de Dan Balan, Radu Sarbu e Arsenie Toderas ficou em primeiro lugar na tabela elaborada pela Associação Fonográfica Portuguesa, com o álbum "Disco Zone", onde se inclui o hit "Dragostea Din Tei".

Nos discos mais vendidos no ano que agora terminou, destaque ainda para os Da Weasel, o primeiro nome português da lista, em 3º lugar, e para os U2 e Evanescence, nas 4ª e 5ªs posições, respectivamente.

O jornal Blitz publicou uma lista ligeiramente diferente onde Rui Veloso está no Top 10:
 
1 - DiscO-Zone - O-Zone [8 semanas em nº1]
2 - Adriana Partimpim - Adriana Calcanhotto [7 semanas em nº1]
3 - Re-Definições - Da Weasel
4 - How To Dismantle An Atomic Bomb - U2 [4 semanas em nº1]
5 - Fallen - Evanescence [1 semana em nº1]
6 - Feels Like Home - Norah Jones [4 semanas em nº1]
7 - Elephunk - Black Eyed Peas
8 - Love Songs - Phil Collins [2 semanas em nº1]
9 - Concerto acústico - Rui Veloso [1 semana em nº1]
10 - Anastacia - Anastacia

Outros

11 - Fado Curvo - Mariza
13 - Cinema - Rodrigo Leão [1 semana em nº1]
16 - Vagabundo Por Amor - Tony Carreira
19 - Ao Vivo No Pavilhão Atlântico - Tony Carreira
23 - Esquissos - Toranja
28 - O Mundo Ao Contrário - Xutos & Pontapés [3 semanas em nº1]
29 - Humanos - Humanos
30-  Um Amor Infinito - Madredeus [3 semanas em nº1]

Entre os 30 discos mais vendidos em 2004 estão os álbuns "Re-Definições dos Da Weasel (3º lugar), "Concerto Acústico" de Rui Veloso (9º) e "Fado Curvo" de Mariza. Nenhum deles consta da lista dos temas mais escutados nas rádios nacionais

[Blitz, 18/01/2005]

Álbuns em destaque em 2004

--1-Concerto Acústico - Rui Veloso -1#1 (ver 2003)
--4-Maria Rita - Maria Rita - 4#1
--1-Fallen - Evanescence - 1#1
Talkie Walkie - Air [#2]
A Crown Left Of The Middle - Incubus [#3]
--4-Fees Like Home - Norah Jones -4#1
--4-The Voice - Russell Watson -4#1
--6-The Girl In The Other Room - Diana Krall -6#1
Anastacia - Anastacia [#2]
A Foreign Sound - Caetano Veloso [#3]
Elephunk - Black Eyed Peas [#3]
--3-Um Amor Infinito - Madredeus -3#1
--3-Um Mundo ao Contrário - Xutos & Pontapés -3#1
Re-definições - Da Weasel [#2]
Under My Skin - Avril Lavigne [#3]
--1-Cinema - Rodrigo Leão -1#1
Folklore - Nelly Furtado [#2]
--7-Adriana Partimpim - Adriana Calcanhotto -7#1
Live At Benaroya Hall - Pearl Jam [#2]
Vagabundo Por Amor - Tony Carreira [#2]
--8-DiscO-Zone - O-Zone -8#1
Un Dia Normal - Juanes [#2]
Genius Love Company - Ray Charles [#2]
--3-Greatest Hits - Robbie Williams -3#1
--2-Love Songs - Phil Collins -2#1
All The Best - Tina Turner [#2]
--4-How To Dismantle An Atomic Bomb - U2 -4#1
AM-FM - The Gift [#3]
Humanos - Humanos [#2] (ver 2005)
--1-Best 1991-2004 - Seal -1#1 (ver 2005)

Notas: Lista de nomes que atingiram os primeiros lugares de Janeiro a Dezembro de 2004. No caso dos discos que atingiram o nº 1 é indicado o nº de semanas em 1º lugar. O disco dos Da Weasel foi o 3º disco mais vendido mesmo sem atingir o nº1!

Viagem de rumo tarda em Portugal

Ao mesmo tempo que diversos mercados mundiais inverteram a tendência de queda, e outros suavizaram a descida na facturação, Portugal viveu um 2004 negro. O levantamento de mercado apresentado pela AFP revelou um "trambolhão" de 25 por cento, reduzindo uma indústria que há dois anos valia cem milhões de euros a apenas 60 milhões.

Várias justificações explicam este cenário. Em primeiro lugar, naturalmente, a pirataria. Se bem que tenha havido no último ano uma intensificação de acções policiais contra infractores de pirataria física, falta ainda actuar no espaço da pirataria digital, via Internet (existe já uma directiva do direito de autor na era digital, mas a sua redacção final não parece unânime). Editores e músicos criticam também a política das estações de rádio, sobretudo na sua má relação com a música portuguesa e com as novidades em geral, sugerindo como alternativa uma nova lei da rádio que obrigue a quotas de airplay. Na berlinda está ainda o facto de os discos serem taxados por um IVA a 19 por cento, contra os cinco por cento praticados no livro. Estas e outras questões foram apresentadas por editores, músicos e autores às forças políticas com representação parlamentar. PS, CDU e BE escutaram críticas e descrição do cenário. Aguardam-se respostas...

Em entrevista recente ao DNmúsica, David Ferreira, presidente da EMI Music Portugal, defendeu a necessidade de intervenção "urgente"do Estado em três matérias: "pirataria (a física e também a digital), a rádio e o IVA". O editor chama atenção para o caso americano onde "houve prisões anteriores à explosão do iTunes", reconhece o esforço recente de combate à pirataria física, mas aponta incongruências no texto final da directiva sobre o direito de autor na era digital, fundamental para combater essa outra fonte de pirataria. Defende a colocação de Portugal junto da França, na UE, por uma redução do IVA na música. Sobre a rádio é claro: "a política das rádios é uma política contra as editoras, contra os artistas, contra os autores." E acrescenta que "estamos a ser vítimas de um processo de censura organizada" que "tem a complacência do próprio Estado", criticando em específico o ex-ministro Morais Sarmento "que prometeu solenemente uma lei (da rádio) em Setembro de 2003". Lei que ainda não existe.

Tozé Brito, à frente dos destinos da Universal, afirmou também ao DNmúsica que "em Portugal a volta está a ser dada tranquilamente", defendendo que a indústria da música ainda é viável entre nós "mas noutros moldes", não com as "megaestruturas que existiam", depositando esperanças nas plataformas digitais e tecnologias móveis. Tal como David Ferreira critica o anterior governo, referindo que a directiva de direito de autor "passou de uma forma vergonhosa" e que "a proposta da lei da rádio" até hoje "não existe e não se sabe onde anda". Defende ainda que, depois de existir um quadro legal, as plataformas digitais vão crescer "e nós estaremos a crescer com os outros, mas com dois anos de atraso".

A presidir desde há poucas semanas aos destinos da Sony BMG em Portugal, o espanhol Jose Maria Cámara explicou ainda ao DN que "a crise está atingindo com mais força os países que não conseguiram desenvolver uma cena forte de repertório local e que não exportam para o mercado internacional". O retrato aplica-se, naturalmente, ao caso português.

Nuno Galopim, DN, 25/03/2005

Mercado Português cai 25%

Segundo o levantamento anual da Associação Fonográfica Portuguesa, o mercado discográfico português caiu 25 por cento em 2004. A indústria, que valia 81 milhões de euros em 2003 (e praticamente 100 milhões em 2002), vale agora apenas 60 milhões! Em dois anos desapareceram 40 por cento de uma indústria até há pouco tempo florescente.

Os valores de 2004 assinalam uma quebra das vendas de álbuns (formato CD) na ordem dos 21,9 por cento. O mercado das cassetes áudio (ainda perto de um milhão de unidades vendidas) caiu 37 por cento. O "velho" LP em vinil teve presença vestigial (148 cópias vendidas ao longo do ano). O DVD musical manteve a performance de 2003 com vendas na ordem das 753 mil unidades.

O CD single, sobretudo graças a campanhas de promoção de marketing, cresceu para os 1,6 milhões de cópias. Dado fundamental em 2004 é o crescimento expressivo de vendas de fonogramas em campanhas conjuntas com jornais e revistas.

Diário de Noticias, 25/03/2005

Relatório da Editora Farol

O ano de 2004 foi caracterizado por uma redução substancial do valor do mercado discográfico a nível Mundial, tendo o mercado áudio Português acompanhado esta tendência e sofrendo uma quebra de cerca de 11%, em termos de unidades vendidas, face a 2003. Apesar desta tendência negativa, a editora discográfica do Grupo Media Capital (Farol Música) registou no ano passado um volume de vendas de mais de 8 Milhões de Euros, triplicando o valor de 2003.

Este resultado excepcionalmente positivo foi fruto de várias vantagens competitivas da Farol Música relativamente às restantes editoras discográficas (multinacionais e independentes) em actividade no mercado nacional. Nomeadamente, uma estrutura leve, dinâmica e bem dimensionada; gestão orientado por projecto; e um investimento forte em Marketing e na Promoção dos seus produtos.

A Estratégia editorial tem-se pautado por um número reduzido de lançamentos (face ao habitual no mercado) com um planeamento de Marketing ambicioso e rigoroso na sua concepção e acompanhamento.

É de salientar também o contributo para este resultado do acordo firmado no final do ano de 2004 com a editora discográfica multinacional Warner Music, que tornou a Farol Música a distribuidora exclusiva para Portugal de todo o seu catálogo.Esta parceria não se limita à distribuição pura do catálogo mas abrange também o marketing, a promoção e a gestão comercial dos produtos da Warner Music, o que traduz a elevada reputação da Farol no mercado português. A nível comercial, a Farol Música (contando apenas com o seu catálogo próprio – excluindo o da Warner Music) obteve em 2004 uma quota de mercado de vendas de discos de 8%, em linha com as expectativas e perto da quota “natural”esperada para esta unidade de negócio.

Foram obtidos numerosos galardões, incluindo duas Duplas Platinas (“Banda Sonora - Morangos com Açúcar” e “Phil Collins – Love Songs”), quatro Platinas (“O-Zone”, “Banda Sonora – Morangos de Verão”, “Seal – Best 1991- 2004”e “Beto - Olhar em Frente”) e quatro discos de ouro (“Banda Sonora – Queridas Feras”, “Ivete Sangalo – MTV ao Vivo”, “Juanes – Un dia normal” e “Russel Watson – The Voice”).

Fonte: Relatório e Contas da Media Capital

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Rão Kyao



Blitz 16/04/1985
Rão Kyao foi o primeiro artista português a conseguir atingir o galardão de Platina com o disco "Fado Bailado". Também vendeu mais de 60.000 exemplares com o disco "Estrada da Luz" (1984/1985).

Vendas de discos 1985


Singles em destaque

I Just Called To Say I Love You - Stevie Wonder (3#1)
Neverending Story - Limahl - #3
Woodpeckers From Space - Video Kids (4#1)
Last Christmas - Wham (4#1)
The Riddle - Nik Kershaw - #3
One Night In Bangkok - Murray Head - #3
Still Loving You - Scorpions (8#1)
I Should Have Known Better - Jim Diamond - #2
I Want To Know What Love Is - Foreigner - #2
Loverboy - Billy Ocean - #4
We Are The World - USA For Africa (11#1)
We All Stand Together - Paul McCartney - #2
Somebody - Bryan Adams - #3
Disco Band - Scotch - #4
Tarzan Boy - Baltimora (7#1)
19 - Paul Hardcastle - #3
Live Is Life - Opus - #2
Remember I Love You - Jim Diamond - #3
You’re My Heart, You’re My Soul - Modern Talking (13#1)
We Don’t Need Another Heroe - Tina Turner - #2
Part-Time Lover - Stevie Wonder - #3
You Can Win If You Want - Modern Talking - #2
We've Got Tonight - Kenny Rogers/Sheena Easton - #4
Dancing In The Street - David Bowie/Mick Jagger - #4
Cantare, Cantarás - Hermanos - #4
Maria Magdalena - Sandra (1#1)
Nikita - Elton John (1#1)
+


Álbuns em destaque

Jackpot 84 - Vários (3#1)
Polystar - Vários - #3
Estrada da Luz - Rão Kyao (2#1)
Give My Regards To Broadstreet - Paul McCartney - #3
Make It Big - Wham! (5#1)
Gold Balladas - Scorpions (11#1)
Agent Provocateur - Foreigner - #2
No Jacket Required - Phil Collins - #3
Reckless - Bryan Adams (1#1)
We Are The World - USA For Africa (4#1)
Songs From The Big Chair - Tear For Fears - #3
Brothers In Arms - Dire Straits (19#1)
Top Jackpot - Vários - #3
Summer Stars - Vários - #3
Saudades - José Calvário - #2
O Melhor de Amália: Estranha Forma de Vida - Amália Rodrigues (2#1)
Desculpem Qualquer Coisinha - Paulo de Carvalho - #5
Misplaced Childhood - Marillion - #3
Libra - Júlio Iglesias - #2
Top Genius - Vários (CBS) (2#1)
The Complete - Mike Oldfield - #3
Top Jackpot 85 - Vários (EMI) (3#1)
Polystar - Vários (Polystar) - #3
The 1st Album - Modern Talking - #4
+

Fonte: tabelas oficiais (TOP DISCO/GPPFV/UNEVA)



Quase oito milhões de discos vendidos em Portugal em 1985

Em Portugal foram vendidos no ano passado cerca de oito milhões de discos e cassettes, ou seja, quase uma unidade por cada cidadão apurou a agência NP (Noticias de Portugal) junto da UNEVA (União de Editoras de Video e Audio).

O maior contingente de vendas registou-se nos singles com 2 567 524 unidades, LP's com 2 425 458 e Mini-LP's com 1218 411. Os Máxi-singles venderam 283 336 unidades.

Os Compact Disc (CD), que são a novidade na indústria, venderam no ano passado em Portugal 10 561 unidades.

O total das cassettes vendidas fixou-se em 1 288 910.

Segundo a lista oficial da UNEVA, a que a agência NP teve acesso, foi a seguinte a percentagem da facturação, por editora, no conjunto de discos e cassettes:

EMI 28,94 por cento
Polygram 22,51 por cento
CBS 19.08 por cento
Selecções 12,22 por cento
Edisom 8,56 por cento
Dacapo 5,90 por cento
Edisco 1,31 por cento
Transmedia 0,89 por cento
Vadeca. 0,53 por cento

Quanto ao catálogo nacional, a percentagem de facturação favorece também a EMI (61.82 por cento), seguindo-se a Polygram (18,23 por cento) o a CBS (10,53 por cento).

Finalmente, quanto à música clássica, o top é da Polygram com 57,69 por cento, seguindo-se a EMI com 18,05 por cento e a Dacapo com 17,10 por cento.

Blitz, 29/04/1986

(Ranking Por Editoras / 1985)


Billboard, 09/11/1985

Brother In Arms - Dire Straits (Platina);
 O Melhor de .. - Amália (Platina);
Estrada da Luz - Rão Kyao (Platina)

"O Melhor de Amália - Estranha Forma de Vida"  recebeu o galardão de dupla platina em 16/12/1985

Álbuns Mais Vendidos - Revista Música & Som 1985

1 - Brothers In Arms - Dire Straits
2 - Gold Ballads - Scorpions
3 - Reckless - Bryan Adams
4 - Make It Big - Wham!
5 - O Melhor de Amália (Estranha Forma de Vida) - Amália Rodrigues
6 - Agent Provocateur - Foreigner
7 - Estrada da Luz - Rão Kyao
8 - We Are The World - USA For Africa
9 - Saudades - José Calvário/LSO
10 - Libra - Julio Iglésias

Singles Mais Vendidos - Revista Música & Som 1985

1 - We Are The World - USA For Africa
2 - Still Loving You - Scorpions
3 - You're My Heart, You're My Soul - Modern Talking
4 - Last Christmas - Wham!
5 - I Should Have Known Better - Jim Diamond
6 - Tarzan Boy - Baltimora
7 - Woodpeckers From Space - Video Kids
8 - We All Stand Together - Paul McCartney
9 - I Want To Know What Love Is - Foreigner
10 - Live Is Life - Opus
11 - You Can Win If You Want - Modern Talking
12 - We Don't Need Another Hero - Tina Turner
13 - One Night In Bangkok - Murray Head
14 - The Riddle - Nik Kershaw
15 - Solid - Ashford & Simpson
16 - No More Lonely Nights - Paul McCartney
17 - So Far Away - Dire Straits
18 - (I'll Never Be) Maria Magdalena - Sandra
19 - Forever Young  Alphaville
20 - Somebody - Bryan Adams

terça-feira, 20 de abril de 2010

Top Digital (2007)

A Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) apresentou ontem a primeira tabela de vendas de música digital em Portugal, feita exclusivamente da contagem de true tones, ou seja toques "reais" de telemóvel (aqueles em que escutamos as canções como nos discos). "Dialectos de Ternura", o single de avanço do novo álbum dos Da Weasel (a editar em Abril de 2007) surge no lugar cimeiro da tabela, o que faz do grupo o primeiro líder de um top feito com as vendas não físicas registadas no mercado nacional. Portugal torna-se assim no terceiro país europeu com uma tabela independente das vendas físicas.

Nos lugares mais altos desta primeira tabela digital nacional encontramos, depois dos Da Weasel, "All Good Things (Come To An End)", de Nelly Furtado, "TeLo Agradezco Pero No", de Alejandro Sanz e Shakira, "PureIntuition", de Shakira, e "Poetas de Karaoke", de Sam The Kid.

Esta iniciativa contou com a colaboração da Arena Mobile, Movilisto, Musiwave, Optimus, TIM w.e., TMN e Vodafone e é, segundo explicou ao DN Eduardo Simões (da AFP), um ponto de partida para uma série de outras formas de contabilizar a música vendida, segundo modelos que apenas "dependem da própria evolução do mercado".

Sendo exclusivamente centrada na contagem dos truetones mais vendidos da semana, esta tabela não traduz as vendas de música noutras plataformas digitais, nomeadamente as muito divulgadas lojas online.

17 Março 2007/DN

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vendas de discos 1984



LP's mais vendidos - Top Música & Som

1 - Thriller - Michael Jackson
2 - The Works - Queen
3 - Pipes Of Peace - Paul McCartney
4 - Private Dancer - Tina Turner
5 - Can't Slow Down - Lionel Richie
6 - O Calhambeque - Roberto Carlos
7 - The Woman In Red - Banda Sonora
8 - Julio - Julio Iglesias
9 - Footloose - Banda Sonora
10 - Holiday Stars - Vários (Polystar)

Nacionais: 1-84-Trovante; 2-Guardador de Margens-Rui Veloso; 3-Dar E Receber - António variações
artistas (Rui Veloso; Antonio Variações; Rão Kyao) Grupos (Trovante/Trio Odemira/Heróis do Mar)

Singles mais vendidos - Top Música & Som

1 - I Just Called To Say I Love You - Stevie Wonder
2 - Hello - Lionel Richie
3 - Radio Ga Ga - Queen
4 - Self Control - Laura Branigan
5 - Against All Odds - Phil Collins
6 - I Want To Break Free - Queen
7 - Careless Whisper - George Michael
8 - Pipes Of Peace - Paul McCartney
9 - I Like Chopin - Gazebo
10 - Thriller - Michael Jackson
11 - 99 Red Balloons - Nena
12 - All Night Long - Lionel Richie
13 - Amar Como Jesus Amou - José Cid
14 - Susanna - The Art Company
15 - Flashdance...What A Feeling - Irene Cara
16 - Karma Chameleon - Culture Club
17 - Reggae Night - Jimmy Cliff
18 - State Of The Nation - Industry
19 - Only You - Flying Pickets
20 - All Of You - Julio Iglesias/ Diana Ross

Nacionais: 1-Amar Como Jesus Amou - JC; 2-Morena Morenita-MP;3-Carlitos Carlitos-F

Grupos: Broa de Mel; UHF; Davinci

Álbuns em destaque:

Jackpot - Vários (EMI) (1#1)
O Amor É A Moda - Roberto Carlos (4#1)
Undercover - Rolling Stones - #3
Flashdance - Banda Sonora (1#1)
Thriller - Michael Jackson (14#1)
Can't Slow Down - Lionel Richie - #3
Pipes Of Peace - Paul McCartney - #2
Ciclo - Maria Bethânia - #3
Hearts And Bones - Paul Simon - #3
Alchemy - Dire Straits - #2
Julio - Julio Iglesias (4#1)
1984 - Van Halen - #4
Victims Of Circumstance - Barclay James Harvest - #4
The Works - Queen (2#1)
O Calhambeque - Roberto Carlos (5#1)
The Pros And Cons Of Hitch Hiking - Roger Waters - #3
Holiday Stars - Vários (Polystar) (5#1)
Against All Odds - Banda Sonora - #3
Victory - The Jacksons (1#1)
Born In The USA - Bruce Springsteen - #3 [TD1]
Breakin' - Banda Sonora (2#1)
Footloose - Banda Sonora (2#1)
Private Dancer - Tina Turner (4#1)
1100 Bel Air Place - Julio Iglesias - #2
The Woman In Red - Banda Sonora (5#1)
Genius Supersonic - Vários (CBS) - #2
Jackpot 84 - Vários (EMI) (2#1)
Polystar - Vários - #3
Discovery - Mike Oldfield - #0 [TD3]

Singles em destaque:

Flashdance...What A Feeling - Irene Cara (4#1)
Karma Chameleon - Culture Club (1#1)
I Like Chopin - Gazebo (3#1)
Amar Como Jesus Amou - José Cid (1#1)
All Night Long - Lionel Richie (1#1)
Pipes Of Peace - Paul McCartney (2#1)
Only You - Flying Pickets (1#1)
Radio Ga Ga - Queen (7#1)
Reggae Night - Jimmy Cliff - #3
Thriller - Michael Jackson (4#1)
To All The Girls I Love - Julio Iglésias / Willie Nelson - #3
99 Red Balloons - Nena (1#1)
Somebody Watching Me - Rockwell - #5
I Want To Break Free - Queen (5#1)
Hello - Lionel Richie - #2
State Of The Nation - Industry - #4
Against All Odds - Phil Collins (5#1)
Susanna - The Art Company - #2
Morena Morenita - Marco Paulo - #5
Self Control - Laura Branigan (3#1)
I Just Called To Say I Love You - Stevie Wonder (14#1)
Careless Whisper - George Michael - #2
All Of You - Julio Iglesias/ Diana Ross - #4
Missing You - John Waite - #3
What's Love Got To Do… - Tina Turner - #3

2 Tabelas anteriores ao começo do programa Top Disco publicadas no Diário de Lisboa.

O início do programa "Top Disco", com as primeiras tabelas oficiais em Portugal, esteve previsto para Abril de 1984 mas apenas começou em 6 de Outubro de 1984. O programa começou por ser transmitido aos Sábados pelas 19h00.

Na primeira semana estavam em primeiro lugar o single "I Just Called To Say Y Love You" de Stevie Wonder e o álbum "Born In The USA" de Bruce Springesteen. O single de Stevie Wonder dominou as tabelas durante os últimos meses de 1984 e os primeiros de 1985.

A revista Música & Som continuou a divulgar a tabela por si elaborada.

Ranking por Editoras:

EMI - 24.06%; Polygram - 21.94%; CBS - 20.2%; Selecções - 18.26%; Edisom - 8.59%; Dacapo - 4.88%; Transmédia - 1.25%; Edisco - 0.89%; Vadeca - 0.7%; Verbo - 0.43%; Fundação Atlântica - 0.22%

Não constam as vendas da Rádio Triunfo que foi excluída de sócia do GPPFV por não fornecer os dados de 1984.

Ranking por editoras / 1984

Jornal Blitz

--Artigo da revista Billboard (destaques 1984/1985, por editora):

CBS: singles - Wham! (4 singles - Careless Whisper, Ouro); Art company; Julio Iglesias/Diana Ross (All Of You); Albuns: Ana Faria, Julio Iglesias, Bruce Springsteen, Footloose;

Radio Triunfo: Michael Franks, Rickie Lee Jones; Laura Branigan, Alphaville, Chaka Khan, Madonna, José Afonso, Frank Sinatra (LA Is My Lady), Rod Stewart, Phil Collins;

Polygram: Nik Kershaw; Rão Kyao (Estrada da Luz, ouro); Stevie Wonder (I Just Called To Say I Love You - 170.000; Woman In Red - 70.000); Lionel Richie;
Vecemi: Marco Paulo, Amália Rodrigues, Tina Turner, Paul McCartney, Diana Ross, Vitorino, Limahl, John Waite, Queen;

Edisom: Culture Club, Giorgio Moroder/Phil Oakey, Superdisco ;

Transmédia: Júlio Pereira (Cadói) .

[Billboard 02/03/1985]

Livro "Caderneta de Cromos" de Nuno Markl / ilustração de Patricia Furtado



Há sempre lugar para alguns artistas da música. Neste caso o cromo de Stevie Wonder com "I Just Called To Say I Love You".




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Um Estudo da Indústria Fonográfica em Portugal (1999)

Os Profissionais do Disco. Um Estudo da Indústria Fonográfica em Portugal - José Soares Neves (1999)

Resumo:
A partir de 1974, a integração da indústria fonográfica nacional no sistema mundial fez-se inicialmente através da crescente disponibilidade no território nacional do catálogo internacional. Em meados dos anos 90 este movimento exterior/interior, particularmente visível no tocante às estrelas internacionais, é complementado com um movimento interior/exterior com mais nomes do catálogo nacional a ganhar dimensão internacional - isto sem que Portugal deixe de continuar a ser predominantemente receptor de música (internacional) e menos emissor de música (nacional). Este processo é aqui abordado tendo em conta as diferentes fases do sistema de produção/difusão/recepção dos fonogramas (vinil, cassete e CD). O papel do Estado relativamente à actividade fonográfica, desde a fiscalização da pirataria à Intervenção Discográfica, é outra das dimensões a destacar neste estudo que reúne também um anexo com documentação inédita.

Índice:
Introdução
1. Aspectos teóricos e metodológicos
1.1. Métodos e técnicas utilizados
2. A cultura como indústria
2.1. Caracterização da indústria fonográfica
2.2. As majors e as independentes
3. Sobre a evolução da indústria fonográfica mundial
3.1. O reportório
3.2. Géneros musicais, etiquetas e catálogos
3.3. Da edição papel à edição áudio: o publishing
3.4. Desenvolvimentos na gravação e reprodução sonoras
3.5. A música, a indústria fonográfica e os media
3.5.1. A relação entre indústria fonográfica e o espectáculo ao vivo
3.5.2. A relação disco/rádio
3.5.3. O audiovisual, o multimédia
4. A indústria fonográfica em Portugal
4.1. Do fado à nova música portuguesa e à música "pimba"
4.1.1. A música gravada, a rádio e a televisão
4.1.2. As independentes e a inovação musical
4.2. Panorama editorial actual em Portugal
4.3. Os tops
4.3.1. Editoras e artistas nos tops
4.3.2. A dança de artistas nos tops: quem entra, quem sai, quem fica
4.3.3. As colectâneas
4.4. Os galardões
4.4.1. Os galardões do fundo nacional por género
4.5. Conclusões
5. Da criação ao consumo
5.1. Edição
5.1.1. Os contratos
5.1.2. A selecção dos artistas e do repertório
5.2. A produção
5.2.1. A criação
5.2.2. A produção do master
5.2.2.1. O produtor fonográfico, o técnico de som
5.2.2.2. O trabalho em estúdio
5.2.2.3. A produção independente
5.2.3. A fabricação
5.3. A circulação
5.3.1. A promoção
5.3.2. A distribuição
5.3.3. A comercialização
5.3.3.1. Os expositores de cassetes em lojas indiferenciadas
5.4. Conclusões
6. O mercado fonográfico
6.1. O mercado mundial e os suportes de som - do disco de 78 rpm ao CD
6.1.1. O mercado mundial por companhias
6.1.2. O mercado mundial por países
6.2. O mercado fonográfico em Portugal
6.2.1. O peso relativo dos fundos de catálogo
6.2.2. As editoras e a sua posição no mercado
6.2.3. O mercado de cassetes
6.2.4. Análise comparativa do consumo de fonogramas por países
6.3. Conclusões
7. O Estado português e a música gravada
7.1. A actividade fonográfica e o som nos programas de governo
7.2. O direito de autor e os direitos conexos
7.3. A fiscalização da pirataria
7.4. A intervenção discográfica
7.5. Conclusões
8. Práticas culturais: a música e a música gravada
8.1. A música e a música na rádio: os géneros musicais
8.2. É possível fechar a música em casa?
8.3. O gira-discos como ornamento: os equipamentos
8.4. Consumir música, consumir fonogramas
8.5. Frequência de aquisição de fonogramas
8.6. Conclusões
Considerações Finais
Bibliografia
Anexos

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vendas de discos 1989

Singles mais vendidos:

1-Like A Prayer - Madonna
2-Lambada - Kaoma
3-Sassaricando - Rita Lee/Roberto Carvalho
4-Conquistador - Da Vinci
5-Baby I Love Your Way/Free Bird - Will To Power
6-Eternal Flame - Bangles
7-Groovy Kind of Love - Phil collins
8-Help - Bananarama
9-Se Me Amas - Xutos & Pontapés
10-The Best - Tina Turner

portugueses: 1.Conquistador, 2.Se Me Amas, 3.Pirilampo Mágico'89, 4.Tu Aqui-Lena d' Água, 5.Can't Be With You - Paulo Gonzo)
Álbuns mais vendidos:

1-Raices - Júlio Iglesias
2-Like A Prayer - Madonna
3-Tracy Chapman - Tracy Chapman
4-Delicate Sound Of Thunder - Pink Floyd [3 platinas]
5-Lambada - Kaoma
6-Sassaricando - Banda Sonora
7-Watermark - Enya
8-Miracle - Queen
9-Roberto Carlos - Roberto Carlos
10-Crossroads - Tracy Chapman

portugueses: 1.Maria António Pinto Basto, 2.Valsa dos Detectives-Gnr, 3.Será Que Ela Pensa Em Mim-Onda Choc;4.Ao Vivo-Xutos & Pontapés; 5.Música Concreta - Ban; 6.Rosa Branca - António Pinto basto; 7.Ao Vivo No Campo Pequeno - Trovante; 8.Aos Amores - Sérgio Godinho; 9.Guitarra - Nuno Câmara Pereira; 10.José Cid - José Cid.

Fonte: TV GUIA / 1990


Alguns dos discos em destaque durante o ano de 1989:

Álbuns:

Delicate Sound of Thunder - Pink Floyd (#1)
Na Minha Idade - Onda Choc - #3
Money For Nothing - Dire Straits
Watermark - Enya - #3
Tracy Chapman - Tracy Chapman (#1)
15 Ans d'Amour - Jacques Brel - #2
Push - Bros (#1)
Like A Prayer - Madonna (#1)
Mystery Girl - Roy Orbison - #2
Raices - Júlio Iglesias (#1)
Sassaricando - Banda Sonora - #2
Classical - Nana Mouskouri - #3
Miracle - Queen -?
Roberto Carlos - Roberto Carlos - #2
Batman - Banda Sonora - #3
World Beat - Kaoma (#1)
Maria - António Pinto Basto - #3
Crossroads - Tracy Chapman - #2
Foreign Affair - Tina Turner - #3
+
+

Singles:

Yes - Tim Moore (#1)
A Groovy Kind Of Love - Phil Collins (#1)
You Came - Kim Wilde - #3
Til I Loved You - Barbra Streisand/Don Johnson - #3
Oricono Flow - Enya - #3
Baby Can I Hold You - Tracy Chapman - #3
Baby I Love Your Way/Free Bird - Will To Power (#1)
Something's Gonna … - Marc Almond/Gene Pitney - #3
Like A Prayer - Madonna (#1)
Especially For You - Kylie Minogue/Jason Donovan - #3
Conquistador - Da Vinci - #2
Help - Bananarama - #3
Pirilampo Mágico 1989 - Vários - #2
Se Me Amas - Xutos & Pontapés - #3
Lambada - Kaoma (#1)
Eternal Flame - Bangles - #2
Sassaricando - Rita Lee/Roberto Carvalho - #3
The Look - Roxette - #2
Puerto Rico - Vaya Con Dios - #3
The Best - Tina Turner - #2
Right Here Waiting - Richard Marx - #2
Cherish - Madonna - #3
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+

discos de platina (u2, pink floyd, tracy chapman, onda choc) ; discos de ouro (António pinto basto, marco paulo, roberto carlos) ; discos de prata (Marco Paulo, Carlos Paião, Nuno Camara Pereira, Maria Bethânia, Jacques Brel, Queen, Enya, Madonna, LP-Sassaricando)

Blitz, 11/07/1989

A indústria discográfica portuguesa resolveu baixar os limites da atribuição de galardões dos discos singles ao nível dos álbuns face à crise de vendas do produto, soube hoje a agência Lusa junto da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP).

Este ano, a AFP já atribuiu 4 discos de Platina em álbuns (40 mil): «Rattle and Hum» (U2), «The Delicate Sound of Thunder» (Pink Floyd), «Tracy Chapman» (Tracy Chapman) e «Na Minha Idade» (Onda Choc). Discos de ouro foram atribuídos aos singles (20 mil) («Quando as Nuvens Choraram» (Carlos Paião), «Sempre que Brilha o Sol» (Marco Paulo), «Sonhando» (José Alberto Reis) e «Aconchego» (Nuno da Câmara Pereira) e aos álbuns (20 mil) «Rosa Branca» (António Pinto Basto), «Push» (Bros), «Marco Paulo» (Marco Paulo), «Roberto Carlos» (Roberto Carlos) e («The Classical Nana» (Nana Mouskouri).

Blitz, 15/08/1989

Excelente entrevista de David Ferreira, um dos expoentes máximos da EMI-VC, à agência Lusa. nesta entrevista, aquele responsável põe o dedo na ferida e fala da subserviência de alguns dos principais programas da rádio ao top britânico. E não só. Fala da imprensa e do meio discográfico português e porque há crise no mercado.

Blitz, 22/08/1989

Lisbon, Portugal-Pink Floyd's live double album "Delicate Sound Of Thunder" and Kaoma's Lambada" were the top-selling records in Portugal in 1989, according to statistics. The Floyd package went triple platinum (120,000 units sold) and "Lambada" double platinum (80,000) ... Also handed out for 1989 sales performance were 13 gold disks (20,000 units), including seven international acts: Bros, "Push"; the Brazilian TV soundtrack package "Sassaricando"; Madonna, "Like A Prayer"; Tracy Chapman, "Crossroads"; "Gipsy Kings"; Elvis Presley, "All-time Greatest Hits".

Billboard / Fernando Tenente

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vendas de discos 1981


Álbuns mais vendidos - Música &Som

1 - Super Trouper - Abba
2 - Taxi - Taxi
3 - Duran Duran - Duran Duran [ver também 1982]
4 - Double Fantasy - John Lennon
5 - Top Stars - Vários (Polystar)
6 - Tattoo You - Rolling Stones
7 - Back In Black - AC/DC
8 - Mistaken Identity - Kim Carnes
9 - Super Polystar - Vários (Polystar)
10 - À Flor da Pele - UHF

Portugueses:Taxi, UHF, Carlos do Carmo

Singles mais vendidos - Música &Som

1 - Bette Davies Eyes - Kim Carnes
2 - Enola Gay - Orchestral Manoeuvres In The Dark (OMD)
3 - Marliese - Fischer-Z
4 - Body Talk - Imagination
5 - Woman - John Lennon
6 - (Just Like) Starting Over - John Lennon
7 - Robot - Salada de Frutas
8 - Eu Vi Um Sapo - Maria Armanda
9 - Cavalos de Corrida - UHF
10 - No Me Hables - Juan Pardo
11 - Psycho Chicken - The Fools
12 - Rua do Carmo - UHF
13 - Ali Babá - Doce
14 - O Baile dos Passarinhos - Minhocas*
15 - One Day In Your Life - Michael Jackson
16 - Chiclete - Taxi
17 - Quem Vier Por Bem/Mais e Mais Amor - Marco Paulo
18 - Start Me Up - Rolling Stones
19 - Super Trouper - Abba
20 - Play-Back - Carlos Paião

Álbuns em destaque ao longo do ano:

Super Trouper - Abba (9#1)
Back In Black - AC/DC - #2
Hotter Than July - Stevie Wonder - #3
Organization - Orchestral Manoeuvres In The Dark - #4
Take My Time - Sheena Easton - #3
Ao Vivo No Olympia - Carlos do Carmo (1#1)
Double Fantasy - John Lennon (2#1)
20 Super Êxitos - Vários (RT) (2#1)
Taxi - Taxi (4#1)
Red Skies Over Paradise - Fischer-Z - #3
Á Flor da Pele - UHF - #2
Top Stars - Vários (Polystar) (9#1)
Canto da Boca - Sergio Godinho - #4
Duran Duran - Duran Duran - #2 [atingiu o nº1 em 1982]
Os Grandes Grandes Êxitos 2 - José Cid - #3
Mistaken Identity - Kim Carnes (4#1)
Stars On 45 - Stars On 45 - #3
Kim Wilde - Kim Wilde - #4
Eurovision Gala - Vários (Red Cross) (3#1)
Tattoo You - Rolling Stones (2#1)
Abacab - Genesis - #2
Música Para Sonhar - Vários (Polystar) (3#1)
Long Distance Voyage - Moody Blues - #3
Super Polystar - Vários (Polystar) (4#1)
Disco do Ano - Vários (RT) - #2
Jackpot - Vários (EMI) (1#1)

Singles em destaque ao longo do ano:

Eu Vi Um Sapo - Maria Armanda* (3#1)
Dreamin' - Cliff Richard - #2
Don't Stand So Close To Me - Police - #2
Cavalos de Corrida - UHF (4#1)
(Just Like) Starting Over - John Lennon - #3
Master Blaster - Stevie Wonder - #2
9 To 5 - Sheena Easton - #4
Ali Babá - Doce (1#1)
Formiga Formiguinha - Tó Maria Vinhas - #2
Super Trouper - Abba (1#1)
Amar Despues de Amar (No Me Hables) - Juan Pardo - #3
Play-Back - Carlos Paião (3#1)
Yo Solo Tu - Bachelli - #4
Making Your Mind Up - Bucks Fizz (1#1)
Enola Gay - Orchestral Manoeuvres In The Dark (5#1)
Robot - Salada de Frutas (4#1)
Portugal Na CEE - GNR - #4
Woman - John Lennon (3#1)
Marliese - Fischer-Z (1#1)
Rua do Carmo - UHF - #3
Chiclete - Taxi (1#1)
Bette Davies Eyes - Kim Carnes (12#1)
Psycho Chicken - The Fools - #3
Quem Vier Por Bem/Mais e Mais Amor - Marco Paulo - #2
One Day In Your Life - Michael Jackson - #2
For Your Eyes Only - Sheena Easton - #3
El Baile de los Pajaritos - Karisma - #4
Start Me Up - Rolling Stones (1#1)
Body Talk - Imagination (4#1)
All I Have To Do Is Dream - Andy Gibb/Victoria Principal - #2
O Baile dos Passarinhos - Minhocas - #2 [nº1 na tabela mensal da M&S de Jan/1982]
Patchouly - Grupo de Baile - #2
Angel Of The Morning - Juice Newton - #4
Japanese Boy - Aneka (1#1)
Girls On Film - Duran Duran (2#1)

Discos de Ouro:

Taxi - Taxi,
À Flor da Pele - UHF
Ar de Rock - Rui Veloso
Carlos do Carmo (3)

- Ao Vivo No Olympia - Carlos do Carmo (Ouro em 21.06.1981)
- Um Homem Na Cidade - Carlos do Carmo (Ouro em 14.05.1981)
- 10 Fados Vividos - Carlos do Carmo (Ouro em 14.05.1981)

outros destaques:

Salada de Frutas, Adelaide Ferreira, GNR, Sérgio Godinho, Doce, Maria Armanda, Tó Maria Vinhas, Marco Paulo, José Cid

Kim Carnes, Abba, AC/DC, Duran Duran, Orchestral Manoeuvres In The Dark (OMD), Fischer-Z, John Lennon, Rolling Stones

citados na revista Billboard de 13/03/1982


"Boom" dos discos portugueses

Com sete milhoes de discos vendidos, entre singles, LP's e cassetes, a indústria discográfica portuguesa termina o ano de 1981 praticamente sem conhecer qualquer crise.

O número exacto de discos produzidos, somente títulos estrangeiros, e quase impossível de saber, mas uma coisa é certa: dos sete milhões de discos, cassetes e LP's vendidos (quase um disco para cada português), a predominância do comprador foi para o «rock», seja ele de língua anglo-saxónica ou para o chamado «rock» português.

Durante o ano que passou foram lançados mais de cinco mil títulos de músicas, entre os singles, triplicando para o caso dos LP's chegando quase aos 20 mil títulos de canções.

A indústria discográfica atravessou o ano cheia de optimismo, com as principais fábricas a trabalharem a 100 por cento, mesmo aos fins de semana. Os resultados são satisfatórios: um disco LP chega ao comprador por menos de 400 escudos, tornando-se assim um dos poucos produtos de consumo que praticamente não aumentou em 1981. Além disso, um disco fabricado em Portugal é o mais barato da Europa.

Devido a isso, muitos discos portugueses foram colocados fora do mercado nacional, dirigindo-se, fundamentalmente para a Inglaterra. O resultado foi imediato: as potentes editoras inglesas protestaram contra as suas representantes portuguesas, reflectindo, assim, um sintoma da crise discográfica no resto da Europa.

A Stiff – editora britânica, virada para a «New-wave» e o «reggae» – retira a representação em Portugal; a Virgin, outra etiqueta inglesa, troca o seu representante em Portugal; a Sire, norte-americana, poderá passar para a Warner Brothers; cria-se uma editora independente, a Cliché, que passa a representar pequenas editoras inglesas e norte-americanas.

Como se não bastasse, a multinacional CBS ainda não definiu em que moldes se irá instalar em Portugal, embora tenha adquirido um prédio em Benfica e prometer «estoirar» entre Fevereiro e Março de 82 com novidades.

Mas com a instalação de CBS, a etiqueta norte-americana A&M também muda de mãos, deixando a Valentim de Carvalho, casa que foi representante durante vários anos daquela que foi considerada uma das primeiras etiquetas independentes do mundo, mas hoje a casa de grupos como Police, Supertramp, Sraqueeze, Joan Armatranding, entre outros.

Enquanto a indústria discográfica termina o ano em alta, o mesmo não se pode dizer dos concertos ao vivo. Estranho movimento este: em 1980 Portugal surge para os grupos de «rock» de várias partes do mundo como «um Pais a conquistar», obrigando as editoras a correrem e acompanharem os lançamentos das bandas que se apresentavam em Lisboa. As etiquetas foram obrigadas ainda a mudarem todo o seu esquema, inclusive, a deixarem os artistas que vinham a Lisboa com seu «play-back» para cantarem na televisão.

Mas em 1981 os concertos foram poucos e as editoras voltaram a chamar os artistas para virem a Lisboa, em promoção, como foram os casos dos Spandau Ballet, Lorenzo Santa Maria, Pedro Marin, Johnny Warman, Sheena Easton, Chris de Burgh, Fischer-z, Duran Duran, Classix Nouveaux, Kim Wilde e Rick Wakeman.

Os concertos ao vivo, ao contrário de 1980, concentraram-se principalmente em Lisboa e depois Porto: em Lisboa estiveram os Blues Band, Magna Carta, Telephone, Camel, Tubes, Clash, Iggy Pop, Wilko Johnson, Dexy's Midnight Runners, lan Dury, Girwchooes e Tom Robinson.

1981 traz também, com sucesso, os brasileiros Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Ivan Lins, Joyce, Tania Maria, Gilberto Gil e muitos prometem vir em 82, como Maria Bethania, Ney Matogrosso, Rita Lee e Milton Nascimento, mostrando uma nova tendência do público para este tipo de «shows», cujos bilhetes foram bem mais caros que os concertos de «rock».

Em 1980 os concertos de «rock» levaram aos diversos pavilhões portugueses mais de 300 mil pessoas. Em 1981, este número desceu para 100 mil espectadores, facto este que se deve às más organizações destes concertos, como os Camel em Março, quando um «show» em Cascais, acabou por não se realizar e os dos Tubes, em Maio, no Pavilhão de Alvalade, onde havia mais público que a capacidade do recinto. Por coincidência, o organizador dos concertos foi o mesmo.

O que acontecerá em 1982? Além da vinda de vários brasileiros, pouco se sabe quanto aos grupos de «rock». As diversas organizações preferem o silêncio e só revelam seus espectáculos quando eles estiverem minimamente garantidos.

Porque noites em Cascais com as dos Clash, dos Dexy's, de lan Dury ou de Gilberto Gil no Coliseu dos Recreios, provaram que em 1981 a música em Portugal ainda é um mar a conquistar. Resta saber se depois de conquistar o mar musical português, tal mar, por uma dessas insólitas catástrofes ecológicas a que os tempos modernos nos habituaram, não se volverá em pântano, e as pessoas – sempre musicalmente falando – em rãs, ou pior, em sapos.

Diário de Lisboa, 24/12/1981