Mostrar mensagens com a etiqueta 2010s. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2010s. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Discos de ouro e platina na era digital

Brilham mas não tocam: afinal, o que significam os discos de ouro e platina na era digital?

Ouros, platinas, duplas platinas, triplas platinas. Há álbuns e singles que brilham mais que outros, uns em vinil, outros em CD e, mais recentemente, em formato digital. Por isso mesmo, a indústria tem que estar em constante actualização no que diz respeito aos parâmetros de atribuição destes “galardões”. Em Portugal, quem controla a atribuição dos títulos mais ambicionados é a Audiogest em associação com a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP). Mas que metas são precisas alcançar para receber um destes selos de certificação global?

- O que é preciso fazer para se ter um disco de ouro?

Primeiro há que perceber o que é um disco de ouro e o que significa, por isso é também importante perceber a distinção que existe entre álbuns e singles. Por uma questão prática, comecemos pelos singles. 

Como explica Miguel Carretas, director-geral da Audiogest, “de forma geral, já não se vendem singles em unidades físicas”, por isso mesmo estes são contabilizados unicamente em unidades digitais. Recebe o disco de ouro o single que vender 5.000 downloads. “Mas o download é o formato que está em maior queda, não é o vinil nem o CD”, e por isso a indústria tem que contabilizar o formato que, pelo contrário, está em maior crescimento – o streaming. Nestas plataformas (mas só naquelas “sujeitas a licenciamento e monitorizadas em Portugal”) contabiliza-se um download a cada 250 audições. Pode parecer rebuscado equiparar um download a 250 streams de uma música, mas isso é porque a contabilização tem que contemplar o formato álbum, que incluí mais do que uma ou duas músicas.

Recapitulando: para que um single seja celebrado com o disco de ouro, ele precisa de angariar 5.000 downloads ou 1.250.000 streams, ou uma combinação proporcional de ambos. 

- E uma platina? 

Pondo de forma simples, a platina é o dobro do ouro. E isto funciona para singles e álbuns. No caso que já conhecemos, o dos singles, a platina é alcançada aos 10.000 downloads ou 2.500.000 audições. A dupla platina alcançada aos 15.000 downloads ou aos 3.750.000 streams, e por aí em diante para a tripla, quarta e quíntupla platina… 

Singles

Downloads Streams

Ouro 5.000 1.250.000

Platina 10.000 2.500.000

2x Platina 20.000 5.000.000

- E como funciona para um álbum?

Para os álbuns a lógica é a mesma, mas os números diferem no que toca à atribuição deste tipo de galardões, embora o método de cálculo também seja diferente, mas a isso já lá vamos. O disco de ouro é atribuído aos álbuns que vendam 7.500 unidades. No formato digital, a venda de um álbum equivale a 10 downloads, sendo que um download corresponde a 250 streams. Confuso? 

Álbuns

Físico Downloads Streams

Ouro 7.500 75.000 18.750.000

Platina 15.000 150.000 37.500.000

2x Platina 30.000 300.000 75.000.000

Por trás desta lógica está o pensamento de que quem compra um álbum ouve-o mais do que uma vez. Mas quantas, ao certo, isso ninguém sabe. Por isso mesmo é que a indústria definiu os parâmetros em 250 audições, não do álbum total, mas de qualquer faixa. 

Convém também referir que as vendas e audições atribuídas a um single transitam depois para o álbum, facilitando a obtenção do galardão mediante cumpra ou não os outros requisitos. De qualquer forma, é sempre um avanço.

Quanto ao método utilizado, o homem forte da Audiogest e cérebro dos Prémios PLAY admite que a fórmula de cálculo “é discutível”, mas acrescenta que “a maioria dos países segue um formato idêntico ao de Portugal”.

- E a quem é atribuído o galardão?

O que Miguel Carretas nos explica é que estes prémios são atribuídos “a quem detém os direitos sobre a gravação”. No mercado tradicional “o galardão não é entregue ao artista, mas sim à editora e distribuidora. O que acontece cada vez mais é que tens artistas autoeditados e autodistribuídos”. Nesses casos, o galardão é atribuído ao artista, mas apenas se este for associado da Audiogest.

Ainda assim, Portugal é um mercado pequeno e, por isso mesmo, as coisas funcionam de forma um pouco diferente. É o que nos explica o CEO da RedMojo, Emerson Ferreira quando diz que “em Portugal não há a cultura das placas como há lá fora”.

“Por norma, as editoras é que entregam um disco de ouro físico aos artistas [sendo que Audiogest e a AFP auditam os números e nomeiam o trabalho como merecedor da placa]. Lá fora os discos são entregues a toda a equipa envolvida. Obviamente que, sobretudo nos dias de hoje, chegas a ter 20 pessoas envolvidas num single, e torna-se dispendioso de mais dar uma placa a cada um. Normalmente a label dá as placas aos intérpretes e muitas vezes também aos produtores”.

(...)

Virgul ainda se lembra da primeira placa que recebeu, na altura pelos Da Weasel com o álbum Re-Definições, que chegou a alcançar a tripla platina. “Lembro-me que a sensação foi exatamente a mesma, nunca tivemos essa coisa dos números. Se calhar, esta nova geração dará muito mais importância porque já cresceram enquanto artistas a valorizar coisas como o número de visualizações no YouTube. Mas, na verdade, nós ficámos felizes por a nossa música chegar a tanta gente, mas não pelo feito em si”.

Uma placa não define o valor da obra nem do artista, mas é um indicador de onde estão a chegar e com que força. Os músicos, as agências e editoras perceberam isso e vão-se fazendo ver nas redes sociais, como podem ver nas partilhas recentes de Regula e Dillaz, da Bridgetown ou de Piruka.

João Daniel Marques, Rimas E Batidas, 04/02/2021

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Breves notas sobre o estado da música

O mundo mudou e a indústria da música também não se está a sentir lá muito bem. Há 15 anos era a música gravada — leia-se, as companhias discográficas — quem ia ao volante. Hoje, é a música ao vivo — leia-se, os concertos e festivais — quem está no comando. A mudança não é, obviamente, neutra. E a sua origem está, muito provavelmente, na tecnologia. Em ritmo binário


Na semana passada tive a felicidade de moderar um debate na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Festival Jovens Músicos. Discutia-se a relação “música e internet”. José Dias, em representação de uma pequena editora de jazz portuguesa, a Sintoma Records, não podia ter sido mais lapidar quando disse (e cito de cor): que ontem faziam concertos para se vender discos, hoje fazem-se discos para se vender concertos. A música gravada passou a ser um mero cartão de visita da banda ou do artista. Não é um fim em si mesmo, serve apenas a intenção de capturar receitas com os concertos.


Não se pense que tal apenas sucede em companhias ou artistas de nicho. Em Portugal, noticiou o Expresso Diário recentemente, as editoras discográficas associadas na Associação Fonográfica Portuguesa faturaram ao longo dos 12 meses de 2014 algo como 17 milhões de euros. Um valor que é cerca de um décimo daquele que era obtido no final do século passado. O termos de comparação é esmagador quando se sabe que os U2 ou os Rolling Stones pedem aos promotores locais dos seus espectáculos uma garantia que vai dos três milhões de euros aos cinco milhões por cada espectáculo em que se apresentam. Portugal não foge a esta regra dos grandes dinossauros do circo chamado rock'n'roll.


Com o advento do digital, a música gravada massificou-se de forma inapelável. Sim, a pirataria. Mas a razão por que tal sucedeu prende-se com as suas características: no digital, uma cópia é praticamente igual ao original. E a sua fluidez é tremenda, sobretudo quando existe uma rede ao dispor de todos, capaz de ligar toda a gente, como é a internet. A vulgarização da música, pois é fácil e barata, provocou, não há como evitar, a sua vulgarização... A música gravada passou a estar em todo o lugar, por preço nenhum.


A consequência da massificação do digital e da internet foi por isso perturbante: a música gravada perdeu grande parte senão todo o seu valor. E a música ao vivo, por representar uma experiência individual e irrepetível passou a ser a nova galinha dos ovos de ouro. Ninguém assiste ao “mesmo” concerto, ainda que esteja presente na mesma sala ou no mesmo recinto em que sucede um festival. Ninguém poderá reviver essa mesma emoção, pois como já vimos, os suportes digitais não conseguem fornecer esse suplemento que a experiência no local permitem. Não encontro melhor do que o slogan de uma patrocinador de festivais de verão: “vais ver ou vais viver?”


A indústria da música gravada encontrou no streaming uma forma de combater a pirataria e de soltar amarras face ao seu anterior, velho e relho, modelo de negócio: o de vender discos em vinil, CD ou ficheiro áudio. Mas a transição para essa nova forma de fruição da música não se faz sem sobressaltos. Porque as margens na venda de suportes físicos são muito maiores. Ou porque há toda uma mudança nos hábitos de audição que está, muito rapidamente, a impor novas regras. O álbum pode ter os dias contados. E os artistas, mesmo os maiores, já não são “aquelas” vacas sagradas, como eram os Rolling Stones ou os U2. O que conta agora são as canções, venham de onde vieram.


Mas esse é assunto que fica para outro artigo.


Miguel Cadete / Expresso Diário, 11/10/2015
MC escreve a coluna “O Barulho das Luzes” todas as segundas-feiras no EXPRESSO DIÁRIO


ROLLING STONES. “Old School” Não vendem CD, valem pouco no streaming mas compensam com o cachet dos concertos

sábado, 20 de dezembro de 2014

Pink Floyd batem recordes em Portugal

Vendas extraordinárias do último álbum levam a acreditar num "crescimento consolidado do mercado" da música, defende o diretor da BLITZ num texto publicado no Expresso Diário.

The Endless River , o álbum que os Pink Floyd publicaram no dia 10 de novembro, atingiu vendas incríveis na primeira semana em que esteve nos escaparates portugueses. O disco chegou de surpresa, vinte anos depois do seu derradeiro álbum, The Division Bell , mas fez valer o peso do grupo de David Gilmour e Nick Mason no mercado nacional. De acordo com o boletim de vendas da Associação Fonográfica Portuguesa, na semana 46 do ano de 2014, venderam-se 5114 unidades de The Endless River.

O número é extraordinário quando comparado com os valores obtidos pelos discos que nos últimos meses têm frequentado o primeiro lugar da tabela de vendas e que se quedam por algumas centenas de exemplares. Mesmo nesta semana, quando se aproxima a quadra natalícia e o mercado aquece por tradição, o segundo lugar do top é ocupado por Canto , de Carminho, a larga distância, somando entre vendas físicas e digitais, apenas 806 cópias vendidas.

A façanha dos Pink Floyd, para Rui Chen, coordenador de Marketing Estratégico da Warner Music Portugal, explica-se por duas razões: "o artista - e a sua qualidade - que não gravava há vinte anos" e, por outro lado, "o target: o consumidor deste grupo, o fã, pertence a um público mais adulto, que aprecia o objeto CD e que gosta de comprar". No caso de The Endless River, não só as vendas em CD foram espectaculares - 4508 cópias - como as vendas digitais também se revelaram "notáveis". No caso do catálogo da Warner, só os Coldplay superaram, com Ghost Stories , as vendas digitais de The Endless River numa semana. O primeiro ultrapassou os 800 downloads, enquanto o álbum dos Pink Floyd chegou às 606 unidades na semana passada.

Por estes dias, já se sabe, o CD tem morte anunciada. Os jornais estão cheios de notícias sobre o definhamento desse suporte lançado em meados dos anos 80 e sublinham o surgimento de novas formas de consumir música, como as plataformas de streaming (Spotify, Beats da Apple ou Music Key da Google). Porém, essas notícias parecem, de acordo com o que sucedeu na semana passada nas lojas de discos portuguesas, manifestamente exageradas.

Do lado da editora, Rui Chen entende estes resultados "por se dirigirem a um público mais maduro, com poder de compra e com gosto pelo CD", o que é tudo menos a imagem estereotipada do consumidor de música jovem, apostado no download ilegal e em busca de novas tendências. Esse público "maduro e que gosta de comprar", justifica certamente este êxito dos Pink Floyd. Da mesma maneira que, sabe o Expresso, é muito provável que o primeiro lugar do top desta semana, a ser revelado na próxima quarta-feira,  seja ocupado por Four , o mais recente disco dos One Direction. Ou seja, a confirmar-se, trata-se da situação diametralmente oposta, em que os discos são comprados, também por uma clientela madura mas, neste caso, a pedido de um público juvenil.

No meio, ou seja, entre os pais que compram Pink Floyd e os filhos que querem os One Direction, ainda há um imenso vazio. E é exatamente esse vazio que tem justificado a crise que a indústria fonográfica tem sentido nos últimos 15 anos, mercê do advento digital e da chegada do download ilegal como umas das formas preferidas de consumo de música. Esse é o mantra que ouvimos há mais de uma década. Contudo, os últimos dados conhecidos para Portugal contrariam decididamente essa imagem.

Segundo Miguel Carretas, da Associação Fonográfica Portuguesa, "há um crescimento consolidado do mercado nos últimos seis meses".  Talvez ainda mais surpreendentemente, o mercado português, em setembro deste ano, cresceu 30% face ao período homólogo de 2013. Mas há mais valores capaz de deixar perplexo o mais cético dos observadores: as vendas deste ano ("year to date") estão no verde e há fortes indícios de que o mercado português de música gravada irá crescer em 2014. A confirmarem-se estas suspeitas,  seria a primeira vez que nos últimos 12 anos tal aconteceria.

A explicação para este inusitado surto da venda de música podem encontrar-se, muito simplesmente, na reorganização de duas das principais editoras portuguesas, a Sony Music Portugal e, sobretudo, a Warner Music Portugal, que em 2013 passaram por períodos de séria instabilidade. Por outro lado, não deixa de ser crível que a conquista de terreno por parte das plataformas de streaming, que além do modelo de publicidade para o consumo gratuito estão a fazer vingar modelos de assinatura, comece a funcionar como o mais bem sucedido ataque ao download ilegal. Vale a pena recordar que o mercado português valia, em 2002, 105 milhões de euros e que no ano passado encolheu para 16,5 milhões de euros.

A outra explicação para este ressurgimento encontra-se, obviamente, nos artistas e no poder da sua música. É natural que o mercado aqueça quando os grandes nomes, com enorme historial, editam discos. É o caso dos Pink Floyd. Em Portugal, é necessário recuar até 2012 para encontrar um disco que vendeu mais na estreia do que The Endless River . Nas duas últimas semanas desse ano, o álbum Essencial de Tony Carreira, chegou a valores, de acordo com informação prestada pela AFP, ainda superiores aos do último álbum dos Pink Floyd. Mas esse disco de Tony Carreira, o recordista de concertos no Pavilhão Atlântico , hoje MEO Arena, com, nada mais nada menos do que quinze datas, pode, à semelhança do álbum dos Pink Floyd considerar-se uma exceção.

É preciso recuar a 2009 para encontrar um artista estrangeiro que tenha vendido mais unidades numa semana: No Line on the Horizon , dos U2, esclareceu a AFP, faz do disco dos Pink Floyd o campeão de vendas dos últimos cinco anos. Mas The Endless River não conquistou apenas o primeiro lugar em Portugal. Também chegou ao lugar cimeiro no Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Holanda, Bélgica, Hungria, Aústria, Suíça, Dinamarca, Noruega, Nova Zelândia, Croácia e Eslovénia. Os valores de que a AFP dispõe "apontam para o álbum dos Pink Floyd, na mesma semana, ter vendido mais exemplares em Portugal que no muito maior mercado espanhol. Isto em termos de número absoluto de unidades."

A razão prática do bom sucesso do lançamento de The Endless River deve-se, para Rui Chen, ao facto de "tudo ter sido feito muito atempadamente, desde julho. Este foi um projeto assente numa estratégia bem definida e clara para nós", referindo-se então às instruções recebidas da Parlophone, a etiqueta dos Pink Floyd representada em Portugal pela Warner.

Nas semanas que antecederam a chegada às lojas de The Endless River , os Pink Floyd beneficiaram de capas na revista Blitz e no caderno Atual do Expresso. Quanto à rádio, a M80 foi o parceiro privilegiado para esta ação, tendo também decorrido campanhas na TSF. A Warner Music Portugal, divulgou na sua newsletter, capaz de chegar a cerca de 150 mil utilizadores, a edição do disco, que teve como parceiro quase natural a Fnac com a sua rede de lojas e espaço online, possibilitando a sua pré-vendas com vários dias de antecedência. Um dos conteúdos fundamentais disponibilizados pela editora para a promoção deste disco foi a entrevista a David Gilmour e Nick Mason, os dois sobreviventes, que aqui deixamos na íntegra.

Texto: Miguel Cadete, Expresso Diário, 21/11/2014

Ler mais: http://blitz.sapo.pt/pink-floyd-batem-recordes-em-portugal-por-miguel-cadete=f94495#ixzz3KAPkMfi3

ED - http://expresso.sapo.pt


Tabela disponiblizada nas redes sociais em 08/11/2014. 

TOP DE VENDAS PORTUGUÊS
SEMANA 44/2014

Posição - Grupo: Álbum - Unidades vendidas (vendas físicas + vendas digitais)

1 - U2: SONGS OF INNOCENCE - 575
2 - PAULA FERNANDES: ENCONTROS PELO CAMINHO - 492
3 - TAYLOR SWIFT: 1989 - 377
4 - ENRIQUE IGLESIAS: SEX AND LOVE - 342
5 - ANSELMO RALPH: A DOR DO CUPIDO - 340
6 - VIOLETTA: A MÚSICA É O MEU MUNDO - 287
7 - MARIZA: BEST OF - 267
8 - RODRIGO LEÃO: O ESPÍRITO DE UM PAÍS - 237
9 - LED ZEPPELIN: LED ZEPPELIN IV - 212
10 - D.A.M.A: UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIO - 197
11 - PAULO GONZO: DUETOS - 166
12 - LED ZEPPELIN: HOUSES OF THE HOLY - 159
13 - LEONARD COHEN: POPULAR PROBLEMS - 158
14 - D8: PREFÁCIO - 150
15 - ANA MOURA: DESFADO - 149
16 - COLDPLAY: GHOST STORIES - 139
17 - LEANDRO: SOU UM HOMEM FELIZ - 137
18 - PANDA E OS CARICAS: PANDA E OS CARICAS 2 - 132
19 - SLIPKNOT: 5: THE GRAY CHAPTER - 130
20 - SAM SMITH: IN THE LONELY HOUR - 126

Tabela disponiblizada nas redes sociais em 08/11/2014.

terça-feira, 18 de março de 2014

Tony Carreira, Mariza e Ana Moura entre os que mais vendem

Em Portugal os artistas nacionais representam 90% das vendas de CD's, que totalizaram 37 milhões de euros em 2009. A indústria musical, a nível mundial, factura 120 mil milhões e dá trabalho a dois milhões de pessoas.

Tony Carreira, Mariza e Ana Moura entre os que mais vendem

O mercado português, queixam-se todas as editoras a operar em território nacional, é demasiado pequeno. A limitação que esta dimensão implica torna-se tanto maior quanto menor é o catálogo da editora. Se para as multinacionais (Universal, EMI, Sony e Warner) o equilíbrio financeiro se pode valer de dois ou três artistas de renome capazes de sustentar muitas outras apostas menos rentáveis, para as editoras nacionais o cenário só se desdramatiza quando conseguem que um tema dos seus artistas faça parte da banda sonora de uma novela.

Este é o discurso protagonizado pelos responsáveis das editoras. Mas os números mostram que a sua sobrevivência não está ameaçada. E o seu melhor sinal de vida chama-se música portuguesa. Os artistas nacionais são actualmente aqueles que mais discos vendem. Mais de 90% das vendas no mercado físico, ou seja em suporte CD, é dominado por eles, embora não tenham praticamente expressão nas vendas em suporte digital, essas completamente lideradas pela música anglo-saxónica.

São também os artistas nacionais aqueles que constituem as apostas mais fortes das editoras. Os reis da música chamam-se Tony Carreira (Farol), Mariza (EMI), Pedro Abrunhosa (Universal), Ana Moura (Universal), e, mais recentemente Deolinda (iPlay até 2009, actualmente EMI). As razões dos seus êxitos de vendas, associada obviamente ao gosto do público português, prende-se também com a "fidelidade" pelo que é nacional. Luís Freire, responsável máximo da Farol, não tem dúvidas de que os portugueses têm mais respeito pelos músicos nacionais do que pelos estrangeiros, optando muito mais facilmente por comprar um CD de um artista português do que de um músico estrangeiro. João Teixeira, da EMI, diz mesmo que "a proximidade com o artista torna sempre mais difícil ao consumidor pirateá-lo". Já Tiago Palma, da Universal, avança com outra razão para explicar o crescimento do mercado da música em português: "Com a aprovação da Lei da Rádio, que prevê a passagem de 25% a 40% de música portuguesa nas rádios, tem-se notado um aumento do consumo de música local", diz, frisando que o investimento em música portuguesa tem sido positivo nos últimos anos.

Em média cada major lança por ano quatro novos artistas nacionais. Os custos com cada um deles têm sempre por base a expectativa de vendas de discos mas oscilam entre os €8 e os €20 mil aos quais acresce um investimento em marketing a rondar os 30% das receitas esperadas. Em números mais precisos, uma editora como a EMI Music Portugal investe € 1,2 milhões em música por ano (dados de 2009). Feitas as contas, a edição discográfica em Portugal valeu no ano passado €37 milhões (valor da facturação das editoras), representado uma quebra de 16% face a 2008.

O reflexo das alterações de estratégia das antigas gravadoras de discos também se faz sentir no nosso país. Paulo Ferreira, director-geral da Sony, já fala em indústria de entretenimento para descrever o trabalho de uma editora. A Sony talvez seja a major que adoptou uma postura mais radical em termos de transformação. O seu relacionamento com os artistas tanto pode cingir-se a uma mera prestação de serviços - a editora grava o CD que lhe é confiado e o artista paga - como estabelecer-se através de um contrato de full-rights, que inclui até todos os direitos de exploração de imagem do artista.

De resto, são estes contratos, que garantem à editora uma percentagem de todas as receitas geradas pelo músico, os mais comuns no universo das novas contratações. João Teixeira, responsável da EMI, defende-os. São eles que lhe permitem dizer que "a edição discográfica é rentável". E são também eles que fazem com que os conteúdos vendidos actualmente pelas editoras possam alargar-se a formatos que não tenham obrigatoriamente que incluir música, como é o caso do merchandising.

(...)

Alexandra Carita / Expresso, 29 de Maio de 2010

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/tony-carreira-mariza-e-ana-moura-entre-os-que-mais-vendem=f585927#ixzz2wL4JYhQY


Discos mais vendidos - 2000/2010

FLORIBELLA - FLOR (2006 / 2007) 10P - 200000
ACÚSTICO - ANDRÉ SARDET (2006 / 2009) 8P - 160000
LAUNDRY SERVICE - SHAKIRA (2001 / 2003) 4P - 160000 (ou 3P?)
TRIBALISTAS - TRIBALISTAS (2003 / 2003) 4P - 160000
A VIDA QUE EU ESCOLHI - TONY CARREIRA (2006 / 2007) 7P - 140000 (ou 8P?)
LARA FABIAN - LARA FABIAN (2001 / 2001) 3P - 140000
O HOMEM QUE SOU - TONY CARREIRA (2008 / 2010) 7P - 140000 (ou 8P?)
THE BEST OF 1990-2000 - U2 (2002 / 2003) 6P - 240000 (ou 120000?)
1 - BEATLES (2000 / 2000) 3P - 120000
AO VIVO NO OLYMPIA - TONY CARREIRA (2000 / 2000) 3P - 120000
AO VIVO NO PAVILHÃO ATLÂNTICO - TONY CARREIRA (2003 / 2004) 3P - 120000
D’ZRT - D’ZRT (2005 / 2005) 6P - 120000
ECHOES - PINK FLOYD (2001 / 2001) 3P - 120000
FADO CURVO - MARIZA (2002 / 2010) 6P - 120000
FADO EM MIM - MARIZA (2001 / 2010) 6P - 120000
HOW TO DISMANTLE AN ATOMIC BOMB - U2 (2004 / 2005) 3P - 120000
MORANGO DO NORDESTE - CANTA BAHIA (2001 / 2001) 3P - 120000
O MELHOR DE RUI VELOSO 20 ANOS DEPOIS - RUI VELOSO (2000 / 2000) 3P - 120000
VOAR - SANTAMARIA (1999 / 2000) 3P - 120000
O CONCERTO ACÚSTICO - RUI VELOSO (2003 / 2005) 8P - 160000 (ou 80000?)


CARIBE MIX 2000 - VÁRIOS ARTISTAS (2000 / 2000) 4P - 160000
NOW 7 - VÁRIOS ARTISTAS (/ 2003) 4P - 160000
NOW 10 - VÁRIOS ARTISTAS (2004 / 2004) 3P - 120000
NOW 11 - VÁRIOS ARTISTAS (2004 / 2004) 3P - 120000
NOW 8 - VÁRIOS ARTISTAS (/ 2003) 3P - 120000
NOW 9 - VÁRIOS ARTISTAS (2003 / 2004) 3P - 120000


As colectâneas das várias séries da novela "Morangos Com Açucar" venderam mais de  500.000 unidades.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Jornal de Negócios

Uma luz muito ténue lá ao fundo

"Quando há maiores dificuldades, a criação acaba por ser mais forte", diz Joaquim Durães, da Lovers & Lollypops, que aponta alternativas como as "gravações caseiras", que hoje em dia já são de "qualidade".

As vendas no sector fonográfico decrescem a um ritmo de 20 a 30% ao ano em Portugal. A pirataria aumenta e o fisco faz cobranças "indevidas". A quantidade de projectos que chega às editoras mantém-se, mas muitos não se concretizam. São traços de uma indústria que vislumbra uma luz muito ténue ao fundo do túnel.


As receitas da indústria musical, a nível mundial, cresceram em 2012 pela primeira vez desde 1999. Os dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica revelam uma subida de 0,3%, perfazendo 16,5 mil milhões de euros, com o segmento das vendas em suporte digital a aumentar 9%.


Porém, a realidade do mercado musical português é bem diferente. A Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) ainda não revelou os dados oficiais do mercado relativos a 2012. Contudo, os valores parciais do último ano revelam que a indústria nacional segue a tendência de queda verificada nos últimos anos. A variação da facturação total no primeiro semestre de 2012 diminuiu 2,15% face ao período homólogo. Em 2011, a facturação total caiu 26,47%.


O único indicador positivo está nas vendas em suporte digital, que seguem a tendência internacional e têm vindo a crescer ao longo dos anos. No primeiro semestre de 2012, o digital cresceu 27,13% e em 2011 aumentou 63,56%.


As vendas em suporte digital não amparam a queda das do suporte físico. Em 2011, o número de CD's vendidos recuou 13,57% face a 2010 e nos primeiros seis meses do último ano decresceram 25%. Na última década, as vendas em suporte físico recuaram 80%.


Eduardo Simões, director-geral da AFP, considera a pirataria como principal factor para a diminuição das vendas, apontando o dedo à legislação que não será "adequada" e "desenhada para a pirataria física". Contudo, a crise também tem a sua dose de culpa. "Há consumidores que deixaram de comprar por questões exclusivamente económicas".


Já Joaquim Durães da editora Lovers & Lollypops, encara a partilha de ficheiros como "oportunidade". "A partir do momento em que disponibilizamos música para "download", a venda dos discos duplica e a exposição internacional das bandas aumenta".


"Quando há maiores dificuldades, a criação é mais forte"

Apesar da conjuntura socioeconómica, a procura dos artistas pelas editoras continua a ser a mesma. "Não houve uma quebra da procura, mas a concretização dos projectos é diferente", revela Fernando Rocha, fundador da Numérica. "São poucos os artistas que se conseguem financiar para gravar", diz. Na Numérica, a gravação e edição de um disco ronda os quatro mil euros.


"Quando há maiores dificuldades, a criação acaba por ser mais forte", garante o homem da Lovers & Lollypops, que aponta alternativas como as "gravações caseiras", que hoje em dia já são de "qualidade". Na Lovers & Lollypops, editar um álbum pode ir dos dois aos oito mil euros.


Cobrança fiscal "indevida"

Aos problemas sentidos pela indústria musical portuguesa junta-se o que a Audiogest, associação que gere os direitos de autor, nomeia de "cobrança retroactiva" pelas autoridades financeiras. As Finanças têm vindo a realizar inspecções a produtores fonográficos e a "exigir", de acordo com a Audiogest, liquidações adicionais de IVA que remontam à actividade entre 2008 e 2009.


Segundo a associação, o fisco estará a aplicar retroactivamente uma norma que vigorou apenas em 2012 e impunha a liquidação de IVA aos direitos de autor e conexos de pessoas colectivas. Em causa estão valores de liquidação na ordem dos 12 milhões de euros, valor que representa "mais de metade do volume de negócio da indústria fonográfica", afirma Miguel Carretas, director-geral da Audiogest. Esta medida, diz, "poderá deitar abaixo toda a indústria discográfica".


A luz ao fundo do túnel

Para Fernando Alves, das Edições Valentim de Carvalho, uma das soluções para reavivar a indústria fonográfica é a "devida publicitação" dos serviços, nomeadamente os digitais e de "streaming". No entanto, o formato físico não deve ser descurado: "há uma parte do mercado que não abre mão do suporte físico, quer pela qualidade, quer pelo grafismo". O director-geral da AFP acrescenta a criação de legislação mais actual para atenuar os "downloads" ilegais, como forma de devolver sustentabilidade ao mercado. Para Joaquim Durães, a solução passa por potencializar os concertos das bandas associadas às editoras.

Inês Balreira, Jornal de Negócios, 28/03/2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mercado português em aflição

Dinheiro Vivo
Grandes superfícies encomendam cada vez menos CD às editoras e receitas continuam a cair

Vendem-se cada vez menos CD

A Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) ainda não divulgou os números oficiais de venda de música em 2012, mas a expectativa é de mais uma quebra significativa. Nos últimos anos, as vendas caem a um ritmo de 20% a 30% por ano e desde 2009 as receitas recuaram para quase metade.

"O mercado português ainda está muito dependente dos formatos tradicionais e enquanto não reverter esta tendência continuará a cair", indica Francisco Vasconcelos, administrador das Edições Valentim de Carvalho. "Infelizmente as lojas de música têm vindo a desaparecer e os CDs são cada vez mais consumidos em lojas multiproduto ou supermercados", frisa o responsável.

Armando Cerqueira, dono da editora Edisco, traça um cenário negro. "O mercado vem a cair todos os anos, os mercados tradicionais das editoras, as lojas de especialidade nas cidades estão praticamente extintas, sobrando somente as grandes superfícies, que devido a quedas enormes e consecutivas de vendas, cada vez menos apostam no produto", explica ao Dinheiro Vivo.

É o mesmo cenário que se vive na Vidisco, editora histórica do mercado português. "Vemos que as grandes superfícies compram menos 50% do que compravam há uns anos", revela fonte da editora. "Tentamos fazer acordos contratuais", indica, para minimizar o impacto da redução da procura.

Um dos problemas do mercado português é que a venda de CD nas lojas cai e não é compensada pelo aumento das vendas em plataformas digitais, ao contrário do que acontece na maioria dos mercados europeus. Enquanto a média de crescimento da venda digital na Europa é de 380% ao ano, em Portugal foi pouco mais de 54% em 2011.

A Edisco nem sequer tem a música à venda online. "Nós não trabalhamos com plataformas digitais pois o nosso público alvo não as utiliza", comenta Armando Cerqueira. "As vendas estão muito baixas mesmo."

O administrador da Valentim de Carvalho {agora associada à Iplay} sublinha que "O mercado digital no nosso país continua incipiente e as recentes decisões do Ministério  Público, que objetivamente protegem a pirataria, não vêm ajudar a criar um verdadeiro mercado digital. Francisco Vasconcelos refere que a editora aguarda "com expectativa o aparecimento de plataformas de streaming, como o Spotify e o Deezer, a criação da plataforma portuguesa do YouTube e a entrada do Google Play."

Na última década, segundo as contas da AFP, as receitas da indústria musical caíram 80%. "Está claramente em causa a sobrevivência" da indústria musical portuguesa, considera o presidente da AFP, Eduardo Simões.

Por Ana Rita Guerra / Dinheiro Vivo,  04/02/2013

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fado representa 20% das vendas de discos de música portuguesa

Portugueses já consomem mais música "made in" Portugal do que internacional. Apesar das vendas estarem a cair, repertório nacional é líder.

O fado representa já 20% das vendas de música portuguesa, com mais de 305 mil discos vendidos só em 2010. O sucesso deste género musical junto do público é, aliás, uma das explicações para que a música nacional tenha já destronado a internacional.

O presidente da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), Eduardo Simões, alerta, contudo, para as limitações dos dados sobre o fado, uma vez que há "uma série de empresas que não fazem parte do levantamento", os dados não contemplam os discos "budget" (mais baratos) e a classificação de fado, pop, rock ou outro género é feita por cada empresa.

Ainda assim, Eduardo Simões crê que o peso do fado na música portuguesa não deve fugir muito dos 20%. E mais: "sem a evolução que se registou no fado era muito difícil atingirmos uma quota de 35% [no valor] de vendas no repertório nacional. Durante anos manteve-se abaixo dos 24% e só nos últimos dois anos é que começou a subir para estes níveis. O que foi também um efeito da lei da rádio que introduziu quotas de difusão de música portuguesa", explicou.

O musicólogo Rui Vieira Nery destaca também os efeitos da nova lei da rádio, bem como o aparecimento de uma estação de fado, como impulsionadores deste maior consumo deste género musical. Além disso, continuou, "vivemos numa época de globalização" e os jovens querem, cada vez mais, "afirmar a sua diferença cultural local". Por último, o facto de o fado estar mais disperso por todo o País, por oposição ao que aconteceu "até muito tarde no século XX em que continuava a estar sobretudo enraizado em Lisboa".

Galardões no fado bateram recorde em 2010

Quem está no terreno também atesta o peso do fado nas vendas. O director de marketing e comunicação institucional da FNAC disse ao Negócios que os discos de fado representam "cerca de 25% das vendas de música portuguesa" nas 17 lojas espalhadas pelo País. "Há, de facto, uma nova geração de jovens fadistas que tudo tem feito para catapultar o fado para as luzes da ribalta, o que explica o aumento da procura por parte do público", explicou.

Quanto ao destaque que dão ao fado nas lojas, Viriato Filipe explicou que se limitaram a acompanhar o "início e a ascensão" de artistas como a Mariza, Ana Moura, Camané e Aldina.

A comprovar a adesão do público ao fado estão também os galardões conquistados pelos intérpretes portugueses. Em 2010 foram atribuídos 21 discos de platina e cinco de ouro, segundo os dados da AFP. Entre 2005 e o primeiro semestre de 2011 foram atribuídos 77 galardões. Mariza foi a fadista que mais vendeu neste período.

Portugueses ouvem cada vez mais música nacional

Mas não é só o fado que tem conquistado os portugueses. Os discos portugueses estão cada vez mais entre as escolhas dos consumidores. "Apesar de o mercado dos discos ter sofrido uma forte quebra de vendas, a música portuguesa consegue manter uma certa estabilidade. Isto deve-se a um claro aumento da oferta de novidades e novos artistas portugueses", confirmou o director de marketing da FNAC.

Os dados da AFP mostram que entre 2008 e 2010 as vendas de discos caíram mais na música internacional (menos 27%) do que na nacional (menos 4%). Em 2010 o foço de vendas foi de mais de 500 mil discos: 2,2 milhões de discos portugueses vendidas contra 1,6 milhões de unidades de repertório internacional.

Rui Vieira Nery frisa contudo que os dados de vendas não reflectem totalmente o sucesso do artista porque "a pirataria está a destruir a indústria discográfica. Hoje em dia quase ninguém ganha dinheiro com os discos", conclui.

2005-2011 Os fadistas que mais venderam

Mariza 608 mil discos
Ana Moura 138 mil discos
Carlos do Carmo 56 mil discos
Camané 40 mil discos
Carminho 17 mil discos

Marlene Carriço / Jornal de Negócios, 26/11/2011













































segunda-feira, 16 de maio de 2011

Música Portuguesa em destaque

No dia 14 de Maio a SIC transmitiu uma peça relacionada com a tabela de vendas  nacional. A Música portuguesa domina cada vez cada mais o top de vendas. Esta semana, 9 dos 10 primeiros lugares são ocupados por artistas nacionais.

Nos últimos anos, a presença de artistas portugueses nas tabelas de vendas triplicou. A este facto não é de estranhar a introdução de quotas na Lei da  Rádio. Desde 2006 que 25% da programação radiofónica é dedicada à produção nacional.

Mas os números aparentemente optimistas escondem outra realidade. Hoje um primeiro lugar ronda as 700/800 cópias vendidas. Há sete anos ultrapassava as 2000.

O primeiro lugar da tabela é ocupado pelo disco de estreia dos Amor Electro. O numero 1 dos Amor Electro corresponde a 700 discos vendidos. Em Maio de 2004 Diana Krall chegou ao topo da tabela com mais de 2000 discos vendidos. Hoje um primeiro lugar ronda as 800 cópias por semana.

Eduardo Simões da AFP considera que este é um mercado em agonia onde houve 18 meses de total passividade do Governo perante o problema da pirataria na internet. A Associação Fonográfica Portuguesa diz que é preciso alterar a lei para travar os downloads ilegais.

Sucessos dos anos 80

Lista compilada por Marco Ferrari e publicada no site UKMIX versão de 30-11-2016 Singles released in 80s, which charted in Portuguese TOP10....

Mais Vendidos